As preguiças gigantes que vagueavam pelas Américas há milhares de anos podem ter tido um papel crucial na manutenção das florestas tropicais, desempenhando funções ecológicas semelhantes às dos atuais antas, revelam investigadores internacionais.
Um estudo recente analisou padrões microscópicos de desgaste dentário em fósseis de duas espécies de preguiças extintas. Ao contrário dos seus parentes modernos, conhecidos pelo estilo de vida lento e arborícola, estas preguiças antigas alimentavam-se de forma mais variada e desempenhavam um papel vital na dispersão de sementes e na reciclagem de nutrientes – funções essenciais para a saúde dos ecossistemas florestais.
Hoje, os antas são frequentemente apelidados de “jardineiros da floresta” precisamente por contribuírem para a regeneração natural através da alimentação e dos excrementos. Um papel semelhante é também atribuído a outros grandes herbívoros como os elefantes e os bisontes.
Segundo os autores do estudo, esta descoberta é um alerta importante para a preservação da megafauna ainda existente. Os investigadores sublinham que a extinção de grandes animais acarreta a perda de funções ecológicas que não podem ser facilmente substituídas, com impactos profundos na biodiversidade e no equilíbrio dos ecossistemas.









