À medida que as zonas urbanas se vão desenvolvendo, os municípios têm procurado manter zonas verdes dentro das cidades, quer na construção de jardins, quer plantando árvores e canteiros. A cidade de Lisboa foi selecionada como Capital Verde 2020, mas muitos têm vindo a questionar a forma como o património arbóreo está a ser tratado.
O partido PAN (Pessoas-Animais-Natureza) quer pôr fim à política de abate de árvores em Lisboa, pelo que apresentou uma recomendação na Assembleia no sentido de prevenir o abate de árvores adultas e saudáveis e de podas excessivas.
A deputada Inês de Sousa Real, afirma “Este tipo de tratamento perante a biodiversidade da nossa cidade não encaixa naquela que é a Capital Verde 2020”, justificando “Constata-se uma certa perversidade na prática de abate de árvores para criar espaços verdes, o que é altamente imprudente face à crise climática que vivemos. Para além das árvores jovens não proporcionarem os mesmos efeitos de uma árvore adulta, muitas das árvores jovens que têm sido plantadas no âmbito de projetos de requalificação não sobrevivem por falta de cuidados.”
A legislação dá o poder de gestão de manutenção do arvoredo às Juntas de Freguesia. Assim, o PAN propõe ao Governo as seguintes medidas:
- Previamente à tomada de decisão de abate, passe a ser aferido, caso a caso, o real e afetivo risco de problemas estruturais ou fitossanitários identificados que justifiquem uma medida tão radical;
- Não sejam executados quaisquer trabalhos de poda, abate ou de remoção de cepos durante o período de nidificação de aves;
- Seja introduzida uma alteração ao Regulamento Municipal do Arvoredo para que passe também a ser avaliada a longevidade das espécies arbóreas em questão e os riscos decorrentes do seu abate para a biodiversidade;
- Seja promovida a consulta junto de associações do sector, ONG’s e grupos de moradores que possam vir a ser afetados.









