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	<title>Águas e Resíduos &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 24 Sep 2026 07:54:30 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Águas e Resíduos &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>CarMine lança iniciativa europeia para recuperar materiais essenciais de veículos elétricos em fim de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 07:54:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[fim de vida]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[materiais]]></category>
		<category><![CDATA[Veículos elétricos]]></category>
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					<description><![CDATA[Representantes das 11 organizações parceiras envolvidas no projeto estarão reunidos em Vila Nova de Famalicão para alinhar prioridades e dar início à implementação desta iniciativa que terá a duração de quatro anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O projeto europeu CarMine é lançado oficialmente nesta quinta-feira, 24 de setembro, com uma reunião de arranque de dois dias organizada pelo coordenador do projeto, o CeNTI – Centro de Nanotecnologia e Materiais Inteligentes, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, representantes das 11 organizações parceiras envolvidas no projeto estarão reunidos em Vila Nova de Famalicão para alinhar prioridades e dar início à implementação desta iniciativa que terá a duração de quatro anos.</p>
<p>O CarMine &#8211; Recovery of Critical and Strategic Raw Materials from End-of-Life Electric Vehicles (Recuperação de Matérias-Primas Críticas e Estratégicas de Veículos Elétricos em Fim de Vida) está a desenvolver soluções para recuperar materiais críticos e estratégicos, como lítio, níquel, cobalto e elementos de terras raras, a partir de baterias e motores de veículos elétricos. Estes materiais serão processados e reintegrados em novos produtos com performance comparável à dos produtos fabricados a partir de matérias-primas virgens.</p>
<p>Esta atividade torna-se cada vez mais importante à medida que mais veículos elétricos chegam ao fim da sua vida útil. A recuperação dos materiais valiosos que contêm pode reduzir os resíduos, limitar o impacto ambiental da extração de novos recursos e diminuir a dependência da Europa em relação a abastecimentos externos. Pode também criar novas oportunidades para as indústrias europeias de reciclagem, transformação de materiais e fabrico.</p>
<p>“A transição da Europa para a mobilidade elétrica deve caminhar lado a lado com o desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento de matérias-primas resiliente e circular. O CarMine foi concebido para responder a este desafio, através da recuperação de matérias-primas críticas e estratégicas provenientes de veículos elétricos em fim de vida e da sua reintegração em novos produtos. Enquanto coordenador, o CeNTI orgulha-se de reunir um consórcio com a experiência e as competências necessárias para aproximar estas tecnologias da aplicação industrial e contribuir para uma indústria europeia mais sustentável e competitiva”, destaca o coordenador do projeto, Marcelo Oliveira.</p>
<p>O CarMine agrega toda a cadeia de valor, desde o desmantelamento de veículos e reciclagem até ao fabrico, avaliação da sustentabilidade, normalização e rastreabilidade digital. O Passaporte Digital do Produto ajudará a fornecer informações transparentes sobre a origem e o processamento dos materiais recuperados.</p>
<p>Coordenado pelo CeNTI, o CarMine decorrerá de setembro de 2026 a agosto de 2030. Este projeto do Horizon Europe Innovation Action tem um orçamento total de cerca de 8,63 milhões de euros, dos quais cerca de 7,07 milhões de euros correspondem a apoios da União Europeia.</p>
<p>O consórcio tem como parceiros o CeNTI, Veolia Gestão de Resíduos Portugal, Magneti Ljubljana, SARP Industries, SINTEF, INEGI, UNE &#8211; Asociación Española de Normalización, Circularise, LNEG, Battery Cluster Portugal e Magellan Circle.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Fábrica de reciclagem de baterias de lítio em Braga pode processar até 7 mil toneladas/ano</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/fabrica-de-reciclagem-de-baterias-de-litio-em-braga-pode-processar-ate-7-mil-toneladas-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:39:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[lítio]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Trata-se da b.again, do grupo dst, que hoje foi palco do Electrão Open Day e que tem como lema “transformar o fim em novo começo”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira fábrica de reciclagem de pilhas e baterias de lítio de Portugal está instalada em Braga e tem uma capacidade instalada de processamento de até 7.000 toneladas por ano, evitando a necessidade de recurso ao estrangeiro, foi hoje anunciado.</p>
<p class="text-paragraph">Trata-se da b.again, do grupo dst, que hoje foi palco do Electrão Open Day e que tem como lema “transformar o fim em novo começo”.</p>
<p class="text-paragraph">“Basicamente, é aproveitar as baterias que já não precisamos, mas que têm matérias-primas críticas úteis ainda para o futuro, para fabricar novas baterias ou para fabricar outros materiais avançados. Recuperar essas matérias-primas das baterias que já não utilizamos e valorizá-las novamente”, explicou o diretor-geral da b.again, João Gomes.</p>
<p class="text-paragraph">O responsável sublinhou que as baterias são minas, mesmo quando já não servem os fins para que foram concebidas.</p>
