Regulação europeia sobre IA deixa lacunas nas obrigações ambientais

O presidente da associação ambientalista Zero, Francisco Ferreira, afirmou que a regulação europeia em matéria de Inteligência Artificial (IA) deixa lacunas nas obrigações ambientais, faltando metas de eficiência energética, limites de consumo ou avaliação do ciclo de vida.

Green Savers com Lusa

O presidente da associação ambientalista Zero, Francisco Ferreira, afirmou que a regulação europeia em matéria de Inteligência Artificial (IA) deixa lacunas nas obrigações ambientais, faltando metas de eficiência energética, limites de consumo ou avaliação do ciclo de vida.

Em declarações à agência Lusa, o responsável referiu que “o AI Act integra objetivos de transparência, segurança e direitos fundamentais, mas deixa lacunas claras nas obrigações ambientais”.

“Sabe-se que vários centros de dados não têm qualquer monitorização ambiental ligada ao AI Act, e o enfraquecimento de instrumentos europeus como a Diretiva de Reporte de Sustentabilidade Corporativa que já promovem uma maior transparência ambiental têm vindo a ser enfraquecidos”, afirmou Francisco Ferreira.

O AI Act é uma proposta legislativa da União Europeia (UE) que visa regulamentar a IA de maneira abrangente, tendo como objetivo garantir que a IA seja usada de forma ética, transparente e segura, mitigando os riscos associados ao seu uso indevido.

Já a Diretiva de Reporte de Sustentabilidade Corporativa pretende melhorar o reporte de sustentabilidade com o intuito de explorar o potencial do Mercado Único Europeu para alavancar a transição para um sistema económico e financeiro sustentável e inclusivo.

O responsável relembrou ainda que em fevereiro um conjunto de várias associações não-governamentais de ambiente subscreveram uma carta aberta onde se definem cinco categorias de exigências necessárias para reduzir os dados ambientais da IA.

Entre estes objetivos, a associação destaca a necessidade de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis, computação dentro de limites, cadeias de abastecimento responsáveis, participação equitativa e transparência sobre as implicações sociais e ambientais da infraestrutura de IA.

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