<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
	<atom:link href="https://greensavers.sapo.pt/temas/ambiente/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://greensavers.sapo.pt</link>
	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 31 Jul 2026 15:01:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/01/gs-favicon-100x100.png</url>
	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
	<link>https://greensavers.sapo.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Pequenos pinguins são &#8220;particularmente vulneráveis&#8221; ao ruído produzido pelo homem</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/pequenos-pinguins-sao-particularmente-vulneraveis-ao-ruido-produzido-pelo-homem-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 15:55:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[pinguins]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=253884</guid>

					<description><![CDATA[Os investigadores da Curtin University utilizaram tecnologia de imagem de ponta para esclarecer a sensibilidade auditiva dos pequenos pinguins australianos e o perigo da poluição sonora marinha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os investigadores da Curtin University utilizaram tecnologia de imagem de ponta para esclarecer a sensibilidade auditiva dos pequenos pinguins australianos e o perigo da poluição sonora marinha.</p>
<p>Apoiado pelo programa Westport da Western Australian Marine Science Institution, o <a href="https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsos.240593" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> é o primeiro a detalhar a forma como os pequenos pinguins, também conhecidos como pinguins-fada, percecionam o som tanto no ar como debaixo de água.</p>
<p>O líder do estudo, Chong Wei, do Centro de Ciências e Tecnologias Marinhas da Curtin, explica que os pequenos pinguins são particularmente vulneráveis ao ruído produzido pelo homem, uma vez que os seus habitats se sobrepõem frequentemente a rotas de navegação, atividades recreativas e desenvolvimentos costeiros.</p>
<p>“A poluição sonora dos oceanos está a aumentar constantemente, o que é particularmente preocupante para os pequenos pinguins, cujas populações estão a diminuir significativamente”, afirma Wei.</p>
<p>“Sabemos muito pouco sobre o impacto deste ruído na audição dos pinguins. Para resolver este problema, criámos modelos digitais 3D utilizando exames de microCT das cabeças de três pinguins-pequenos que morreram naturalmente na Ilha Jardim para simular o que podem ouvir a diferentes frequências&#8221;, revela.</p>
<p>“As unidades de frequência chamam-se hertz (Hz) e estes modelos 3D revelaram que os pequenos pinguins conseguem ouvir sons numa vasta gama entre 200 e 6000 Hz debaixo de água, à semelhança de outras aves mergulhadoras como o corvo-marinho&#8221;, acrescenta, sublinhando que &#8220;o ruído das embarcações varia normalmente entre 20 e 10 000 Hz, tal como a cravação de estacas.”</p>
<p>A coautora, Christine Erbe, do Centro de Ciências e Tecnologias Marinhas da Curtin, salienta que os resultados da investigação são importantes para os esforços de conservação marinha.</p>
<p>“A exposição contínua a níveis de ruído elevados provocados pela passagem de embarcações e pela construção perto da costa pode aumentar o stress e interferir com comportamentos do pequeno pinguim, como a alimentação”, afirma Erbe.</p>
<p>“Compreender o seu alcance auditivo ajuda-nos a identificar frequências de ruído potencialmente nocivas e os resultados podem servir de base a planos de gestão destinados a reduzir o impacto da poluição sonora&#8221;, conclui.</p>
<p>A <a href="https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsos.240593" target="_blank" rel="noopener">investigação</a> intitulada “Sound reception and hearing capabilities in the Little Penguin (Eudyptula minor): first predicted in-air and underwater audiograms” foi publicada na revista Royal Society Open Science.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia Internacional das Áreas Marinhas Protegidas: Esgotos ameaçam proteção do oceano. 73% das áreas marinhas protegidas do mundo contaminadas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/esgotos-ameacam-protecao-do-oceano-73-das-areas-marinhas-protegidas-do-mundo-contaminadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Aug 2026 07:55:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[esgotos]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[oceano]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=298638</guid>

					<description><![CDATA[As conclusões preocupantes resultam da avaliação de mais de 16.000 áreas marinhas protegidas nas regiões do Médio Oriente e Norte de África, do Oceano Índico, do Triângulo de Coral (que abrange o sudeste asiático e o Pacífico ocidental), da Australásia e Melanésia, da África Oriental e das Caraíbas e Bahamas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quase três em cada quatro áreas marinhas protegida a nível global estão poluídas por descargas de esgotos, revela novo estudo.</p>
<p>De acordo com a <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0964569126000591" target="_blank" rel="noopener">investigação</a> da organização Wildlife Conservation Society (WCS) e da Universidade de Queensland (Austrália), o problema é ainda mais grave nas regiões mais fundamentais para recifes de coral e para a vida marinha tropical: entre 87% e 92% das áreas protegidas estão a ser afetadas. Estima-se que a poluição por esgotos nessas zonas poderá ser até 10 vezes maior do que a de águas envolventes que não estão protegidas.</p>
