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	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 06 Nov 2026 13:26:47 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
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		<title>Portugal é o 4.º país mais avançado do mundo no caminho para a neutralidade carbónica</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/portugal-e-o-4-o-pais-mais-avancado-do-mundo-no-caminho-para-a-neutralidade-carbonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 13:26:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[neutralidade carbónica]]></category>
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					<description><![CDATA[Portugal ocupa o 4.º lugar entre 65 economias analisadas, apesar de ter descido uma posição face à edição anterior.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal ocupa o 4.º lugar mundial no caminho para a neutralidade carbónica, de acordo com o <em>Allianz Green Transition Tracker 2026</em>, um estudo da Allianz Research que avalia os progressos de 65 economias, responsáveis por 81% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa.</p>
<p>O país mantém-se entre os cinco primeiros classificados do ranking mundial, à frente de economias como a Irlanda, a Noruega, o Reino Unido, Espanha e França. No entanto, desceu uma posição relativamente à edição anterior e apresenta um ritmo de evolução inferior às médias mundial e europeia.</p>
<p>Com uma pontuação de 48,7 pontos, Portugal registou uma melhoria de 0,9 pontos face à avaliação anterior, abaixo dos avanços médios de 2 pontos a nível mundial e de 2,2 pontos na União Europeia. O ranking é liderado pelo Luxemburgo, seguido da Dinamarca e da Estónia.</p>
<p><strong>Redução das emissões e mobilidade elétrica impulsionam desempenho português</strong></p>
<p>A redução das emissões de gases com efeito de estufa e a crescente adoção de veículos elétricos estão entre os principais fatores que explicam a posição de destaque de Portugal.</p>
<p>Segundo o relatório, as emissões nacionais diminuíram 21,6% desde 2015, enquanto os veículos elétricos representaram 38% das vendas de automóveis novos em 2025, acima dos 33% registados anteriormente.</p>
<p>Os níveis relativamente baixos de emissões por habitante também contribuem positivamente para a classificação portuguesa, tanto quando consideradas as emissões associadas ao consumo como as produzidas em território nacional.</p>
<p>Contudo, o estudo identifica sinais que exigem atenção. Apesar de a produção de energia solar ter aumentado 24,9%, a quota de eletricidade de baixo carbono no total da produção elétrica nacional recuou de 85,2% para 80,9%.</p>
<p>“Portugal continua entre os líderes da transição verde, graças à redução das emissões e à rápida adoção de veículos elétricos. No entanto, a recente diminuição da quota de eletricidade de baixo carbono demonstra que os progressos não podem ser considerados garantidos. Expandir a produção de eletricidade limpa, consolidando simultaneamente os avanços nos transportes e na redução das emissões, será fundamental para manter a posição de liderança de Portugal”, afirma <strong>Katharina Utermöehl, responsável pela área de Investigação Temática e Políticas da Allianz Research</strong>.</p>
<p><strong>Europa lidera transição, mas mundo continua longe das metas climáticas</strong></p>
<p>Apesar dos progressos registados na maioria dos países analisados, o <em>Allianz Green Transition Tracker 2026</em>, intitulado <em>The clean-tech turning point and why emissions could soon follow</em>, conclui que a transição para uma economia de baixas emissões continua a decorrer a um ritmo insuficiente para cumprir os objetivos climáticos internacionais.</p>
<p>Das 65 economias avaliadas, 56 melhoraram a sua pontuação, mas apenas cerca de um terço está a avançar ao ritmo necessário para cumprir as trajetórias de redução de emissões alinhadas com o Acordo de Paris.</p>
<p>A Europa continua a liderar o processo, ocupando os países europeus as dez primeiras posições do ranking. Ainda assim, o relatório alerta para um abrandamento significativo: as emissões da União Europeia diminuíram apenas 0,2% em 2025, depois de reduções médias anuais de 4% nos anos anteriores.</p>
<p>Mantendo-se o ritmo atual, a União Europeia só alcançaria os seus objetivos de neutralidade carbónica em 2057.</p>
<p>A nível mundial, as projeções são ainda menos favoráveis. Segundo a Allianz Research, a neutralidade carbónica apenas deverá ser alcançada em 2064, ou seja, 14 anos depois da meta de 2050.</p>
<p><strong>Energias renováveis ultrapassam carvão pela primeira vez</strong></p>
<p>Uma das principais conclusões do estudo é a transformação em curso no setor elétrico mundial. Em 2025, as energias renováveis ultrapassaram, pela primeira vez em mais de um século, o carvão como principal fonte de produção de eletricidade, representando 33,5% do total mundial, contra 33,2% do carvão.</p>
<p>As renováveis foram também responsáveis por 99% do aumento líquido da produção mundial de eletricidade, contribuindo para desacelerar o crescimento das emissões globais.</p>
<p>A redução dos custos das tecnologias limpas está a acelerar esta transformação. Entre 2015 e 2025, os custos de instalação de sistemas de armazenamento de energia em baterias diminuíram 91%, enquanto a diferença de preço entre veículos elétricos e automóveis com motores de combustão se reduziu de 49% para 20% desde 2019.</p>
<p>O investimento mundial em energia limpa deverá atingir 2,2 biliões de dólares em 2026, um crescimento de 6,5%, com especial destaque para as redes elétricas e os sistemas de armazenamento.</p>
<p><strong>Emissões globais poderão diminuir em 2026</strong></p>
<p>A Allianz Research antecipa que 2026 poderá marcar um ponto de viragem, com as emissões mundiais de CO₂ provenientes de combustíveis fósseis a diminuírem cerca de 0,5%, apesar do crescimento da economia global.</p>
<p>Esta evolução resulta sobretudo da maior competitividade das tecnologias limpas e da subida dos preços dos combustíveis fósseis, num contexto de tensões geopolíticas.</p>
<p>No entanto, os especialistas alertam que a redução sustentada das emissões dependerá de investimentos adicionais em redes elétricas, armazenamento de energia e políticas climáticas previsíveis.</p>
<p>“Em 2026, as emissões de CO₂ provenientes de combustíveis fósseis poderão diminuir pela primeira vez fora de um contexto de recessão, cerca de 0,5%. Mas isso deve-se mais às tecnologias limpas mais baratas e ao petróleo mais caro do que ao reforço das políticas climáticas”, sublinha <strong>Ludovic Subran, economista-chefe e diretor de investimentos da Allianz</strong>.</p>
<p>O relatório é divulgado a poucos dias do início da <strong>COP31, a Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, que decorre de 9 a 20 de novembro</strong>, em Antália, na Turquia, num momento em que o cumprimento dos compromissos internacionais de redução de emissões continua a representar um dos principais desafios globais.</p>
