As perdas económicas decorrentes de catástrofes naturais diminuíram 10% relativamente à média dos últimos 10 anos no primeiro semestre, situando-se nos 100.000 milhões de dólares (cerca de 86.600 milhões de euros), informou hoje a Swiss Re.
De acordo com o relatório semestral da multinacional suíça, a conta para as seguradoras ascendeu a 42.000 milhões de dólares (cerca de 36.347 milhões de euros), o que representa uma descida de 16% e o valor semestral mais baixo desde 2020.
Chuvas torrenciais, tornados e outras tempestades foram a principal causa das perdas, num valor de 28.000 milhões de dólares (cerca de 24.231 milhões de euros), valor também inferior à média.
A Swiss Re recorda que o segundo semestre do ano representa, em média, 58% das perdas globais seguradas, devido aos estragos que, nesta altura do ano, costumam causar os furacões do Atlântico Norte.
“Um primeiro semestre menos oneroso não significa que o risco tenha desaparecido: um único furacão, terramoto ou incêndio florestal de grande dimensão pode alterar rapidamente o panorama”, advertiu o responsável pelos riscos de catástrofes da Swiss Re, Balz Grollimund.
Destaca-se, neste sentido, os possíveis danos que os incêndios florestais podem ter causado desde o mês passado em países como Espanha e França, num contexto em que a Europa regista agora mais 64% de dias quentes (com médias superiores a 30 graus) do que em meados do século passado.
Segundo a Swiss Re, as perdas decorrentes dos incêndios florestais representam uma parte relativamente pequena do total, mas são também as que estão a crescer mais rapidamente, entre 8% e 11% ao ano desde 1970.
O relatório destaca ainda que os terramotos que abalaram a Venezuela em junho causaram perdas económicas de 20.000 milhões de dólares (cerca de 17.308 milhões de euros), embora estime que apenas uma pequena parte dos danos estivesse coberta por seguros.









