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	<title>Alterações Climáticas &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 22 May 2026 09:12:07 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Alterações Climáticas &#8211; Green Savers</title>
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		<title>Aquecimento do oceano afeta a simbiose entre uma pequena lula e bactérias luminosas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/aquecimento-do-oceano-afeta-a-simbiose-entre-uma-pequena-lula-e-bacterias-luminosas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 May 2026 07:55:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[oceano]]></category>
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					<description><![CDATA[O aumento da temperatura do oceano pode comprometer a eclosão da lula-pigmeia Euprymna scolopes, nativa das águas do Havai, e a sua relação simbiótica com bactérias luminosas, tornando esses cefalópodes mais vulneráveis aos predadores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da temperatura do oceano pode comprometer a eclosão da lula-pigmeia <em>Euprymna scolopes</em>, nativa das águas do Havai, e a sua relação simbiótica com bactérias luminosas.</p>
<p>De acordo com uma equipa internacional de cientistas, entre eles investigadores da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), águas mais quentes afetam negativamente a estratégia de camuflagem noturna da lula, tornando-a vulnerável à predação.</p>
<p>Alguns animais, como os pirilampos, conseguem produzir luz num processo conhecido por bioluminescência. No entanto, 80% de todas as espécies que criam esse tipo de luz vive no oceano. Essa luz pode ser gerada diretamente pelo animal ou através de uma simbiose com bactérias luminosas alojadas em órgãos especializados.</p>
<p>É o que acontece no caso dos sepiolídeos, pequenos moluscos cefalópodes que habitam zonas arenosas costeiras, e que têm uma bioluminescência simbiótica. Durante o seu desenvolvimento embrionário, formam um órgão luminoso especializado que é colonizado por bactérias luminescentes nas primeiras horas após a eclosão. A luz produzida por estas bactérias é utilizada pelos animais como camuflagem durante a noite, permitindo-lhes reduzir o risco de serem predados.</p>
<p>A equipa quis compreender como o aumento da temperatura e da acidez dos oceanos, bem como a intensificação de fenómenos extremos como as ondas de calor marinhas, impactam a simbiose entre a lula <em>E. scolopes</em> e bactérias luminosas da espécie <em>Vibrio fischeri</em>.</p>
<p>Num <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/gcb.70243" target="_blank" rel="noopener">artigo publicado na revista ‘Global Change Biology’</a>, revela-se que o aumento da temperatura da água, além de reduzir o sucesso de eclosão e a sobrevivência pós-eclosão das pequenas lulas, faz com que a simbiose seja mais difícil e que tenda a deteriorar-se ao longo do tempo.</p>
<p>O estudo revela ainda que situações de stress térmico, como as ondas de calor marinhas que se prevê que se tornem mais frequentes e intensas, comprometem a formação completa do órgão especializado em bioluminescência onde o animal armazena uma “reserva” de bactérias para condições adversas.</p>
<p>De acordo com os autores, esta investigação mostra que, tal como os corais perdem as suas algas simbióticas durante episódios de branqueamento, também estes pequenos cefalópodes sofrem perdas significativas nas suas relações simbióticas em eventos de stress térmico.</p>
<p>“Ao pensar no impacto da temperatura em animais simbióticos, geralmente pensamos no branqueamento de corais. Aqui, mostramos que os cefalópodes simbióticos também podem ‘branquear’, sendo sensíveis a altas temperaturas nos estágios iniciais da vida”, explica Eve Otjacques, primeira autora do artigo e investigadora do MARE.</p>
<p>“O que também foi surpreendente foi a formação incompleta do órgão de luz durante a eclosão, como se o desenvolvimento tivesse sido interrompido antes do último estágio de desenvolvimento”, acrescenta.</p>
<p>A quebra desta simbiose afeta diretamente a capacidade de camuflagem noturna, tornando estes sepiolídeos havaianos mais vulneráveis à predação, o que pode ter “consequências ecológicas relevantes” nas águas pouco profundas onde ocorrem, alertam os cientistas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Financiamento climático para os países mais pobres ultrapassa valor anual em três anos consecutivos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/financiamento-climatico-para-os-paises-mais-pobres-ultrapassa-valor-anual-em-tres-anos-consecutivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 May 2026 16:02:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com um relatório da OCDE, 2024 é o terceiro ano consecutivo em que o financiamento climático ultrapassou a meta dos 100 mil milhões por ano, acordada em 2009 no âmbito da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2024, o financiamento climático enviado pelos países mais ricos para os países mais pobres foi de 136,7 mil milhões de dólares, revela análise da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).</p>