<p><strong>Portugal no ranking mundial da transição climática</strong></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Posição</strong></td>
<td><strong>País</strong></td>
<td><strong>Pontuação</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>1.º</td>
<td>Luxemburgo</td>
<td>61,2</td>
</tr>
<tr>
<td>2.º</td>
<td>Dinamarca</td>
<td>53,6</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>3.º</strong></td>
<td><strong>Estónia</strong></td>
<td><strong>48,9</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>4.º</strong></td>
<td><strong>Portugal</strong></td>
<td><strong>48,7</strong></td>
</tr>
<tr>
<td>5.º</td>
<td>Irlanda</td>
<td>46,3</td>
</tr>
<tr>
<td>6.º</td>
<td>Noruega</td>
<td>45,6</td>
</tr>
<tr>
<td>7.º</td>
<td>Reino Unido</td>
<td>44,7</td>
</tr>
<tr>
<td>8.º</td>
<td>Suíça</td>
<td>43,7</td>
</tr>
<tr>
<td>9.º</td>
<td>Lituânia</td>
<td>41,3</td>
</tr>
<tr>
<td>10.º</td>
<td>Finlândia</td>
<td>37,7</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COP31: Glossário de termos e conceitos para entender a cimeira do clima</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cop31-glossario-de-termos-e-conceitos-para-entender-a-cimeira-do-clima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 13:13:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[COP31]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A conferência da ONU, copresidida pela Turquia e pela Austrália, centra-se na evolução da transição energética e no financiamento da descarbonização, para tentar reanimar objetivos definidos no Acordo de Paris.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31) realiza-se em Antália, na Turquia, entre 9 e 20 de novembro, numa altura em que duas guerras desviam a atenção do descontrolo climático.</p>
<p class="text-paragraph">Com a guerra da Ucrânia, desde 2022, e a do Irão com Israel e Estados Unidos desde o início deste ano, os holofotes estão focados no aumento do custo de vida e dos combustíveis fósseis, passando quase despercebido um relatório recente da ONU alertando que o mundo já ultrapassou o limite de aquecimento global de 1,5ºC acima dos valores médios da época pré-industrial, valor definido em 2015 no Acordo de Paris, considerado histórico, como a fronteira para evitar alterações climáticas catastróficas e irreversíveis.</p>
<p class="text-paragraph">É neste “clima” que decorre a conferência da ONU, copresidida pela Turquia e pela Austrália, centrada na evolução da transição energética e no financiamento da descarbonização, para tentar reanimar objetivos definidos no Acordo de Paris.</p>
<p class="text-paragraph">Segue-se um glossário de termos e conceitos que enquadram e estarão em discussão na COP31:</p>
<p class="text-paragraph">Acordo de Paris &#8211; Tratado internacional adotado em 2015 na COP21 pela quase totalidade dos países para reduzir emissões de GEE para a atmosfera e impedir que as temperaturas mundiais subam além de dois graus celsius (2ºC) acima dos valores da época pré-industrial, e de preferência que não aumentem além de 1,5ºC.</p>
<p class="text-paragraph">Alterações Climáticas &#8211; Mudanças nos ciclos climáticos naturais da Terra atribuídas aos efeitos da atividade humana, especialmente às grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2) lançadas para a atmosfera pelo uso intensivo de combustíveis fósseis. As alterações climáticas manifestam-se em fenómenos como o degelo das calotes polares, a desertificação, a extinção de espécies, a destruição de ecossistemas, os incêndios florestais, a subida do nível do mar, as secas e as inundações extremas.</p>
<p class="text-paragraph">Aquecimento global &#8211; Aumento da temperatura da superfície do planeta devido à atividade humana nos últimos cerca de 100 anos, especialmente pelo uso de combustíveis fósseis. A década passada foi a mais quente alguma vez observada e, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), desde 1980 que cada década é mais quente do que a anterior.</p>
<p class="text-paragraph">O ano de 2024 foi o mais quente já registado. A ONU admite que as temperaturas possam subir três graus até 2100.</p>
<p class="text-paragraph">Camada de ozono &#8211; Cobertura de ozono na atmosfera que protege o planeta contra as radiações ultravioletas do Sol. Sem a proteção da camada de Ozono não haveria vida na Terra. Gases produzidos pela atividade humana, como os que até há algum tempo eram normalmente utilizados em sistemas de refrigeração, destroem a camada do ozono.</p>
<p class="text-paragraph">Combustíveis fósseis &#8211; Combustíveis com grande quantidade de carbono, como o petróleo, o gás natural ou o carvão.</p>
<p class="text-paragraph">Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas &#8211; Conferências de alto nível sobre a proteção do ambiente.</p>
<p class="text-paragraph">Contribuições Nacionalmente Determinadas &#8211; NDC, na sigla original. A contribuição que cada país se propõe fazer para baixar as emissões de GEE e manter o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC. Decorrem do Acordo de Paris.</p>
<p class="text-paragraph">Desenvolvimento sustentável &#8211; Ou sustentabilidade. O desenvolvimento que satisfaz as necessidades atuais sem comprometer a possibilidade de futuras gerações também o fazerem. Caracteriza-se pela preservação da natureza e do meio ambiente.</p>
<p class="text-paragraph">Emissões zero, ou neutralidade carbónica &#8211; Quando se remove da atmosfera a mesma quantidade de GEE que a emitida pelas atividades humanas. Consegue-se reduzindo ou eliminando os principais fatores de emissão de gases e investindo em florestas, que consomem carbono para crescer.</p>
<p class="text-paragraph">Época pré-industrial &#8211; Época anterior à revolução industrial, que começou em Inglaterra. Consensualmente aponta-se para a época anterior à segunda metade do século XVIII (1750).</p>
<p class="text-paragraph">Fenómenos Climáticos Extremos &#8211; Situações anormais e cada vez mais frequentes devido à influência humana no clima, como temperaturas recorde (ondas de frio e de calor), chuvas de uma intensidade nunca antes medida, secas severas e persistentes, ventos excecionalmente violentos e furacões de grande intensidade, ou inundações no litoral. O IPCC e a ONU avisam que os fenómenos climáticos extremos aumentarão de frequência e de intensidade.</p>
<p class="text-paragraph">Gases com efeito de estufa &#8211; Gases que absorvem as radiações infravermelhas emitidas pelo planeta e impedem que elas se dissipem para o espaço, aquecendo a Terra ao provocar um efeito de estufa. A produção desses gases é também natural, mas foi exponencialmente aumentada pela atividade humana, sendo a queima de combustíveis fósseis a mais perigosa. O principal gás é o CO2. O metano, cuja concentração tem aumentado na atmosfera na última década, aquece a Terra 80 vezes mais rapidamente do que o CO2.</p>
