No âmbito da Semana Europeia da Imunização, que celebra este ano a sua 20.ª edição sob o tema “Para todas as gerações, as vacinas funcionam”, a APIFVET juntou-se à AnimalhealthEurope, à FECAVA e à FVE para defender uma mudança urgente de paradigma nas políticas de saúde animal.
As organizações apelam a que a prevenção substitua a atual abordagem reativa na gestão de doenças, alinhando a política europeia com o princípio de que “prevenir é melhor do que remediar”. Segundo estas entidades, o aumento da frequência e gravidade dos surtos de doenças animais demonstra que o modelo atual — muitas vezes centrado no abate em massa — se tornou economicamente, socialmente e eticamente insustentável.
Prevenção como primeira linha de defesa
Existe um consenso crescente de que a prevenção deve assumir-se como a principal estratégia na proteção de todos os animais. No caso dos animais de produção, as entidades defendem que medidas como a biossegurança, a supervisão veterinária e a vacinação devem ser sistematicamente prioritárias, relegando o abate em massa para último recurso.
Já no que respeita aos animais de companhia, a vacinação continua a desempenhar um papel essencial, protegendo não só os animais, mas também as famílias, e preservando a relação histórica entre humanos e animais de estimação.
Abordagem “One Health” é considerada essencial
Num comunicado conjunto, as organizações sublinham que a transição de uma gestão reativa para uma estratégia preventiva, baseada no conceito de One Health, “já não é opcional, é essencial”.
O alerta é claro: a Europa deve acelerar a adoção de políticas que coloquem a vacinação animal e a prevenção de doenças no centro das estratégias de saúde, economia e sustentabilidade, evitando adiar decisões críticas por mais uma década.









