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	<title>Agricultura &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 07:46:06 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Agricultura &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Vila Real cria gabinete para apoiar quem trabalha na agricultura e floresta</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/vila-real-cria-gabinete-para-apoiar-quem-trabalha-na-agricultura-e-floresta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 07:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[vila real]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, disse, citado em comunicado, que o novo espaço responde a uma necessidade identificada pelo município e representa um reforço da proximidade com quem trabalha diariamente na agricultura e na floresta.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A câmara de Vila Real abriu um Gabinete Agroflorestal e dos Produtos Endógenos para reforçar o apoio aos agricultores e produtores florestais, setor importante para a economia local, foi hoje anunciado.</p>
<p class="text-paragraph">O presidente da Câmara de Vila Real, Alexandre Favaios, disse, citado em comunicado, que o novo espaço responde a uma necessidade identificada pelo município e representa um reforço da proximidade com quem trabalha diariamente na agricultura e na floresta.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Vila Real continua a ser um território onde a agricultura e a floresta têm um papel muito relevante. Queremos dar aos nossos agricultores e produtores um serviço de proximidade, com apoio técnico especializado, que os acompanhe desde a produção até à valorização e comercialização dos seus produtos. A nossa batata, a castanha, o mel e tantos outros produtos merecem ser ainda mais potenciados&#8221;, realçou.</p>
<p class="text-paragraph">O Gabinete Agroflorestal e dos Produtos Endógenos, instalado no Largo do Pioledo, junto ao mercado municipal, reúne num único espaço diversos serviços de apoio ao setor, funcionando em articulação com o BUPI (Balcão Único do Prédio) e com os serviços de Feiras e Mercados.</p>
<p class="text-paragraph">O objetivo é facilitar o acesso a informação, apoio técnico especializado, acompanhamento de candidaturas, esclarecimento de dúvidas e apoio à valorização e comercialização dos produtos locais.</p>
<p class="text-paragraph">A câmara explicou que se trata de um serviço totalmente novo, que passa a disponibilizar “respostas integradas num único local, aproximando os serviços municipais dos cidadãos e contribuindo para a valorização da fileira agroalimentar e florestal”.</p>
<p class="text-paragraph">E realçou que, com esta iniciativa, reforça o “compromisso com o desenvolvimento do mundo rural, a promoção dos produtos endógenos e o apoio aos produtores locais, valorizando um setor que continua a ser essencial para a identidade e a economia do concelho”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Agricultura urbana preenche todos os requisitos para uma vida mais sustentável </title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/agricultura-urbana-preenche-todos-os-requisitos-para-uma-vida-mais-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2026 07:55:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura urbana]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A agricultura urbana deve ser tratada como um método sério para ajudar a cumprir as ambições globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030, de acordo com investigadores da Universidade de Flinders.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agricultura urbana deve ser tratada como um método agrícola sério para ajudar a cumprir as ambições globais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para 2030, de acordo com investigadores da Universidade de Flinders.</p>
<p>A produção alimentar bem gerida, tanto nas periferias das cidades como nas áreas urbanizadas, é uma parte vital da construção de comunidades saudáveis – ao mesmo tempo que melhora a resiliência ambiental e social num mundo cada vez mais urbano, afirmam numa<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1618866725001955?via%3Dihub" target="_blank" rel="noopener"> revisão</a> da agricultura urbana publicada na revista Urban Forestry &amp; Urban Greening.</p>
<p>&#8220;Sem exagerar os benefícios, a agricultura urbana tem claramente um papel a desempenhar na consecução da segurança alimentar, da sustentabilidade urbana e na promoção da gestão ambiental&#8221;, afirma a doutoranda Hannah Thwaites, autora principal do estudo.</p>
<p>&#8220;Defendemos que uma agricultura urbana mais generalizada e sustentável pode ajudar a resolver questões fundamentais como a fome, a urbanização e os recursos finitos, apoiando de forma positiva as pessoas e o planeta&#8221;, acrescenta.</p>
<p>A investigação da Flinders e da Universidade de Adelaide descobriu que o cultivo de alimentos em áreas urbanas pode ajudar diretamente a cumprir as Metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, em particular Fome Zero (ODS 2), Cidades e Comunidades Sustentáveis (ODS 11) e Consumo e Produção Responsáveis (ODS 12).</p>
