A Maiambiente junta-se à RETEX (Plataforma de Circularidade Têxtil) para disponibilizar a recolha porta-a-porta de resíduos têxteis. Esta iniciativa, pioneira em Portugal, tem como objetivo não só reduzir a quantidade de têxteis enviados para incineração e para aterro, como também aumentar as taxas de reciclagem. O protocolo de colaboração entre as duas entidades foi assinado no dia 14 de abril, numa cerimónia que decorreu nas instalações da Maiambiente, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, o município da Maia elaborou o seu Plano de Ação (PAPERSU) dando especial ênfase à concretização de ações que promovam a reutilização e a reciclagem de têxteis e resíduos têxteis, através da criação de novos serviços para a população. Assim, e em alinhamento com as metas municipais e nacionais de redução de resíduos, este projeto pretende dar resposta a um problema ambiental prioritário: o desperdício têxtil e oferecer mais um serviço aos maiatos.
Anualmente, a nível mundial, são descartadas 92 milhões de toneladas de têxtil e, em Portugal, são descartadas mais de 200 mil toneladas juntamente com os resíduos indiferenciados, valores que demonstram a dificuldade crescente de gestão deste resíduo.
Marta Peneda, Presidente do Conselho de Administração da Maiambiente, referiu que “a recolha de roupa usada porta-a-porta é um projeto visionário e único no país, que pretende potenciar a economia circular, envolvendo cidadãos, escolas, associações e entidades locais. O serviço será disponibilizado mediante pedido e é alavancado em plataformas digitais para otimização de rotas e categorização das roupas recolhidas. Este é mais um passo à frente, rumo à sustentabilidade integral, que cimenta a posição de liderança do município da Maia e da Maiambiente na gestão dos resíduos.”
Pedro Fonseca, CEO da RETEX, afirma: “Este projeto marca o início de um modelo mais transparente, baseado em dados e critérios claros, que nos permitirá aumentar a reutilização e reduzir o desperdício têxtil. Este piloto foi desenhado a pensar nas pessoas. Queremos que qualquer cidadão da Maia consiga dar um destino correto aos seus têxteis de forma simples e sem esforço. Ao mesmo tempo, estamos a usar tecnologia e dados para garantir que cada peça recolhida é valorizada da melhor forma possível. Acreditamos que esta combinação — conveniência para o cidadão e inteligência operacional — é essencial para escalar a economia circular.”









