Quercus exige a demolição de todas as construções nas ilhas-barreira da Ria Formosa

Num balanço feito aos 27 anos da criação do Parque Natural da Ria Formosa, que se assinalaram esta terça-feira, a Quercus defende que é “imprescindível” a demolição “imediata” de todas as construções privadas e sem utilidade pública existentes nas cinco ilhas-barreira arenosas da Ria Formosa.

“É imprescindível avançar de imediato com a remoção de todas as construções que não sejam de utilidade pública presentes nas ilhas-barreira e na península do Ancão”, indica a organização em comunicado.

“Actualmente, muitas áreas do Parque Natural encontram-se fragilizadas devido à forte pressão turística e urbana, que compreende a edificação em zonas dunares e a utilização destas zonas para estacionamento, circulação de veículos e campismo ilegal”, lê-se também no documento.

Esta situação, segundo a organização ambientalista, “gera a destruição do cordão dunar e a perda de habitat, devido à poluição da água, decorrente de descargas de efluentes urbanos e industriais, e também devido ao excesso de embarcações e das lavagens dos motores e à extracção incontrolada de inertes”.

A Quercus propõe, assim, que se adoptem novas medidas de gestão para proteger o sistema lagunar e conservar as espécies e habitats da ria, que deveriam ser protegidas pelo Plano de Ordenamento da Ria Formosa.

A Ria Formosa abrange uma área de cerca de 18.400 hectares ao longo de 60 quilómetros, estendendo-se desde o Rio Ancão até à Praia da Manta Rota. A ria encontra-se protegida pelo estatuto de Parque Nacional, atribuído em 1987. Anteriormente, esta zona húmida tinha o estatuto de Reserva Natural, instituído em 1978.

Foto: Carlos Pinto 73 / Creative Commons

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