<p>Quando aplicada de forma eficaz, a agricultura urbana também pode ajudar a alcançar várias metas de outros nove dos 17 ODS – Pobreza Zero (ODS 1), Boa Saúde e Bem-Estar (ODS 3), Educação de Qualidade (ODS 4), Igualdade de Género (ODS 5), Água Potável e Saneamento (ODS 6), Trabalho Digno e Crescimento Económico (ODS 8), Redução das Desigualdades (ODS 10), Ação Climática (ODS 13) e Vida Terrestre (ODS 15).</p>
<p>A produção urbana de alimentos pode ocorrer dentro, ao redor, sob e sobre infraestruturas – em terrenos privados e públicos – para consumo, distribuição e venda.</p>
<p>A diversidade das formas de agricultura urbana – desde hortas residenciais, comunitárias e lotadas, até fazendas em telhados, hortas escolares e fazendas comerciais de várias escalas – parece aumentar o seu impacto e, certamente, a sua acessibilidade.</p>
<p>Além de fornecer alimentos frescos saudáveis e acessíveis e oportunidades para conexão social e desenvolvimento de competências, os benefícios ambientais incluem melhor uso dos recursos e redução da pegada de carbono.</p>
<p>“A agricultura urbana reconecta as pessoas com o seu abastecimento alimentar, constrói comunidades resilientes, melhora o envolvimento da comunidade e os resultados ambientais positivos incluem a mitigação dos efeitos das alterações climáticas”, acrescenta o professor de Ecologia do Solo Tim Cavagnaro, coautor do estudo.</p>
<p>Para evitar um viés de defesa, os autores apontam os riscos potenciais da agricultura urbana, como a contaminação por metais pesados, juntamente com estratégias de mitigação, como o uso de canteiros elevados e barreiras para raízes.</p>
<p>“Em última análise, abordagens contextualizadas e matizadas são fundamentais para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável, e a multidimensionalidade e diversidade da agricultura urbana se prestam a soluções personalizadas”, diz Thwaites, acrescentando que sua pesquisa agora está investigando o que ajuda ou dificulta o envolvimento nessa prática agrícola para garantir que seus benefícios possam ser experimentados por todos.</p>
<p>“Sinto-me encorajada pela abundância de empreendimentos de hortas alimentares em Adelaide, incluindo aqueles que ajudam a mostrar como a resiliência da comunidade pode ser promovida a partir da horta doméstica.&#8221;, conclui.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Sintra cria nova Horta Solidária e atribui 50 talhões para agricultura biológica</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/sintra-cria-nova-horta-solidaria-e-atribui-50-talhoes-para-agricultura-biologica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 16:01:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[horta solidária]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A iniciativa integra o Programa das Hortas Solidárias de Sintra e destina-se a munícipes e entidades locais, promovendo o cultivo de hortícolas e plantas aromáticas em modo de produção biológico, contribuindo para o autossustento familiar, a inclusão social e a promoção de hábitos saudáveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Sintra vai atribuir 50 talhões agrícolas na nova Horta Solidária de Mira-Sintra, localizada no Parque Urbano, na União de Freguesias de Agualva e Mira-Sintra.</p>
<p>A iniciativa integra o Programa das Hortas Solidárias de Sintra e destina-se a munícipes e entidades locais, promovendo o cultivo de hortícolas e plantas aromáticas em modo de produção biológico, contribuindo para o autossustento familiar, a inclusão social e a promoção de hábitos saudáveis.</p>
<p>Marco Almeida, presidente da Câmara Municipal de Sintra, sublinha que “este projeto representa muito mais do que a disponibilização de terrenos para cultivo. É uma resposta concreta na área social, que promove a inclusão, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, enquanto incentiva práticas sustentáveis e o contacto com a natureza”.</p>
<p>Dos 50 talhões agora atribuídos, 49 destinam-se a candidatos selecionados e um dos talhões será utilizado ao abrigo do projeto europeu NATURELAB, dedicado à horticultura terapêutica.</p>
<p>A criação da Horta Solidária de Mira-Sintra insere-se numa estratégia municipal de apoio a pessoas em situação de maior vulnerabilidade, valorizando a agricultura urbana como instrumento de coesão social e de desenvolvimento sustentável.</p>
<p>Marco Almeida acrescenta ainda que “queremos continuar a investir em projetos que reforcem a proximidade com os munícipes e que gerem impacto positivo nas comunidades. As hortas solidárias são um exemplo claro dessa visão, ao aliarem sustentabilidade ambiental, solidariedade e participação cívica”.</p>
<p>Os beneficiários irão agora ser notificados para formalização dos acordos de utilização e terão acesso a ações de formação em agricultura biológica, promovidas pelo Município Sintrense, reforçando a capacitação dos utilizadores e a gestão sustentável dos espaços.</p>