<p>As conclusões preocupantes resultam da avaliação de mais de 16.000 áreas marinhas protegidas nas regiões do Médio Oriente e Norte de África, do Oceano Índico, do Triângulo de Coral (que abrange o sudeste asiático e o Pacífico ocidental), da Australásia e Melanésia, da África Oriental e das Caraíbas e Bahamas.</p>
<p>Explica a WCS, em comunicado, que os esgotos, águas usadas nas casas e pelas empresas que fluem através de sistemas de águas residuais para os rios e mares, transportam nutrientes, patógenos e químicos que têm impactos negativos em importantes recifes de coral e em pradarias de ervas marinhas e afetam também os ecossistemas costeiros.</p>
<p>Estudos já demostraram que a poluição por esgotos está associada ao declínio de recifes de coral pelo mundo fora, a explosões nocivas de algas e até a doenças semelhantes ao Alzheimer em golfinhos.</p>
<p>Em 2022, mais de 190 países adotaram o Quadro Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, cujo um dos grandes objetivos é proteger 30% dos habitats terrestres, marinhos, de água doce e costeiros do mundo até 2030. Contudo, os autores deste artigo publicado na revista ‘Ocean &amp; Coastal Management’ avisam que esses esforços para proteger mais e mais áreas do oceano estão a falhar num aspeto crucial: as áreas marinhas protegidas não podem desempenhar o seu papel se continuarem a ser contaminadas com poluição.</p>
<p>“O que descobrimos foi impressionante”, admite David Carrasco Rivera, que, juntamente com Amelia Wenger, assina do estudo.</p>
<p>“Ao usar dados sobre a poluição global, mapeámos a exposição às águas residuais de milhares de áreas marinhas protegidas e fizemos comparações com águas não protegidas nas proximidades”, explica. “Em região atrás de região, as áreas reservadas à conservação estavam, na verdade, mais poluídas do que as áreas sem qualquer tipo proteção”, acrescenta.</p>
<p>Por seu lado, Amelia Wenger avisa que nem mesmo uma área protegida “gerida de forma exemplar” trata benefícios para a biodiversidade e para as pessoas se continuar exposta à poluição pelos esgotos que são lançados aos mares ou aos rios que neles acabam por desaguar.</p>
<p>“Não podemos por uma barreira dentro da área protegida para impedir a entrada da poluição. A solução tem de ser encontrada em terra, a montante, e tem de ser parte da forma como os governos planeiam e financiam a proteção do oceano. Neste momento, não é isso que acontece”, lança a investigadora.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Incêndios: Tondela prepara plano para mitigar efeitos do fogo na serra do Caramulo</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/incendios-tondela-prepara-plano-para-mitigar-efeitos-do-fogo-na-serra-do-caramulo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 17:02:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tondela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302388</guid>

					<description><![CDATA[A Câmara de Tondela, no distrito de Viseu, “já começou a trabalhar com o investigador e professor da Universidade de Aveiro Carlos Fonseca na preparação de um pacote de medidas após a passagem do fogo” no início do mês, na encosta da serra do Caramulo, nomeadamente da União de Freguesias de S. João do Monte e Mosteirinho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Tondela, juntamente com um docente da Universidade de Aveiro, estão a preparar medidas de mitigação dos efeitos do incêndio que afetou aldeias da serra do Caramulo no início do mês.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo uma nota de imprensa, a Câmara de Tondela, no distrito de Viseu, “já começou a trabalhar com o investigador e professor da Universidade de Aveiro Carlos Fonseca na preparação de um pacote de medidas após a passagem do fogo” no início do mês, na encosta da serra do Caramulo, nomeadamente da União de Freguesias de S. João do Monte e Mosteirinho.</p>
<p class="text-paragraph">Este incêndio que afetou a serra do Caramulo teve início às 03:04 do dia 02 em Tourelhe, freguesia de Cambra e Carvalhal de Ermidas, concelho de Vouzela, igualmente no distrito de Viseu, e foi dado como dominado às 12:40, do dia 05.</p>
<p class="text-paragraph">Com mais de 15 mil hectares destruídos, o fogo, até agora o maior do ano e que provocou dois feridos graves e seis ligeiros, chegou a ser combatido por mais de 1.200 operacionais e atingiu os concelhos de Vouzela, Tondela e Oliveira de Frades, no distrito de Viseu, e Águeda, no distrito de Aveiro.</p>
<p class="text-paragraph">Na reunião do executivo municipal de hoje, a presidente da Câmara de Tondela, Carla Antunes Borges, deu a conhecer o docente universitário, especialista em recuperação de paisagem e que integrou a Comissão Técnica Independente dos incêndios de 2017.</p>
<p class="text-paragraph">Carlos Fonseca foi também diretor do Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo e, no início desta semana, visitou o terreno e reuniu com o executivo do Município de Tondela.</p>
<p class="text-paragraph">“O que está estabelecido e que lhe foi solicitado é a apresentação de um conjunto de medidas de avaliação dos impactos numa primeira linha e depois a apresentação de um conjunto de medidas para mitigarmos os efeitos e impactos do incêndio”, adiantou Carla Antunes Borges, citada no comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">A autarca admitiu “saber bem do impacto que o incêndio teve” nessa zona do concelho, nomeadamente “na qualidade da água e o impacto negativo que terá na erosão das encostas” da serra do Caramulo.</p>
