Uma nova espécie de vespa parasitoide, nativa dos lagos da Patagónia chilena, foi batizada em homenagem a David Attenborough, o afamado naturalista britânico que celebra hoje o seu 100.º aniversário.
De nome Attenboroughnculus tau, foi recolhida em 1984 em Valdivia, uma província do centro do Chile, mas os traços que a tornam distinta de outras espécies só foram identificados recentemente. Não só a espécie é nova, como também o é o género a que ela pertence. O epíteto específico “tau” é uma referência à 19.ª nona letra do alfabeto grego, que corresponde ao nosso “T”, cuja forma está desenhada na face dorsal da parte posterior da vespa.

A nova espécie é descrita oficialmente num artigo publicado recentemente na revista ‘Journal of Natural History’, cujos autores explicam que a atribuição do género a Attenborough é uma forma de reconhecimento não só “do contributo extremamente marcante para a nossa compreensão do mundo natural”, mas também por ter inspirado gerações de cientistas a seguirem carreiras ligadas à História Natural.
A nova espécie pertence a um grupo de vespas parasitoides chamadas icneumonídeos. Com aproximadamente 41.000 espécies conhecidas em todo o mundo, são dos grupos de insetos mais diversos, mas no Chile e na parte mais austral da América do Sul as espécies não são assim tantas.

Os investigadores acreditam que a chilena Attenboroughnculus tau seja uma relíquia dos tempos em que a América do Sul, a Austrália e a Antártida eram um só continente, Gondwana. Quando esse continente se fragmentou há cerca de 200 milhões de anos, a pequena vespa terá evoluído no Chile, isolada do resto do grupo. Os parentes mais próximos estão na Austrália, dizem os cientistas.
Pouco ou mesmo quase nada se sabe acerca desta nova espécie, mas, sendo parte do grupo das vespas parasitoides, é expectável que, tal como outras, deposite os seus ovos noutros animais, que servem de hospedeiros e de alimento vivo para quando a larva nascer.