<p>Com esta medida, a Câmara Municipal de Sintra reforça o seu compromisso com políticas públicas que promovem a inclusão social, a sustentabilidade e o bem-estar da população.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Torres Vedras recebe seminário sobre agricultura sustentável com destaque para o papel das mulheres no setor</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/torres-vedras-recebe-seminario-sobre-agricultura-sustentavel-com-destaque-para-o-papel-das-mulheres-no-setor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 08:01:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[seminário]]></category>
		<category><![CDATA[Torres Vedras]]></category>
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					<description><![CDATA[A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Torres Vedras no âmbito da Feira de São Pedro, decorrerá dia 26 entre as 14:00 e as 18:00 no Pavilhão Expotorres.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A 4.ª edição do seminário “Agricultura Sustentável – Modelos para um Futuro Produtivo e Resiliente” realiza-se na próxima sexta-feira, dia 26, em Torres Vedras, reunindo investigadoras, empresárias e agentes do setor para debater práticas agrícolas sustentáveis e modelos de produção resilientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal de Torres Vedras no âmbito da Feira de São Pedro, decorrerá entre as 14:00 e as 18:00 no Pavilhão Expotorres.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a autarquia, o seminário pretende dar visibilidade a modelos agrícolas que conciliam produtividade com a regeneração dos ecossistemas, incidindo sobre temas como a preservação dos solos, a biodiversidade, a gestão da água e o sequestro de carbono.</p>
<p class="isSelectedEnd">A edição deste ano será dedicada ao papel das mulheres na agricultura, numa referência à declaração das Nações Unidas que assinala 2026 como Ano Internacional da Mulher Agricultora.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a organização, o objetivo é reconhecer o contributo das mulheres para os sistemas agroalimentares e para o desenvolvimento rural, através da partilha de conhecimento científico e experiência prática com impacto local e relevância global.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sessão de abertura contará com uma intervenção do vice-presidente da Câmara Municipal de Torres Vedras, Diogo Guia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro painel será dedicado às práticas agrícolas, ao envolvimento das comunidades e à inovação nos territórios para sistemas agroalimentares sustentáveis, com intervenções de Inês Costa Pereira, investigadora da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Viseu, e de Marta Cortegano, coordenadora de projetos da ESDIME e cofundadora da Terra Sintrópica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Após um intervalo, terá lugar uma mesa-redonda subordinada ao tema “Sistemas agroalimentares locais: conciliar agricultura, produção e regeneração de ecossistemas”, com a participação de Ana Carvalho, da Vivid Farms, Ana Luísa, do Talho das Manas, Luísa Almeida, da Quinta do Arneiro, e Tânia Carvalho, do Lugar da Terra.</p>
<p class="isSelectedEnd">O seminário termina com um momento de convívio entre os participantes, acompanhado por uma prova de vinhos.</p>
<p>A participação é gratuita, mediante inscrição prévia através do sítio na Internet da Câmara Municipal de Torres Vedras.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Beja vai receber maior debate nacional sobre regadio e inovação agrícola</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/beja-vai-receber-maior-debate-nacional-sobre-regadio-e-inovacao-agricola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 08:01:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[beja]]></category>
		<category><![CDATA[inovação agrícola]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[regadio]]></category>
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					<description><![CDATA[XI Congresso Nacional de Rega e Drenagem decorre de 30 de setembro a 2 de outubro. Gestão da água, inovação tecnológica e impacto económico do regadio vão estar em debate no evento que reúne especialistas, empresas, investigadores e decisores para debater os desafios da agricultura portuguesa no contexto da implementação das medidas vertidas na Estratégia Água que Une.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num momento em que Portugal inicia a implementação da Estratégia Água que Une, a água afirma-se como um dos ativos mais estratégicos para o crescimento económico, a competitividade do setor agrícola, a segurança alimentar e a adaptação às alterações climáticas.</p>
<p>É neste contexto que o XI Congresso Nacional de Rega e Drenagem, organizado pelo COTR – Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio, regressa a Beja, entre 30 de setembro e 2 de outubro, para reunir especialistas, decisores políticos, empresas, investigadores, agricultores e jovens profissionais num dos mais importantes fóruns nacionais dedicados ao futuro do regadio.</p>