<p class="text-paragraph">Além do plano de ação para o pós-fogo na União de Freguesias de S. João do Monte e Mosteirinho, Carlos Fonseca foi ainda “desafiado a desenhar um estudo e uma intervenção para as faixas de contenção junto às zonas industriais” do Lajedo e Adiça.</p>
<p class="text-paragraph">“A ideia é potenciar a instalação de um povoamento autóctone que seja resiliente e que seja mitigador, criando uma faixa e uma coroa de proteção às áreas de acolhimento empresarial. Além da gestão de combustível obrigatório, queremos também ter uma participação na valorização ecológica do ecossistema do território”, justificou.</p>
<p class="text-paragraph">Na reunião pública de ontem, Carla Antunes Borges afirmou que o executivo municipal não “baixou os braços” depois da passagem do incêndio que atingiu o concelho e que deixou uma “área ardida muito significativa”, num “valor e numa extensão enorme”.</p>
<p class="text-paragraph">As estimativas iniciais apontam para prejuízos na casa dos 7,5 milhões de euros (ME) e numa área ardida de 1.500 hectares.</p>
<p class="text-paragraph">Entre o trabalho realizado e já concluído está “a reposição do depósito de água do Caselho, a reposição desta conduta e um trabalho de reabilitação da captação que passou pela execução de uma obra de contenção do talude e de limpeza da captação”.</p>
<p class="text-paragraph">“Também auxiliámos a união de freguesias com a cedência de tubagem para a reposição de vários troços da rede de fontanários, uma rede essencial para o combate ao incêndio e para a rega das propriedades agrícolas”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Grandes consumidores de energia pedem apoio de 100 ME para compensação de custos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/grandes-consumidores-de-energia-pedem-apoio-de-100-me-para-compensacao-de-custos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 15:01:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Grandes consumidores]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302442</guid>

					<description><![CDATA[Segundo a Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Elétrica (APIGCEE) existe “subfinanciamento persistente do mecanismo que compensa a indústria pelos custos das licenças de emissão de CO2 repercutidos no preço da eletricidade (custos indiretos do CELE), um instrumento previsto no quadro europeu precisamente para proteger da deslocalização os setores industriais expostos à concorrência internacional”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os grandes consumidores de eletricidade alertaram hoje para o “subfinanciamento” do mecanismo que compensa a indústria pelos custos da emissão de CO2, repercutidos no custo da eletricidade, apelando para a concretização de um apoio de 100 milhões de euros.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a Associação Portuguesa dos Industriais Grandes Consumidores de Energia Elétrica (APIGCEE) existe “subfinanciamento persistente do mecanismo que compensa a indústria pelos custos das licenças de emissão de CO2 repercutidos no preço da eletricidade (custos indiretos do CELE), um instrumento previsto no quadro europeu precisamente para proteger da deslocalização os setores industriais expostos à concorrência internacional”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a associação, o aviso publicado pelo Fundo Ambiental abriu em 10 de julho as candidaturas para os custos incorridos em 2025, com uma dotação de 30 milhões de euros.</p>
<p class="text-paragraph">“Trata-se de um corte de 40% face aos 50 milhões de euros atribuídos em 2025, num momento em que o universo de setores elegíveis foi alargado por decisão europeia”, salientou, na mesma nota.</p>
<p class="text-paragraph">A associação lembrou que a ministra do Ambiente e Energia assumiu publicamente a meta de levar o apoio aos 100 milhões de euros ainda este ano, após autorização da Comissão Europeia em setembro de 2025.</p>
<p class="text-paragraph">“A APIGCEE saudou esse compromisso, que considera um passo decisivo na direção certa. O reforço não foi, porém, ainda formalizado”, indicou, lamentando que a convocatória em curso mantenha os 30 milhões de euros.</p>
<p class="text-paragraph">“Importa sublinhar que Portugal já transpôs, através da Portaria n.º 276/2026/1, de 26 de junho, as novas Orientações europeias — alargamento a novos setores e subida da intensidade máxima do auxílio para 80%/75% — tal como os restantes Estados-Membros”, referiu.</p>
<p class="text-paragraph">Para a associação, a diferença não está no desenho do mecanismo e sim na dotação e “na ambição”, apontando que Espanha abriu em 29 de julho a sua convocatória com 600 milhões de euros, “mantendo o orçamento do ano anterior apesar do mesmo alargamento a 22 novos setores”.</p>
<p class="text-paragraph">Já França e Alemanha vão mais longe, indicou, pagando “a totalidade do valor máximo permitido pelas regras europeias, incluindo o complemento (‘supercap’) que eleva a intensidade efetiva do auxílio a 100%”.</p>
<p class="text-paragraph">No caso alemão, conta com uma dotação estimada em cerca de 4.000 milhões de euros em 2026.</p>
<p class="text-paragraph">“A APIGCEE apela a que o reforço da dotação para 100 milhões de euros seja formalizado a tempo de produzir efeitos na decisão de atribuição da convocatória em curso, cujas candidaturas encerram a 10 de agosto”, indicou.</p>
