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	<title>Alterações Climáticas &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 02 Oct 2026 07:42:08 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Alterações Climáticas &#8211; Green Savers</title>
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		<title>Verão foi o mais quente de sempre registado na Europa Ocidental</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/verao-foi-o-mais-quente-de-sempre-registado-na-europa-ocidental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 07:42:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[quente]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta época de verão caracterizou-se por ondas de calor extremas e condições de seca em toda a Europa, com uma percentagem recorde de 52% do território do continente exposto a um stress térmico - uma sensação térmica de 38 ºC ou mais - "muito intenso" no final do verão, explicou num comunicado o serviço de monitorização climática do programa espacial europeu.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este verão foi o mais quente de sempre na história da Europa Ocidental, com uma temperatura média de 21,7°C, o que representa 2,5°C acima da média de 1991-2020, indicou hoje o Copernicus.</p>
<p class="text-paragraph">Esta época de verão caracterizou-se por ondas de calor extremas e condições de seca em toda a Europa, com uma percentagem recorde de 52% do território do continente exposto a um stress térmico &#8211; uma sensação térmica de 38 ºC ou mais &#8211; &#8220;muito intenso&#8221; no final do verão, explicou num comunicado o serviço de monitorização climática do programa espacial europeu, sediado em Bona, na Alemanha.</p>
<p class="text-paragraph">Mais concretamente, na Europa Ocidental foi batido o anterior recorde de temperatura estabelecido em 2003 e registaram-se 17 dias em que, pelo menos, 60% do território registou temperaturas superiores a 30°C, superando os 11 dias de 2003 e os sete de 2025.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Em vastas zonas do continente, registaram-se simultaneamente ondas de calor sem precedentes, secas generalizadas, caudais fluviais excecionalmente baixos e temperaturas marinhas invulgarmente elevadas&#8221;, declarou Samantha Burgess, responsável estratégica pelo clima do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (CEPMPM).</p>
<p class="text-paragraph">As consequências &#8220;foram muito além dos recordes de temperatura, uma vez que afetaram a disponibilidade de água, os sistemas energéticos, os transportes, os ecossistemas e a saúde humana&#8221;, salientou, alertando para a importância de &#8220;desenvolver resiliência face a riscos climáticos cada vez mais interligados&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Alguns dos principais rios europeus, entre os quais Reno, Danúbio, Loire e Ródano, registaram caudais abaixo dos mínimos históricos, o que perturbou o transporte de mercadorias, bem como a produção de energia nuclear e hidroelétrica.</p>
<p class="text-paragraph">De um modo geral, no continente registaram-se no verão os caudais mais baixos desde o início dos registos do Sistema Europeu de Alerta de Inundações (EFAS) em 1992.</p>
<p class="text-paragraph">Por outro lado, em grande parte da costa atlântica e do Mediterrâneo ocidental e central, verificou-se o registo de temperaturas recorde ou próximas dos recordes na superfície do mar.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, o calor e a seca contribuíram para uma época de incêndios florestais excecionalmente ativa e, de acordo com o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, a 02 de setembro, a área ardida em toda a UE era quase o dobro da média de 2006-2025 para essa época do ano, com uma atividade especialmente extensa em Espanha e França.</p>
<p class="text-paragraph">Este ano deflagraram em Portugal quase oito mil incêndios, que provocaram 74.267 hectares de área ardia, menos 72% em relação ao mesmo período do ano passado e o sexto pior ano da década, segundo dados provisórios do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR).</p>
<p class="text-paragraph">Os incêndios aumentaram cerca 9% em relação a 2025 e este ano registou-se o maior número de fogos desde 2022, sendo também o sexto ano da década com mais incêndios.</p>
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		<title>Verão de 2026 o terceiro mais quente mas normal quanto à precipitação</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/verao-de-2026-o-terceiro-mais-quente-mas-normal-quanto-a-precipitacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:53:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[precipitação]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[No boletim climatológico para o verão de 2026 em Portugal continental, divulgado hoje, o IPMA explica que o valor médio da temperatura média do ar foi de 23,17 graus celsius (ºC), 1,21ºC superior ao normal (1991-2020), o que fez dele o terceiro mais quente, apenas abaixo do verão de 2025 e do verão de 2005.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão deste ano foi o terceiro mais quente desde 1931, com uma temperatura de 1,21ºC acima da média, mas foi normal quanto à precipitação, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).</p>
<p class="text-paragraph">No boletim climatológico para o verão de 2026 em Portugal continental, divulgado hoje, o IPMA explica que o valor médio da temperatura média do ar foi de 23,17 graus celsius (ºC), 1,21ºC superior ao normal (1991-2020), o que fez dele o terceiro mais quente, apenas abaixo do verão de 2025 e do verão de 2005.</p>