<p>“ Enquanto Centro de Competências para o Regadio Nacional, o COTR reforça, com esta iniciativa, o seu compromisso com uma agricultura mais sustentável, resiliente, competitiva e preparada para responder aos desafios da gestão dos recursos hídricos, colocando a inovação no centro da criação de valor para a economia portuguesa,” refere Gonçalo Morais Tristão, Presidente do Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio, citado em comunicado.</p>
<p><strong>Eficiência, Resiliência e Inteligência na Gestão dos Recursos Hídricos</strong></p>
<p>Sob o tema Eficiência, Resiliência e Inteligência na Gestão dos Recursos Hídricos, o Congresso será um espaço privilegiado de reflexão sobre os desafios e oportunidades que marcarão a próxima década da agricultura portuguesa, analisando o papel da governança, da inovação, da digitalização e da tecnologia na utilização sustentável da água.</p>
<p>Num contexto de crescente pressão sobre os recursos naturais, o evento pretende contribuir para uma visão integrada da gestão hídrica como fator de competitividade económica, valorização do território e atração de investimento, alinhando-se com as prioridades nacionais para a modernização do setor agrícola.</p>
<p><strong>Papel dos jovens na agricultura e no regadio em destaque no XI Congresso do COTR</strong></p>
<p>Uma das grandes novidades da edição de 2026 é a abertura do debate ao papel dos jovens na agricultura e no regadio, reconhecendo-os como agentes fundamentais de inovação, empreendedorismo e renovação geracional de um setor cada vez mais tecnológico e orientado para dados.</p>
<p>O Congresso dará igualmente destaque ao impacto social, territorial e económico do desenvolvimento de Alqueva, considerado um dos mais relevantes projetos estruturantes do país, cuja capacidade de transformar a produção agrícola, criar emprego e promover a coesão regional continua a afirmar-se como um caso de sucesso nacional e internacional.</p>
<p>Ao longo de três dias serão debatidos temas que estão a redefinir o futuro da agricultura portuguesa e europeia.</p>
<p>Paralelamente, e no âmbito deste Congresso o COTR irá promover um Fórum de Discussão Científica e Profissional, destinado à apresentação de comunicações orais e posters, incentivando a divulgação de investigação aplicada, a partilha de boas práticas e a aproximação entre conhecimento científico, inovação empresarial e necessidades do terreno.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quercus quer chumbo do projeto de tangerinas reformulado em Alcácer do Sal</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/quercus-quer-chumbo-do-projeto-de-tangerinas-reformulado-em-alcacer-do-sal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 13:19:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[Alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comunicado, a Quercus argumentou que o litoral alentejano “continua a ser um autêntico ‘faroeste’ da agricultura intensiva de regadio, sem que as autoridades locais e nacionais tomem medidas drásticas para travar novos projetos agrícolas” que provocam “o esgotamento dos recursos hídricos já no limite”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação ambientalista Quercus defendeu hoje o chumbo do projeto agroflorestal reformulado para plantação de tangerinas no concelho de Alcácer do Sal, distrito de Setúbal, &#8220;insustentável numa região já severamente afetada pelo stress hídrico&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Em comunicado, a Quercus argumentou que o litoral alentejano “continua a ser um autêntico ‘faroeste’ da agricultura intensiva de regadio, sem que as autoridades locais e nacionais tomem medidas drásticas para travar novos projetos agrícolas” que provocam “o esgotamento dos recursos hídricos já no limite”.</p>
<p class="text-paragraph">“Apesar de já explorar mais de seis mil hectares nesta região através do regadio intensivo, o grupo Aquaterra quer agora aprovar mais 295 hectares para a plantação intensiva de citrinos numa área com os recursos hídricos à beira de colapsar”, criticou.</p>
<p class="text-paragraph">A associação ambientalista disse ter submetido o seu parecer negativo ao Projeto Agroflorestal Herdades de Murta e Monte Novo, em Alcácer do Sal, cuja reformulação está em fase de consulta pública até esta sexta-feira, no âmbito da Avaliação de Impacte Ambiental (AIA).</p>
<p class="text-paragraph">Reclamando o chumbo do projeto, rejeitado anteriormente por três vezes, embora com outras configurações, a Quercus exigiu também “a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) desfavorável” a este investimento da Aquaterra.</p>
<p class="text-paragraph">Na quarta-feira, o semanário Expresso noticiou, de acordo com o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) em consulta pública, que “a quarta reformulação” do Projeto Agroflorestal Herdades de Murta e Monte Novo “introduz cortes na área de produção e no uso de água, mas mantém impactes ambientais”.</p>
<p class="text-paragraph">“A componente agrícola, centrada na produção de tangerinas, passa a ocupar 295 hectares — menos 18% face à proposta anterior — numa propriedade com mais de 2.400 hectares que inclui áreas integradas nas Zonas Especiais de Conservação (ZEC) Comporta/Galé e Estuário do Sado”, segundo a notícia.</p>