<p class="text-paragraph">A associação garantiu ainda que a “métrica relevante não é o valor absoluto, mas o esforço relativo à dimensão de cada economia”, apontando que “por cada milhão de euros de PIB, a dotação de 2026 representa 104 euros em Portugal, 376 euros em Espanha, 358 euros em França e 924 euros na Alemanha — ou seja, os principais concorrentes diretos da indústria portuguesa apoiam entre 3,4 e 8,9 vezes mais, em termos comparáveis”.</p>
<p class="text-paragraph">Citando ainda dados oficiais da Comissão Europeia, a associação disse que em 2024, Portugal pagou 25 milhões de euros em compensações, tendo sido “o valor mais baixo entre os 15 Estados-Membros que aplicam o mecanismo”.</p>
<p class="text-paragraph">A associação explicou que, tendo em conta que “a dotação nacional tem sido inferior ao somatório dos valores apurados, Portugal aplica um rateio entre os beneficiários”, ou seja, em 2025 “cada empresa recebeu apenas 63,68% do valor apurado de acordo com a fórmula permitida por Bruxelas”, sendo que “o próprio valor apurado correspondia então a apenas 75% dos custos indiretos elegíveis”.</p>
<p class="text-paragraph">Para este ano, a APIGCEE estima que “o fator de rateio caia para cerca de 49,5%”, visto que, de acordo com a associação, “embora o preço do CO2 que serve de base ao cálculo do apoio tenha descido cerca de 25% face ao ano anterior, o corte de 40% na dotação mais do que anula esse alívio” e “este valor não considera ainda a entrada dos novos setores elegíveis”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fogo que começou em Valpaços já queimou 15 mil hectares</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/fogo-que-comecou-em-valpacos-ja-queimou-15-mil-hectares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 13:36:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[fogo]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Valpaços]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302424</guid>

					<description><![CDATA[“Já arderam 15 mil hectares, dos quais mais de 10 mil hectares são em Valpaços”, afirmou hoje à agência Lusa Jorge Mata Pires.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph"> O incêndio que começou em Valpaços e atingiu Mirandela e Vinhais já queimou 15 mil hectares, entre vinhas, olivais, floresta e mato, segundo o presidente da Câmara de Valpaços que adiantou ter pedido que seja declarada situação de calamidade.</p>
<p class="text-paragraph">“Já arderam 15 mil hectares, dos quais mais de 10 mil hectares são em Valpaços”, afirmou hoje à agência Lusa Jorge Mata Pires.</p>
<p class="text-paragraph">O autarca descreveu uma situação “dantesca” que atingiu o concelho do norte do distrito de Vila Real e adiantou já ter enviado o pedido para que seja declarada situação de calamidade.</p>
<p class="text-paragraph">Este é um município essencialmente de produção agrícola e o fogo atingiu, segundo salientou, “centenas de hectares de vinha, arderam muitos olivais, muitos amendoais, explorações de frutos vermelhos, mirtilos”.</p>
<p class="text-paragraph">Contabilizam-se ainda cerca de duas dezenas de casas atingidas, entre casas de primeira e segunda habitação e devolutas, com quatro pessoas desalojadas e que foram realojadas em locais temporários.</p>
<p class="text-paragraph">Jorge Mata Pires disse que “são muitos os prejuízos” deixados pelo fogo que deflagrou na terça-feira à tarde em Ervões, em Valpaços, e se estendeu aos concelhos de Mirandela e Vinhais, já no distrito de Bragança.</p>
<p class="text-paragraph">Por isso mesmo, na quarta-feira a câmara ativou o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil.</p>
<p class="text-paragraph">Hoje, segundo disse, ainda se combatem as chamas no terreno, com uma frente na zona de Bouçoais e ‘ilhas’ em outros locais, pelo que espalhados pelo terreno estão muitos operacionais atentos a reacendimentos e em ações de consolidação e rescaldo.</p>
<p class="text-paragraph">Mas também já se está a trabalhar no levantamento dos prejuízos, antecipando que o município deverá remeter ao Governo o dossier preliminar na segunda-feira.</p>
<p class="text-paragraph">Jorge Mata Pires realçou que, durante estes dias, a “prioridade absoluta foi a proteção das pessoas e dos seus bens, a segurança das comunidades afetadas”, destacando o trabalho incansável de todos os operacionais que estão no terreno, desde bombeiros, militares da GNR, Proteção Civil ou Exército.</p>
<p class="text-paragraph">Explicou que, várias aldeias foram evacuadas ou então optou-se pelo confinamento das populações em locais seguros como forma de prevenção e de proteção dos residentes.</p>
<p class="text-paragraph">Disse ainda estar em contacto o ministro da Administração Interna, secretário de Estado da Proteção Civil e até o primeiro-ministro, que estão a acompanhar a situação.</p>
<p class="text-paragraph">O combate ao fogo foi dificultado, salientou, pelo vento intenso, e, em alguns períodos, o fumo intenso impossibilitou a atuação dos meios aéreos.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a página online da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), pelas 12:50 de hoje estavam mobilizados para este incêndio 907 operacionais, 302 viaturas e sete meios aéreos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Praia Sem Fumo chega aos complexos balneares municipais do Funchal</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/praia-sem-fumo-chega-aos-complexos-balneares-municipais-do-funchal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 11:43:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[funchal]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>
