Maioria dos neozelandeses opõe-se ao regresso das exportações de animais vivos por motivos de bem-estar

A investigação, baseada num inquérito a cerca de 2.000 pessoas, mostra uma forte preocupação pública com o bem-estar animal.

Redação

Um novo estudo financiado pela RNZSPCA indica que mais de metade dos cidadãos da Nova Zelândia é contra a reversão da proibição das exportações de animais vivos, decisão que tinha sido implementada em 2023 e que o atual Governo pretende reavaliar.

A investigação, baseada num inquérito a cerca de 2.000 pessoas, mostra uma forte preocupação pública com o bem-estar animal. Apesar de os agricultores revelarem um maior conhecimento sobre o funcionamento deste tipo de comércio, as suas preocupações éticas em relação ao tratamento dos animais são semelhantes às da restante população.

Segundo os autores do estudo, muitas das opiniões contrárias às exportações de animais vivos não dependem apenas de informação técnica ou regulamentar, mas sim de convicções éticas profundas sobre o bem-estar animal. Estas posições, sublinham, tendem a manter-se mesmo quando são apresentados novos dados ou esclarecimentos.

Os investigadores defendem, por isso, que os valores da população devem ter um peso central na definição de políticas públicas nesta matéria, especialmente quando estão em causa práticas com impacto direto no tratamento de animais.

O estudo surge num momento de debate político na Nova Zelândia sobre o possível regresso das exportações de animais vivos, uma prática que tem sido alvo de contestação por organizações de defesa dos animais e por parte significativa da opinião pública.

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