<p class="text-paragraph">O verão, nota o IPMA no documento, foi marcado por duas ondas de calor, entre 9 e 24 de junho e entre 29 de junho e 11 de julho, a mais significativa o último caso, abrangendo 77% das estações analisadas.</p>
<p class="text-paragraph">Foram registados 23 novos extremos dos maiores valores da temperatura do ar.</p>
<p class="text-paragraph">Nos três meses de verão as temperaturas médias mensais estiveram, em geral, acima do normal, com os maiores desvios em junho. O dia 4 de julho foi o mais quente do verão no continente, e o maior valor da temperatura máxima foi registado em Mora, com 44,3 °C no dia 3 de julho.</p>
<p class="text-paragraph">Quanto à precipitação o verão ficou marcado por um episódio de chuva intensa no final de agosto. Nos três meses houve um total acumulado de 43,3 milímetros, o que representa 97% do valor normal.</p>
<p class="text-paragraph">Mas se em junho e julho a chuva foi inferior à média o mês de agosto fez do verão de 2026 um verão normal, já que a precipitação ocorrida em agosto foi 2,6 vezes acima do que é normal chover em agosto (260%). Foram registados 17 novos extremos de precipitação diária.</p>
<p class="text-paragraph">Devido a essa chuva, no fim do verão os valores sobre a seca tinham diminuído e distribuíam-se assim: 29,5% na classe normal, 54,1% na classe de seca fraca, 9,2% na classe de seca moderada e 7,2% na classe de seca severa.</p>
<p class="text-paragraph">Na Europa, em várias regiões, como em França e Reino Unido, o verão ficou marcado por temperaturas muito elevadas, superiores a 4ºC em relação ao normal.</p>
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Países do Pacífico procuram reforçar prioridades climáticas antes da COP31</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/paises-do-pacifico-procuram-reforcar-prioridades-climaticas-antes-da-cop31/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 14:01:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[prioridades climáticas]]></category>
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					<description><![CDATA[O encontro "1.5°C to Stay Alive", na Universidade do Pacífico Sul, reunirá investigadores, ministros, responsáveis políticos e especialistas em clima da Austrália e de vários países do Pacífico. As discussões e conclusões do fórum deverão transitar para a primeira sessão do programa oficial da pré-COP31, na segunda-feira, 5 de outubro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As prioridades climáticas dos países do Pacífico vão estar em discussão este sábado, 3 de outubro, num fórum internacional em Suva, nas Fiji, que pretende contribuir para as posições da região antes da COP31, marcada para este ano.</p>
<p>O encontro &#8220;1.5°C to Stay Alive&#8221;, na Universidade do Pacífico Sul, reunirá investigadores, ministros, responsáveis políticos e especialistas em clima da Austrália e de vários países do Pacífico. As discussões e conclusões do fórum deverão transitar para a primeira sessão do programa oficial da pré-COP31, na segunda-feira, 5 de outubro.</p>
<p>Organizado pela COP Universities Alliance, em conjunto com o Institute for Climate Risk &amp; Response da Universidade de Nova Gales do Sul, a Universidade do Pacífico Sul e a Universidade de Melbourne, o encontro pretende colocar as perspetivas dos países do Pacífico no centro das discussões que antecedem as negociações climáticas.</p>
<p>&#8220;Os países do Pacífico tiveram um papel fundamental na definição do objetivo de 1,5 °C no Acordo de Paris porque, para a região, este não é um número arbitrário. É considerado um limiar de sobrevivência&#8221;, afirma Wesley Morgan, investigador da Universidade de Nova Gales do Sul e responsável pela organização do fórum, citado em comunicado.</p>
<p>O encontro acontece num momento em que aumenta a possibilidade de a temperatura média global ultrapassar temporariamente os 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Para Morgan, essa possibilidade não deve significar o abandono da meta estabelecida no Acordo de Paris.</p>
<p>&#8220;A prioridade deve ser limitar o pico do aquecimento ao nível mais baixo possível, atingir o zero líquido o mais rapidamente possível e, depois, procurar formas de fazer baixar novamente as temperaturas&#8221;, defende.</p>
<p><strong>Aquecimento dos oceanos e financiamento climático</strong></p>
<p>Entre os temas previstos estão a ciência associada à limitação do aquecimento global, as obrigações jurídicas internacionais, o aumento da temperatura dos oceanos e do nível do mar, a adaptação às alterações climáticas e o financiamento climático.</p>
<p>O fórum vai também analisar as implicações de uma decisão do Tribunal Internacional de Justiça sobre as responsabilidades dos Estados perante os danos relacionados com as alterações climáticas.</p>
<p>Segundo Morgan, a questão é particularmente relevante para a Austrália, um dos grandes exportadores mundiais de carvão e gás. O investigador refere que o país defendeu durante anos que as emissões resultantes da utilização dos combustíveis fósseis que exporta eram da responsabilidade dos países consumidores.</p>
<p>&#8220;O Tribunal Internacional de Justiça deixou agora claro que os grandes produtores de combustíveis fósseis também têm obrigações de prevenir os danos climáticos associados à produção de combustíveis fósseis&#8221;, afirma.</p>
<h3>Liderança do Pacífico em destaque</h3>
<p>A enviada climática das Ilhas Marshall, Tina Stege, fará a intervenção de abertura do fórum. O programa termina com uma sessão de alto nível de <em>Talanoa</em>, conceito associado a uma forma de diálogo aberta e inclusiva característica das culturas do Pacífico, com ministros e representantes dos países da região.</p>
