Simon Bernard, estudante francês de 25 anos, ganhou uma bolsa de €150.000, atribuída pelo Ministério da Agricultura de França, para desenvolver um detector portátil de pesticidas para fruta e legumes frescos.

Resultado do último ano de estudos de Simon na Ecole Nationale Supérieure Maritime, em Havre, França, o Scan Eat consegue medir a quantidade de pesticidas dos produtos disponíveis no supermercado.

Ao analisarmos os números avançados pelo site Potato Business, rapidamente conseguimos perceber a potencial importância deste pequeno aparelho. Na agricultura convencional, em média, uma batata é tratada com pesticidas 18,9 vezes e uma maçã 35,1 vezes (com insecticidas, herbicidas, e outros que tais…), ainda antes de chegar às prateleiras dos supermercados.

Em 2015, Simon teve conhecimento de um espectrómetro de infravermelhos, o Scio da empresa israelita Consumer Physic que, com o tamanho de uma pen USB, conseguia analisar plantas, alimentos e medicamentos, e assim saber a sua composição molecular. O estudante ficou interessado na ideia e percebeu que o dispositivo podia também ser usado para detectar pesticidas em produtos frescos.

Com um simples scan à fruta ou legume, o Scan Eat faz uma análise à composição molecular do alimento, usando algoritmos que, posteriormente são convertidos em diversos níveis de pesticidas. Por fim, toda a informação é enviada através da aplicação, numa linguagem fácil de entender pelo utilizador, como conta o marketing agrícola.

O protótipo do Scan Eat é já uma realidade, e o estudante está a trabalhar no aperfeiçoamento do dispositivo, contando para isso com o apoio do Ministério da Agricultura francês, durante os próximos nove meses.

Foto: myScio Facebook