<p class="text-paragraph">“As baterias que já temos são também minas, onde podemos recuperar essas matérias-primas críticas e evitar que se tenha que recorrer tanto à matéria-prima virgem”, referiu.</p>
<p class="text-paragraph">A b.again dispõe de uma área de armazenamento de 2.000 metros quadrados e de uma capacidade de processamento instantâneo de 500 toneladas.</p>
<p class="text-paragraph">João Gomes disse que na b.again os materiais não são queimados, mas sim recuperados.</p>
<p class="text-paragraph">“É uma forma de recuperar matérias-primas críticas para fabricar novos dispositivos, sem termos de estar a escavar buracos do chão”, acrescentou.</p>
<p class="text-paragraph">A tecnologia utilizada baseia-se num processo de trituração mecânica a seco, realizado a baixa temperatura, pressão e atmosfera inerte, permitindo alcançar uma recuperação de materiais superior a 95%.</p>
<p class="text-paragraph">Os materiais recuperados podem ser reintegrados em diferentes cadeias de valor industriais, com destaque para a recuperação de matérias-primas críticas e estratégicas utilizadas na produção de novas baterias, contribuindo para uma cadeia de valor mais circular e sustentável.</p>
<p class="text-paragraph">As 7.000 toneladas que a empresa consegue tratar por ano resultam em cerca de 3.500 toneladas de “massa negra”, de que são extraídos materiais críticos como lítio, grafite, cobalto e níquel.</p>
<p class="text-paragraph">Essa extração é feita em França, em espécies de “refinarias” que em Portugal ainda não existem.</p>
<p class="text-paragraph">“A curto/médio prazo, esperamos que já seja possível fazê-lo cá”, disse ainda João Gomes.</p>
<p class="text-paragraph">Na b.again, a reciclagem de pilhas e baterias de lítio começou em março, tendo já ali dado entrada cerca de 500 toneladas de material.</p>
<p class="text-paragraph">A fábrica conta atualmente com 23 trabalhadores.</p>
<p class="text-paragraph">O diretor-geral do Eletrão, Ricardo Furtado, sublinhou que a reciclagem de baterias permite a recuperação de vários materiais e reduz a necessidade de extração de novos recursos, contribuindo para diminuir a dependência europeia de matérias-primas importadas.</p>
<p class="text-paragraph">“O desafio já não é apenas ambiental. É também estratégico e económico. Quanto mais conseguirmos recolher e reciclar, maior será a disponibilidade futura destas matérias-primas para apoiar as transições energética e digital”, referiu.</p>
<p class="text-paragraph">A parceria operacional entre o Electrão e a b.again permite tratar aqueles resíduos em Portugal, reduzindo a necessidade de recorrer a unidades no estrangeiro, fortalecendo a indústria nacional da reciclagem e contribuindo para o desenvolvimento de uma cadeia de valor nacional ligada à reciclagem de baterias.</p>
<p class="text-paragraph">A b.again dispõe de capacidade logística especializada para a recolha e transporte de baterias em todo o território nacional, incluindo soluções adequadas às diferentes tipologias e condições de segurança das baterias.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Benavente revê investimento nos resíduos e reforça recolha de monos com duas viaturas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/benavente-reve-investimento-nos-residuos-e-reforca-recolha-de-monos-com-duas-viaturas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 14:11:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[monos]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante a reunião pública do executivo, a presidente da Câmara, Sónia Ferreira, explicou que a alteração resulta de uma reavaliação das necessidades do concelho e das condições atuais de operação do serviço de recolha de resíduos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Benavente decidiu reformular uma candidatura ao Fundo Ambiental destinada à gestão de resíduos, abandonando a aquisição de uma viatura elétrica e optando pela compra de duas viaturas para a recolha de monos.</p>
<p class="text-paragraph">Durante a reunião pública do executivo, a presidente da Câmara, Sónia Ferreira, explicou que a alteração resulta de uma reavaliação das necessidades do concelho e das condições atuais de operação do serviço de recolha de resíduos.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a autarca, a candidatura inicialmente aprovada previa a aquisição de uma viatura elétrica de 27 toneladas, com um custo estimado de 689 mil euros, inserida num investimento global de cerca de 1,2 milhões de euros, financiado através do Fundo Ambiental.</p>
<p class="text-paragraph">Contudo, a Câmara decidiu não avançar com essa solução devido às limitações operacionais decorrentes da utilização do Centro de Transferência de Resíduos de Salvaterra de Magos, que tem registado períodos de encerramento e deverá voltar a encerrar temporariamente para obras.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com Sónia Ferreira, esta situação obriga os veículos municipais a deslocações mais frequentes para a estação da Raposa, aumentando significativamente as distâncias percorridas e “colocando em causa a adequação de uma viatura elétrica às necessidades diárias do serviço”</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Verificou-se uma atualização dos preços e uma necessidade de reavaliar as soluções previstas para o setor dos resíduos”, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Nesse contexto, o município optou por substituir a aquisição do camião elétrico pela compra de duas viaturas de 7,2 toneladas equipadas com grua para recolha de monos, procurando reforçar a capacidade de resposta numa área que tem motivado queixas recorrentes de munícipes e críticas da oposição.</p>