<p>O encontro contará ainda com especialistas do Pacífico que participam nos trabalhos do Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC), bem como investigadores e especialistas de universidades australianas e de outros países da região.</p>
<p>Para Morgan, o objetivo é reforçar a participação dos países do Pacífico nas discussões internacionais sobre clima, em vez de falar sobre a região sem envolver diretamente os seus representantes.</p>
<p>&#8220;O Pacífico está há muito na linha da frente da pressão global por uma ação climática mais forte. Este fórum reconhece essa experiência e liderança&#8221;, afirma.</p>
<p>A organização considera que a realização de discussões climáticas de relevância internacional no Pacífico pode contribuir para colocar as experiências, prioridades e soluções da região no centro da agenda que antecede a COP31.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Glaciares suíços perdem mais de 5% do volume de gelo devido às ondas de calor</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/glaciares-suicos-perdem-mais-de-5-do-volume-de-gelo-devido-as-ondas-de-calor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 07:50:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[gelo]]></category>
		<category><![CDATA[glaciares suíços]]></category>
		<category><![CDATA[ondas de calor]]></category>
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					<description><![CDATA[“Os glaciares alpinos não têm qualquer hipótese de sobreviver a longo prazo nestas condições”, segundo um comunicado divulgado hoje pelo serviço suíço de monitorização de glaciares GLAMOS e a Academia Suíça de Ciências.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os glaciares da Suíça, que integram a maior parte do gelo glaciar dos Alpes, perderam 5,5% do seu volume de gelo este ano, a segunda maior queda percentual alguma vez registada devido às ondas de calor, segundo os especialistas.</p>
<p class="text-paragraph">“Os glaciares alpinos não têm qualquer hipótese de sobreviver a longo prazo nestas condições”, segundo um comunicado divulgado hoje pelo serviço suíço de monitorização de glaciares GLAMOS e a Academia Suíça de Ciências.</p>
<p class="text-paragraph">A tendência agravou-se nos últimos anos: só nos últimos cinco anos, o volume de gelo na Suíça diminuiu quase um quinto, dizem os especialistas.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório dos especialistas corrobora as recentes preocupações de que o aquecimento global está a causar estragos na Europa, o continente que aquece mais rapidamente no mundo.</p>
<p class="text-paragraph">“O aquecimento que estamos a viver agora pode ser atribuído a 100% às alterações climáticas antropogénicas. É tão simples quanto isso. (…) Sem as emissões humanas ou os combustíveis fósseis, não teríamos qualquer aquecimento neste momento”, disse Matthias Huss, responsável do GLAMOS.</p>
<p class="text-paragraph">O recuo recorde do gelo glaciar na Suíça ocorreu em 2022, quando o calor do verão, a fraca precipitação de neve no inverno e uma dispersão invulgar de poeira avermelhada trazida do Saara escureceram os glaciares e fizeram com que absorvessem mais calor.</p>
<p class="text-paragraph">Huss disse que a cobertura de neve no inverno é importante por dois motivos.</p>
<p class="text-paragraph">“Por um lado, protege o gelo exposto do degelo. Quanto mais tempo houver neve, mais tempo se evita a perda do gelo antigo”, disse Huss numa entrevista no Instituto Politécnico Federal ETHZ, onde é professor de glaciologia.</p>
<p class="text-paragraph">“Por outro lado, a neve também é importante para gerar novo alimento para o glaciar. Quanto mais neve existir, maior será o potencial de manter parte da neve a grandes altitudes e formar novo gelo”, acrescentou Huss.</p>
<p class="text-paragraph">O grande degelo nos lendários Alpes europeus não é um caso isolado: os especialistas afirmam que o aquecimento global contribuiu para desestabilizar uma encosta dos Himalaias que colapsou em agosto e provocou inundações catastróficas e mortais no Nepal.</p>
<p class="text-paragraph">Os satélites mostraram um enorme encolhimento dos glaciares em locais como a Gronelândia e a Antártida ao longo do último meio século.</p>
<p class="text-paragraph">Os especialistas dizem que o “derretimento extremo” enfrentado pelos glaciares suíços este ano incluiu uma redução da espessura média dos glaciares individuais entre 2,5 e 4 metros.</p>
<p class="text-paragraph">As equipas de especialistas espalharam-se para avaliar o escoamento e as fendas causadas pela água corrente através dos glaciares, em parte despejando corante vermelho nos riachos para rastrear os fluxos de água.</p>
<p class="text-paragraph">Os glaciares Allalin, Clarident, Rhône e Aletsch — sendo Aletsch o maior dos Alpes — estiveram entre os glaciares que registaram o maior degelo da história este ano.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Calor e poluição matam milhares de pessoas por ano</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/calor-e-poluicao-matam-milhares-de-pessoas-por-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 08:03:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A avaliação “Saúde e Ambiente 2025” faz parte de um relatório com o mesmo nome, que é apresentado formalmente na quinta-feira em Lisboa, na Fundação Gulbenkian, com dados sobre o ano passado mas também de outros períodos e agora divulgados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Calor e poluição estão entre os principais riscos ambientais que provocaram milhares de mortes em Portugal, indica uma avaliação ontem divulgada sobre saúde e ambiente e centrada em 2025.</p>