<p class="text-paragraph">Mercado do carbono &#8211; Ou comércio internacional de emissões. Tem origem no Protocolo de Quioto. Estabelece metas para cada país de redução de emissão de GEE, mas que podem ser negociadas com outros países menos emissores, ou seja, os que têm créditos de carbono por cada tonelada que não produziram (e que podiam produzir).</p>
<p class="text-paragraph">Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas &#8211; Ações para diminuir as emissões de GEE. Limitar e mitigar as alterações climáticas exige a redução de emissões em 50% a nível global até 2050, comparando com 1990. Ao mesmo tempo os governos estão também a preparar-se para essas alterações, adaptando-se para reduzir as consequências.</p>
<p class="text-paragraph">Objetivos de Desenvolvimento Sustentável &#8211; Conjunto de 17 metas estabelecidas pela Assembleia Geral das Nações Unidas para um mundo mais sustentável até 2030. É a chamada Agenda2030.</p>
<p class="text-paragraph">Painel Intergovernamental Sobre Alterações Climáticas &#8211; IPCC, na sigla original. Organização que junta centenas de cientistas de todo o mundo criada em 1988 sob os auspícios da ONU e que divulga informação científica sobre as alterações climáticas, para que os países possam tomar decisões políticas.</p>
<p class="text-paragraph">Pegada carbónica &#8211; Medida que indica a emissão de CO2 causada por ações de pessoas, empresas, organizações ou Estados. O Acordo de Paris pretende limitar a pegada carbónica dos países.</p>
<p class="text-paragraph">Perdas e Danos &#8211; Conceito que designa os prejuízos gerados pelos impactos das alterações climáticas. Foi introduzido pela Aliança dos Pequenos Estados Insulares nas negociações climáticas internacionais em Genebra, em 1991. A noção de perdas e danos a serem compensados permaneceu largamente ignorada até ser retomada em 2013 na COP19 em Varsóvia, onde foi criado o Mecanismo Internacional de Varsóvia para Perdas e Danos, que até agora teve poucos resultados práticos.</p>
<p class="text-paragraph">Protocolo de Quioto &#8211; O primeiro tratado jurídico internacional para limitar as emissões de gases com efeito de estufa. Aprovado em Quioto, no Japão, em 1997, e que entrou em vigor em 2005.</p>
<p class="text-paragraph">Sumidouros de Carbono &#8211; Absorção natural do carbono da atmosfera, através por exemplo das árvores, e de todas as plantas, pela fotossíntese. Os oceanos também são um sumidouro de carbono e as algas absorvem ainda mais do que as plantas em terra.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COP31: Cronologia: 30 reuniões não impediram que limite de 1,5ºC de aquecimento fosse ultrapassado</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cop31-cronologia-30-reunioes-nao-impediram-que-limite-de-15oc-de-aquecimento-fosse-ultrapassado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 13:11:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[aquecimento]]></category>
		<category><![CDATA[COP31]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As reuniões da comunidade internacional também não impediram que as emissões de gases com efeito de estufa continuem a bater recordes a cada ano, que as temperaturas também batam recordes todos os anos, que os fenómenos climáticos extremos sejam cada vez mais frequentes e intensos, como aconteceu este ano com o calor na Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ONU criou há 33 anos a entidade responsável pelas cimeiras do clima, mas 30 reuniões não conseguiram impedir que o aquecimento global ultrapassasse o limite de 1,5ºC acima da época pré-industrial, a grande meta do Acordo de Paris.</p>
<p class="text-paragraph">As reuniões da comunidade internacional também não impediram que as emissões de gases com efeito de estufa continuem a bater recordes a cada ano, que as temperaturas também batam recordes todos os anos, que os fenómenos climáticos extremos sejam cada vez mais frequentes e intensos, como aconteceu este ano com o calor na Europa.</p>
<p class="text-paragraph">Agora, a partir de segunda-feira, a ONU, pela mão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), volta a juntar milhares de pessoas, de técnicos a políticos, em Antália, na Turquia na 31ª edição da Conferência das Partes (COP31), para debater e decidir sobre o clima.</p>
<p class="text-paragraph">A UNFCCC rege o multilateralismo no âmbito do combate ao aquecimento global e criou a Conferência das Partes, para procurar diminuir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) provocadas pela atividade humana, que está a aquecer o planeta e a mudar o clima.</p>
<p class="text-paragraph">A COP31 tem como um dos principais temas a proposta turca de aprovar a meta de que a eletricidade represente 35% do consumo final de energia a nível global até 2035.</p>
<p class="text-paragraph">Mas a história recente mostra que as COP não se dão bem com metas. Há poucas semanas um relatório da ONU assumia que já tinham sido ultrapassados os 1,5ºC (graus celsius), a meta que os países se tinham comprometido em não ultrapassar, no Acordo de Paris em 2015. E um aquecimento de 1,8ºC é a perspetiva mais otimista.</p>
<p class="text-paragraph">São os seguintes os principais momentos dos mais de 30 anos de metas e promessas:</p>
<p class="text-paragraph">1992, Rio de Janeiro &#8211; Primeira grande reunião da ONU dedicada às preocupações e provas científicas de que a Terra está a aquecer e o clima a mudar muito rapidamente. É criada a UNFCCC. É decidida a realização de COP para atualizar as decisões e os esforços para controlar as emissões de GEE. A Convenção não inclui limites de emissões de GEE, mas contempla a criação de &#8220;protocolos&#8221; que estabelecem esses limites.</p>
<p class="text-paragraph">1995, Berlim &#8211; Realiza-se a COP1. Os países assumem mais compromissos sobre a redução de emissões de gases com efeito de estufa do que na Cimeira do Rio.</p>
<p class="text-paragraph">1997, Quioto &#8211; A COP3 é considerada um momento fundador devido ao Protocolo de Quioto, um tratado jurídico internacional que estabelece limites a um conjunto de países (os mais poluidores) de emissões de GEE e cria um mercado do carbono.</p>
<p class="text-paragraph">2001, Marraquexe &#8211; Na COP7 é alcançado um acordo sobre o Protocolo de Quioto, mas enfraquecido em relação aos objetivos iniciais. Da conferência sai também uma declaração que salienta a relação entre desenvolvimento sustentável e alterações climáticas.</p>
<p class="text-paragraph">2010, México &#8211; COP16. Há uma primeira tentativa para criar um fundo de 100 mil milhões de dólares por ano para apoiar um &#8220;Fundo Verde para o Clima&#8221;. O Fundo só seria aprovado em 2015 em Paris.</p>
<p class="text-paragraph">2014 &#8211; A União Europeia aprova a meta vinculativa de 40% de redução de emissões de GEE até 2030, em comparação com os valores de 1990.</p>
<p class="text-paragraph">2015, França &#8211; COP21. É assinado em 12 de dezembro o Acordo de Paris, considerado histórico ao fixar metas para impedir que o aquecimento global ultrapasse os dois graus celsius (2ºC) acima dos valores médios da época pré-industrial, ou de preferência não ultrapasse 1,5 ºC.</p>