<p>De acordo com um <a href="https://www.oecd.org/en/publications/climate-finance-provided-and-mobilised-by-developed-countries-in-2013-2024_ab5eb9ad-en.html" target="_blank" rel="noopener">relatório</a> divulgado esta semana, esse é o terceiro ano consecutivo em que o financiamento climático ultrapassou a meta dos 100 mil milhões por ano, acordada em 2009 no âmbito da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas.</p>
<p>Supostamente, a meta deveria ter sido alcançada até 2020, pelo que foi adiada para 2025. Só em 2022 é que os países mais desenvolvidos lá chegaram, ano em que o limite foi excedido pela primeira vez, com 115,9 mil milhões de dólares. Em 2023, o financiamento subiu para os 132,8 mil milhões.</p>
<p>Para o secretário-geral da OCDE, Mathias Cormann, o facto de a meta ter sido ultrapassa pelo terceiro ano consecutivo mostra um “claro compromisso para com o apoio das economias em desenvolvimento na adaptação e mitigação das alterações climáticas”.</p>
<p>Em 2024, na cimeira COP29, no Azerbaijão, voltou a alcançar-se um novo compromisso: aumentar o nível de financiamento climático aos países menos desenvolvidos para um mínimo de 300 mil milhões de dólares por anos, meta que deverá ser concretizada até 2035.</p>
<p>O relatório da OCDE mostra, contudo, que grande parte do financiamento climático está a ser direcionado para países de médios rendimentos, ao passo que o apoio aos países mais pobres em 2023 e 2024 ficou abaixo dos 11,1 mil milhões de dólares de 2022.</p>
<p>Apesar do aumento do financiamento climático, algumas vozes avisam que esses valores, mesmo a nova meta dos 300 mil milhões, estão muito aquém do que realmente é necessário para fechar o fosso de financiamento de biliões que existe entre países ricos e países pobres no que toca à capacidade para fazerem face às alterações climáticas e para reduzirem os seus contributos para essa crise planetária.</p>
<p>Num estudo publicado em 2025 na revista ‘<a href="https://www.nature.com/articles/s44168-025-00220-x" target="_blank" rel="noopener">npj Climate Action</a>’, diz-se que os 300 mil milhões por ano são uma quantidade “insuficiente”, e estima-se, com base em números da Climate Policy Initiative, o investimento global necessário para mitigar as alterações climáticas excede os 8,4 biliões de dólares por ano até 2030.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mundo usou menos carvão em 2025 para eletricidade, mas construiu mais centrais</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/mundo-usou-menos-carvao-em-2025-para-eletricidade-mas-construiu-mais-centrais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 14:02:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[carvão]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os números são apresentados num relatório divulgado esta semana pela organização Global Energy Monitor, que aponta para uma divergência entre o nível de consumo de carvão e o número de centrais de eletroprodução que o usam.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>No ano passado, a produção de eletricidade a partir do carvão caiu 0,6% a nível global. No entanto, a capacidade para fazê-lo seguiu no sentido inverso, com um aumento de 3,5%.</p>
<p>Os números são apresentados num <a href="https://globalenergymonitor.org/research/boom-and-bust-coal-2026" target="_blank" rel="noopener">relatório</a> divulgado esta semana pela organização Global Energy Monitor, que aponta para uma divergência entre o nível de consumo de carvão e o número de centrais de eletroprodução que o usam.</p>
<p>A análise indica que essa disparidade é mais pronunciada na China e na Índia, onde a nova capacidade instalada de produção de energia solar e eólica em 2025 respondia a quase toda a procura, ultrapassando o carvão, mas a quantidade de novas centrais elétricas que usam esse combustível fóssil atingiu máximos da última década.</p>
<p>Essas duas potências asiáticas representaram cerca de 95% da construção de novas centrais a carvão a nível mundial.</p>
<p>Os autores dizem que esse cenário mostra que a transição energética para lá dos combustíveis fósseis é mais duradoura e resistente do que perturbações pontuais e de curta-prazo nos mercados energéticos, como as causadas pelo conflito no Médio Oriente e respetivos efeitos no transporte de combustíveis pelo Estreito de Ormuz.</p>
<p>Além disso, são cada vez menos os países que estão a propor ou a construir novas centrais elétricas a carvão: 32 em 2025, abaixo dos 38 do ano anterior e menos de metade dos 75 de 2014.</p>