<p class="text-paragraph">A avaliação “Saúde e Ambiente 2025” faz parte de um relatório com o mesmo nome, que é apresentado formalmente na quinta-feira em Lisboa, na Fundação Gulbenkian, com dados sobre o ano passado mas também de outros períodos e agora divulgados.</p>
<p class="text-paragraph">Os autores do documento, da responsabilidade do Observatório Português da Saúde e Ambiente (OPSA), do Conselho Português para a Saúde e Ambiente (CPSA), dizem que ainda que Portugal tenha reduzido emissões de gases com efeito de estufa (GEE) o calor e a poluição “continuam a custar vidas”.</p>
<p class="text-paragraph">E pedem proteção dos mais vulneráveis, cuidados de saúde mais sustentáveis e preparação para catástrofes climáticas. Porque, frisam, é preciso “tratar a crise ambiental também como uma emergência de saúde”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo os dados hoje divulgados pelo CPSA estimam-se em 2.009 as mortes em excesso durante os episódios de calor em 2025.</p>
<p class="text-paragraph">Identificadas também cerca de 4.710 mortes atribuíveis à poluição do ar mas em relação a 2023. E estimam-se em 750 as mortes prematuras anuais associadas à poluição sonora.</p>
<p class="text-paragraph">“As ondas de calor já não são apenas uma ameaça de verão”, alertam os autores do estudo, recordando que no ano passado se registaram seis episódios (na primavera, verão e outono), aos quais se juntam a pressão dos incêndios, da escassez de água e da perda de biodiversidade.</p>
<p class="text-paragraph">Um comunicado do CPSA sobre o estudo alerta também sobre a deteção do mosquito “Aedes albopictus”, que pode transmitir doenças como dengue e chikungunya, que passou de 18 concelhos do continente em 2024 para 28 em 2025. (A presença do mosquito não significa, por si só, transmissão local das doenças, nota o CPSA).</p>
<p class="text-paragraph">Perante as ameaças, o relatório refere que a proteção é desigual no pais, já que 15,7% da população declarou não conseguir aquecer adequadamente a sua casa em 2024. E os grupos mais vulneráveis são os idosos, doentes crónicos e famílias mais pobres.</p>
<p class="text-paragraph">E apesar de se terem reduzido as emissões de GEE e a proporção de dias com má qualidade do ar, tal não elimina riscos locais nem garante a proteção de todos, concluem os autores do documento, onde salientam que o setor da saúde enfrenta uma dupla responsabilidade: responder aos impactos ambientais e reduzir os danos associados à sua própria atividade.</p>
<p class="text-paragraph">O setor, adiantam, é responsável por 4,8% das emissões nacionais de GEE, sem que os responsáveis tenham assumido como prioridade a sustentabilidade ambiental.</p>
<p class="text-paragraph">O CPSA recomenda uma estrutura de governação que articule diferentes ministérios, uma estratégia nacional de sustentabilidade ambiental na saúde e um Plano Nacional de Adaptação da Saúde, abrangendo os setores público e privado.</p>
<p class="text-paragraph">Tal significa, explica, identificar e acompanhar pessoas vulneráveis, reforçar a vigilância e os alertas, proteger escolas e lares, criar espaços de arrefecimento acessíveis e garantir a continuidade dos cuidados durante ondas de calor, incêndios, cheias ou tempestades.</p>
<p class="text-paragraph">Além da necessidade de, entre outras medidas, haver investimento na prevenção da doença.</p>
<p class="text-paragraph">“A proteção da saúde não pode esperar que a degradação ambiental se traduza em mais episódios de doença, nem a proteção do ambiente pode permanecer exterior às decisões de saúde”, refere o comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">Luís Campos, presidente do CPSA, salienta que a saúde da população portuguesa não pode ser separada da qualidade do ar que respira, da água e dos alimentos que consome, das condições em que habita, da estabilidade dos ecossistemas e da capacidade dos serviços de saúde para responder a situações de crise.</p>
<p class="text-paragraph">O CPSA é uma associação fundada em 2022 que integra mais de 100 organizações do setor da saúde e promove uma abordagem entre saúde e ambiente.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório reúne indicadores, estudos, políticas e recomendações sobre as áreas de interligação entre o ambiente e a saúde.</p>
<p class="text-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (PMS) aponta para 13 milhões de mortes anuais associadas a fatores ambientais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Oceanos têm aquecido a “ritmo alarmante”</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/oceanos-tem-aquecido-a-ritmo-alarmante/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 07:52:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[aquecido]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=304794</guid>

					<description><![CDATA[“O oceano está a transformar-se diante dos nossos olhos: O aquecimento, a subida do nível do mar e a degradação dos ecossistemas são sinais interligados de mudanças significativas e de longo prazo. É nossa responsabilidade construir a capacidade permanente de antecipar esta transformação”, indica Pierre Bahurel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O 10.º Relatório sobre o Oceano do programa europeu Copernicus, divulgado hoje, dá conta do “ritmo alarmante” de aquecimento e das suas consequências abrangentes para a vida marinha, o litoral e comunidades de todo o mundo.</p>
<p class="text-paragraph">“O oceano está a transformar-se diante dos nossos olhos: O aquecimento, a subida do nível do mar e a degradação dos ecossistemas são sinais interligados de mudanças significativas e de longo prazo. É nossa responsabilidade construir a capacidade permanente de antecipar esta transformação”, indica Pierre Bahurel, diretor-geral da Mercator Ocean International, que produziu o relatório, citado num comunicado do Copernicus – Programa de Observação da Terra da União Europeia (UE).</p>
