Nova liderança da MOBI.E quer reforçar mobilidade elétrica em setores estratégicos como os transportes públicos

“Hoje a MOBI.E tem conectados à sua plataforma mais de 14.000 pontos de carregamento para veículos elétricos em todo país”, recorda António Veiga Ferrão, acrescentando que “queremos levar este conhecimento acumulado na interoperabilidade da mobilidade elétrica, e aplicá-lo a outros setores estratégicos da mobilidade, como o do transporte público, sempre com foco na melhoria da experiência do utilizador”.

Redação

Reforçar a mobilidade elétrica em Portugal e expandi-la para outros setores estratégicos, como os transportes públicos, são algumas das prioridades da nova administração da MOBI.E.

No passado dia 2 de março, entrou em funções o novo Conselho de Administração, com António Veiga Ferrão a assumir a presidência, a quem se juntam Sílvia Amaral, como vogal, e Alexandra Toscano, como responsável da área financeira.

Em comunicado, a nova administração diz trazer consigo “uma visão ambiciosa para o futuro da mobilidade elétrica em Portugal”, com o novo presidente a salientar o posicionamento da empresa pública como “hub de interoperabilidade, no novo contexto regulatório, reforçando o seu papel como pilar da mobilidade sustentável em Portugal”.

“Hoje a MOBI.E tem conectados à sua plataforma mais de 14.000 pontos de carregamento para veículos elétricos em todo país”, recorda António Veiga Ferrão, acrescentando que “queremos levar este conhecimento acumulado na interoperabilidade da mobilidade elétrica, e aplicá-lo a outros setores estratégicos da mobilidade, como o do transporte público, sempre com foco na melhoria da experiência do utilizador”.

Num momento de transformação regulatória, marcado pela entrada em vigor do Novo Regime Jurídico da Mobilidade Elétrica (RJME), a MOBI.E, que desde 2015, atua como Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica, está a preparar-se internamente para operar no mercado liberalizado. Diz a entidade que está a trabalhar em soluções que permitam aos operadores de pontos de carregamento continuarem a oferecer a interoperabilidade para lá do período de transição.

“Esta aposta tecnológica, permitirá uma transição completa para o novo modelo de mercado sem disrupção, garantindo que nenhum operador ou utilizador de veículo elétrico é afetado e que a mobilidade elétrica continua a crescer de forma sólida em Portugal”, refere, em nota, a empresa responsável pela gestão e monitorização da rede de postos de carregamento elétrico.

Em paralelo, a MOBI.E prepara-se para assumir as funções de Entidade Agregadora de Dados da Mobilidade Elétrica, permitindo a sua agregação junto do PAN – Ponto de Acesso Nacional, gerido pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

As apostas futuras da MOBI.E, em linha com as exigências do mercado e com as metas europeias de descarbonização, passam pela disponibilização de soluções tecnológicas de interoperabilidade (hub de roaming) e disponibilização de sistemas gestão de postos de carregamento, tanto em redes de acesso público como privado. Estes novos serviços, assegura a empresa, permitirão o crescimento do ecossistema da mobilidade elétrica de uma forma integrada e simples para os utilizadores e de uma forma agregada e vantajosa para os stakeholders do mercado, nomeadamente os Operadores de Pontos de Carregamento.

Sílvia Amaral vogal da nova administração da MOBI.E, refere que importa também “aproximar a MOBI.E do setor – operadores, plataformas, fabricantes e utilizadores – e contribuir para um sistema mais integrado e digital”.

“Acreditamos que estas alterações legislativas trazem consigo novas oportunidades para desenvolver esta área em que a MOBI.E já tem provas dadas”, observa.

Durante o período transitório previsto no novo Regulamento Jurídico da Mobilidade Elétrica, a MOBI.E diz que manterá “o compromisso de facilitador da transição para a mobilidade elétrica em Portugal, mantendo o seu apoio aos stakeholders do mercado”.

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