Porto avança com Plano Municipal de Arborização para mitigar alterações climáticas



A Câmara do Porto lançou um concurso público para o desenvolvimento do Plano Municipal de Arborização que vai definir, a médio e longo prazo, o que plantar, substituir ou descontinuar, tendo vista as alterações climáticas, foi hoje divulgado.

O procedimento publicado na quinta-feira em Diário da República, tem um prazo de execução de 13 meses, tendo sido fixado um valor base de 90.859 euros.

Questionada pela Lusa, a Câmara do Porto explicou que o Plano Municipal de Arborização vai refletir sobre a situação existente, e tirar o melhor partido desta para evoluir para um programa de plantações e substituições, de curto, médio e longo prazo, que permita melhorar as funções e os serviços de ecossistemas gerados pelas árvores (suporte, provisão, regulação e culturais).

O plano vai ainda informar sobre os tipos de arborização a manter, a substituir, a descontinuar e novos tipos de arborização a criar.

Todas as opções de plantação, sublinha o município, terão como preocupação permanente contribuir ativamente para adaptar a cidade e a suas infraestruturas às alterações climáticas, mitigando as disfunções climáticas, como aumento de tempestades, inundações urbanas ou fenómenos extremos de frio e calor, entre outros.

A autarquia realça que este instrumento permitirá cumprir visão da Estrutura Ecologia Municipal, que ficará estabilizada no âmbito da revisão do PDM, em fase de aprovação para período de discussão pública.

Na quinta-feira, a Câmara do Porto lançou ainda um concurso público para contratação de serviços de assessoria especializada para a criação e valorização das árvores e florestas urbanas nativas, visando o desenvolvimento e apoio à implementação de soluções que promovam, entre outros parâmetros, a biodiversidade.

Com preço base de 79 mil euros, o procedimento pretende ainda contribuir para a valorização dos solos, redução do consumo de energia, o aumento da capacidade de armazenamento de carbono e o respeito pelo ciclo natural da água.

Questionada pela Lusa, a autarquia refere que um dos projetos-bandeira que encabeçam a estratégia do município nesta área é o “FUN Porto – Florestas Urbanas Nativas no Porto” que visa a expansão das florestas urbanas n concelho e que se desdobra em quatro eixos, entre eles a Rede de Biospots, uma rede de áreas de floresta urbana dominantemente autóctone.

A primeira fase será constituída por 14 áreas que se distribuem ao longo de uma área útil de 17 hectares, em eixos de circulação principais como a Via de Cintura Interna (VCI), nomeadamente nos nós de Francos, Regado, Freixo, entre outros, bem como a Quinta de Salgueiros (junto ao Estádio do Dragão).

“As 10.000 árvores a plantar oferecerão à cidade e aos portuenses serviços “invisíveis”, como por exemplo a retenção de poluentes atmosféricos e o armazenamento de carbono, além disso, têm o potencial de armazenar aproximadamente 50 toneladas de carbono por ano, contribuindo para as medidas previstas na Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas. O investimento permite igualmente poupar recursos públicos a médio prazo (cerca de 25 mil euros por ano em custos de manutenção)”, assinala o município, em resposta à Lusa.

O projeto Porto BioLAB – Quinta de Salgueiros, é outro dos eixos de intervenção proposta pela autarquia que pretende criar nos terrenos da antiga Quinta de Salgueiros, junto ao estádio do Dragão, uma floresta urbana prestadora de serviços ecológicos que reúna o melhor do conhecimento e gere oportunidades para novas aprendizagens.

De acordo com o município, os trabalhos preparatórios estão em curso e em breve será lançado um concurso de ideias para a área.





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