<p class="text-paragraph">Ao contrário de Quioto, o Acordo de Paris não estabelece metas de emissões, mas responsabiliza os países por apresentarem, e cumprirem, essas metas. São as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC na sigla original).</p>
<p class="text-paragraph">2017 &#8211; Bona &#8211; COP23. É lançado o Diálogo de Talanoa, destinado a fazer um balanço dos esforços dos países para atingir as metas de neutralidade carbónica (não produzir mais GEE do que aqueles que se consegue absorver, nomeadamente através das florestas).</p>
<p class="text-paragraph">2018 &#8211; Cientistas do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC na sigla original) avisam num relatório que, para evitar os piores efeitos das alterações climáticas, o mundo precisa de uma mudança profunda e sem precedentes e dizem que as metas do Acordo de Paris são insuficientes.</p>
<p class="text-paragraph">2019 &#8211; O IPCC divulga mais dois relatórios, ambos alertando para a urgência de decisões sem precedentes para evitar uma catástrofe climática.</p>
<p class="text-paragraph">Um relatório específico sobre as emissões de GEE originadas no uso da terra, outro sobre os oceanos e a criosfera. A ONU avisa também que a ação do Homem está a pôr em perigo de extinção um milhão de espécies animais e vegetais.</p>
<p class="text-paragraph">A Comissão Europeia apresenta o Pacto Ecológico Europeu, para regular as ações para se atingir a neutralidade carbónica em 2050.</p>
<p class="text-paragraph">2020 &#8211; Os Estados Unidos, um dos principais emissores de GEE, saem oficialmente do Acordo de Paris, decisão do Presidente Donald Trump. Voltariam a entrar com Joe Biden e este ano voltaram a sair.</p>
<p class="text-paragraph">2021 &#8211; A União Europeia aprova a Lei Europeia do Clima, que fixa como objetivo reduzir em 55% as emissões de gases com efeito de estufa até 2030.</p>
<p class="text-paragraph">O IPCC divulga novo relatório, segundo o qual a temperatura global irá ultrapassar os 1,5ºC no final desta década. Desde então os 1,5ºC já foram ultrapassados algumas vezes.</p>
<p class="text-paragraph">A COP26, em Glasgow, mantém a ambição de conter o aumento da temperatura nos 1,5ºC e compromete-se com uma diminuição gradual do uso do carvão.</p>
<p class="text-paragraph">2022 &#8211; A 15.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas para a Diversidade Biológica, realizada no Canadá, chegou a um acordo histórico, nomeadamente com o compromisso de proteger 30% do planeta até 2030.</p>
<p class="text-paragraph">Em Sharm el-Sheikh, no Egito, a COP27 saldou-se pela criação de um fundo (futuro) sobre perdas e danos e reafirmou-se a promessa de apoiar os países mais pobres na luta contra as alterações climáticas, com 100 mil milhões de dólares anuais. Essas promessas nunca foram cumpridas.</p>
<p class="text-paragraph">A 24 de fevereiro a Rússia invade a Ucrânia, uma guerra que se mantém e que causou uma crise energética e económica e com consequências ambientais diretas e indiretas.</p>
<p class="text-paragraph">Os eventos climáticos extremos sucedem-se. No Paquistão morrem 1.700 pessoas nas maiores cheias de sempre.</p>
<p class="text-paragraph">2023 &#8211; Dubai &#8211; Na COP28 os países concordam com uma transição para o abandono dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos e em triplicar a capacidade das energias renováveis até 2030. Os combustíveis fósseis continuam a imperar.</p>
<p class="text-paragraph">2024 &#8211; A COP29 de Baku, Azerbaijão, estabeleceu uma meta de financiamento climático de 300 mil milhões de dólares anuais até 2035 para países em desenvolvimento. Ainda não se efetivou.</p>
<p class="text-paragraph">2025 – O Brasil recebeu a COP30, da Amazónia “pulmão do mundo”. No país onde a iniciativa foi criada pela ONU apostou-se na implementação de compromissos. Não houve acordo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COP31: Cimeira coloca cortes nas emissões e financiamento climático no centro do debate</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cop31-cimeira-coloca-cortes-nas-emissoes-e-financiamento-climatico-no-centro-do-debate/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 13:08:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[cimeira]]></category>
		<category><![CDATA[COP31]]></category>
		<category><![CDATA[emissões]]></category>
		<category><![CDATA[Financiamento Climático]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31) vai decorrer de 09 a 20 de novembro na cidade turca de Antália e terá duas fases: as negociações entre governos e a Agenda de Ação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A cimeira do clima das Nações Unidas arranca na segunda-feira com a missão de acelerar a redução de emissões e financiar a adaptação dos países em desenvolvimento, que recebem um décimo do que precisam.</p>
<p class="text-paragraph">A 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31) vai decorrer de 09 a 20 de novembro na cidade turca de Antália e terá duas fases: as negociações entre governos e a Agenda de Ação.</p>
<p class="text-paragraph">Na Agenda de Ação, a presidência turca definiu dez prioridades: a transição para energias limpas e a eletrificação, os resíduos zero e a redução do metano, a resiliência das cidades, a industrialização verde, a juventude e a educação, a segurança alimentar, os oceanos e mares, a resiliência dos sistemas de saúde e a articulação entre as políticas de clima, biodiversidade e combate à desertificação.</p>
<p class="text-paragraph">Na décima prioridade pretende-se associar projetos climáticos nacionais a financiadores e parceiros técnicos.</p>
<p class="text-paragraph">Entre as metas voluntárias para 2035 propostas pela presidência da COP31, partilhada entre a Turquia e a Austrália, está a elevação de 23% para 35% do peso da eletricidade no consumo mundial de energia, reduzir para metade o ritmo de crescimento da produção mundial de resíduos e baixar em pelo menos 25% a intensidade energética dos edifícios.</p>
<p class="text-paragraph">A Turquia acolhe a conferência e assume a presidência, encabeçada pelo ministro do Ambiente, Murat Kurum, enquanto a Austrália conduz as negociações, a cargo do ministro do Clima e da Energia, Chris Bowen.</p>
<p class="text-paragraph">A cimeira de chefes de Estado e de Governo realiza-se entre quarta-feira e quinta-feira.</p>
<p class="text-paragraph">Numa carta conjunta divulgada em 05 de outubro, os responsáveis turcos e australianos frisaram que querem ver avanços na redução das emissões, adaptação aos impactos climáticos, financiamento e transição justa.</p>
<p class="text-paragraph">Em Antália começa também o segundo balanço mundial do Acordo de Paris, que avaliará o progresso coletivo dos países e que deverá ficar concluído em 2028.</p>