		<category><![CDATA[Sem Fumo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302419</guid>

					<description><![CDATA[“A iniciativa pretende prevenir e desincentivar o consumo de tabaco e outros produtos a ele associados, incluindo tabaco aquecido e cigarros eletrónicos, através da implementação, nos complexos balneares municipais, de zonas específicas para fumadores”, esclarece a autarquia, em comunicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara Municipal do Funchal e a Direção Regional de Saúde da Madeira lançaram uma campanha designada Praia Sem Fumo, que visa promover hábitos saudáveis e desincentivar o consumo de tabaco nos complexos balneares municipais.</p>
<p class="text-paragraph">“A iniciativa pretende prevenir e desincentivar o consumo de tabaco e outros produtos a ele associados, incluindo tabaco aquecido e cigarros eletrónicos, através da implementação, nos complexos balneares municipais, de zonas específicas para fumadores”, esclarece a autarquia, em comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">A campanha teve início na quinta-feira e resulta de uma parceria entre a empresa municipal Frente MarFunchal, que gere os complexos balneares, e a Direção Regional de Saúde, através da Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (UCAD).</p>
<p class="text-paragraph">A campanha Praia Sem Fumo pretende, entre outros objetivos, reduzir a exposição de crianças, jovens e adultos ao fumo passivo e aos aerossóis, sensibilizar a população para a sustentabilidade ambiental e para a adoção de comportamentos responsáveis em espaços balneares e ainda reduzir o número de beatas e resíduos associados ao consumo de tabaco nas praias.</p>
<p class="text-paragraph">Para o efeito, foram definidas áreas reservadas a fumadores em quatro complexos balneares municipais geridos pela Frente MarFunchal, nomeadamente Barreirinha, Lido, Doca do Cavacas e Ponta Gorda.</p>
<p class="text-paragraph">Já a Unidade Operacional de Intervenção em Comportamentos Aditivos e Dependências (UCAD) adverte para os perigos da exposição ao fumo ou aerossóis, considerando ser “particularmente preocupante em espaços públicos e de lazer, como as praias, frequentadas por famílias, crianças e jovens”.</p>
<p class="text-paragraph">“A evidência científica demonstra que fumar está associado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crónicas, vários tipos de cancro — em particular o cancro do pulmão — e outras consequências para a saúde”, avisa.</p>
<p class="text-paragraph">A UCAD classifica, por isso, como bastante relevante a introdução do conceito de Praia Sem Fumo nos complexos balneares municipais do Funchal, uma iniciativa pioneira ao nível da Região Autónoma da Madeira.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>IA pode gerar até 615 mil milhões de dólares por ano para acelerar a sustentabilidade até 2028, conclui estudo</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/ia-pode-gerar-ate-615-mil-milhoes-de-dolares-por-ano-para-acelerar-a-sustentabilidade-ate-2028-conclui-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 11:02:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302156</guid>

					<description><![CDATA[Segundo um novo estudo da Boston Consulting Group (BCG): "The Private Capital Opportunity in AI-Enabled Climate and Sustainability Sectors", em parceria com a Temasek, a maior oportunidade já não se encontra apenas nas áreas tradicionais da transição energética, mas em aplicações em que a IA aumenta a eficiência de sistemas complexos e gera, em simultâneo, retorno económico e impacto ambiental ou social mensurável.  ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="margin-right: 22.0pt; text-align: justify;">A Inteligência Artificial (IA) está a afirmar-se como um novo motor de criação de valor nos setores do clima e da sustentabilidade, com potencial para desbloquear globalmente entre 580 e 615 mil milhões de dólares por ano até 2028.</p>
<p style="margin-right: 22.0pt; text-align: justify;">Segundo um novo estudo da <span style="color: blue;"><a href="https://www.bcg.com/" data-auth="NotApplicable" target="_blank" rel="noopener">Boston Consulting Group (BCG):</a></span><u> </u><span style="color: blue;"><a href="https://www.bcg.com/publications/2026/the-capital-opportunity-in-ai-enabled-sustainability" data-auth="NotApplicable" target="_blank" rel="noopener"><i>&#8220;The Private Capital Opportunity in AI-Enabled Climate and Sustainability Sectors&#8221;</i></a></span>, em parceria com a Temasek, a maior oportunidade já não se encontra apenas nas áreas tradicionais da transição energética, mas em aplicações em que a IA aumenta a eficiência de sistemas complexos e gera, em simultâneo, retorno económico e impacto ambiental ou social mensurável.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">Entre estas áreas, a grande oportunidade económica encontra-se na eficiência industrial, com um potencial estimado de 300 mil milhões de dólares por ano. Segundo o relatório, a aplicação de IA em manutenção preditiva, otimização de processos, gestão energética, controlo de qualidade e segurança laboral pode reduzir custos, emissões e desperdício, de forma simultânea, reforçando a produtividade e a resiliência operacional em setores intensivos em recursos.