Polícia espanhola desmantela rede criminosa que se dedicava à “eliminação sistemática” de linces e outras espécies protegidas

A “Operação LINCU” resultou na detenção de três pessoas, na acusação de duas pessoas coletivas e na apreensão de cinco armas de fogo, munições, armadilhas ilegais e cadáveres de espécies protegidas pela lei de Espanha.

Redação

O Serviço de Proteção da Natureza (SEPRONA) da Guarda Civil Espanhola desmantelou uma rede criminosa que há mais de um ano abatia ilegalmente predadores numa zona de caça na cidade de Cuenca.

De acordo com as informações partilhadas pelas autoridades nas redes sociais, a “Operação LINCU” resultou na detenção de três pessoas, na acusação de duas pessoas coletivas (empresas ou associações, não é especificado) e na apreensão de cinco armas de fogo, munições e equipamentos de caça não seletivos e ilegais, incluindo venenos, laços e outras armadilhas.

Além disso, o SEPRONA recolheu também carcaças de espécies protegidas pela lei espanhola, como o gato-bravo (Felix silvestris), o sacarrabos (Herpestes ichneumon) e o lince-ibérico (Lynx pardinus).

Tudo indica que os criminosos se dedicavam à “eliminação sistemática” dos predadores selvagens para reduzir a competição com caçadores, promover a caça menor, como aves e pequenos mamíferos, e, dessa forma, aumentar o rendimento económico da área de caça.

O SEPRONA explica que, além de criminosa, a eliminação de predadores é ineficaz, pois produz o efeito contrário. E dá como o exemplo o lince-ibérico: “a presença do lince-ibérico afasta outros pequenos predadores, como raposas e sacarrabos, o que equilibra o ecossistema e promove o crescimento das populações de coelhos e perdizes”.

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