<p class="text-paragraph">O Acordo de Paris, adotado em dezembro de 2015 na COP21, visa manter o aquecimento global abaixo de 2 graus Celsius (ºC) face aos níveis pré-industriais e prosseguir os esforços para o limitar a 1,5 ºC.</p>
<p class="text-paragraph">Mesmo que os países cumpram integralmente as suas contribuições determinadas a nível nacional (NDC, na sigla inglesa), as emissões mundiais cairiam apenas entre 11% e 15% até 2035, face a 2025, de acordo com a ONU, que defende que o corte necessário para regressar a 1,5 ºC até ao fim do século seria de 45%.</p>
<p class="text-paragraph">O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA) estimou esta semana que os países em desenvolvimento precisam de cerca de 305 mil milhões de dólares (272 mil milhões de euros) por ano até 2035 para se protegerem de secas, cheias, ondas de calor e outros impactos climáticos.</p>
<p class="text-paragraph">Em 2024, último ano com dados disponíveis, o financiamento público internacional para adaptação situou-se entre 28,2 e 31,7 mil milhões de dólares, segundo o relatório divulgado na quarta-feira.</p>
<p class="text-paragraph">Mesmo que se concretize a meta traçada na COP30, realizada na cidade amazónica de Belém, de triplicar esse financiamento até 2035, os recursos cobririam apenas entre 20% e 29% das necessidades estimadas pelo PNUMA.</p>
<p class="text-paragraph">Nas negociações que arrancam na segunda-feira estará igualmente em causa a concretização de financiamento climático acordado em 2024 na COP29 de Baku: mobilizar pelo menos 300 mil milhões de dólares anuais para os países em desenvolvimento até 2035.</p>
<p class="text-paragraph">O acordo prevê ainda um esforço para elevar o financiamento de fontes públicas e privadas a 1,3 biliões de dólares anuais, também até 2035.</p>
<p class="text-paragraph">A pressão para acelerar os cortes nas emissões também aumentou. Num relatório divulgado em outubro, o PNUMA concluiu que o aquecimento global deverá ultrapassar 1,5 ºC face à era pré-industrial. Limitar o pico a 1,7 ºC ou 1,8 ºC e regressar a 1,5 ºC até ao fim do século exigiria cortar as emissões mundiais em 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040, face a 2025, e remover dióxido de carbono da atmosfera em larga escala.</p>
<p class="text-paragraph">Mesmo que todos os países cumpram integralmente os seus atuais compromissos climáticos, a redução das emissões até 2035 seria de apenas 11% a 15%, segundo o mesmo relatório.</p>
<p class="text-paragraph">Em paralelo, a presidência brasileira da COP30 leva a Antália dois roteiros apresentados na terça-feira em Brasília: um propõe medidas para acelerar o abandono dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, como reduzir incentivos fiscais e substituir o seu uso nos transportes, na indústria e nos edifícios por alternativas de baixas emissões.</p>
<p class="text-paragraph">O outro propõe travar e inverter a desflorestação e a degradação florestal até 2030, com medidas nacionais, cooperação internacional e financiamento.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo vence Prémios dos Fundos Europeus</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/programa-de-sustentabilidade-dos-vinhos-do-alentejo-vence-premios-dos-fundos-europeus/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 12:43:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[prémio]]></category>
		<category><![CDATA[Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=306452</guid>

					<description><![CDATA[A distinção foi atribuída no âmbito de uma iniciativa que reconhece projetos apoiados por financiamento comunitário e que se destacam pelo seu impacto económico, social, ambiental e territorial. Na categoria "+ Verde", o PSVA foi escolhido entre cinco projetos finalistas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA), promovido pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), venceu os Prémios dos Fundos Europeus, na categoria &#8220;+ Verde&#8221;. O galardão foi entregue esta quinta-feira, 5 de novembro, durante a 3.ª Mostra dos Fundos Europeus, em Lisboa, e reconhece o trabalho desenvolvido pelo programa na promoção de práticas sustentáveis no setor vitivinícola, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, a distinção foi atribuída no âmbito de uma iniciativa que reconhece projetos apoiados por financiamento comunitário e que se destacam pelo seu impacto económico, social, ambiental e territorial. Na categoria &#8220;+ Verde&#8221;, o PSVA foi escolhido entre cinco projetos finalistas.</p>
<p>Criado em 2015, o programa procura promover a sustentabilidade ambiental, social e económica da produção vitivinícola alentejana, incentivando os produtores a adotar práticas que reduzam o impacto ambiental da atividade, melhorem a utilização dos recursos naturais e contribuam para a preservação da biodiversidade.</p>
<p>&#8220;Receber este prémio é um reconhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver, há mais de uma década, em conjunto com os produtores da região, que têm assumido a sustentabilidade como uma prioridade. O PSVA nasceu com a ambição de promover uma mudança efetiva nas práticas do setor vitivinícola alentejano e esta distinção demonstra a importância de uma estratégia coletiva, assente na partilha de conhecimento e na melhoria contínua. É também um incentivo para continuarmos a trabalhar e a encontrar respostas para os desafios que se colocam à viticultura&#8221;, afirma João Barroso, coordenador do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo.</p>
<p>Entre as iniciativas desenvolvidas pelo PSVA está a criação do primeiro referencial de certificação de produção sustentável do país. O programa tem também promovido projetos de economia circular, como a Re:boxed, uma caixa de transporte de vinho produzida a partir da reciclagem da fita dos rótulos, lançada em 2025.</p>
<p>Mais recentemente, em outubro de 2026, a CVRA apresentou, em Londres, a Garrafa Leve Alentejo, com 390 gramas. A solução foi concebida para reduzir o consumo de matéria-prima, a energia necessária ao fabrico do vidro e as emissões associadas à produção e ao transporte.</p>
<p>O PSVA tem recebido várias distinções nacionais e internacionais, entre as quais os &#8220;The Drinks Business Green Awards&#8221;, os Prémios Europeus de Promoção Empresarial, o &#8220;Sustainability Initiative Award&#8221;, dos IRGAwards, e os Prémios Verdes, promovidos pela revista Visão em parceria com o grupo Águas de Portugal. Em 2024, conquistou ainda o V d’Or, na categoria &#8220;Best Joint Initiative&#8221;, que distinguiu o programa como a melhor iniciativa conjunta do setor vitivinícola mundial.</p>
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		<title>Veja aqui o vídeo completo da 8.ª Conferência Green Savers “Liderar a Transição Sustentável”</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/veja-aqui-o-video-completo-da-8-a-conferencia-green-savers-liderar-a-transicao-sustentavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 12:32:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Vida]]></category>
