Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra (SMAS de Sintra) recolheram, nos primeiros quatro meses de 2026, cerca de duas mil toneladas de restos alimentares, evitando a sua deposição em aterro, confirmando o sucesso na operação do Sistema de Recolha Seletiva de Biorresíduos, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, estes restos alimentares são encaminhados para as instalações da Tratolixo, empresa intermunicipal responsável pelo tratamento de resíduos nos concelhos de Sintra, Cascais, Oeiras e Mafra, permitindo a sua valorização para a produção de composto para a fertilização de solos agrícolas e a produção de energia.
No setor doméstico, recorde-se, os SMAS de Sintra procedem à distribuição gratuita de pequenos contentores e sacos verdes, para deposição dos restos alimentares no contentor de resíduos indiferenciados. Aos aderentes ao sistema, é atribuído ainda um desconto de 2€/mês, no âmbito do tarifário dos serviços de água e resíduos, num incentivo renovado através do pedido de reforço de sacos verdes a cada seis meses.
Esta operação de valorização de restos alimentares conta também com a parceria dos estabelecimentos de restauração e similares, através da cedência de contentores e sacos verdes com capacidade de 20 litros, e o recurso ao circuito exclusivo com recolha dedicada, destinado a grandes produtores de restos alimentares, em que foi atribuída contentorização que varia dos 40 aos 660 litros.
Aos restos alimentares somam-se os resíduos verdes, que são provenientes da limpeza e manutenção de jardins ou zonas de cultivo e da envolvente de habitações (como aparas, troncos, ramos, cortes de relva e ervas), também classificados como biorresíduos. Neste caso, entre janeiro e abril do corrente ano, os SMAS de Sintra procederam à recolha de cinco mil toneladas de “verdes”.









