A bioluminescência nas cavernas neo-zelandesas

A bioluminescência é um dos fenómenos naturais mais deslumbrantes e o fotógrafo Joseph Michael consegue tornar este espectáculo ainda mais espectacular através das suas fotografias de longa exposição.

Tiradas numa caverna de calcário, com 30 milhões de anos, na Ilha do Norte, Nova Zelândia, as fotografias documentam o brilho misterioso e quase sobrenatural emitido por vermes bioluminescentes que se fixaram no tecto da caverna. Ao projecto fotográfico da gruta e dos vermes bioluminescentes, Joseph Michael chamou “Luminosity”.

De acordo com o fotógrafo a maioria das fotos são de longa exposição e demoraram entre cinco minutos a uma hora para tirar.

Os vermes bioluminescentes não são os únicos organismos que conseguem produzir e emitir brilho de uma forma natural. A bioluminescência é também comum a animais como as medusas, fungos e pirilampos. Os vermes luminosos das fotografias de Joseph Michael são Arachnocampa luminosa, uma espécie de mosquito cujas larvas se alimentam de fungos endémica da Nova Zelândia.

Estas larvas de mosquito ficam suspensas no tecto da gruta através de fios de seda que podem chegar aos 40 centímetros, de maneira a capturarem mais facilmente os fungos. Quanto mais faminta estiver a larva mais intenso é o seu brilho – que atrai as presas.

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