<p class="text-paragraph">A nova versão, de acordo com o semanário, “reduz a escala da intervenção em relação ao projeto anteriormente inviabilizado, com menos captações de água (de 16 para 12 furos) e menor consumo anual (de 2,28 para 1,74 milhões de metros cúbicos)”.</p>
<p class="text-paragraph">Contudo, o EIA “reconhece que a exploração de água subterrânea continuará a ter efeitos quantitativos ‘significativos’, embora localizados e considerados ‘monitorizáveis’”, pode ler-se no Expresso, que referiu que “várias associações locais continuam a reprovar as intenções do grupo Aquaterra, apontando a escassez hídrica e os riscos para habitats classificados”.</p>
<p class="text-paragraph">No comunicado de hoje, a Quercus lembrou que, “em outubro de 2025, dados do projeto Copernicus da União Europeia davam conta do abatimento dos solos em Alcácer do Sal”, por as “intensas captações de água ultrapassarem a reposição natural do aquífero”.</p>
<p class="text-paragraph">“Mesmo com a reformulação deste projeto agora em consulta pública, em causa está a extração massiva de 1.740.000 metros cúbicos de água subterrânea por ano, através de 12 furos de enorme profundidade”, avisou.</p>
<p class="text-paragraph">E, a par dos impactes sobre os recursos hídricos, a Quercus assinalou que este projeto vai “coincidir com uma zona sensível do ponto de vista ecológico, com vários estatutos de proteção (Reserva Natural do Estuário do Sado, sítio RAMSAR, ZPE Açude da Murta, ZEC Comporta/Galé e ZEC Estuário do Sado)”.</p>
<p class="text-paragraph">Este facto “só por si deveria ser motivo mais do que suficiente para justificar o chumbo”, reivindicou, sustentando que esta nova reformulação do projeto “é uma operação de ‘cosmética’ para transparecer falsos ganhos ecológicos, quando no seu essencial permanece insustentável e alicerçada em medidas de compensação vagas e não vinculativas”.</p>
<p class="text-paragraph">A associação exigiu ainda do Governo ações concretas, além da DIA desfavorável, como um parecer do Laboratório Nacional de Energia e Geologia sobre o sistema aquífero de Alcácer do Sal, potenciais impactes deste projeto e impactes cumulativos dos já existentes na zona, entre outras.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Simpósio reúne mais de 200 especialistas em Peniche para debater sustentabilidade e inovação nos sistemas agroalimentares</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/simposio-reune-mais-de-200-especialistas-em-peniche-para-debater-sustentabilidade-e-inovacao-nos-sistemas-agroalimentares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 16:02:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[peniche]]></category>
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					<description><![CDATA[O evento promoveu “a partilha de conhecimento científico e tecnológico” em áreas como a economia circular, a valorização de subprodutos agroalimentares, a adaptação das culturas às alterações climáticas, a biotecnologia, a segurança alimentar, a inteligência artificial aplicada à produção alimentar e o desenvolvimento de alimentos mais sustentáveis e saudáveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Cerca de 270 investigadores, docentes, estudantes e profissionais de diversas instituições nacionais e internacionais estiveram reunidos em Peniche para debater os principais desafios e oportunidades associados ao futuro dos sistemas agroalimentares.</p>
<p>Promovido por diversas instituições, como os institutos politécnicos de Leiria, Beja, Santarém, Portalegre e Lisboa, a Universidade Nova de Lisboa, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária e a Universidade de Lisboa, o “9.º Simpósio em Produção e Transformação de Alimentos em Ambiente Sustentável” decorreu no passado dia 16 de junho, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), do Politécnico de Leiria.</p>
<p>Ao longo do simpósio foram abordadas temáticas relacionadas com a produção de alimentos, a transformação alimentar e a sustentabilidade ambiental. O evento, diz o Politécnico de Leiria, promoveu “a partilha de conhecimento científico e tecnológico” em áreas como a economia circular, a valorização de subprodutos agroalimentares, a adaptação das culturas às alterações climáticas, a biotecnologia, a segurança alimentar, a inteligência artificial aplicada à produção alimentar e o desenvolvimento de alimentos mais sustentáveis e saudáveis.</p>
<p>Do programa fez parte uma sessão plenária dedicada ao papel dos microrganismos na sustentabilidade dos sistemas alimentares. Além disso, foram realizados “diversos painéis temáticos que evidenciaram o contributo da investigação científica para o desenvolvimento de soluções inovadoras capazes de responder aos desafios ambientais, económicos e sociais que atualmente condicionam o setor agroindustrial”, explica a mesma fonte em comunicado.</p>
<p>“Este simpósio afirma-se como um importante espaço de partilha de conhecimento, reflexão e colaboração entre investigadores, instituições e profissionais que trabalham diariamente para responder aos desafios que se colocam aos sistemas agroalimentares”, diz Sérgio Leandro, diretor da ESTM.</p>