<p class="text-paragraph">A alteração da candidatura é acompanhada por uma redução da verba inscrita no objetivo estratégico dedicado aos resíduos, que passa para cerca de 925 mil euros, permitindo a reafetação de 300 mil euros para investimentos na área da eficiência energética.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a presidente da Câmara, essa transferência de verbas permitirá igualmente reforçar “o financiamento destinado à requalificação energética do Pavilhão Gimnodesportivo de Santo Estêvão”, cuja candidatura deverá ser submetida nas próximas semanas.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda na área dos resíduos, a autarca destacou a aposta “num sistema inteligente de gestão dos contentores”, que permitirá monitorizar remotamente os níveis de enchimento e otimizar os percursos das viaturas de recolha.</p>
<p class="text-paragraph">O sistema inclui sensores instalados nos contentores, ‘software’ de gestão, módulos de inteligência artificial e serviços de manutenção, permitindo definir rotas em função das necessidades reais de recolha.</p>
<p class="text-paragraph">A presidente da Câmara reconheceu ainda que o serviço enfrenta constrangimentos, como a avaria de viaturas e a insuficiência temporária de meios disponíveis para a recolha, mas defendeu que as alterações vão permitir “reforçar a capacidade de intervenção do município no setor dos resíduos urbanos”.</p>
<p class="text-paragraph">
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Angola proíbe plásticos de utilização única para reduzir resíduos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/angola-proibe-plasticos-de-utilizacao-unica-para-reduzir-residuos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 14:00:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[angola]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Plásticos]]></category>
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					<description><![CDATA[A medida foi anunciada pelo Governo angolano e inclui garrafas, copos, talheres, sacos, louça, palhinhas e cotonetes de plásticos inferiores a 50 ‘micras ou micros‘ media de comprimento equivalente a 0,05 milímetros).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Angola, que produz diariamente 4.560 toneladas de plásticos e recicla menos de 10% do total de resíduos, proibiu, a partir de hoje, a produção, importação e comercialização de plásticos de utilização única abaixo dos 0,05 milímetros de espessura.</p>
<p class="text-paragraph">A medida foi anunciada pelo Governo angolano e inclui garrafas, copos, talheres, sacos, louça, palhinhas e cotonetes de plásticos inferiores a 50 ‘micras ou micros‘ media de comprimento equivalente a 0,05 milímetros).</p>
<p class="text-paragraph">A proibição consta do Plano Nacional de Eliminação Progressiva dos Plásticos de Utilização Única (PLANEPP) 2025-2027 e foi anunciada em conferência de imprensa, em Luanda.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o secretário de Estado do Ambiente, Yuri Santos, a utilização no mercado angolano de todo o material em plástico com espessura inferior a 0,05 milímetros está proibida, podendo apenas serem usados plásticos superiores à referida espessura.</p>
<p class="text-paragraph">“Os sacos que nós vulgarmente temos no mercado não são recicláveis, são depositados muitas vezes a céu aberto e a nossa capacidade de reciclagem, a nível nacional, ainda é muito reduzida”, referiu.</p>
<p class="text-paragraph">Para as autoridades angolanas, o PLANEPP 2025-2027, de abrangência nacional, representa um “passo decisivo” na resposta do Estado angolano a um dos maiores desafios ambientais da atualidade: a crescente produção, utilização e descarte inadequado de produtos plásticos.</p>
<p class="text-paragraph">Yuri Santos deu nota que Angola enfrenta um desafio no que diz respeito à gestão de resíduos, com uma produção diária estimada em 19 mil toneladas, onde 39% são resíduos orgânicos e a seguir resíduos de plásticos com quase 24% e o restante papel/papelão.</p>
<p class="text-paragraph">“E a nossa taxa de reciclagem é inferior a 10%. Então, quer dizer que grande parte desses resíduos são recolhidos e são depositados no nosso aterro”, lamentou, assinalando que o objetivo da campanha “é criar valor”.</p>
<p class="text-paragraph">Realçou que sacos inferiores a 50 ‘microns‘ não têm valor, argumentando que são recolhidos e depositados diretamente nos aterros e quando chegam a terra causam impactos negativos nas valas, rios, oceanos, afetando a biodiversidade, os ecossistemas e a saúde pública.</p>
<p class="text-paragraph">“O nosso objetivo é eliminar esse tipo de sacos do nosso mercado”, insistiu o secretário de Estado do Ambiente, dando nota que o PLANEPP é acompanhado de um relatório de monitorização.</p>
<p class="text-paragraph">A fiscalização das medidas, adiantou, estará a cargo da Autoridade Nacional de Inspeção Económica e Segurança Alimentar (ANIESA), tendo acrescentado que os produtores e demais operadores do mercado tiveram um período de tolerância de 12 meses.</p>
<p class="text-paragraph">O secretário de Estado da Indústria, Carlos Manuel Rodrigues, disse que o país conta com 33 fábricas de sacos de plásticos, onde foram feitos levantamentos sobre a sua capacidade instalada, e neste período estas têm feitos ajustamentos “sem grande necessidade de investimentos”.</p>