<p>No ano passado, não se registaram novas centrais – planeadas ou em construção – na América Latina e a Coreia do Sul comprometeu-se com o abandono progressivo do carvão como fonte de produção elétrica, aponta o relatório da Global Energy Monitor.</p>
<p>A crise energética de 2022, provocada pela invasão russa da Ucrânia, e alterações políticas nos Estados Unidos da América que arrepiaram caminho em matérias de proteção ambiental e ação climática, fizeram com que quase 70% das centrais eletroprodutoras a carvão que deveriam ter sido desativadas em 2025 continuassem a operar.</p>
<p>“Em 2025, o mundo construi mais centrais a carvão e usou-as menos”, resume Christine Shearer, gestora de projetos da Global Energy Monitor.</p>
<p>“O principal desafio para 2026 não é a disponibilidade de alternativas, mas a persistência de políticas que tratam o carvão como necessário, mesmo quando os sistemas energéticos estão a afastar-se cada vez mais dele”, declara.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Mais de uma centena de organizações cristãs na UE pede “imposto permanente” sobre “lucros massivos” de combustíveis fósseis</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/mais-de-uma-centena-de-organizacoes-cristas-na-ue-pede-imposto-permanente-sobre-lucros-massivos-de-combustiveis-fosseis/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 13:03:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Transição Energética]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Numa declaração conjunta, que abrange 20 Estados-membros, as entidades signatárias instam a UE a “manter-se firme nos seus valores fundacionais da dignidade humana e do bem comum ao acelerar uma transição energética justa”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coligação de mais de 100 organizações religiosas de cunho cristão na União Europeia (UE) lançou um “apelo urgente” aos líderes e instituições do bloco: abandonem os combustíveis fósseis e taxem as fortunas por eles geradas.</p>
<p>Numa <a href="https://docs.google.com/document/d/1aDS72fkxEOhP_CReS8l6AUFEp7Pd_s1Hzg5NMOfFzzE/edit?tab=t.0" target="_blank" rel="noopener">declaração conjunta</a>, que abrange 20 Estados-membros, intitulada “Europa, Sê Fiel à Nossa Casa Comum” (tradução livre para português), as entidades signatárias instam a UE a “manter-se firme nos seus valores fundacionais da dignidade humana e do bem comum ao acelerar uma transição energética justa”.</p>
<p>Ainda, confessam preocupação com o facto de o bloco estar “a desmantelar sua própria legislação e a abandonar o seu papel enquanto líder climático global”, lançando que “demasiadas vezes a ‘simplificação’ tem levado à desregulamentação (…), adiando compromissos climáticos, aumentando a dependência dos combustíveis fósseis, enfraquecendo o dever de diligência e eliminando proteções sociais e ambientais”.</p>
<p>Nesse quadro, os signatários pedem que seja criada uma “estratégia clara” para acabar com a energia a partir do carvão até 2030, a partir do gás até 2035 e a partir do petróleo até 2040. Ao mesmo tempo, defendem, deve ser implementada uma proibição total de novas explorações e infraestruturas de combustíveis fósseis.</p>
<p>Além disso, apelam a um “imposto permanente sobre os lucros massivos das empresas de combustíveis fósseis”, com os fundos a financiarem a transição energética e a apoiarem as famílias mais vulneráveis, e o fim dos subsídios à energia fóssil.</p>
<p>Pedem ainda mais investimento nas energias renováveis, na eficiência e na eletrificação, a promoção da noção de “suficiência energética” e da economia circular para poupar recursos, e mais financiamento para ajudar quem tem dificuldades para pagar as contas de energia em detrimento do favorecimento de interesses corporativos.</p>
<p>“A Europa tem de liderar pelo exemplo. A transição para lá dos combustíveis fósseis tem de ser justa, adequadamente financiada e alicerçada nos direitos humanos para assegurar que os trabalhadores, comunidades indígenas ou grupos vulneráveis não ficam para trás”, diz, em nota, Josianne Gauthier, secretário-geral da CIDSE, uma família internacional de organizações católicas que atuam na área de justiça social, e que assina o apelo.</p>
<p>“Levantamos as nossas vozes contra a injustiça e em solidariedade com aqueles que fogem da violência e do sofrimento dos impactos da crise climática, do extrativismo e dos conflitos causados pela dependência dos combustíveis fósseis”, lê-se no apelo.</p>