<p>Para o responsável, “num contexto marcado pelas alterações climáticas, pela necessidade de uma gestão mais eficiente dos recursos e pela crescente procura por alimentos sustentáveis e saudáveis, torna-se fundamental reforçar a ligação entre ciência, tecnologia e setor produtivo, promovendo soluções inovadoras com impacto real na sociedade”.</p>
<p>Entre os temas em destaque estiveram a valorização sustentável de recursos e subprodutos agroalimentares, a monitorização ambiental, a redução do desperdício alimentar, o melhoramento genético de culturas agrícolas, a qualidade e segurança dos alimentos, bem como novas abordagens tecnológicas aplicadas à produção e transformação alimentar.</p>
<p>O Politécnico de Leiria entende que o simpósio constituiu também uma oportunidade para “reforçar redes de colaboração” entre instituições de ensino superior, centros de investigação e entidades do setor, potenciando futuras parcerias e projetos conjuntos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Setor dos pequenos frutos mais do que triplica produção em dez anos e atinge 1.037 milhões de euros de impacto económico em Portugal</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/setor-dos-pequenos-frutos-mais-do-que-triplica-producao-em-dez-anos-e-atinge-1-037-milhoes-de-euros-de-impacto-economico-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 09:02:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O setor dos pequenos frutos consolida-se como “uma das fileiras agrícolas mais dinâmicas e exportadoras da economia portuguesa”, dizem a Lusomorango e a Driscoll’s. Em dez anos, a produção nacional mais do que triplicou, passando de 27,6 mil toneladas em 2015 para 91,4 mil toneladas em 2025, “confirmando Portugal como produtor de referência em culturas de elevado valor acrescentado”, apontam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor nacional dos pequenos frutos gerou, em 2025, um impacto de 1.037 milhões de euros no Valor Acrescentado Bruto (VAB), dos quais 252 milhões correspondem a efeitos diretos, 309 milhões a efeitos indiretos e 476 milhões a efeitos induzidos.</p>
<p>Os dados são avançados num estudo setorial promovido pela organização portuguesa Lusomorango e pela marca internacional Driscoll’s, e desenvolvido pela desenvolvido pela EY-Parthenon, que foi apresentado na semana passada na Feira Nacional de Agricultura, que decorreu em Santarém.</p>
<p>Em comunicado, as entidades dizem que o facto de cerca de 76% do impacto estimado no VAB resultar de efeitos indiretos e induzidos mostra “a forma como a atividade se propaga para além da produção agrícola, beneficiando fornecedores, serviços, comércio, logística, atividades imobiliárias, restauração, energia, construção e outras áreas da economia nacional”.</p>
<p>O setor dos pequenos frutos consolida-se como “uma das fileiras agrícolas mais dinâmicas e exportadoras da economia portuguesa”, dizem a Lusomorango e a Driscoll’s com base nos dados do relatório. Em dez anos, a produção nacional mais do que triplicou, passando de 27,6 mil toneladas em 2015 para 91,4 mil toneladas em 2025, “confirmando Portugal como produtor de referência em culturas de elevado valor acrescentado”, apontam.</p>
<p>De acordo com o estudo, a produção nacional de pequenos frutos atingiu 580 milhões de euros em 2025, um crescimento de 72,6% face a 2020. Para 2026, a projeção aponta para um valor recorde de 645 milhões de euros. Este crescimento tem sido impulsionado sobretudo pela expansão da framboesa, da amora e do mirtilo, culturas que representam a maior parte do aumento do volume de negócios do setor desde 2020, mostra a análise.</p>
<p>“Os pequenos frutos são hoje uma das fileiras mais dinâmicas da agricultura portuguesa, com escala e capacidade exportadora”, diz, citado em nota, Joel Vasconcelos, CEO da Lusomorango.</p>
<p>“Estamos perante um setor que é muito mais do que a produção agrícola: é uma fileira económica estruturante, com capacidade para gerar riqueza, emprego, rendimento e receita fiscal em Portugal. É um setor que nasce no território, mas cujo impacto se multiplica por toda a economia”, refere o responsável.</p>
<p>E acrescenta que “o aprofundamento do conhecimento sobre o contributo económico, social e territorial da produção de pequenos frutos em Portugal permite apoiar a necessária reflexão sobre as condições necessárias ao crescimento sustentável da fileira”.</p>
<p><strong>Produção portuguesa cresce muito acima da Europa e alavanca exportações</strong></p>
<p>O relatório destaca ainda que Portugal se diferencia do padrão global e europeu. Enquanto a estrutura produtiva mundial e europeia continua fortemente assente no morango, a produção nacional tem uma maior especialização em culturas de maior valor, como a framboesa, a amora e o mirtilo.</p>
<p>Ainda que Portugal não consiga, pela sua escala, competir diretamente com os maiores produtores mundiais, como México e Estados Unidos, revela o estudo, o caminho passa por investir em culturas diferenciadas que sirvam mercados que privilegiam a qualidade face ao volume.</p>