		<category><![CDATA[VIII Conferência]]></category>
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					<description><![CDATA[São mais de três horas sobre o que empresas, autarquias e cidadãos podem fazer para liderar a transição sustentável. O vídeo completo da 8.ª Conferência Green Savers já está disponível, com capítulos para ir diretamente a cada sessão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 8.ª Conferência Green Savers, «Liderar a Transição Sustentável», decorreu a 27 de outubro no Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, Lisboa. Para quem não esteve na sala nem acompanhou o direto, ou para quem quer voltar a uma das sessões, o vídeo completo da manhã está agora disponível no canal de YouTube da Green Savers.</p>
<p><iframe title="8.ª Conferência Green Savers - Vídeo completo" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/WF9_SIF9Ww4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O vídeo começa com o keynote de Filipe Duarte Santos, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável (CNADS), e segue com as três mesas-debate. Na primeira, «Transformar: a sustentabilidade na mesa da gestão», moderada por Marta Rangel, João Lavos (LEROY MERLIN Portugal), Carlos Gouveia (Scoring) e Rui Nobre (DPD Portugal) discutiram o lugar da sustentabilidade nas decisões da gestão. Na segunda, «Cooperar: ninguém fecha o ciclo sozinho», também moderada por Marta Rangel, Susana Almeida (Sociedade Ponto Verde), Sandra Peixoto (Central de Cervejas e Bebidas) e João Cordeiro (SDR Portugal) percorreram a cadeia das embalagens, da conceção à recolha e à reciclagem.</p>
<p>A terceira mesa, «Mobilizar: a transição à porta de casa», moderada por Alexandra Costa, juntou Luís Keel Pereira (Junta de Freguesia do Lumiar), Alexandra Azevedo (Quercus) e Herculano Rebordão (MUBi) para falar de comunidades de energia, de mobilidade e do papel de cada cidadão. A manhã terminou com o encerramento de Maria Albertina Rodrigues, presidente do Conselho Científico da APEE, e com uma nota final de Rogério Junior, CEO da Green Savers.</p>
<p>No YouTube, o vídeo está dividido em capítulos: a mesa «Transformar» começa aos 30:57, a «Cooperar» à 1:27:50, a «Mobilizar» às 2:09:25 e o encerramento às 2:51:18.</p>
<p>As ideias de cada sessão estão no <a href="https://greensavers.sapo.pt/8-a-conferencia-green-savers-mostrou-como-liderar-a-transicao-sustentavel-da-gestao-das-empresas-a-porta-de-casa/">resumo da conferência</a> e as fotografias da manhã estão na <a href="https://greensavers.sapo.pt/fotogaleria-8-a-conferencia-green-savers-liderar-a-transicao-sustentavel-em-imagens/">fotogaleria</a>.</p>
<p>A 8.ª Conferência Green Savers teve o patrocínio da Central de Cervejas e Bebidas, LEROY MERLIN, PRIO, Scoring, Sociedade Ponto Verde e Valorpneu, o apoio da EPAL, do SAPO e da Tabaqueira, e contou com a Câmara Municipal de Lisboa e a Junta de Freguesia do Lumiar como parceiros institucionais.</p>
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		<item>
		<title>Central fotovoltaica da Hyperion em Abrantes já está a produzir energia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/central-fotovoltaica-da-hyperion-em-abrantes-ja-esta-a-produzir-energia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 12:32:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[central fotovoltaica]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[Hyperion]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[“A central fotovoltaica da Hyperion Renewables, em Abrantes, está ligada à rede elétrica e encontra-se em plena operação desde outubro de 2026”, informou fonte oficial da empresa, em resposta à agência Lusa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Hyperion Renewables anunciou hoje que a sua central fotovoltaica em Arreciadas, Abrantes, está ligada à rede elétrica e em plena operação desde outubro, com produção anual estimada equivalente ao consumo de 20 mil habitações.</p>
<p class="text-paragraph">“A central fotovoltaica da Hyperion Renewables, em Abrantes, está ligada à rede elétrica e encontra-se em plena operação desde outubro de 2026”, informou fonte oficial da empresa, em resposta à agência Lusa.</p>
<p class="text-paragraph">Localizada em Arreciadas, no concelho de Abrantes, distrito de Santarém, a infraestrutura tem uma capacidade instalada de 24 megawatts (MW) e uma produção estimada superior a 65 gigawatts-hora (GWh) por ano, segundo os dados agora divulgados.</p>
<p class="text-paragraph">O projeto, cuja construção foi anunciada em maio de 2024, ocupa uma área de 53 hectares na aldeia de Arreciadas, na União de Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, e integra cerca de 35 mil painéis solares.</p>
<p class="text-paragraph">Em fevereiro deste ano, quando anunciou a conclusão da instalação dos painéis, a Hyperion apontava para o início da produção no segundo trimestre de 2026, após a finalização da linha de ligação à rede elétrica, através da subestação de Olho de Boi, em Alferrarede.</p>
<p class="text-paragraph">Na altura, a empresa indicava uma capacidade instalada de 18 MW e uma produção estimada superior a 50 GWh anuais, equivalente ao consumo médio de cerca de 15 mil habitações, valores agora atualizados para 24 MW e mais de 65 GWh por ano.</p>
<p class="text-paragraph">Fundada em 2006 e com sede em Lisboa, a Hyperion Renewables desenvolve projetos de produção de energia renovável, com atividade nos setores solar, eólico e de armazenamento de energia, contando com mais de 770 MW de projetos desenvolvidos e mais de 300 MW de ativos em operação ou construção, segundo informação da empresa.</p>
<p class="text-paragraph">O grupo Hyperion tem também anunciado para Abrantes um projeto de centro de dados, através da Hyperion II Renewables Services, previsto para a zona de Alvega e do Pego, com 200 megavolt-amperes (MVA) de potência de ligação à rede elétrica.</p>
<p class="text-paragraph">Em maio, a Câmara de Abrantes deu parecer favorável ao Pedido de Informação Prévia (PIP) para o empreendimento, cuja entrada em funcionamento foi apontada para 2029, estando o projeto ainda em fase de licenciamento.</p>
<p class="text-paragraph">No âmbito de um protocolo celebrado com a Câmara Municipal de Abrantes, em fevereiro de 2025, a Hyperion mantém ainda o apoio ao projeto Dem.Care.Abt, que acompanha 128 pessoas com demência e os seus cuidadores informais no concelho.</p>
<p class="text-paragraph">A iniciativa, que conta também com financiamento do programa Portugal Inovação Social, integra ações de formação e metodologias de apoio à comunidade.</p>