<p class="text-paragraph">“Estamos a falar apenas de espessura [do saco de plástico]. Nós podemos controlar do lado da produção e aí a indústria tem mecanismos de verificar a produção (…). E, por outro lado, temos o lado da importação desses produtos onde o Governo não vai emitir qualquer tipo de licença”, assegurou aos jornalistas.</p>
<p class="text-paragraph">Carlos Manuel Rodrigues garantiu mesmo que pela da produção e da importação as autoridades conseguem controlar o mercado e com os mecanismos de fiscalização de que o país dispõe será feita a monitorização.</p>
<p class="text-paragraph">O PLANEPP estabelece igualmente multas para os incumpridores da medida que visa a eliminação progressiva de plásticos, que vão entre os 25 mil e cinco milhões de kwanzas (23 a 4,7 mil euros) para pessoas singulares e de um milhão a 300 milhões de kwanzas (954 a 286,4 mil euros).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo aprova reforma do setor dos resíduos com investimento de 2,3 mil milhões de euros</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/governo-aprova-reforma-do-setor-dos-residuos-com-investimento-de-23-mil-milhoes-de-euros/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 10:33:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[reforma]]></category>
		<category><![CDATA[resíduos]]></category>
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					<description><![CDATA[A estratégia, publicada em Diário da República, prevê 1.600 milhões de euros de financiamento público e estabelece medidas para os resíduos urbanos e não urbanos, abrangendo desde a prevenção e preparação para a reutilização até à reciclagem, valorização e, em último lugar, eliminação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo aprovou uma reforma estrutural do setor dos resíduos, a Estratégia TERRA+, que prevê um investimento de 2,3 mil milhões de euros para reduzir a deposição em aterro, aumentar a reutilização e reciclagem e acelerar o cumprimento das metas europeias.</p>
<p>A estratégia, publicada em Diário da República, prevê 1.600 milhões de euros de financiamento público e estabelece medidas para os resíduos urbanos e não urbanos, abrangendo desde a prevenção e preparação para a reutilização até à reciclagem, valorização e, em último lugar, eliminação.</p>
<p>O investimento será destinado, entre outras áreas, ao reforço da capacidade de resposta dos municípios e dos sistemas de gestão de resíduos, à modernização de infraestruturas e equipamentos e à execução das medidas necessárias para reduzir progressivamente a utilização dos aterros.</p>
<p>A TERRA+ estabelece ainda responsáveis e prazos para a execução das medidas e prevê um sistema de acompanhamento nacional, regional e local, envolvendo a Administração Central, as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, as entidades intermunicipais, os municípios e os sistemas de gestão de resíduos urbanos.</p>
<p>“É fundamental que esta reforma se traduza em execução, com acompanhamento regular, articulação entre entidades e responsabilização pelos resultados. Portugal precisa de acelerar no setor dos resíduos, e a TERRA+ reúne os instrumentos para transformar esse compromisso em ação”, afirma a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, citada em comunicado.</p>
<p>Entre as medidas já promovidas estão a campanha nacional “Vamos Lixar o Lixo”, o sistema de depósito e reembolso de embalagens SDR/Volta e o SIED, destinado a incentivar a devolução de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos.</p>
<p>Estão também previstas novas medidas, como o alargamento da responsabilidade do produtor a fluxos de resíduos como mobiliário, colchões e resíduos de autocuidados de saúde, o Programa de Aceleração dos Biorresíduos e a redução da utilização de sacos de plástico muito leves.</p>
<p>A reforma surge num contexto de incumprimento de várias metas europeias. Em 2024, mais de metade dos resíduos urbanos foram depositados em aterro em Portugal, quando o objetivo europeu para 2035 é limitar essa proporção a 10%.</p>
<p>Dos 32 aterros existentes no país, 13 tinham cerca de 20% da capacidade disponível. Já a taxa de preparação para reutilização e reciclagem situou-se nos 37% em 2024, abaixo das metas de 60% para 2030 e 65% para 2035.</p>
<p>A Estratégia TERRA+ pretende responder a estes indicadores através de um conjunto de medidas destinadas a reduzir a deposição em aterro e aumentar a prevenção, reutilização, reciclagem e valorização dos resíduos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Coimbra regista primeira multa paga por depósito de lixo em espaço público</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/coimbra-regista-primeira-multa-paga-por-deposito-de-lixo-em-espaco-publico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 16:11:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[lixo]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[“Que tenhamos conhecimento, foi a primeira vez que foi aplicada e paga uma multa por deposição ilegal de resíduos em espaço público”, afirmou Luís Filipe, que falava na reunião do executivo de hoje.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Coimbra terá registado a primeira multa aplicada e paga por depósito ilegal de lixo no espaço público, afirmou hoje o vereador com a pasta do ambiente do município.</p>
