É já no próximo sábado, 29, que acontece a Marcha Mundial do Clima, em simultâneo em 25 países, tendo como pano de fundo as políticas de Donald Trump, presidente dos EUA, que impedem a defesa do clima e dos efeitos para a humanidade de um aumento catastrófico da temperatura e dos fenómenos climáticos extremos.

Por cá, a Marcha pelo Clima irá centrar as suas atenções na reivindicação da travagem do furo de prospecção de petróleo e gás em Aljezur e no fim dos contratos para exploração de hidrocarbonetos em Portugal. Dezenas de associações da sociedade civil e políticas vão marcar presença no evento, comprometendo-se com um Manifesto Comum.

Mas porquê fazer agora uma Marcha pelo Clima? O aquecimento global antropogénico está a ser provocado pelas elevadas emissões de gases com efeito de estufa, cuja fonte principal são os processos de combustão de hidrocarbonetos, associados à produção e consumo de energia. A magnitude das emissões de gases com efeito de estufa já ultrapassou a capacidade natural do planeta para remover esses gases da atmosfera.

Em Portugal, uma das prioridades desta transição energética “tem de ser o anulamento imediato de todas as concessões de prospecção e exploração de gás e de petróleo ao longo da costa portuguesa, do Algarve à Beira Litoral, do Oeste à Costa Alentejana”, defende a Quercus, uma das associações que se junta ao protesto.

Lisboa, Porto e Aljezur serão assim palco desta marcha, que conta com a participação de dezenas de associações e colectivos que se juntam à People’sClimateMarch Internacional nesta luta ambiental.

Foto: Shadia Fayne Wood

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