<p>Em 2025, as exportações nacionais de pequenos frutos atingiram 398 milhões de euros, mais do que triplicando o valor registado há uma década.</p>
<p>Sobre Portugal, Eduardo Bremm, diretor de operações da Driscoll’s na Península Ibérica, refere que “o país reúne uma combinação muito particular de condições climáticas, diversidade geográfica, perícia técnica e experiência agrícola que permite produzir pequenos frutos com elevados padrões de qualidade, reconhecidos nos mercados internacionais”.</p>
<p>Para o responsável “é essa combinação – território, clima, inovação, saber e capital humano – que tem permitido afirmar o país como uma origem de referência para framboesas, mirtilos e amoras”.</p>
<p>“Os pequenos frutos representam também uma das formas mais naturais de «indulgência sem remorso»: um produto delicioso, fresco, altamente nutritivo, e que se enquadra naturalmente na riqueza da dieta mediterrânica. Esta é a nossa missão e foco do nosso trabalho: deliciar os consumidores com fruta de elevada qualidade, produzida em Portugal e reconhecida nos mercados mais exigentes”, conclui.</p>
<p>Para que o crescimento continue, a Lusomorango e a Driscoll’s entendem que é preciso criar condições para que o crescimento do setor seja “sustentável, previsível e equilibrado”.</p>
<p>Entre as prioridades identificadas no estudo estão a melhoria das infraestruturas públicas, a gestão eficiente da água, a simplificação administrativa, o apoio à inovação, a previsibilidade regulatória, a qualificação da mão de obra e respostas coordenadas em matéria de habitação, mobilidade e integração de trabalhadores nos territórios onde a atividade tem maior expressão.</p>
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		<title>Aproveitamento Hidroagrícola do Mira com novo modelo de distribuição de água</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/aproveitamento-hidroagricola-do-mira-com-novo-modelo-de-distribuicao-de-agua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:41:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[rega]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o boletim mensal de maio da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), com sede em Odemira, distrito de Beja, e responsável pela gestão do aproveitamento, “o atual contexto de maior disponibilidade hídrica deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar práticas eficientes, não para as abandonar”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Aproveitamento Hidroagrícola do Mira, que abrange dois concelhos nos distritos de Beja e Faro, vai ter um novo modelo de distribuição de água na campanha de 2026, por a albufeira de Santa Clara estar praticamente cheia.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com o boletim mensal de maio da Associação de Beneficiários do Mira (ABM), com sede em Odemira, distrito de Beja, e responsável pela gestão do aproveitamento, “o atual contexto de maior disponibilidade hídrica deve ser encarado como uma oportunidade para consolidar práticas eficientes, não para as abandonar”.</p>
<p class="text-paragraph">No documento, consultado pela agência Lusa, a ABM indicou que a albufeira de Santa Clara “encontra-se perto do pleno armazenamento”, o que leva a que o Aproveitamento Hidroagrícola do Mira (AHM) “deixe formalmente de estar em situação de contingência por seca” e sejam levantadas “as restrições à rega que vigoraram nos últimos anos”.</p>
<p class="text-paragraph">Nesse âmbito, adiantou a Associação, os beneficiários que já fizeram inscrições na primeira fase, cujo prazo terminou a 27 de fevereiro deste ano, “podem agora inscrever áreas adicionais ou alterar as culturas declaradas anteriormente”.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda assim, acrescentou, “nas culturas permanentes e protegidas, as novas inscrições ficam sujeitas a aprovação prévia pela ABM e Autoridade Nacional do Regadio”, só podendo ser inscrita a área “que está efetivamente em produção e sujeita a rega”.</p>
<p class="text-paragraph">O novo modelo de distribuição de água no AHM “prevê um reforço significativo das ações de controlo”, pelo que a ABM “irá verificar no terreno as áreas e culturas instaladas, recorrendo a inspeções presenciais, imagens de satélite e drones”.</p>
<p class="text-paragraph">“Sempre que se verifique uma discrepância entre o que foi declarado e o que existe no terreno, o volume de água atribuído será ajustado em conformidade”, explicou a associação.</p>
<p class="text-paragraph">A ABM acrescentou que, “após a atribuição dos volumes, os regantes receberão semanalmente, por correio eletrónico, um relatório com o volume total atribuído, o consumo acumulado, o consumo da semana anterior e a percentagem de volume disponível”.</p>
<p class="text-paragraph">“Serão também enviados avisos quando forem atingidos 50%, 90% e 120% do volume atribuído”, sendo que, neste último caso, “o fornecimento será suspenso”.</p>
<p class="text-paragraph">Para a ABM, “a maior disponibilidade hídrica não dispensa o compromisso com uma utilização racional e responsável da água”.</p>