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">A segunda maior oportunidade identificada pelo estudo está no uso de IA para antecipar e avaliar melhor os riscos físicos associados às alterações climáticas, sobretudo em seguros, infraestruturas, energia e logística, com potencial para gerar cerca de 75 mil milhões de dólares por ano até 2028. Neste domínio, a IA cruza múltiplas fontes de dados para gerar avaliações de risco mais precisas, ajudando seguradoras, <i>utilities </i>(empresas de serviços públicos essenciais), operadores logísticos, investidores e entidades públicas a antecipar perdas e reforçar a resiliência.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">Relativamente ao tema da transição energética, a pesquisa estima que a gestão inteligente de redes elétricas, armazenamento e flexibilidade do sistema poderá gerar cerca de 32 mil milhões de dólares anuais. Neste sentido, a IA permite otimizar o despacho de baterias, melhorar a monitorização de ativos, reduzir congestionamentos e integrar mais renováveis na rede, contribuindo para sistemas elétricos mais eficientes, fiáveis e rentáveis.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">O relatório destaca ainda duas áreas de elevada relevância estratégica: 1) a educação inclusiva, que com um potencial de 13 mil milhões de dólares, mostra como a IA pode personalizar a aprendizagem, reduzir tarefas administrativas e ampliar o acesso ao ensino em contextos de escassez de recursos; 2) a descoberta de materiais, com um valor estimado de 3 mil milhões de dólares que pode acelerar o desenvolvimento de soluções críticas para baterias, captura de carbono, agricultura e biotecnologia, com impacto estrutural na velocidade da transição sustentável.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">“O valor da IA aplicada à sustentabilidade vem da sua utilização em problemas muito concretos: eficiência industrial, redução de custos e de desperdício, avaliação do risco climático, otimização de redes elétricas e armazenamento, descoberta de materiais e educação inclusiva. A grande mudança é que, com a IA, sustentabilidade e performance empresarial deixam de ser agendas separadas: passam a reforçar-se mutuamente. As empresas que conseguirem combinar dados proprietários, conhecimento operacional e execução disciplinada estarão melhor posicionadas para capturar esta oportunidade e acelerar impacto positivo em escala”, afirma Carlos Elavai, Managing Director &amp; Partner da BCG em Lisboa.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">De acordo com o estudo, a lógica económica subjacente é clara: quando a IA reduz desperdício de energia, materiais ou tempo em sistemas complexos, os resultados financeiros e de sustentabilidade tendem a evoluir na mesma direção. Esta ligação estrutural é o fator que redefine o perímetro do investimento sustentável e dá espaço a novas teses de crescimento para investidores e empresas.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">O relatório sublinha igualmente que esta oportunidade se estende a todo o universo do capital privado. As empresas nativamente orientadas para a IA poderão atrair investimento de capital de risco e <i>growth equity</i>, enquanto as organizações que integrem a IA nas suas operações, produtos ou ativos físicos poderão tornar-se alvos particularmente relevantes para estratégias de aquisição com recurso a capital privado. Em paralelo, investidores em infraestrutura poderão beneficiar de ativos como redes, sistemas de armazenamento, centros de dados<i> </i>e operações industriais cuja rentabilidade melhora com a integração de IA.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">Um dos pontos centrais da análise prende-se com o facto da maior parte do valor criado não ficar necessariamente do lado dos fornecedores de tecnologia. Na maioria dos casos, serão as empresas que adotam IA nos seus processos &#8211; incluindo <i>utilities,</i> seguradoras, fabricantes e operadores de infraestruturas &#8211; a capturar a maior fatia do benefício, através de menores custos, melhor utilização de ativos, novas receitas e decisões mais precisas. Segundo o estudo, os fornecedores de soluções de IA tenderão a capturar apenas 15% a 25% do valor total criado.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">Apesar do potencial identificado, o relatório alerta para vários fatores que poderão atrasar a adoção desta tecnologia, como a confiança nos modelos, limitações na qualidade e disponibilidade de dados, perda de desempenho ao longo do tempo, incerteza regulatória e questões de responsabilidade em decisões críticas. Ainda assim, a pressão sobre custos energéticos, riscos climáticos, eficiência de recursos e resiliência operacional deverá continuar a impulsionar a procura por soluções de IA aplicadas ao clima e à sustentabilidade.</p>
<p style="text-align: justify; margin: 0cm 22.0pt 12.0pt 0cm;">O estudo conclui que a IA está a abrir novas oportunidades no investimento sustentável. Mais do que uma tendência tecnológica, trata-se de uma nova forma de responder a desafios de eficiência, risco e produtividade, com benefícios financeiros e de sustentabilidade ao mesmo tempo. Num contexto de maior pressão sobre custos, recursos e resiliência operacional, a capacidade de aplicar IA com dados de qualidade e boa execução está a tornar-se um fator decisivo na próxima fase da transição sustentável.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Poupar com Energia: O verão é mesmo a melhor altura para apostar na energia solar? Mitos e verdades que continuam a gerar dúvidas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/poupar-com-energia-o-verao-e-mesmo-a-melhor-altura-para-apostar-na-energia-solar-mitos-e-verdades-que-continuam-a-gerar-duvidas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 09:00:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Poupar com Energia]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=301831</guid>