<p>“A UE tem de se recordar dos valores e princípios dos seus fundadores: proteger os direitos humanos e preservar a paz. Para isso, é vital a ação decisiva para acelerar a transição para lá dos combustíveis fósseis”, salienta a coligação, onde se incluem organizações de base religiosa europeias e nacionais, como a Caritas Europa, o Movimento Laudato Si’, a Comissão Nacional de Justiça e Paz (organismo laico da Conferência Episcopal Portuguesa), e a organização não-governamental portuguesa Casa Velha (de inspiração cristã), entre muitas outras.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ONU apoia decisão climática histórica. EUA entre os poucos que se opuseram</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/onu-apoia-decisao-climatica-historica-eua-entre-os-poucos-que-se-opuseram/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2026 11:03:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[Do lado do “não” estiveram somente oito países: Estados Unidos da América, Israel, Irão, Rússia, Bielorrússia, Libéria, Arábia Saudita e Iémen.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovaram, esta quarta-feira, uma resolução que respalda um parecer histórico do Tribunal Internacional de Justiça.</p>
<p>Em julho do ano passado, o <a href="https://greensavers.sapo.pt/parecer-do-tribunal-internacional-de-justica-sobre-clima-e-marco-historico/" target="_blank" rel="noopener">principal órgão judicial da ONU</a> declarara, por unanimidade dos seus 15 juízes, que aos Estados que falhassem nas suas obrigações para combater as alterações climáticas poderia ser exigido que pagassem compensações aos países afetados pelos efeitos dessa inação.</p>
<p>Esse parecer foi apoiado por 141 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU, incluindo Portugal, através de uma resolução apresentada por Vanuatu, uma nação insular no Pacífico que é das mais expostas à crise climática. Vinte e oito países abstiveram-se.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p dir="ltr" lang="en"><a href="https://twitter.com/hashtag/BREAKING?src=hash&amp;ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">#BREAKING</a><br />
UN General Assembly ADOPTS resolution welcoming the advisory opinion of the International Court of Justice on the obligations of States in respect of climate change</p>
<p>RESULT<br />
In favor: 141<br />
Against: 8<br />
Abstain: 28 <a href="https://t.co/cYAJ94weQT">pic.twitter.com/cYAJ94weQT</a></p>
<p>— UN News (@UN_News_Centre) <a href="https://twitter.com/UN_News_Centre/status/2057203733524516868?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 20, 2026</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>Do lado do “não” estiveram oito: Estados Unidos da América, Israel, Irão, Rússia, Bielorrússia, Libéria, Arábia Saudita e Iémen.</p>
<p>A representante-adjunta norte-americana na ONU, Tammy Bruce, justificou a posição do país dizendo que a resolução votada levanta “sérias preocupações legais e políticas” e que não concorda com o facto de ter sido pedida uma opinião ao Tribunal Internacional de Justiça sobre as alterações climáticas.</p>
<p>“Esta resolução é altamente problemática ao apelar aos Estados para cumprirem com supostas ‘obrigações’ que se baseiam em conclusões não vinculativas do Tribunal sobre as quais os Estados-membros da ONU divergem”, disse a diplomata.</p>
<p>Bruce acrescenta que, apesar de alterações à proposta inicial da resolução no decurso das negociações, o texto continua a conter “exigências políticas inapropriadas relativas aos combustíveis fósseis e sobre outros tópicos climáticos, e questiona a legitimidade do parecer o Tribunal. Além disso, diz que a opinião emitida pelo órgão judicial da ONU tem incorreções legais que são “amplificadas” no texto votado pelas delegações nacionais.</p>
<p>“A resolução destaca certos grupos para lhes conceder tratamento preferencial e faz declarações políticas alarmistas, como a ideia de que ‘as alterações climáticas são um desafio sem precedentes de proporções civilizacionais’. Tais declarações hiperbólicas naõ são apropriadas numa resolução sobre um parecer do [Tribunal Internacional de Justiça]”, criticou a representante dos Estados Unidos.</p>
<p>Embora Bruce não o tenha dito durante a sua intervenção, a missão norte-americana na ONU publicou excertos do seus discurso na rede social X, acabando com a frase “a ONU devia abandonar o seu foco nas alterações climáticas e regressar à sua missão basilar de por fim ao conflito”.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p dir="ltr" lang="en">Today, the U.S. voted no on the UN&#8217;s effort to rewrite international law to attack American energy. We successfully peeled off some of the worst elements &#8212; resulting in the final passage of something much weaker and much less cumbersome.</p>
<p>For example, the final version removed… <a href="https://t.co/TOWF9qHa95">pic.twitter.com/TOWF9qHa95</a></p>
<p>— U.S. Mission to the UN (@USUN) <a href="https://twitter.com/USUN/status/2057282816153460967?ref_src=twsrc%5Etfw" target="_blank" rel="noopener">May 21, 2026</a></p></blockquote>
<p><script async src="https://platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Governo quer tornar território mais resiliente às intempéries</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/governo-quer-tornar-territorio-mais-resiliente-as-intemperies/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 17:02:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[intempéries]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=297959</guid>

