Prolongar funcionamento de Almaraz até 2030 é ilegal

“É uma injustiça e uma ilegalidade, dado que houve um acordo entre as empresas e o Estado para que fechassem Almaraz em 2027. Não é assim, então é uma ilegalidade, produto de um acordo posterior que só beneficia a empresa e a especulação”, disse à Lusa, Óscar Alonso Carvalho, do MIA.

Green Savers com Lusa

O Movimento Ibérico Antinuclear (MIA) considerou hoje que o prolongamento até junho de 2030 do funcionamento da central nuclear espanhola de Almaraz, perto da fronteira com Portugal, é ilegal, prometendo lutar pela reversão da prorrogação.

“É uma injustiça e uma ilegalidade, dado que houve um acordo entre as empresas e o Estado para que fechassem Almaraz em 2027. Não é assim, então é uma ilegalidade, produto de um acordo posterior que só beneficia a empresa e a especulação”, disse à Lusa, Óscar Alonso Carvalho, do MIA.

O Ministério espanhol da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico renovou até junho de 2030 a licença de operação das Unidades I e II da Central Nuclear de Almaraz, segundo uma portaria hoje publicada.

A decisão encerra um processo que teve início em outubro de 2025, quando os três proprietários da central – Iberdrola, Endesa e Naturgy – concordaram em pedir formalmente a prorrogação.

O encerramento gradual dos dois reatores, em funcionamento desde o início da década de 1980, estava inicialmente previsto para 01 de novembro de 2027, para a Unidade I, e 31 de outubro de 2028, para a Unidade II, em conformidade com o protocolo estabelecido pelas empresas de energia.

“Agora o que temos de fazer é seguir a luta na via judicial e nas ruas, […] manter unidos todos os grupos de forças cidadãs, para pôr em evidência que este acordo é ilegal e não é conforme ao direito”, acrescentou Óscar Alonso Carvalho.

Para já, não está definida qualquer ação em concreto, mas o objetivo é que estas ocorram em Portugal e Espanha, porque, lembra, em caso de desastre, o rio Tejo, em cuja bacia se situa a central nuclear, “chega contaminado de radioatividade a Lisboa”, onde desagua.

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