					<description><![CDATA[Para ajudar os consumidores a fazer escolhas mais informadas, a Bling Energy reuniu alguns dos mitos e verdades mais comuns sobre a energia solar durante os meses de verão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Bling Energy </strong></em></p>
<p>O verão é sinónimo de férias, dias mais longos e tempo para desligar da rotina.  É também uma altura em que muitas decisões ficam em pausa, à espera do regresso à normalidade.</p>
<p>É o que acontece, muitas vezes, quando falamos de energia solar. Apesar de o verão reunir condições particularmente favoráveis para esta produção, nem sempre é nesta altura que os portugueses avançam com o investimento. Entre a ideia de que &#8220;agora não vale a pena&#8221;, a perceção de que o tema pode esperar e algumas dúvidas que continuam a persistir, muitas famílias acabam por adiar esta decisão que pode traduzir-se em poupança, maior eficiência energética e mais controlo sobre o consumo.</p>
<p>Afinal, esta é mesmo a melhor altura para fazer este investimento? Os painéis produzem mais por causa do calor? E será que só compensa nos meses de maior exposição solar? Para ajudar os consumidores a fazer escolhas mais informadas, a Bling Energy reuniu alguns dos mitos e verdades mais comuns sobre a energia solar durante os meses de verão.</p>
<p><strong>O verão gera mais energia</strong></p>
<p><strong>Verdade.</strong> O verão continua a ser a época do ano em que um sistema fotovoltaico tem maior potencial de produção. Mas o motivo é simples: os painéis solares produzem eletricidade através da radiação solar e não da temperatura. Como nesta altura do ano existem mais horas de luz solar, há também maior potencial de produção de energia, permitindo tirar maior partido do sistema.</p>
<p><strong>Se passar muito tempo fora de casa no verão, não compensa ter painéis solares</strong></p>
<p><strong>Mito.</strong> É natural que, durante o verão, muitas famílias passem alguns dias ou semanas de férias. No entanto, um sistema fotovoltaico é pensado para responder às necessidades energéticas da habitação ao longo de todo o ano, e não apenas durante um período específico. Mesmo com a casa desocupada, a energia produzida pode continuar a ser aproveitada, dependente da solução instalada. Por isso, adiar este investimento apenas porque vai estar de férias não significa, necessariamente uma boa decisão.</p>
<p><strong>O verão é a altura em que se consegue aproveitar melhor a energia produzida</strong></p>
<p><strong>Verdade. </strong>Durante os meses mais quentes é comum aumentar a utilização de equipamentos elétricos, como o ar condicionado. Como esse consumo acontece, muitas vezes, durante as horas de maior produção dos painéis fotovoltaicos, é possível aproveitar uma maior parte da energia produzida no momento. Assim, além de produzir mais energia, o verão permite também utilizá-la de forma mais eficiente.</p>
<p><strong>É preciso desligar os painéis solares quando vou de férias</strong></p>
<p><strong>Mito. </strong>Os sistemas fotovoltaicos são concebidos para funcionar de forma automática e segura, mesmo quando a habitação está desocupada. Não é necessário desligar a instalação apenas por estar ausente durante alguns dias, uma vez que os painéis continuam a produzir energia sempre que existem condições para isso.</p>
<p><strong>Então, o verão é mesmo a melhor altura?</strong></p>
<p>A resposta é simples: o verão é a época do ano com maior potencial para produzir energia solar. No entanto, isso não significa que seja a única altura certa para investir.</p>
<p>Num país como Portugal, onde o sol é um dos nossos maiores recursos naturais, apostar na energia solar é uma decisão que pode fazer sentido durante todo o ano. Quanto mais cedo começar a produzir a sua própria energia, mais cedo poderá reduzir a sua fatura e contribuir para uma transição energética mais sustentável.</p>
<p>Mais importante do que esperar pelo momento ideal é tomar uma decisão informada. Afinal, muitos dos motivos que continuam a levar os portugueses a adiar este investimento assentam em ideias feitas que já não correspondem à realidade.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alterações climáticas tornam grandes incêndios 20 vezes mais prováveis em Espanha</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/alteracoes-climaticas-tornam-grandes-incendios-20-vezes-mais-provaveis-em-espanha/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2026 07:39:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302386</guid>

					<description><![CDATA[O estudo, da organização “World Weather Attribution” (WWA), que os cientistas dizem conter “estimativas conservadoras”, diz que, no clima atual, se prevê que eventos desta intensidade ocorram uma vez a cada 20 anos no sudoeste de França e uma vez a cada seis anos no centro de Espanha.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As alterações climáticas tornaram as condições meteorológicas extremas que alimentaram os recentes incêndios florestais pelo menos duas vezes mais prováveis em França e pelo menos 20 vezes mais prováveis em Espanha, indica um estudo divulgado.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo, da organização “World Weather Attribution” (WWA), que os cientistas dizem conter “estimativas conservadoras”, diz que, no clima atual, se prevê que eventos desta intensidade ocorram uma vez a cada 20 anos no sudoeste de França e uma vez a cada seis anos no centro de Espanha.</p>