<p class="text-paragraph">Por isso, a associação “propõe reduzir perdas na rede coletiva do perímetro, investir em sistemas de rega mais precisos e gerir os consumos com rigor”, uma vez que “a variabilidade climática é uma realidade com que o setor agrícola tem de contar”.</p>
<p class="text-paragraph">“Aí serão os agricultores que já tiverem adotado práticas mais eficientes os que estarão em melhor posição para continuar a produzir”, sustentou.</p>
<p class="text-paragraph">O Aproveitamento Hidroagrícola do Mira tem como origem a albufeira de Santa Clara, no concelho de Odemira, e é gerido pela ABM.</p>
<p class="text-paragraph">O seu perímetro de rega possui uma área equipada de 15.200 hectares (ha), com uma área beneficiada de 12.000 ha, nos municípios de Odemira e de Aljezur.</p>
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		<item>
		<title>Investigadores apresentam formas de “desbloquear” sistemas de produção alimentar na Europa e torná-los mais sustentáveis</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/investigadores-apresentam-formas-de-desbloquear-sistemas-de-producao-alimentar-na-europa-e-torna-los-mais-sustentaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Jun 2026 11:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Europa, a ambição é que a produção agroalimentar se alinhe mais e mais com os objetivos climáticos e de proteção da Natureza, ao mesmo tempo que forneçam produtos mais acessíveis e se mantém competitiva no mercado global. Contudo, apesar de a fasquia estar alta, o progresso continua a ser lento, revela investigação liderada pela Universidade de Aarhus (Dinamarca).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num planeta em transformação, os sistemas de produção agroalimentar estão sob uma pressão cada vez maior. Secas e cheias podem arruinar colheitas e matar animais de gado, doenças podem arrasar produções inteiras.</p>
<p>Na Europa, a ambição é que a produção agroalimentar se alinhe mais e mais com os objetivos climáticos e de proteção da Natureza, ao mesmo tempo que forneçam produtos mais acessíveis e se mantém competitiva no mercado global. Contudo, apesar de a fasquia estar alta, o progresso continua a ser lento.</p>
<p>A conclusão é de uma investigação liderada pela Universidade de Aarhus (Dinamarca), em colaboração com várias outras instituições europeias, que, num artigo publicado na revista ‘<a href="https://www.nature.com/articles/s43016-026-01360-x" target="_blank" rel="noopener">Nature Food’</a>, falam da existência de um paradoxo, entre vontade e reais avanços.</p>
<p>“Há um consenso generalizado de que o abastecimento alimentar na Europa tem de mudar”, afirma Sophie Nicklaus, do Instituto Nacional de Investigação sobre Agricultura, Alimentação e Ambiente (INRAE), de França. Para a coautora do estudo, as estruturas regulatórias continuam a ser “muito conservadoras”, o que, argumenta, “significa que a mudança ocorre demasiado lentamente”.</p>
<p>“Foi essa tensão que procurámos compreender com este estudo”, diz.</p>
<p>Os investigadores apontam a existência de barreiras que se autorreforçam e que mantêm a Europa presa a formas particulares de produção, regulação e consumo de alimentos, “mesmo quando há fortes argumentos para mudar de rumo”.</p>
<p>A equipa diz que não há falta de vontade nem de conhecimento por parte, por exemplo, de agricultores, consumidores, empresas e legisladores para se fazer a mudança. Contudo, todos esses agentes operam dentro de estruturas em que “os incentivos, os regulamentos, as estruturas de mercado e os hábitos puxam para diferentes direções e mantêm os atuais sistemas”.</p>
<p>Entre os principais obstáculos à transformação do sistema agroalimentar na Europa os investigadores apontam cinco: a fragmentação política e regulatória e falta de coordenação em torno da produção alimentar, a dificuldade em mudar hábitos de consumo, a predominância de um foco na produção e eficiência de curto-prazo, o facto de os impactos ambientais da produção não serem refletidos nos preços dos alimentos, e a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento alimentar a crises e ao inesperado.</p>
<p>Além de elencarem os problemas, os investigadores apontam também cinco princípios que acreditam poder ajudar legisladores, empresas e a sociedade civil a “desbloquearem” o sistema agroalimentar europeu e a impulsionar a transformação de que precisa ser feita para protegê-lo e adaptá-lo a uma realidade mais volátil.</p>
<p>Esses princípios são priorizar o acesso a alimentos saudáveis, sustentáveis e a preços acessíveis; incluir todos os intervenientes nos processos de transformação, mesmo aqueles que possam ter mais a perder com ela; promover processos e decisões transparentes e responsáveis; olhar para a diversidade dos sistemas agroalimentares da Europa como uma força; e mudar mentalidades para um foco na priorização do bem comum.</p>
<p>“Não se trata apenas de novas tecnologias”, avisa Jørgen E. Olesen, primeiro autor do artigo. “Trata-se de liderança, de prioridades e de coragem para ter uma visão global”, salienta.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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