<p class="text-paragraph">Com contributos de 125 cientistas de todo o mundo, o 10º Relatório sobre o Estado do Oceano (OSR, na sigla em inglês) “utiliza os dados mais recentes de satélite, ‘in situ’ e de modelação” para revelar “a escala e o ritmo da mudança em curso no oceano”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o relatório, o aquecimento do oceano acelerou desde 1960 e em 2025 este absorveu “um recorde de mais 23 zettajoules (aproximadamente 40 vezes a energia que o mundo inteiro consumiu nesse ano)”, o nível médio global do mar subiu entre 3,5 e 4,1 milímetros (mm) por ano entre 1999 e 2025, mas o aumento entre 2012 e 2025 oscilou entre 3,9 e 4,5 mm/ano, além disto, entre 1985 e 2025, “o oceano tornou-se cerca de 17% mais ácido”.</p>
<p class="text-paragraph">“À medida que o oceano absorve mais calor, os efeitos propagam-se por todo o sistema marinho”, indica o Serviço Marinho Copernicus, explicando que as “águas mais quentes alimentam as ondas de calor marinhas e podem intensificar as tempestades, perturbar os ecossistemas e contribuir para a elevação do nível do mar através da expansão térmica e do degelo terrestre”.</p>
<p class="text-paragraph">Na Europa, os mares regionais em particular estão sob intensa pressão, com algumas regiões a mudarem mais rapidamente do que outras.</p>
<p class="text-paragraph">“A subida do nível do mar no Mediterrâneo não é uniforme nem linear. O Mediterrâneo Ocidental tem vindo a acelerar desde o início dos anos 2000, enquanto a bacia Oriental acelerou acentuadamente desde 2018”, refere a oceanógrafa física Federica Borile, da Universidade de Bolonha, Itália, citada no comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">A investigadora acrescenta que tal tem de ser tido em conta na necessária adaptação das comunidades costeiras, salientando que conhecer “a dinâmica local do nível do mar é extremamente importante no planeamento para enfrentar riscos futuros”.</p>
<p class="text-paragraph">Na linha da frente desta crise estão os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (PEID), destacando o relatório igualmente a situação nas regiões polares.</p>
<p class="text-paragraph">“Talvez em nenhum outro lugar a ligação entre as alterações oceânicas e a vulnerabilidade humana seja tão clara” como naqueles Estados, cujas “economias, infraestruturas e meios de subsistência estão intimamente ligados ao mar”.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo indica que todas as Zonas Económicas Exclusivas (ZEE) dos PEID são afetadas pelo aquecimento desde 1960 e que 65% da área combinada daquela zona “tem estado exposta à aceleração da subida do nível do mar desde 1999”.</p>
<p class="text-paragraph">Nota ainda que “quase 28% desta área contém recifes de coral vulneráveis, ameaçados ou em perigo crítico de extinção”, ecossistemas que “sustentam a pesca, o turismo e a proteção costeira, podendo representar mais de 20% do PIB (produto interno bruto) em alguns PEID”.</p>
<p class="text-paragraph">No caso das regiões polares, o OSR revela alterações profundas no gelo marinho, na física oceânica e nos ecossistemas.</p>
<p class="text-paragraph">No Ártico, o gelo marinho está a recuar à medida que a erosão costeira se intensifica, tendo o Grande Ecossistema Marinho do Mar de Barents perdido “70% da sua extensão de gelo desde 1982”, refere, adiantando que, “na Antártida, em 2022, a quantidade excecionalmente baixa de gelo marinho coincidiu com uma falha reprodutiva numa escala sem precedentes entre os pinguins-imperador”.</p>
<p class="text-paragraph">Karina von Schuckmann, diretora do relatório, destaca que, além de fornecer um registo científico, o estudo tem mostrado “como a observação, a modelação e a previsão contínuas, bem como a colaboração científica, podem ajudar as sociedades a compreender o que está a mudar, onde e porquê, a antecipar os riscos futuros e a preparar-se para as suas consequências”.</p>
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		<item>
		<title>Associação WWF alerta para causas das inundações e diz que cheias são evitáveis</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/associacao-wwf-alerta-para-causas-das-inundacoes-e-diz-que-cheias-sao-evitaveis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 07:50:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[inundações]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[wwf]]></category>
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					<description><![CDATA[A organização ambientalista, a propósito do Dia Nacional da Água, que se assinala na quinta-feira, divulgou uma análise ao problema das cheias, tendo por base as tempestades do início do ano, na qual alerta para os elevados custos da inação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A crescente ocupação de zonas inundáveis, a impermeabilização dos solos ou a alteração dos cursos de água são fatores que contribuem para aumentar o impacto das cheias, que no entanto são evitáveis, diz a WWF Portugal.</p>
<p class="text-paragraph">A organização ambientalista, a propósito do Dia Nacional da Água, que se assinala na quinta-feira, divulgou uma análise ao problema das cheias, tendo por base as tempestades do início do ano, na qual alerta para os elevados custos da inação.</p>
<p class="text-paragraph">É certo, diz no documento, que as alterações climáticas reforçam a tendência de cheias, tornando mais frequentes e intensos os eventos extremos de precipitação, mas a invasão de leitos de cheias ou algumas práticas agrícolas intensivas, aliadas a insuficiente preparação para fenómenos extremos, agravam a situação.</p>
