Ministra anuncia avanços em esporões e ribeiras de Espinho para garantir época balnear limpa

“Esta obra [no esporão de Silvalde] já estava planeada e começada, mas vamos acrescentar mais duas intervenções nos esporões que faltavam”, declarou Maria Graça Carvalho, em referência aos paredões norte e sul da freguesia de Paramos.

Green Savers com Lusa

A ministra do Ambiente e Energia anunciou ontem que vai avançar com obras em mais dois esporões e três ribeiras de Espinho para melhorar a proteção costeira e garantir às praias locais águas limpas no arranque da época balnear.

Maria Graça Carvalho abordou o tema na visita às obras de reabilitação do esporão de Silvalde, que, no referido concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, já estava a ser intervencionado antes dos temporais de fevereiro, mas cuja obra foi agora revista para acautelar efeitos negativos do mau tempo.

A empreitada em causa vai custar cerca de 2,4 milhões de euros e deverá ficar concluída até final do ano, prevendo a instalação de 360 tetrápodes na costa, cada um com 34 toneladas de betão, mas o objetivo de Ministério e Agência Portuguesa do Ambiente é agora acelerar a execução de intervenções paralelas também necessárias no município com cerca de oito quilómetro de costa.

“Esta obra [no esporão de Silvalde] já estava planeada e começada, mas vamos acrescentar mais duas intervenções nos esporões que faltavam”, declarou Maria Graça Carvalho, em referência aos paredões norte e sul da freguesia de Paramos.

Segundo José Pimenta Machado, presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, para esses esporões ainda se estão “a fazer os projetos”, mas as intervenções irão abranger a zona da Capela de São Pedro, situada mesmo na linha de mar, e também a estação de tratamento de águas residuais, instalada a poucos metros da praia.

“Além disso, também estivemos hoje a ver as três ribeiras [de Espinho] que sofreram com as cheias e vamos fazer uma obra em cada uma delas, de modo a ver questões de poluição”, acrescenta a ministra do Ambiente, anunciando procedimentos de limpeza, se necessários, e também operações de renaturalização das margens, para eventual consolidação dos respetivos leitos.

Em causa estão as ribeiras do Mocho, de Silvalde e de Rio Maior, esta última também na freguesia de Paramos, onde ainda a 10 de fevereiro as águas galgaram as margens e inundaram tanto a praça do quartel do Regimento de Engenharia como os terrenos do Aeródromo da Costa Verde, obrigando ao corte de estradas.

Para Maria Graça Carvalho, o conjunto desses trabalhos é assim “muito importante para garantir que todas estas praias [de Espinho] possam ter Bandeira Azul no próximo verão”.

Quanto a intervenções no concelho vizinho de Ovar, a ministra reconheceu o estado crítico da Praia de São Pedro, na freguesia de Maceda, onde há o risco de uma derrocada na respetiva arriba expor detritos acumulados num antigo aterro sanitário instalado junto ao areal e selado há cerca de 30 anos. A ministra garante, por isso, que a situação dessa praia específica será revista a tempo do balanço nacional sobre os efeitos do mau tempo na orla marítima portuguesa, anunciado para 11 de março na sede do Porto da Agência Portuguesa do Ambiente.

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