					<description><![CDATA[“Nós estamos agora muito focados no primeiro pilar do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que é o recuperar o que ficou estragado, mas a seguir iremos focar-nos na resiliência”, disse a governante.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph">A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, disse ontem que, depois da reparação dos estragos causados pelo mau tempo, o Governo vai focar-se em tornar o território mais resiliente às intempéries.</p>
<p class="text-paragraph">“Nós estamos agora muito focados no primeiro pilar do Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), que é o recuperar o que ficou estragado, mas a seguir iremos focar-nos na resiliência”, disse a governante.</p>
<p class="text-paragraph">Graça Carvalho falava durante a cerimónia de assinatura dos contratos-programa para intervenções de emergência, reabilitação de infraestruturas e património ambiental nos municípios de Albergaria-a-Velha, Águeda e Estarreja, no distrito de Aveiro.</p>
<p class="text-paragraph">A ministra referiu que é preciso aproveitar o programa do PTRR para “dar uma maior consistência e uma maior resistência destas regiões que são extremamente frágeis em relação às alterações climáticas”.</p>
<p class="text-paragraph">“É por isso que o programa existe, primeiro para recuperar e depois para fazer diferente, fazer com que o país fique mais forte, mais resistente às várias intempéries, sejam elas climáticas ou geopolíticas, que infelizmente se passam nos dias de hoje”, disse Graça Carvalho.</p>
<p class="text-paragraph">Os contratos hoje assinados representam um investimento global de 2,6 milhões de euros (900 mil euros para Águeda, 800 mil euros para Albergaria-a-Velha e 900 mil euros para Estarreja) e visam responder aos danos provocados pelo último comboio de tempestades.</p>
<p class="text-paragraph">“Isto completa um conjunto de 40 contratos que assinámos com 40 municípios, no valor de 35 milhões de euros, que foi a primeira tranche de uma ajuda em relação às cheias, relativo a questões relacionadas com os rios, sejam eles os rombos dos diques, as margens, pequenas estruturas que ficaram danificadas e, portanto, estes são os últimos três que faltavam assinar”, disse a ministra do Ambiente.</p>
<p class="text-paragraph">A governante salientou que estes financiamentos são transferidos imediatamente a 100% para as autarquias, para que possam avançar rapidamente com as intervenções, sendo que algumas delas já estão em curso.</p>
<p class="text-paragraph">Na mesma ocasião, o presidente da Câmara de Albergaria-a-Velha, Carlos Coelho, agradeceu a resposta célere do Governo e das entidades públicas, mas salientou que a execução deste trabalho representa “um desafio muito exigente” para as autarquias, que vão ter a seu cargo “a contratação, a preparação técnica, a articulação com as entidades competentes e a operacionalização das intervenções”.</p>
<p class="text-paragraph">“As autarquias enfrentam, atualmente, constrangimentos reais ao nível dos recursos humanos, da capacidade técnica e da gestão simultânea de múltiplos procedimentos urgentes (…) Da nossa parte, tudo faremos para executar os trabalhos com rigor, em tempo útil e com rapidez que a situação exige”, disse o autarca.</p>
<p class="text-paragraph">Carlos Coelho explicou que o objetivo é avançar com as obras antes do próximo inverno e “garantir que as soluções de estabilização tenham tempo de consolidar antes da chegada dos novos períodos de chuva intensa”.</p>
<p class="text-paragraph">Também presente na cerimónia, a presidente da Câmara de Estarreja, Isabel Simões Pinto, referiu que a ambição do município vai para além da reparação de danos imediatos, adiantando que é preciso recuperar o território para o futuro.</p>
<p class="text-paragraph">“As alterações climáticas já não são uma ameaça distante. Estão presentes na intensidade da chuva, na frequência dos fenómenos extremos, na pressão sobre as linhas de água, na fragilidade das margens, na exposição das populações e dos sistemas agrícolas”, disse a autarca.</p>
<p class="text-paragraph">Já o presidente da Câmara de Águeda, Jorge Almeida, realçou o trabalho que já foi feito pelo seu município, atendendo à urgência dos estragos cadastrados em sete dos nove rios que atravessam aquele concelho.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Logo a seguir à intempérie, pusemos mãos à obra e temos neste momento duas frentes de obra a decorrer e já temos outras fechadas&#8221;, disse o autarca.</p>
<p class="text-paragraph">Após a assinatura dos contratos, a ministra do Ambiente e Energia visitou as obras de reabilitação da margem do Rio Vouga, que estão a decorrer nos municípios de Albergaria-a-Velha e Aveiro, num investimento de 1,5 milhões de euros que tem um prazo de execução de quatro meses.</p>