<p class="text-paragraph">O protocolo prevê igualmente atividades educativas, visitas de estudo à central fotovoltaica e a criação de um percurso pedagógico na área envolvente, com informação sobre o funcionamento e impacto da infraestrutura.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Biometano é &#8220;oportunidade estratégica&#8221; para a economia portuguesa</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/biometano-e-oportunidade-estrategica-para-a-economia-portuguesa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 11:53:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[biometano]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=306435</guid>

					<description><![CDATA[Promovido pela Associação Portuguesa dos Produtores de Bioenergia (APPB) e desenvolvido pela Católica Lisbon SBE Studies &#038; Consulting e pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho, o trabalho conclui que “Portugal dispõe de uma oportunidade estratégica para transformar resíduos orgânicos em energia renovável, criar emprego e valor económico a nível territorial, reduzir emissões e reforçar a segurança energética nacional”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O potencial de produção de biometano em Portugal é uma “oportunidade estratégica” para desenvolver uma nova fileira económica com impactos positivos no emprego, rendimento das comunidades locais e redução da dependência energética externa, segundo um estudo apresentado hoje.</p>
<p class="text-paragraph">Promovido pela Associação Portuguesa dos Produtores de Bioenergia (APPB) e desenvolvido pela Católica Lisbon SBE Studies &amp; Consulting e pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho, o trabalho conclui que “Portugal dispõe de uma oportunidade estratégica para transformar resíduos orgânicos em energia renovável, criar emprego e valor económico a nível territorial, reduzir emissões e reforçar a segurança energética nacional”.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo, intitulado “O Valor do Biometano”, apresenta uma avaliação integrada do potencial de produção de biometano em Portugal e dos benefícios que este gás renovável pode proporcionar à economia, ao ambiente e à sociedade, demonstrando que “o seu valor vai muito além da energia que produz”.</p>
<p class="text-paragraph">“O biometano pode tornar-se mais um pilar da transição energética portuguesa. Para isso, é necessário passar da fase de planeamento e avaliação de potencial para a fase de execução, assegurando previsibilidade e alinhamento de políticas públicas, dando aos investidores e financiadores a estabilidade necessária para a concretização dos projetos”, indica.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo sustenta, se forem tomadas as “ações adequadas” nos próximos três a cinco anos, “Portugal pode recuperar o atraso e alinhar-se com os líderes europeus do biometano”.</p>
<p class="text-paragraph">Os pressupostos analisados no estudo apontam que Portugal apresenta um potencial técnico de produção de 2,74 terawatts/hora (TWh) de biometano por ano a partir de resíduos agrícolas, efluentes pecuários, resíduos agroindustriais e resíduos urbanos.</p>
<p class="text-paragraph">“O aproveitamento destes recursos poderá contribuir para o desenvolvimento de uma nova fileira económica, com impactos positivos no emprego, no rendimento das comunidades locais e na redução da dependência energética externa”, destaca.</p>
<p class="text-paragraph">As estimativas do trabalho apontam que a produção de 2,74 TWh/ano tem o potencial para criar 830 a 1.140 empregos diretos (na construção e operação dos centros de produção de biometano) e 1.250 a 1.660 empregos indiretos (ao longo da cadeia de valor).</p>
<p class="text-paragraph">O trabalho salienta que o biometano apresenta ainda “uma vantagem particularmente relevante para a transição energética”, já que “pode substituir o gás natural de origem fóssil, aproveitando as infraestruturas de transporte e distribuição de gás existentes e permitindo disponibilizar energia renovável aos consumidores, incluindo a indústria”.</p>
<p class="text-paragraph">“Mas o contributo do biometano não termina na produção de energia”, enfatiza, explicando que “a valorização de resíduos que representam atualmente um desafio ambiental torna possível reduzir emissões de gases com efeito de estufa e recuperar recursos com valor económico, como fertilizantes orgânicos e CO₂ [dióxido de carbono] biogénico, promovendo a economia circular e criando novas oportunidades para os setores agrícola e industrial”.</p>
<p class="text-paragraph">As estimativas do estudo indicam que uma produção anual potencial de 2,74 TWh se traduziria numa redução de emissões de sete megatoneladas de equivalente de dióxido de carbono por ano (7 MtCO₂eq/ano), a que corresponde um valor de 602 milhões de euros (85 euros por tonelada de dióxido de carbono equivalente (tCO2eq)).</p>
<p class="text-paragraph">Paralelamente, seria posssível reduzir a dependência de gás natural importado, sendo que, a um preço médio grossista do gás natural fóssil de 30 euros por megawatt/hora (€/MWh), o potencial 2,74 TWh/ano de produção nacional de biometano resulta em 82,2 milhões €/ano de receita bruta e redução de importações.</p>
<p class="text-paragraph">Apesar da disponibilidade de recursos e da maturidade da tecnologia, o estudo refere que o desenvolvimento do biometano em Portugal “continua condicionado por desafios económicos, administrativos e regulatórios”.</p>
<p class="text-paragraph">Entre os principais bloqueios existentes destacam-se o “licenciamento complexo e fragmentado”, a “falta de incentivos estruturados” ao biometano, o “atraso na definição e falta de adequação” do quadro legislativo e regulatório (que condiciona condições de investimento e financiamento) e um “desalinhamento entre setores dos resíduos, energia e agricultura”.</p>
<p class="text-paragraph">Neste cenário, aponta como “medidas prioritárias de políticas públicas”, em alinhamento com o Plano de Ação para o Biometano 2024–2040, clarificar e operacionalizar o processo de licenciamento, criar um modelo económico previsível, definir metas e objetivos de compras públicas para o biometano, garantir o acesso à matéria-prima e valorizar o digerido.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>COP31: Há 90 milhões de deslocados em risco face a mudanças do clima</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cop31-ha-90-milhoes-de-deslocados-em-risco-face-a-mudancas-do-clima/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 08:38:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[COP31]]></category>
		<category><![CDATA[deslocados]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=306414</guid>

					<description><![CDATA[Num relatório divulgado quatro dias antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31), que irá decorrer até dia 20 em Antalya, na Turquia, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) sublinha que três em cada quatro pessoas deslocadas à força no mundo vivem em países onde há secas severas, inundações mortais e calor extremo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A agência da ONU para os Refugiados alertou ontem para os graves riscos enfrentados por 90 milhões de deslocados que vivem em países com uma exposição elevada ou extrema às alterações do clima.</p>