<p class="text-paragraph">“Que tenhamos conhecimento, foi a primeira vez que foi aplicada e paga uma multa por deposição ilegal de resíduos em espaço público”, afirmou Luís Filipe, que falava na reunião do executivo de hoje.</p>
<p class="text-paragraph">O vereador com a pasta do ambiente falava do primeiro pagamento por uma contraordenação da Câmara de Coimbra por deposição ilegal de lixo no espaço público, referindo que a autarquia recebeu recentemente o pagamento, de modo voluntário, por um munícipe notificado.</p>
<p class="text-paragraph">Luís Filipe disse que as equipas municipais têm “levantado um número significativo de autos” e referiu que o empenho no combate à deposição de monos e outros resíduos no espaço público tem sido “inegável”.</p>
<p class="text-paragraph">Questionada pela agência Lusa, fonte oficial da Câmara de Coimbra afirmou que há 40 autos, em processo de instrução ou já notificados, relacionados com o despejo de lixo no espaço público.</p>
<p class="text-paragraph">Em agosto, o município tinha dado nota de ter identificado 21 infratores por depósito indevido de resíduos urbanos, incluindo monos, na sequência de operações de fiscalização.</p>
<p class="text-paragraph">As operações, nessa altura, foram realizadas nas freguesias de Santo António dos Olivais, Eiras e São Paulo de Frades e Trouxemil e Torre de Vilela.</p>
<p class="text-paragraph">
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Almada: Municipio vai assinar acordo com EPAL para estudar reforço do abastecimento de água</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/almada-municipio-vai-assinar-acordo-com-epal-para-estudar-reforco-do-abastecimento-de-agua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 10:47:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[almada]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Câmara Municipal de Almada (CMA), no distrito de Setúbal, explica que estão a ser equacionados dois cenários de fornecimento: um primeiro, com uma capacidade entre quatro e seis milhões de metros cúbicos por ano, e um segundo, entre 10 e 12 milhões de metros cúbicos por ano, que permitirão assegurar a redundância do sistema.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O município de Almada e a EPAL assinam na quarta-feira um acordo para estudar uma solução que reforce a resiliência e a segurança do sistema de abastecimento de água do concelho, foi hoje anunciado.</p>
<p class="text-paragraph">Em comunicado, a Câmara Municipal de Almada (CMA), no distrito de Setúbal, explica que estão a ser equacionados dois cenários de fornecimento: um primeiro, com uma capacidade entre quatro e seis milhões de metros cúbicos por ano, e um segundo, entre 10 e 12 milhões de metros cúbicos por ano, que permitirão assegurar a redundância do sistema.</p>
<p class="text-paragraph">O acordo será assinado entre a CMA, a EPAL – Empresa Portuguesa das Águas Livres, S.A., e os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS), e a cerimónia deverá contar com a presença da ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e do presidente do Conselho de Administração do Grupo Águas de Portugal, António Carmona.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a autarquia, atualmente, o sistema de abastecimento de Almada assenta exclusivamente em captações subterrâneas no aquífero da Península de Setúbal, à semelhança do que acontece nos restantes municípios da região.</p>
<p class="text-paragraph">O acordo, adianta a CMA, “visa criar condições para diversificar estas origens, através da introdução de fontes de água de natureza superficial, reforçando a resiliência do sistema face à crescente pressão sobre as reservas subterrâneas e aos desafios associados às alterações climáticas, com potenciais impactos na recarga do sistema aquífero Tejo-Sado”.</p>
<p class="text-paragraph">“No âmbito deste acordo, a EPAL compromete-se a desenvolver, com meios técnicos próprios e, se necessário, com o recurso a equipas externas de especialistas, um estudo para uma solução estrutural de abastecimento a Almada, suportando todos os custos associados”, salienta a Câmara Municipal de Almada.</p>
<p class="text-paragraph">As conclusões e os relatórios resultantes do estudo serão partilhados com a Câmara Municipal de Almada e com os SMAS.</p>
<p class="text-paragraph">A EPAL, adianta a autarquia de Almada, apresentará ao município uma proposta de contrato de fornecimento, que deverá definir, entre outros aspetos, a configuração física e a capacidade máxima do sistema a construir, o regime tarifário, os prazos de execução dos investimentos, a duração do contrato e os volumes anuais a adquirir por Almada.</p>
<p class="text-paragraph">O município de Almada, no distrito de Setúbal, esteve em situação de alerta desde o início de julho e até final de agosto devido sucessivas falhas no abastecimento de água, com especial incidência na Costa da Caparica, que levaram à realização de vários protestos por parte da população.</p>
<p class="text-paragraph">Em 09 de setembro, a ministra do Ambiente anunciou que o Governo quer ter dentro de quatro meses uma solução para a falta de água na denominada Margem Sul, partindo da Barragem de Castelo de Bode e/ou do rio Tejo.</p>
<p class="text-paragraph">Maria da Graça Carvalho, que falava numa audição na Comissão de Ambiente da Assembleia da República, disse que a solução técnica será complementar ao uso de águas subterrâneas e acrescentou que, por despacho já publicado, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e o Grupo ÁdP (Águas de Portugal) foram incumbidos de apresentar um projeto no prazo de 120 dias.</p>