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		<title>Presidente da CDG defende criação de um fundo de catástrofes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 16:24:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[catástrofes]]></category>
		<category><![CDATA[CGD]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[presidente]]></category>
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					<description><![CDATA[“É fundamental que se constitua, como já foi referido várias vezes, um fundo de catástrofes que implique a participação de um vasto conjunto de entidades e é, desde logo, necessário aumentar o número dos seguros obrigatórios, cuidando de subsidiar quem não os puder suportar”, disse.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo, disse hoje ser &#8220;fundamental&#8221; criar um fundo de catástrofes e aumentar o número dos seguros obrigatórios para prevenir na atuação em situações de calamidade.</p>
<p class="text-paragraph">“É fundamental que se constitua, como já foi referido várias vezes, um fundo de catástrofes que implique a participação de um vasto conjunto de entidades e é, desde logo, necessário aumentar o número dos seguros obrigatórios, cuidando de subsidiar quem não os puder suportar”, disse.</p>
<p class="text-paragraph">Paulo Macedo falava numa mensagem de vídeo na abertura da conferência “Entre a Ruína e a Reconstrução: Direito, Sociedade e Esperança após a Calamidade”, em Coimbra, no âmbito do Ciclo “O Mundo que Temos. O Mundo que Queremos”, promovido pela CDG, com a coordenação científica de Eduardo Paz Ferreira, e que contou com especialistas e académicos de diversas áreas.</p>
<p class="text-paragraph">Para o presidente da CGD, deve-se ter “mais seguros obrigatórios” para que, em situações de dificuldade, haja “melhores condições para dar resposta”.</p>
<p class="text-paragraph">“Esperar que sejam outros a resolver os nossos problemas não é solução. É preciso disponibilizar complementarmente ao financiamento do próprio Estado, financiamento bancário para empresas viáveis e famílias que precisam de recuperar os estragos das suas habitações”, acrescentou.</p>
<p class="text-paragraph">Esta manhã, durante a sessão com o tema “Quando tudo falha: decisão, sociedade e limites”, o antigo ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, defendeu que “será mais muito sustentável” tentar uma solução de base natural para os problemas do que partir “direto para a solução” com uma atuação artificial.</p>
<p class="text-paragraph">“Houve umas cheias, faça-se uma barragem. Erro. Não é mesmo assim que se deve raciocinar”, afirmou, salientando que as catástrofes existem, sempre existirem e “tudo concorre para que sejam cada vez mais frequentes”.</p>
<p class="text-paragraph">Para João Pedro Matos Fernandes é preciso adaptação, no sentido de “viver com o que temos e tornar o território mais resiliente”.</p>
<p class="text-paragraph">“Temos que ser absolutamente intransigentes a não ocupar leitos de cheia, a perceber que não é com estruturas artificiais que vamos proteger o nosso próprio futuro e também em fazer perceber às pessoas que há uma certa dimensão que nunca se combate nem é suposto que se combata”, sustentou.</p>
<p class="text-paragraph">Na mesma sessão, o professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (UC) José Reis considerou que a questão central das calamidades dos últimos anos é como se vai “governar os recursos”, salientando ser notório que o modo como têm sido governados “criou problemas”.</p>
<p class="text-paragraph">Já para Pedro Costa Gonçalves, docente da Faculdade de Direito da UC, “o Direito tem muita dificuldade em lidar com as calamidades” e as situações de exceção “são um grande desafio”.</p>
<p class="text-paragraph">Pedro Costa Gonçalves manifestou ainda preocupação com os “decisores angustiados”, afirmando que não ver “ninguém em paz com as suas decisões e com o seu processo de decidir”, algo que “exige uma reflexão”.</p>
<p class="text-paragraph">No encerramento da sessão, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, afirmou que gerir uma calamidade “implica mil decisões” e que qualquer decisão “gera reações”, defendendo também ser preciso “um nível de governação intermédio entre as autarquias e o Governo com legitimidade para se tomarem decisões mais rápidas”.</p>
<p class="text-paragraph">A lei dos eleitos locais “está completamente ultrapassada” face às exigências e ao papel que os presidentes de câmara e de juntas de freguesia têm no território, sublinhou Ana Abrunhosa.</p>
<p class="text-paragraph">“Estamos completamente desprotegidos. Isto é algo sobre o qual devemos pensar, porque a maior parte das pessoas vive nas cidades, a vida das pessoas depende da decisão dos autarcas”, acrescentou.</p>
