Sem camiões, o sistema económico global colapsava em cinco dias

Um mundo sem camiões duraria cerca de cinco dias. Conheça as conclusões do estudo do professor Alan McKinnon, da Kuhne Logistics University, de Hamburgo.

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Consegue imaginar um mundo sem camiões? O professor Alan McKinnon, director de logística da Kuhne Logistics University, de Hamburgo, estou este cenário, e os resultados são arrepiantes.

“Apenas cinco dias após a ausência de camiões, a maioria dos supermercados do Reino Unido ficaria sem produtos, quase todas as fábricas encerrariam, todos os hospitais ficavam sem serviços de cirurgias, metade da frota de automóveis ficaria sem combustível, o correio e as encomendas terminavam e os bancos seriam seriamente afectados pelo colapso da logística do sistema de dinheiro”, explicou McKinnon no seu estudo.

Como a análise não teve em conta, ainda assim, as chamadas “compras de pânico” – os consumidores provavelmente esvaziariam as prateleiras dos supermercados em poucas horas -, a realidade seria, certamente, bastante pior.

Segundo o autor, se todo o sistema de transporte de cargas por via rodoviária acabasse, teríamos um “colapso económico em poucos dias”. Aliás, há exemplos que o comprovam. Em Setembro de 2000, quando o preço dos combustíveis atingiram altos históricos no Reino Unido, alguns agricultores e camionistas britânicos bloquearam as estradas. O resultado foi uma crise nacional em apenas quatro dias.

McKinnon relembra também os protestos na França, Espanha e Portugal (quem não se lembra?) em Junho de 2008, na Austrália, um mês depois, na Índia (2009), Grécia (2010) e Xangai, China (Abril de 2011).

E, apesar de tudo, este continua a ser um sector com margens muito baixas, e que vive permanentemente sob o fantasma do aumento dos combustíveis, portagens e outras taxas.

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