<p class="text-paragraph">Face a este anúncio, Inês de Medeiros referiu que os compromissos assumidos pela ministra dão esperança de que esta solução possa estar operacional o mais rapidamente possível.</p>
<p class="text-paragraph">“Esta solução não substituirá as atuais captações. Destina-se a reforçar a segurança e a resiliência do sistema, reduzindo a vulnerabilidade que ficou tão evidente durante a crise vivida no início deste verão”, sustentou a autarca, lembrando que a crise vivida “tornou clara para todos a fragilidade estrutural” já antes identificada.</p>
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		<title>proTEJO pede suspensão de novas barragens e açudes no Tejo</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/protejo-pede-suspensao-de-novas-barragens-e-acudes-no-tejo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 17:02:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[açudes]]></category>
		<category><![CDATA[barragens]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[proTEJO]]></category>
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					<description><![CDATA[“Não é possível planear como alcançar o bom estado das massas de água repetindo cegamente soluções que são parte importante do problema”, sustenta o Movimento pelo Tejo – proTEJO no documento submetido a consulta pública]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O proTEJO entregou hoje à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) as suas alegações ao próximo plano da bacia do Tejo, pedindo a suspensão cautelar de novas barragens, açudes e transvases até ser avaliado o impacto conjunto destas infraestruturas.</p>
<p class="text-paragraph">“Não é possível planear como alcançar o bom estado das massas de água repetindo cegamente soluções que são parte importante do problema”, sustenta o Movimento pelo Tejo – proTEJO no documento submetido a consulta pública.</p>
<p class="text-paragraph">Com sede em Vila Nova da Barquinha, no distrito de Santarém, o movimento pede que novas infraestruturas sejam avaliadas face às questões consideradas significativas para a gestão da água, nomeadamente caudais ecológicos, conectividade fluvial, escassez e alterações do regime hidrológico.</p>
<p class="text-paragraph">As alegações foram apresentadas no âmbito da consulta pública às Questões Significativas da Gestão da Água (QSiGA) do 4.º ciclo do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste, para 2028-2033, que termina no domingo.</p>
<p class="text-paragraph">O proTEJO pretende que a APA avalie formalmente a barragem do Alvito, no Ocreza, o açude Constância-Praia do Ribatejo, o transvase do Tejo para a sub-bacia do Caia e os restantes açudes e barragens associados ao denominado Projeto Tejo antes da aprovação do plano.</p>
<p class="text-paragraph">O movimento pede ainda que essa avaliação seja publicada e submetida a consulta pública autónoma e que, até à sua conclusão, seja suspensa a aprovação de novos açudes, barragens e transvases.</p>
<p class="text-paragraph">Nas alegações, o proTEJO critica também a ausência da estratégia nacional “Água Que Une” e daqueles projetos hidráulicos nos documentos das QSiGA atualmente em consulta pública.</p>
<p class="text-paragraph">“Não é possível planear caudais ecológicos, conectividade fluvial e sustentabilidade hídrica da bacia do Tejo num documento que ignora, por completo, o maior programa de novas infraestruturas hidráulicas em preparação para essa mesma bacia”, sustenta.</p>
<p class="text-paragraph">O movimento inclui ainda entre os projetos que considera necessário avaliar os dois centros de dados anunciados para Abrantes, Hyperion, em Alvega, e EDC One, no Pego, defendendo uma avaliação dos respetivos consumos face à situação de escassez de água.</p>
<p class="text-paragraph">O documento retoma os indicadores já destacados pelo proTEJO, segundo os quais 93% das grandes barragens da região hidrográfica não têm regime de caudais ecológicos definido e 98% não dispõem de dispositivos para passagem de peixes.</p>
<p class="text-paragraph">Para responder a estes dados, o movimento reclama um calendário vinculativo para implementação de caudais ecológicos, um plano de instalação de passagens para peixes, avaliação cumulativa da procura de água e metas de caudal ecológico em Cedillo e Ponte de Muge.</p>
<p class="text-paragraph">O proTEJO reconhece, contudo, duas evoluções positivas no novo ciclo de planeamento: a criação de uma questão autónoma sobre cooperação transfronteiriça com Espanha e outra destinada a articular o plano da bacia com outros instrumentos de gestão territorial.</p>
<p class="text-paragraph">O movimento considera ainda positiva a remoção recente de algumas barreiras obsoletas na bacia, mas contrapõe que a conectividade fluvial continua a apresentar os indicadores que classifica como mais graves de toda a análise.</p>
<p class="text-paragraph">As QSiGA identificam as pressões, impactos e problemas que deverão ser considerados na preparação dos planos de gestão das regiões hidrográficas e estão em consulta pública desde 20 de março até 20 de setembro.</p>