<p class="text-paragraph">Por tal a WWF deixa na análise um conjunto de recomendações para reduzir o risco de cheias, como a proteção e recuperação de zonas inundáveis e a devolução de espaço aos rios.</p>
<p class="text-paragraph">Em Portugal Continental, recorda, estão identificadas 63 Áreas de Risco Potencial Significativo de Inundações (ARPSI), 47 de origem fluvial/pluvial e 16 de origem costeira, algumas onde se continua a construir.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o documento, algumas das estruturas criadas para utilizar a água, ou mesmo para proteger as pessoas do risco de inundações, como diques, represas, barragens, encanamentos e artificialização de margens, “criam uma falsa sensação de segurança que incentiva uma ocupação mais alargada das zonas inundáveis, aumentando a exposição ao risco nos eventos mais extremos”.</p>
<p class="text-paragraph">Importa “reduzir drasticamente” a ocupação permanente dos leitos de cheia, se necessário retirando ou relocalizando edifícios, especialmente estruturas como escolas, hospitais ou lares.</p>
<p class="text-paragraph">Propõe também o reforço da retenção natural de água nas paisagens agrícolas, a implementação de sistemas de drenagem urbana sustentável, a execução dos planos municipais de adaptação às alterações climáticas e o reforço dos sistemas de alerta e resposta.</p>
<p class="text-paragraph">A associação explica que há medidas naturais que reduzem o risco de inundação, como a recuperação de corredores de vegetação natural entre as parcelas agrícolas. E nas cidades as infraestruturas verdes, que reduzam a área impermeabilizada do solo.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O risco de cheias não pode continuar a ser gerido apenas quando a emergência acontece. As cheias não são inevitáveis e a inação tem custos ainda maiores. A prevenção é urgente&#8221;, diz, citado num comunicado sobre a análise, Afonso do Ó, consultor de Água, Clima e Restauro Ecológico da WWF Portugal.</p>
<p class="text-paragraph">No documento hoje apresentado, “O que as tempestades nos ensinaram”, a organização recorda o mau tempo dos primeiros meses do ano, que provocaram “elevados prejuízos humanos, sociais e económicos”, e defende que a resposta não passa apenas por mais obras hidráulicas ou intervenções de emergência, mas sobretudo “por uma abordagem preventiva que trabalhe com a natureza e reduza a exposição ao risco”.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O impacto das tempestades não depende apenas da quantidade de chuva que cai. Depende também das escolhas que fazemos na forma como ocupamos o território, gerimos os rios e nos preparamos para fenómenos extremos”, diz também Afonso do Ó.</p>
<p class="text-paragraph">A água, refere a WWF Portugal, deve ser encarada não apenas como um recurso essencial, mas também como um elemento que exige uma gestão integrada e preventiva.</p>
<p class="text-paragraph">A WWF é uma das maiores organizações independentes de conservação do mundo, com mais de 5 milhões de apoiantes e uma rede global ativa em mais de 100 países. Está presente em Portugal desde os anos 90 e tem atualmente ativos cerca de 30 projetos.</p>
<p class="text-paragraph">O Dia Nacional da Água marca o início do novo ano hidrológico, por norma associado à expectativa do aumento das reservas hídricas superficiais e subterrâneas.</p>
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		<title>ONU alertou para perigos de interferência nos sistemas de vigilância meteorológicos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/onu-alertou-para-perigos-de-interferencia-nos-sistemas-de-vigilancia-meteorologicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:50:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[interferência]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[vigilância meteorológicos]]></category>
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					<description><![CDATA[Os radares meteorológicos, os radares de perfil de vento, as radiossondas, as redes de deteção de raios, as observações aeronáuticas e marítimas e os sistemas de monitorização hidrológica dependem todos do acesso a frequências específicas que não devem ser perturbadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As Nações Unidas avisaram hoje que as novas tecnologias podem colocar seriamente em risco as radiofrequências essenciais às observações meteorológicas e à monitorização do planeta Terra.</p>
<p class="text-paragraph">Os radares meteorológicos, os radares de perfil de vento, as radiossondas, as redes de deteção de raios, as observações aeronáuticas e marítimas e os sistemas de monitorização hidrológica dependem todos do acesso a frequências específicas que não devem ser perturbadas.</p>
<p class="text-paragraph">Certos sensores medem sinais naturais em frequências específicas, o que torna particularmente importante proteger o sistema contra interferências prejudiciais, avisou a ONU.</p>
<p class="text-paragraph">A crescente utilização de frequências por outros serviços de radiocomunicações — incluindo comunicações sem fios e serviços por satélite — aumentou o risco de interferências que podem afetar as gamas de frequências dedicadas aos sistemas de observação meteorológica.</p>
<p class="text-paragraph">O alerta foi transmitido hoje pela União Internacional de Telecomunicações (UIT) e pela Organização Meteorológica Mundial (OMM).</p>
<p class="text-paragraph">Segundo os organismos, as interferências de radiofrequência podem, de facto, prejudicar as medições, reduzir a qualidade ou a disponibilidade dos dados e, consequentemente, comprometer a fiabilidade das previsões e dos alertas.</p>
