Um estudo realizado na Nova Zelândia concluiu que a maioria dos gatos se adapta com sucesso à vida exclusivamente dentro de casa, contrariando a ideia de que esta mudança é necessariamente difícil para os animais ou para os seus donos.
A investigação, promovida pela organização Companion Animals NZ e financiada por instituições ligadas ao bem-estar animal, inquiriu quase 90 proprietários que passaram a manter os seus gatos em ambiente interior. Mais de dois terços dos participantes afirmaram que a transição foi mais fácil do que esperavam.
Entre as principais razões apontadas para a mudança estão a segurança dos animais, a proteção da vida selvagem e alterações nas condições de habitação, como a mudança de residência. Cerca de 40% dos donos relataram que os seus gatos se adaptaram imediatamente ao novo estilo de vida, enquanto 35,6% indicaram que a decisão de os manter dentro de casa surgiu de forma não planeada, frequentemente devido a preocupações médicas ou de segurança.
Apesar dos resultados positivos, os proprietários referiram alguns desafios práticos e emocionais. Entre os mais comuns estão a necessidade de manter portas fechadas, a gestão da caixa de areia, sentimentos de culpa e preocupações relacionadas com o estímulo físico e mental dos animais.
Ainda assim, muitos participantes destacaram benefícios significativos, incluindo melhorias na saúde dos gatos e relações mais harmoniosas com os vizinhos. A maioria dos inquiridos considerou que os seus animais pareciam felizes após um ou dois anos de vida em ambiente interior.
Segundo Nic McDonald, gestor de Bem-Estar Animal da Companion Animals NZ e um dos autores do estudo, os resultados contribuem para o debate sobre a forma como os gatos de companhia são alojados e cuidados.
“Os proprietários relataram alguns desafios práticos e emocionais, mas muitos disseram que a transição foi mais fácil do que esperavam, que os seus gatos pareciam felizes e que pretendem manter futuros gatos dentro de casa”, afirma o investigador.
Os autores defendem que as conclusões poderão ajudar a desenvolver estratégias de apoio aos proprietários que optem por esta mudança, sempre que tal seja adequado para o bem-estar do animal e para a dinâmica familiar.