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		<title>Especialistas alertam para um ciclo da água cada vez mais imprevisível</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/especialistas-alertam-para-um-ciclo-da-agua-cada-vez-mais-imprevisivel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 09:47:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Relatório da Organização Meteorológica Mundial mostra rios com caudais abaixo do normal, perda continuada de água armazenada e recuo dos glaciares. Especialistas destacam que a alternância entre secas e cheias está a tornar-se um desafio tão relevante como a escassez de água.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A água não está apenas a tornar-se mais escassa em várias regiões do mundo. Está também a tornar-se mais variável e imprevisível, com períodos de seca e cheias a sucederem-se em diferentes partes do planeta. É uma das principais preocupações destacadas por especialistas na sequência do mais recente relatório da Organização Meteorológica Mundial (WMO) sobre o estado dos recursos hídricos globais.</p>
<p>“O relatório mostra que a variabilidade da água, e não apenas a sua escassez, está a tornar-se um desafio determinante à escala global”, considera Jennifer McKay, professora de Direito Empresarial na Adelaide University, numa reação divulgada pelo Science Media Centre.</p>
<p>A especialista chama a atenção para o facto de várias regiões estarem a enfrentar mudanças mais frequentes entre secas e cheias, ao mesmo tempo que se mantêm as tendências de redução do armazenamento de água doce e da massa dos glaciares.</p>
<p>O relatório da WMO mostra que 2025 foi um dos anos com menores caudais dos rios em mais de três décadas. Os caudais estiveram abaixo do normal em 36% da área das bacias hidrográficas globais e, pelo sétimo ano consecutivo, as bacias com condições consideradas “normais” foram uma minoria.</p>
<p>Entre 1991 e 2020, em média, 46% das bacias apresentavam condições normais. Nos últimos sete anos, essa proporção variou entre 34% e 38%.</p>
<p><strong>“Um mundo mais frágil”</strong></p>
<p>Para Mattia Saccò, investigador da Curtin University, a situação é particularmente preocupante porque a redução não se limita aos rios.</p>
<p>“O relatório destaca tendências alarmantes de declínio em todos os principais componentes do ciclo global da água”, afirma o investigador, referindo-se sobretudo à perda de reservas como os glaciares e as águas subterrâneas.</p>
<p>Estas reservas são particularmente importantes porque funcionam como fontes de água durante períodos em que a precipitação é insuficiente. A sua degradação pode ter consequências que ultrapassam a disponibilidade imediata de água, afetando a biodiversidade e a estabilidade dos ecossistemas.</p>
<p>Saccò alerta ainda para possíveis efeitos em cadeia, incluindo a degradação de florestas e zonas húmidas dependentes das águas subterrâneas e a salinização dos solos, com consequências para os ecossistemas e para a agricultura.</p>
<p>Na sua avaliação, a combinação destas tendências está a tornar o mundo “mais frágil”.</p>
<p><strong>Secas, cheias e pouco tempo para recuperar</strong></p>
<p>A sucessão de fenómenos extremos é outro dos aspetos destacados pelos especialistas. Segundo a WMO, nos últimos cinco anos os serviços meteorológicos e hidrológicos nacionais relataram cheias e secas recorde em diferentes regiões do mundo.</p>
<p>Em alguns locais, praticamente não houve tempo de recuperação entre um fenómeno extremo e o seguinte.</p>
<p>Entre 2021 e 2025, as bacias do La Plata e da Amazónia, o Médio Oriente e o Corno de África registaram situações persistentes de seca com duração de vários anos. Em sentido contrário, cheias severas atingiram repetidamente regiões da África Ocidental e Central e do Sudeste Asiático.</p>
<p>A Ásia e África foram as regiões mais afetadas por fenómenos hidrometeorológicos extremos em 2025. Em conjunto, representaram pelo menos metade dos fenómenos extremos relacionados com a água registados nos últimos cinco anos e mais de 80% das mortes associadas.</p>
<p>Para Jennifer McKay, estes dados mostram a necessidade de alterar a forma como se planeia a gestão da água.</p>
<p>A especialista defende que as decisões de longo prazo devem ter em conta uma maior variabilidade climática, em vez de dependerem exclusivamente dos padrões históricos de precipitação e disponibilidade de água.</p>
<p><strong>Glaciares e águas subterrâneas sob pressão</strong></p>
<p>A instabilidade do ciclo da água surge acompanhada por uma tendência mais lenta, mas igualmente significativa: a redução das reservas de água.</p>
<p>O armazenamento de água em terra apresenta uma tendência negativa persistente desde 2014-2016. Este indicador inclui águas subterrâneas, lagos e rios, humidade dos solos, vegetação, neve e gelo.</p>
<p>Os glaciares perderam 408 gigatoneladas de massa durante o ano hidrológico de 2025, com todas as principais regiões glaciadas a registarem perdas pelo quarto ano consecutivo.</p>
<p>Também as águas subterrâneas apresentam sinais de pressão. Entre 2022 e 2025 foram observados défices persistentes em várias regiões, incluindo partes da Europa, das Américas, do Médio Oriente, da Índia, de África Austral e da Austrália.</p>
<p>Mattia Saccò considera que esta evolução deve ser acompanhada de perto, devido à importância das águas subterrâneas para os ecossistemas e para a disponibilidade de água.</p>
<p><strong>Mais dados para antecipar os extremos</strong></p>
<p>Os especialistas destacam ainda a importância de melhorar a monitorização. Embora a quantidade de informação disponível tenha aumentado, África e Ásia continuam entre as regiões com menos observações hidrológicas, apesar de estarem entre as mais afetadas pelos fenómenos extremos.</p>
<p>Para McKay, informação hidrológica fiável é essencial para gerir riscos para as comunidades, agricultura, ecossistemas e infraestruturas.</p>
