Quando os empreiteiros entraram na Renwick Gallery, em Washington, encontram garrafas de licor com mais de 100 anos, sapatos velhos esquecidos e pedaços de madeira com inscrições que datam de 1867.
O que eles não esperavam encontrar, porém, era um tecto falso atrás de tecto falso. “Sabíamos que havia um tecto falso para demolir. Mas não sabíamos que, em cima desse tecto falso, existia um segundo tecto falso. E depois um terceiro tecto falso”, explicou ao City Lab Eric Bottaro, gestor de projecto da Consigli Construction.
Construído em 1861 para albergar a colecção de arte de William Wilson Corcoran, a Renwick Gallery recebeu o nome do seu arquitecto, James Renwick, e é hoje considerado o primeiro museu dos Estados Unidos.
Nos primeiros 13 anos, porém, o edifício serviu outros propósitos, mais bélicos. Quando Corcoran abriu um novo museu, mais amplo, noutra rua da capital norte-americana, o edifício foi vendido ao Governo federal, que o transformou num tribunal.
Estávamos no início do século XX e o edifício manteve o seu propósito até 1956, data em que o Governo decidiu demoli-lo. Terá sido apenas a acção da então primeira-dama, Jacqueline Kennedy, que salvou o edifício, que foi posteriormente vendido ao Smithsonion em 1965 – a quem ainda pertence, na verdade.
A recente remodelação arrancou em 2013 e foi a maior desde os anos 70. À medida que a equipa de construtores avançava nas obras, explica o City Lab, descobria que o estado do edifício estava em muito pior condição do que o esperado, pelo que foi decidido promover uma remodelação mais abrangente e cuidada.
Um dos grandes desafios da Consigli Construction foi reverter as alterações que o edifício teve nos últimos anos e devolver parte do design original à Renwick Gallery. Ai todo, a Consigli trabalhou com 47 empreiteiros, entre os quais o Anna Torre-Smith Studion, responsável por recriar e restaurar os elementos originais do edifício. Veja o resultado final.
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