<p class="text-paragraph">Os peritos vão reunir-se esta semana em Genebra para analisar os perigos sendo que as duas agências da ONU já pediram aos governos e às autoridades reguladoras que preservem o acesso às frequências indispensáveis à meteorologia, as quais estão protegidas pelo Regulamento das Radiocomunicações da UIT.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Prevenir interferências de radiofrequência prejudiciais é uma questão de segurança pública e pode salvar vidas&#8221;, afirmou Doreen Bogdan-Martin, secretária-geral da UIT.</p>
<p class="text-paragraph">As frequências livres de interferências permitem &#8220;manter a precisão das previsões meteorológicas, a divulgação atempada de alertas, avisos de emergência e a fiabilidade dos dados climáticos — para que as populações se possam preparar&#8221;, sublinhou.</p>
<p class="text-paragraph">A UIT estabelece o quadro internacional para a utilização do espectro de radiofrequências, mas cabe aos Estados e às autoridades nacionais proceder à gestão e autorizar a utilização das frequências nos respetivos territórios.</p>
<p class="text-paragraph">A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo disse que o espectro de radiofrequências é um recurso natural limitado e acrescentou que a meteorologia depende de bandas de frequência específicas devido a propriedades físicas da própria atmosfera e &#8220;permitem observações que nenhuma outra frequência pode fornecer&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Estas bandas (frequências) precisam de ser protegidas. Proteger as frequências que nos permitem observar a atmosfera significa proteger as previsões meteorológicas e os sistemas de alerta precoce de que cada país depende&#8221;, enfatizou.</p>
<p class="text-paragraph">
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		<item>
		<title>Presidente da República pede alinhamento global perante questão climática</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/presidente-da-republica-pede-alinhamento-global-perante-questao-climatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Sep 2026 07:41:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Presidente da República]]></category>
		<category><![CDATA[questão climática]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa mensagem enviada ao Prémio Gulbenkian para a Humanidade, este ano atribuído à Alianza Ceibo, uma coligação de povos indígenas da Amazónia, António José Seguro salientou que o tema das alterações climáticas é “uma prioridade” e que a sua urgência exige que se continue a convocar os líderes mundiais para um alinhamento político global, “com responsabilidade e sem hesitações”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente da República, António José Seguro, lamentou ontem que, perante problemas tão graves como os decorrentes das alterações climáticas, “alguns países e líderes políticos” se deixaram absorver por outras urgências, geopolíticas, económicas e sociais.</p>
<p class="text-paragraph">Numa mensagem enviada ao Prémio Gulbenkian para a Humanidade, este ano atribuído à Alianza Ceibo, uma coligação de povos indígenas da Amazónia, António José Seguro salientou que o tema das alterações climáticas é “uma prioridade” e que a sua urgência exige que se continue a convocar os líderes mundiais para um alinhamento político global, “com responsabilidade e sem hesitações”.</p>
<p class="text-paragraph">Na mensagem (o Presidente está hoje em visita oficial ao Vaticano) António José Seguro destacou a importância do prémio hoje atribuído e considerou depois “paradoxal” que, depois de uma pandemia e perante problemas como os das alterações climáticas alguns líderes se tenham deixado absorver por outas urgências.</p>
<p class="text-paragraph">“A gravidade e sucessão desses episódios, alguns deles invulgares, retiram atenção a esta problemática e adiam a pressão e o empenhamento que as respostas exigem. E quanto mais adiarmos a prevenção maior será o esforço para remediar os efeitos”, alertou.</p>
<p class="text-paragraph">As alterações climáticas já não são imprevisíveis, salientou o Presidente, recordando as tempestades ocorridas em Portugal, mas também ondas de calor ou pressão sobre a água, agricultura ou saúde.</p>
<p class="text-paragraph">“A indiferença de algumas elites e de alguns grupos de interesse perante esta realidade só se deixa inquietar, muitas das vezes, por um grito de cidadania, pelas vozes da ira do cidadão comum, de quem recusa pactuar com um futuro sem futuro”, disse na mensagem, na qual felicitou os vencedores e disse que distingui-los é reconhecer o papel fundamental dos povos indígenas na proteção dos ecossistemas essenciais ao equilíbrio climático global.</p>
<p class="text-paragraph">“É no território, no gesto concreto de quem cuida de uma floresta, ou de um rio, que se decide o clima do nosso planeta”, enfatizou.</p>
<p class="text-paragraph">Na cerimónia da entrega do prémio, na Fundação Gulbenkian, o presidente da instituição, António Feijó, também lamentou a ofensiva atual contra qualquer prática ou política ambiental.</p>
<p class="text-paragraph">António Feijó falou que numa primeira fase da existência do prémio, há seis anos, se valorizava a sustentabilidade, que se passou depois para a fase de que se julgou que a tecnologia resolveria problemas causados por alterações ambientais, e há agora a fase atual, em que soluções eficazes para a mitigação ou moderação das alterações climáticas coexistem com a ofensiva contra o ambiente.</p>
<p class="text-paragraph">Uma ofensiva contra qualquer prática ou política ambiental, que, disse, “penaliza até qualquer discurso, investigação ou apologia pública que dessa política se faça”.</p>