<p class="text-paragraph">As duas regiões foram vítimas nas últimas semanas de incêndios florestais devastadores, que já mataram três pessoas, destruíram milhares de casas e obrigaram 300 mil pessoas a fugir.</p>
<p class="text-paragraph">Os incêndios têm sido descritos como dos piores já registados, com alguns a criarem o seu próprio sistema climático e aumentando as dificuldades de combate.</p>
<p class="text-paragraph">Em análises publicadas recentemente pela WWA indica-se que tanto as ondas de calor de junho como a seca que afeta atualmente a Europa foram alimentadas pelas alterações climáticas induzidas pelo homem.</p>
<p class="text-paragraph">Em setembro do ano passado a equipa também concluiu que as alterações climáticas agravaram os incêndios florestais do ano anterior em Espanha e Portugal.</p>
<p class="text-paragraph">A WWA é uma colaboração científica internacional que analisa e comunica a possível influência das alterações climáticas em eventos climáticos extremos, como tempestades, chuvas torrenciais, ondas de calor e secas. Inclui investigadores de universidades e instituições científicas de todo o mundo.</p>
<p class="text-paragraph">Citada num comunicado sobre a análise, Andreia Ribeiro, cientista climática do Centro Helmholtz de Investigação Ambiental na Alemanha, afirmou: “Quando os incêndios florestais irrompem simultaneamente em diferentes regiões, é evidente que as alterações climáticas induzidas pelo homem não estão apenas a aumentar a probabilidade de incêndios mais extremos, mas também a sua sincronia”.</p>
<p class="text-paragraph">E Augustin Colette, do Instituto Nacional Francês do Ambiente Industrial e Riscos alertou para a grande quantidade de poluentes atmosféricos que resultou dos incêndios, aumentando até 20 vezes a quantidade de partículas acima do que é considerado uma “qualidade do ar razoável” na Europa. E a qualidade fraca do ar foi sentida até 400 quilómetros de distância dos incêndios, disse.</p>
<p class="text-paragraph">“O que estamos a ver em França e Espanha não é apenas azar, é um sinal claro dos impactos crescentes do aquecimento antropogénico”, disse Clair Barnes, investigadora associada em Clima Extremo e Alterações Climáticas no Centro de Política Ambiental do “Imperial College London”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Primeiro-ministro francês quer novas medidas de adaptação às alterações climáticas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/primeiro-ministro-frances-quer-novas-medidas-de-adaptacao-as-alteracoes-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 17:03:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[alterações cilmáticas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[primeiro-ministro francês]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302323</guid>

					<description><![CDATA[Lecornu encarregou ontem a ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, de apresentar novas medidas, sublinhando que perante os repetidos incêndios florestais e as ondas de calor, a França "deve acelerar a sua preparação para condições meteorológicas mais severas".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, quer que o seu Governo apresente novas medidas para acelerar a implementação do Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas.</p>
<p class="text-paragraph">Lecornu encarregou ontem a ministra da Transição Ecológica, Monique Barbut, de apresentar novas medidas, sublinhando que perante os repetidos incêndios florestais e as ondas de calor, a França &#8220;deve acelerar a sua preparação para condições meteorológicas mais severas&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com uma carta de missão consultada pela agência France-Presse (AFP), Lecornu pediu à ministra, que anunciou recentemente a sua demissão perante divergências sobre uma polémica lei agrícola, antes de aceitar continuar no seu cargo, que lhe apresente &#8220;medidas concretas&#8221; até ao &#8220;início de outubro&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">O objetivo é &#8220;acelerar a implementação&#8221; do terceiro Plano Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas, que inclui cerca de meia centena de medidas destinadas a adaptar o país a um cenário de aquecimento global de +4°C até 2100.</p>
<p class="text-paragraph">A declaração de missão inclui diversos temas a explorar, como a &#8220;gestão de edifícios&#8221; (práticas e planeamento de adaptação), agricultura, transportes, gestão da água e educação, com o objetivo específico de adaptar a &#8220;organização escolar e universitária aos novos ritmos climáticos&#8221;, incluindo a revisão do &#8220;cronograma&#8221; dos exames realizados durante períodos de calor extremo.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Todas estas medidas devem estar operacionais rapidamente, dentro do prazo deste governo, alocando recursos já existentes para estas novas ações, se necessário&#8221;, solicitou Sébastien Lecornu.</p>
<p class="text-paragraph">França tem sido afetada por devastadores incêndios nos últimos dias.</p>
<p class="text-paragraph">Com 92 mil hectares destruídos em todo o país desde janeiro, 2026 já bateu o recorde de área ardida em França em mais de 20 anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios (EFFIS).</p>
<p class="text-paragraph">
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