<p class="text-paragraph">Num relatório divulgado quatro dias antes do início da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP31), que irá decorrer até dia 20 em Antalya, na Turquia, o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) sublinha que três em cada quatro pessoas deslocadas à força no mundo vivem em países onde há secas severas, inundações mortais e calor extremo.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a organização é preciso adotar “ações urgentes para proteger milhões de refugiados e outras pessoas deslocadas até porque o recursos financeiros para iniciativas de mitigação (redução de emissões de gases com efeito de estufa) e de adaptação (resiliência face aos impactos das alterações climáticas não estão a chegar a muitas das comunidades mais vulneráveis.</p>
<p class="text-paragraph">“Os refugiados enfrentam uma dupla injustiça. Forçados a fugir de conflitos que não causaram, estão agora na linha da frente de uma crise climática para a qual contribuíram muito pouco”, sublinha o alto-comissário adjunto de Operações do ACNUR, Antón Leis García, citado no relatório.</p>
<p class="text-paragraph">“Para milhões de pessoas, as alterações climáticas não são uma ameaça distante. Estão a destruir abrigos, a prejudicar os meios de subsistência e a pôr em perigo as suas esperanças de reconstruir as suas vidas. Não podemos permitir que aqueles que já perderam tanto sejam deixados para trás na ação climática global”, defende.</p>
<p class="text-paragraph">O documento alerta ainda para a ameaça crescente que as alterações climáticas constituem para a perspetiva de soluções duradouras das pessoas deslocadas.</p>
<p class="text-paragraph">“Mais de dois terços dos refugiados que voltaram a casa durante o primeiro semestre de 2026 regressaram a países altamente vulneráveis ​​a desastres climáticos, aumentando as preocupações sobre a sustentabilidade dos seus regressos”, avança o ACNUR, dando como exemplo a Síria.</p>
<p class="text-paragraph">Os quase 4 milhões de deslocados que regressaram recentemente ao país depararam-se com o declínio das águas subterrâneas e com inundações ao longo do rio Eufrates que danificaram casas e deslocaram milhares de pessoas mais uma vez, recorda a agência da ONU, referindo que o calor extremo também é uma ameaça crescente.</p>
<p class="text-paragraph">“Até 2050, um em cada três campos de refugiados na África subsariana poderá enfrentar pelo menos 100 dias de calor perigoso por ano”, avisa.</p>
<p class="text-paragraph">Mais de metade de todos os locais avaliados “poderão sofrer pelo menos 50 dias adicionais de calor perigoso anualmente” e, em alguns pontos da Etiópia, essa condição pode persistir mais de 200 dias por ano, refere o relatório.</p>
<p class="text-paragraph">Na última década, segundo o mesmo documento, os desastres relacionados com o clima já provocaram mais de 255 milhões de deslocações internas em todo o mundo, o equivalente a cerca de 70.000 por dia, mas o financiamento continua a ser insuficiente.</p>
<p class="text-paragraph">“Os países frágeis e afetados por conflitos recebem apenas cerca de 10% do financiamento climático global, embora muitos abriguem grandes populações de refugiados e deslocados internos e enfrentem graves impactos climáticos”, lamenta o ACNUR, defendendo a urgência de um maior investimento na adaptação climática, incluindo em áreas de retorno.</p>
<p class="text-paragraph">A situação será destacada na COP31, promete o ACNUR, que adianta querer pedir a governos e instituições de financiamento climático para que incluam refugiados e deslocados internos nos planos nacionais e aprovem maiores investimentos para adaptação a longo prazo em áreas frágeis e afetadas por deslocações.</p>
<p class="text-paragraph">“Uma vez que a Turquia, um dos maiores países de acolhimento de refugiados do mundo, irá acolher a COP31, a conferência oferece uma importante oportunidade para inserir a deslocação e as necessidades das comunidades de acolhimento firmemente na ação climática global”, considera Leis García.</p>
<p class="text-paragraph">A conferência “deve ser um ponto de viragem”, concluiu.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Capacidade das energias renováveis até 2030 ficará aquém do acordado na COP28</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/capacidade-das-energias-renovaveis-ate-2030-ficara-aquem-do-acordado-na-cop28/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2026 08:34:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[COP28]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[renováveis]]></category>
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					<description><![CDATA[O documento, divulgado três dias antes do início da COP31 em Antália (Turquia), indica que, ao abrigo das políticas e condições de mercado atuais, o mundo não conseguirá triplicar a potência renovável até 2032, "revelando a diferença entre uma ambição robusta e a implementação" das medidas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A capacidade instalada de energias renováveis multiplicar-se-á globalmente por 2,6 até 2030, ficando assim aquém do triplo acordado na COP28, no Dubai, em 2023, segundo um relatório publicado hoje pela Agência Internacional de Energia (AIE).</p>
<p class="text-paragraph">O documento, divulgado três dias antes do início da COP31 em Antália (Turquia), indica que, ao abrigo das políticas e condições de mercado atuais, o mundo não conseguirá triplicar a potência renovável até 2032, &#8220;revelando a diferença entre uma ambição robusta e a implementação&#8221; das medidas.</p>
<p class="text-paragraph">Assim, prevê-se que a potência renovável acumulada se situe em cerca de 9.710 gigawatts (GW) em 2030 — o que representa uma multiplicação por 2,6 dos níveis de 2022 —, em consonância com as previsões do ano passado.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Embora este avanço represente um progresso notável, mantém-se abaixo do ritmo necessário para cumprir o objetivo de triplicação&#8221;, alertaram os autores.</p>
<p class="text-paragraph">Apenas com reformas urgentes em matéria de licenças, redes elétricas, leilões e armazenamento seria possível atingir a meta um ano antes, em 2031, indicaram os autores.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Esta projeção otimista parte do princípio de que os governos resolverão rapidamente os principais obstáculos regulamentares, a integração nas redes elétricas, a tramitação de licenças e o financiamento, o que permitiria uma implantação significativamente mais ágil e colocaria o objetivo novamente ao alcance&#8221;, salientou o relatório.</p>
<p class="text-paragraph">Em 2023, cerca de 200 países comprometeram-se, na COP28, a alinhar-se com o objetivo de 1,5°C do Acordo de Paris, estabelecendo a meta de triplicar a capacidade mundial de energia renovável até 2030.</p>
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