<p class="text-paragraph">“O Prémio foi atribuído na convicção de que a questão ambiental é, de facto, um risco existencial para a espécie, e de que é pouco avisado, nesta questão, chocar contra o princípio da realidade”, alertou, concluindo depois que “o extractivismo sem freio dos recursos naturais existentes, que muitos defendem, pressupõe a morte da natureza”.</p>
<p class="text-paragraph">A antiga chanceler alemã Angela Merkel, presidente do júri do prémio, recordou que no ano passado insistiu na proteção do clima face à tensa situação mundial, falou dos fenómenos climáticos extremos deste ano e do excesso de mortes provocado pelo calor extremo, que irá ocorrer no futuro com maior frequência, intensidade e duração.</p>
<p class="text-paragraph">Motivos, disse, para não se abrandar os esforços em prol da proteção do clima.</p>
<p class="text-paragraph">Os representantes da Alianza Ceibo disseram que as alterações climáticas são a natureza a lamentar-se, apontaram que a voz das mulheres tem de ser mais ouvida no mundo, e consideraram que há uma tendência de destruição e que o dinheiro torna as pessoas doentes.</p>
<p class="text-paragraph">Deixaram também um pedido: “Apelamos às grandes empresas e aos governos que deixem de explorar os nossos território e o planeta”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Calor estimulado pelo El Niño pode causar mais 450.000 mortes até fevereiro</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/calor-estimulado-pelo-el-nino-pode-causar-mais-450-000-mortes-ate-fevereiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:35:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mortes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=304584</guid>

					<description><![CDATA[A investigação do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, afirma que “até 451.000 mortes adicionais relacionadas com o calor entre junho e o final de fevereiro, em comparação com as esperadas num ano normal, podem ser atribuídas ao El Niño”, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O calor global recorde provocado pelo fenómeno climático El Niño, juntamente com secas, incêndios e menos recursos hídricos, pode causar até 451.000 mais mortes em todo o mundo até ao final de fevereiro, alerta um relatório divulgado hoje.</p>
<p class="text-paragraph">A investigação do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, afirma que “até 451.000 mortes adicionais relacionadas com o calor entre junho e o final de fevereiro, em comparação com as esperadas num ano normal, podem ser atribuídas ao El Niño”, segundo a agência noticiosa norte-americana Associated Press (AP).</p>
<p class="text-paragraph">Assinala que o maior número de vítimas é esperado nos países mais pobres, que já enfrentam a insegurança alimentar e os elevados custos energéticos, em parte devido às alterações climáticas e às consequências da guerra no Irão.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo junta previsões sazonais de temperatura com estimativas localizadas de como as altas temperaturas afetam a mortalidade em mais de 24.000 regiões em todo o mundo.</p>
<p class="text-paragraph">Michael Greenstone, cofundador do grupo e coautor do estudo, disse que o perigo do calor provavelmente continuará depois de fevereiro, embora se espere que este El Niño termine até lá, acrescentado que as consequências do fenómeno climático podem ser sentidas até ao próximo verão.</p>
<p class="text-paragraph">A investigação mostra que o calor é mais perigoso em locais que já são quentes e relativamente pobres, adianta o cientista.</p>
<p class="text-paragraph">“Se já estiver num lugar quente, uns poucos graus extra serão muito mais perigosos”, disse, citado pela AP, acrescentando que nos locais mais ricos existe geralmente “maior acesso a ar condicionado, abastecimento de água fiável e sistemas de saúde funcionais”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o relatório, a região do Sahel, em África, que inclui os países ao longo da orla semiárida do sul do deserto do Saara, deverá ser a mais afetada, com cerca de 66.800 mortes adicionais.</p>
<p class="text-paragraph">No caso do Sul e Sudeste Asiático e partes da América Latina, os investigadores calcularam mais cerca de 19.400 mortes relacionadas com o calor nas Filipinas, Vietname, Tailândia e Camboja, bem como 19.300 na Indonésia, 15.800 na Índia e 13.300 no Brasil, salientando que os alertas de calor e os centros de arrefecimento poderiam evitar milhares de mortes.</p>
<p class="text-paragraph">O El Niño ocorre normalmente a cada dois a sete anos e dura de nove a doze meses, tendo o último, em 2023 e 2024, feito destes dois anos os mais quentes de que há registo.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a Organização Meteorológica Mundial, não existem provas de que as alterações climáticas aumentem a frequência ou a intensidade dos eventos El Niño, mas sabe-se que podem amplificar os seus impactos.</p>
<p class="text-paragraph">O Laboratório de Impacto Climático indicou que as temperaturas globais da terra durante este El Niño podem ser cerca de 1,2 graus Celsius mais elevadas e causarem “mais 44% de dias extremamente quentes do que num ano normal”.</p>
<p class="text-paragraph">Notando que estes aumentos de temperatura podem refletir condições que as alterações climáticas poderão tornar comuns daqui a cerca de 20 anos, os autores do relatório consideram que este El Niño é também uma oportunidade para os decisores &#8220;verem exatamente onde podem ser tomadas medidas agora para salvar dezenas de milhares de vidas&#8221;, refere a AP.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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