<p class="text-paragraph">A autarca defendeu ainda que a cooperação institucional é essencial para garantir rapidez e eficiência na resposta às catástrofes e que a proteção civil é de 01 de janeiro a 31 de dezembro.</p>
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		<title>Brasil registou sete ondas de calor e seca extrema em 2025</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/brasil-registou-sete-ondas-de-calor-e-seca-extrema-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2026 07:43:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[seca extrema]]></category>
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					<description><![CDATA[O relatório “Estado do Clima da América Latina e no Caribe 2025” indica que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) do Brasil contabilizou sete ondas de calor em várias regiões do país durante o ano passado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil registou sete ondas de calor e seca extrema em 2025, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM), que aponta para o agravamento dos eventos climáticos extremos na América Latina e no Caribe.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório “Estado do Clima da América Latina e no Caribe 2025” indica que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) do Brasil contabilizou sete ondas de calor em várias regiões do país durante o ano passado.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo destaca que no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, as temperaturas ultrapassaram 40 °C até o início de março do ano passado, ocasião em que “muitas escolas adiaram o retorno às aulas após os feriados”.</p>
<p class="text-paragraph">A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas (ONU) destacou que em 16 de fevereiro, o Rio de Janeiro registou 44 °C, enquanto as cidades de Florianópolis, Campo Grande e São Paulo superaram os 37 °C no dia seguinte.</p>
<p class="text-paragraph">A cidade de São Paulo &#8211; a mais populosa da América Latina &#8211; também bateu um recorde de calor no final de 2025, ao atingir 37,2 °C, a maior temperatura em 64 anos de medições, destacou a OMM.</p>
<p class="text-paragraph">Além das ondas de calor, o relatório aponta seca severa durante o primeiro semestre de 2025, abrangendo desde o Norte e Nordeste brasileiro até estados agrícolas como São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.</p>
<p class="text-paragraph">A OMM também identificou seca extrema e moderada em áreas da Amazónia meridional, do Nordeste e Sudeste brasileiros, além das bacias dos rios Paraná e São Francisco.</p>
<p class="text-paragraph">“Os rios atingiram níveis extremamente baixos, o abastecimento urbano ficou sob pressão, e comunidades indígenas e rurais enfrentaram dificuldades devido ao acesso limitado à água potável e à queda nas colheitas”, informa o relatório.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório afirma ainda que as partes sul e oeste da bacia amazónica receberam menos precipitação do que o habitual em 2025.</p>
<p class="text-paragraph">“A região amazónica apresenta um sinal misto ou incerto, com estações secas mais longas, extremos de estação chuvosa mais intensos e maior frequência de secas no sul e leste da Amazónia”, aponta a OMM.</p>
<p class="text-paragraph">O documento menciona que estados brasileiros amazónicos como Amazonas, Acre e Rondônia enfrentaram condições anormalmente secas no início do ano passado.</p>
<p class="text-paragraph">A Organização Meteorológica Mundial também relaciona as condições de seca na região Norte do país ao aumento do risco de incêndios florestais em áreas de fronteira entre a Bolívia, a Venezuela e a Guiana, ameaçando ecossistemas e povoações.</p>
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		<title>Alemanha, o maior emissor da UE, poderá falhar metas climáticas de 2030</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/alemanha-o-maior-emissor-da-ue-podera-falhar-metas-climaticas-de-2030/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 15:03:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[emissões]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Especialistas dizem que atual plano do governo alemão não permitirá alcançar a meta de redução de emissões estipulada na lei climático do país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Alemanha, a maior economia da União Europeia (UE) e também o Estado-membro que mais emite gases com efeito de estufa, está a caminho de falhar a meta que tinha definido, na lei climática do país, para cortar em 65% as emissões e chegar à neutralidade em 2045.</p>
<p>Em março passado, o governo alemão apresentou um plano de ação climática, com financiamento de oito mil milhões de euros, para expandir a energia eólica e aumentar as vendas de carros elétricos no país. O objetivo era, precisamente, cortar as emissões de gases com efeito de estufa, mas um grupo de especialistas vem agora dizer que a Alemanha não vai chegar aos objetivos que estipulou.</p>