<p>A própria WMO defende uma maior partilha de dados e sistemas comuns de alerta precoce. A razão é simples: os sistemas de água não respeitam fronteiras políticas. Uma alteração numa bacia hidrográfica ou no regime de degelo pode afetar populações situadas a centenas de quilómetros de distância.</p>
<p>O relatório da WMO, que reúne dados de serviços meteorológicos e hidrológicos, investigadores e outras instituições, acompanha 15 variáveis hidrológicas, desde os caudais dos rios às águas subterrâneas, neve e gelo.</p>
<p>O cenário traçado não é apenas o de um planeta com menos água disponível em algumas regiões. É também o de um ciclo hidrológico mais difícil de prever e, segundo os especialistas, isso obriga a repensar a forma como as sociedades se preparam para a água que têm e para aquela que deixam de ter.</p>
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		<title>Carlos Moedas pede ao Governo para cancelar sistema de embalagens Volta</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/carlos-moedas-pede-ao-governo-para-cancelar-sistema-de-embalagens-volta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 09:13:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Moedas]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[volta]]></category>
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					<description><![CDATA[Sistema Volta permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="">O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), pediu esta segunda-feira ao Governo (PSD/CDS-PP) para &#8220;cancelar de imediato&#8221; o sistema de depósito de embalagens Volta, com o reembolso de 10 cêntimos, afirmando que gerou &#8220;um drama social sem precedentes&#8221;.</p>
<p class="">&#8220;Este verão trouxe também um novo desafio: o sistema Volta, a política de reciclagem e de reutilização é necessária, e uma cidade como a nossa tem de ter a preocupação de cada vez reciclar mais, mas uma política ambiental não deve ser nem um imposto, nem um drama social&#8221;, afirmou o social-democrata Carlos Moedas, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.</p>
<div class="pub_content" data-mg-article-url="https://www.cmjornal.pt/sociedade/detalhe/carlos-moedas-pede-ao-governo-para-cancelar-sistema-de-embalagens-volta">
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<div id="google_ads_iframe_/4196/CORREIODAMANHA_WEBSITE/SOCIEDADE_2__container__">Na apresentação do trabalho do executivo camarário entre junho e agosto, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), disse que o sistema Volta tem sido &#8220;um imposto para quem paga e um drama social sem precedentes na cidade&#8221;.</div>
</div>
</div>
</section>
</div>
</div>
<p class="">&#8220;Mais uma vez, eu peço ao Governo para fazer exatamente como foi feito em França, cancelar de imediato este sistema. É uma boa intenção. É um mau resultado. Não queremos&#8221;, expressou Carlos Moedas.</p>
<p class="">Em funcionamento desde 10 de abril, o sistema Volta permite aos consumidores recuperarem o valor de depósito de 10 cêntimos por embalagem pago no ato da compra de garrafas e latas de uso único, de plástico, metal e alumínio e inferiores a três litros, mediante a sua devolução nos pontos existentes para o efeito em Portugal continental, Açores e Madeira.</p>
<p class="">O sistema de depósito de embalagens tem provocado impactos negativos na higiene urbana em Lisboa, bem como em outros municípios, com contentores remexidos ou mesmo despejados na via pública, com o objetivo de obter o respetivo reembolso.</p>
<p class="">Sobre o trabalho do executivo municipal nos últimos três meses, o autarca do PSD agradeceu aos trabalhadores da CML e das 24 juntas de freguesia na limpeza da cidade, respondendo a mais de 100 eventos que ocorreram na capital durante este período, nomeadamente as Festas de Lisboa, a Feira do Livro, o Mundial de Futebol, o Rock-in-Rio, a Volta a Portugal e o Kalorama, adiantando que foram colocados 2.600 contentores para garantir que a cidade continuava limpa.</p>
<p class="">A este propósito, a deputada do PCP Sofia Lisboa manifestou satisfação por Carlos Moedas defender o fim do sistema Volta, mas ressalvou que esse posicionamento do presidente da CML não permite ficar descansada quanto ao tema, criticando a &#8220;subordinação do Governo a interesses privados&#8221;.</p>
<p class="">&#8220;Quem é que paga este sistema&#8221;, interrogou a comunista, lamentando o fenómeno de remexer no lixo à procura de embalagens com o símbolo Volta.</p>
<p class="">Sofia Lisboa disse ainda que os dados recentes colocam Lisboa como o município com maior número de reclamações sobre lixo urbano, afirmando que &#8220;contentores a transbordar, acumulação de resíduos, falta de limpeza, maus odores e proliferação de ratos e baratas são problemas de salubridade pública e de qualidade de vida&#8221;.</p>
<p class="">A eleita do PCP criticou também a resposta da governação PSD/CDS-PP/IL na CML que, &#8220;depois de ter dito que a descentralização tinha sido um problema, parece ser a privatização&#8221;, em vez de reforçar os meios, os trabalhadores e a capacidade pública de intervenção.</p>
<p class="">Na resposta, a vereadora da Higiene Urbana, Joana Baptista (independente eleita pelo PSD), contrapôs que &#8220;há uma grande diferença entre contratar externamente e privatização&#8221; e garantiu que as reclamações pelo lixo não aumentaram no ano vigente, mas sim reduziram.</p>
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