Com o aparecimento e propagação do coronavírus, foram várias as imagens via satélite que foram aparecendo de todo o mundo para mostrar o impacto que o surto tivera na atmosfera: a grande redução da poluição do ar.
Um estudo da Universidade Politécnica de Valencia mostra a diferença de uma semana para a outra (10-14/15-20 março) no ar da Península Ibérica, relativamente aos níveis de dióxido de azoto (NO2).
Em Portugal, a diferença mais notória observa-se nas regiões de Lisboa e do Porto, e em Espanha nas cidades de Madrid e Barcelona. É claro que as maiores cidades são as que poluem mais, e com o atual confinamento da população e o abrandamento de todos os setores de economia, é possível ver diferenças positivas neste aspeto.
A Agência Europeia do Ambiente (AEA) afirmou que dentro deste espaço de tempo, em Lisboa, os níveis de NO2 caíram em 40%. Já dados da ABC revelam que em Espanha, a poluição reduziu em cerca de 83%, com a fraca movimentação da população pelo país.
Simultaneamente, já tinha sido referido o caso da cidade de Wuhan, e posteriormente o do norte de Itália, em que os níveis de NO2 na atmosfera tinham caído drasticamente.
Hans Bruyninckx, diretor executivo da AEA diz que na Europa, “Os dados da AEA mostram uma imagem precisa da queda da poluição atmosférica, especialmente devido à redução do tráfego nas cidades. No entanto, abordar problemas da qualidade do ar a longo prazo requer políticas ambiciosas e investimentos continuados”, pois o objetivo é que a transição seja bem trabalhada, de forma resiliente e sustentável pela sociedade.

Imagens satélite da Península Ibérica.