<p>Para já, a redução nas emissões, face a níveis de 1990 (o ano de referência), está nos 48%.</p>
<p>De acordo com o Conselho de Especialistas em Alterações Climáticas, um painel consultivo independente que presta aconselhamento científico ao governo germânico em questões climáticas, o plano do executivo liderado pelo chanceler Friedrich Merz é insuficiente e a Alemanha poderá mesmo ultrapassam em até 100 milhões de toneladas de dióxido de carbono as projeções feitas para as emissões.</p>
<p>Esses números contrastam com as previsões feitas pela agência ambiental alemã, que apontava para um possível excedente de 4,5 milhões de toneladas até 2030.</p>
<p>Barbara Schlomann, presidente do Conselho de Especialistas em Alterações Climáticas, refere que os pressupostos que serviram de base para os cálculos do governo, especialmente no que diz respeito aos setores da energia e da construção, têm de ser atualizados, uma vez que se espera que as suas emissões sejam mais elevadas do que as projeções governamentais.</p>
<p>Os especialistas recomendam ao governo que reveja o seu plano de ação climática e as projeções de emissões para o final da década, ou poderá arriscar mais processos legais contra as suas políticas climáticas.</p>
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		<title>Chuva e granizo destruíram 35% da produção de cereja no Fundão</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/chuva-e-granizo-destruiram-35-da-producao-de-cereja-no-fundao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 May 2026 14:28:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Cereja]]></category>
		<category><![CDATA[chuva]]></category>
		<category><![CDATA[Fundão]]></category>
		<category><![CDATA[Granizo]]></category>
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					<description><![CDATA[Na sessão de lançamento da campanha da Cereja do Fundão 2026, Miguel Gavinhos deixou uma “palavra de solidariedade a todos os produtores que perderam a produção, mas também uma palavra de coragem” para o que irá ser a campanha da cereja, até ao final, em meados de julho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A chuva e o granizo da última semana destruíram cerca de 35%, em média, da produção de cereja no município do Fundão, o que representa sete milhões de euros de prejuízos, disse hoje o presidente da Câmara.</p>
<p class="text-paragraph">Na sessão de lançamento da campanha da Cereja do Fundão 2026, Miguel Gavinhos deixou uma “palavra de solidariedade a todos os produtores que perderam a produção, mas também uma palavra de coragem” para o que irá ser a campanha da cereja, até ao final, em meados de julho.</p>
<p class="text-paragraph">“Estimamos que a produção tenha sido afetada no concelho do Fundão em cerca de 35%. Foi o levantamento que fizemos na média da produção. Sobretudo na cereja, a produção do mês de maio foi muito afetada”, revelou o presidente daquele município do distrito de Castelo Branco.</p>
<p class="text-paragraph">O autarca acrescentou ainda que existem produtores no município que viram a sua produção afetada em cerca de 80%.</p>
<p class="text-paragraph">“Mas a média, aquilo que estimamos no impacto entre as diferentes zonas do concelho, foi de 35% de prejuízos”, reafirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o autarca eleito pelo PSD, os danos provocados pelas intempéries do início do mês representam, “dentro de um quadro de 20 e poucos milhões de euros que vale a produção no concelho do Fundão, um prejuízo de sete milhões de euros”.</p>
<p class="text-paragraph">“Já pedimos a intervenção do Governo e falámos com as organizações de produtores regionais e locais. Estamos a pedir ao ministério [da Agricultura] que, dentro do que possa ser a cobertura para este tipo de prejuízo, possa garantir algum tipo de compensação”, frisou.</p>
<p class="text-paragraph">O autarca vincou que, apesar dos dissabores face ao mau tempo, o município está decidido a “levantar os braços” e comunicar ao país “uma campanha forte” de promoção da cereja do Fundão, como vem sucedendo há mais de duas décadas.</p>
<p class="text-paragraph">“Este é um ano de Mundial de Futebol. Estas campanhas [promocionais] começaram no Euro 2004, quando a cereja do Fundão era ‘o fruto da nossa seleção’. É o nosso desejo que este fruto possa ser o da nossa seleção e que sirva de suplemento vitamínico para termos também um grande resultado no próximo mês de junho e possamos conquistar o melhor resultado possível no Mundial”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">A Cereja do Fundão IGP (Indicação Geográfica Protegida) é um fruto da região da Cova da Beira, cuja produção, segundo o presidente do município, corresponde a cerca de 65% do total nacional.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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