Os portugueses estão a reciclar mais (especialmente o vidro)

A quantidade de embalagens enviadas para reciclagem cresceu em 6%, comparativamente ao período homólogo.

Green Savers

Os portugueses estão a reciclar cada vez mais, mostra a análise do primeiro semestre de 2022, da Sociedade Ponto Verde. A quantidade de embalagens enviadas para reciclagem cresceu em 6%, comparativamente ao período homólogo.

Nos primeiros seis meses do ano foram recicladas 214.511 toneladas de embalagens, provenientes da recolha seletiva dos ecopontos verde, azul e amarelo. De acordo com dados sobre o desempenho do SIGRE – Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens, dos diferentes materiais de embalagens que são colocados no mercado, evidenciaram-se três: o vidro, o alumínio e o plástico. Foram colocados para reciclar 100.119 toneladas de vidro, mais 9% do que o mesmo período de 2021, 832 toneladas de alumínio, mais 16%, e 38.769 toneladas de plástico, mais 4%.

Com destaque para o vidro, cuja taxa de reciclagem tem vindo a crescer nos últimos dois anos. De acordo com a Sociedade Ponto Verde, “Para este resultado está a contribuir a estratégia que resulta do compromisso assinado entre os agentes do setor de superar as metas da reciclagem deste material para 2025. Atualmente, a taxa de reciclagem do vidro é de 56% em Portugal e o objetivo é chegar aos 75% até 2025”. Alcançar estas metas exige o compromisso de todos, porém, exige essencialmente o contributo dos estabelecimentos do canal HORECA, ou seja, dos cafés, restaurantes e hotéis.

Os dados da recolha seletiva de embalagens em Portugal, referentes ao primeiro semestre do ano, deixam-nos particularmente satisfeitos, uma vez que os resultados mais significativos surgem, precisamente, dos materiais que necessitam de um maior crescimento face às metas previstas”, afirma a CEO da Sociedade Ponto Verde, Ana Trigo Morais. “Continuamos a contar com os portugueses para que se consiga aumentar o número de embalagens colocadas nos ecopontos e que reciclem estejam onde estiverem, nomeadamente neste período de verão e de maior consumo fora de casa.”

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