No conjunto dos 27 países da União Europeia (UE), Portugal ficou em 14.º lugar no que toca à qualidade das suas águas balneares em 2024, com 82,6% delas classificadas como tendo qualidade “excelente”. Ainda assim, fica abaixo da média regional de 85,4%.
Numa análise da Agência Europeia do Ambiente (AEA) divulgada esta sexta-feira, no ano passado o Chipre foi o Estado-membro com a maior percentagem (99,2%) de águas balneares consideradas como tendo qualidade excelente, seguido pela Bulgária (97,9%) e pela Grécia (97%). Nove países da UE conseguiram médias acima dos 90% de águas balneares excelentes em 2024.
🏊 Europe’s bathing water has improved, thanks to cutting down organic pollutants & pathogens from urban wastewater!
⚠️ But there is still significant pollution of surface and groundwater.
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— EU Environment (@EU_ENV) June 20, 2025
De acordo com a AEA, “a qualidade das águas balneares na Europa tem melhorado notavelmente nas últimas décadas”, o que diz dever-se a “uma drástica redução nos poluentes orgânicos e patógenos que antes eram libertados em águas residuais urbanas não tratadas ou parcialmente tratadas”.
Isso foi possível graças à monitorização sistemática introduzida pela Diretiva Europeia das Águas Balneares (Directiva n.º 2006/7/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 15 de fevereiro), a “grandes investimentos” nas estações de tratamento de águas residuais urbanas e a melhorias nas infraestruturas associadas.
“Graças a estes esforços continuados, ir a banhos é agora também possível em água urbanas e outrora altamente poluídas”, refere a agência, salientando que isso prova que “políticas sólidas e bem implementadas podem fazer a diferença”.
No entanto, apesar de todas essas melhorias, continua a existir uma “poluição significativa” de águas superficiais e subterrâneas, reconhece a AEA, sendo que há poluentes químicos que não estão abrangidos pela diretiva das águas balneares (embora possam sê-lo pela Diretiva Quadro da Água) e, por isso, podem não estar a ser devidamente monitorizados nas águas balneares, “mesmo quando ultrapassam limites legais estabelecidos para prevenir danos ao ambiente”.









