Investigadores australianos e chineses desenvolveram um novo método, alimentado pela luz solar, capaz de remover da água os chamados PFAS — substâncias conhecidas como “químicos eternos” devido à sua elevada persistência no ambiente.
O sistema recorre a um catalisador ativado pela luz do sol que permite degradar estes compostos em cerca de oito a dez horas. Segundo os cientistas envolvidos, a tecnologia demonstra um caminho promissor para a descontaminação prática e energeticamente eficiente de águas afetadas por PFAS.
Os PFAS (substâncias per- e polifluoroalquiladas) são amplamente utilizados em diversos produtos industriais e de consumo, como espumas de combate a incêndios, revestimentos antiaderentes e materiais impermeáveis. Contudo, a sua resistência à degradação tem suscitado preocupações crescentes quanto ao impacto ambiental e aos potenciais riscos para a saúde humana.
A nova abordagem aposta na energia solar como fonte limpa e abundante para ativar o processo químico de degradação, dispensando consumos energéticos elevados ou reagentes adicionais complexos. De acordo com os investigadores, os resultados obtidos em laboratório indicam que a técnica poderá vir a ser aplicada em contextos reais de tratamento de águas contaminadas.
Os autores do estudo sublinham que, embora sejam necessários mais testes e validações à escala industrial, a descoberta representa um avanço significativo na procura de soluções sustentáveis para enfrentar um dos poluentes mais persistentes da atualidade.









