A Casa da Arquitetura – Centro Português de Arquitetura vai estrear-se com uma programação própria na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), no Brasil, promovendo entre 23 e 26 de julho um conjunto de debates dedicados às alterações climáticas, ao território, às cidades e às políticas públicas, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, a iniciativa, integrada na Casa Flip + Casa da Arquitetura, reunirá mais de meia centena de convidados portugueses e brasileiros em 16 mesas-redondas e apresentações editoriais, com o objetivo de refletir sobre alguns dos principais desafios ambientais, urbanos e sociais da atualidade.
Entre os destaques da programação está a conversa “Compromisso climático e ações territoriais”, que colocará frente a frente a ministra do Ambiente e da Energia de Portugal, Maria da Graça Carvalho, e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, João Paulo Capobianco. O debate pretende analisar de que forma os compromissos assumidos na COP30 podem ser traduzidos em políticas públicas e ações concretas nos territórios.
A governação urbana e a adaptação das cidades às alterações climáticas serão igualmente abordadas na sessão “Estratégias territoriais: decisões urgentes para cidades em tempos de mudança climática”, que contará com a participação do secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, da antiga prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, e do prefeito de Barcarena, Renato Ogawa.
Outra das sessões centrais será dedicada ao papel dos parques e dos espaços públicos na adaptação climática. Em “Desenho urbano e da paisagem: parques e espaços públicos para a adaptação climática”, especialistas portugueses e brasileiros irão discutir soluções baseadas na natureza e estratégias para aumentar a resiliência das cidades.
A arquitetura assume um papel central ao longo de toda a programação. O arquiteto paraguaio Solano Benítez, vencedor do Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza, participa na conversa “Leitura territorial”, ao lado da arquiteta portuguesa Inês Lobo, para refletir sobre novas formas de interpretar e transformar a cidade e o território.
A relação entre crescimento urbano, sustentabilidade e qualidade de vida estará em destaque na mesa “Ambiente e território”, enquanto a sessão “Arquitetura contemporânea como ativo turístico estratégico” abordará o contributo da arquitetura para o desenvolvimento económico e para um turismo mais sustentável.
A programação inclui ainda debates sobre património, memória e identidade territorial, bem como a apresentação de várias publicações ligadas à arquitetura, entre as quais Lucio Costa Arquivo, a nova edição de Raízes do Futuro: Lucio Costa e a Tradição Moderna, de Guilherme Wisnik, e Construir o Aberto. Arquitectura e Verso.
A literatura também marcará presença no programa, através de autores como Valter Hugo Mãe, Carla Madeira, Ignacio de Loyola Brandão, Vladimir Safatle, Guilherme Wisnik e Eliana Alves Cruz, que participarão em conversas dedicadas à memória, à cidade, ao pensamento crítico e aos desafios contemporâneos.
Com esta estreia na FLIP, a Casa da Arquitetura reforça a sua presença internacional e consolida-se como uma plataforma de reflexão sobre as grandes questões ambientais, territoriais e urbanas que marcam o século XXI.









