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	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 30 Apr 2026 15:42:37 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Política Comum das Pescas tem de ser aplicada, diz associação Oceana</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/politica-comum-das-pescas-tem-de-ser-aplicada-diz-associacao-oceana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 15:42:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[pesca]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[A associação Oceana considerou hoje que o setor das pescas na União Europeia (UE) tem registado progressos para a sustentabilidade mas avisou que há lacunas na aplicação da lei que têm prejudicado o processo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A associação Oceana considerou hoje que o setor das pescas na União Europeia (UE) tem registado progressos para a sustentabilidade mas avisou que há lacunas na aplicação da lei que têm prejudicado o processo.</p>
<p class="text-paragraph">A Política Comum das Pescas (PCP) continua adequada ao objetivo e capaz de “concretizar as principais prioridades” da UE, nomeadamente competitividade, resiliência e segurança alimentar, “desde que seja aplicada de forma plena e coerente”, refere a organização internacional de defesa dos oceanos em comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">A Comissão Europeia considerou hoje que a PCP falhou nos ganhos de sustentabilidade, destacando que a recuperação das unidades populacionais (‘stocks’) continua demasiado lenta e se mantêm práticas de sobrepesca.</p>
<p class="text-paragraph">Na avaliação, hoje publicada, abrangendo a década de 2014 (ano em que entrou em vigor) a 2024, o executivo comunitário reconhece “que ainda existem insuficiências nos ganhos de sustentabilidade”, destacando que “a recuperação das unidades populacionais de peixes continua a ser demasiado lenta”.</p>
<p class="text-paragraph">Vera Coelho, diretora executiva e vice-presidente da Oceana na Europa, citada no comunicado, afirmou: “A última década mostra que a gestão sustentável das pescas funciona, beneficiando o oceano, os pescadores e os consumidores. A PCP proporciona o enquadramento adequado, mas a sua implementação tem sido desigual e, em muitos casos, demasiado lenta”.</p>
<p class="text-paragraph">A prioridade não é reformular a política mas aplicá-la, disse, acrescentando que a UE deve pôr fim à sobrepesca de uma vez por todas e “garantir a resiliência do oceano e das comunidades piscatórias que dele dependem”.</p>
<p class="text-paragraph">Frisando que o progresso na sustentabilidade mostra que a política está a funcionar, afirmou que a percentagem de populações de peixes exploradas de forma sustentável tem vindo a aumentar desde 2013.</p>
<p class="text-paragraph">A Oceana sublinhou que a próxima etapa consiste em garantir que todos os Estados-Membros cumpram as obrigações e alertou que “a proteção do meio marinho continua a ser uma lacuna crítica”.</p>
<p class="text-paragraph">A Oceana insistiu também para a importância de uma boa gestão das pescas nas Áreas Marinhas Protegidas (AMP), afirmando que atualmente a maioria continua a ser meros “parques de papel”, “linhas traçadas em mapas, onde a pesca destrutiva, como a pesca de arrasto pelo fundo, é praticada sem restrições”.</p>
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		<item>
		<title>Época balnear arranca na sexta-feira em 13 praias de Cascais e quatro da Madeira</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/epoca-balnear-arranca-na-sexta-feira-em-13-praias-de-cascais-e-quatro-da-madeira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 15:32:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[época balnear]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República, para a época balnear de 2026, que decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro, foram identificadas 673 águas balneares em todo o território nacional, sendo que destas 517 são costeiras ou de transição e 156 interiores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A época balnear inicia-se na sexta-feira em 13 praias do concelho de Cascais e em quatro da Região Autónoma da Madeira, decorrendo a abertura das restantes de forma progressiva, segundo uma portaria publicada hoje em Diário da República (DR).</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com o documento, para a época balnear de 2026, que decorre oficialmente entre 15 de abril e 31 de outubro, foram identificadas 673 águas balneares em todo o território nacional, sendo que destas 517 são costeiras ou de transição e 156 interiores.</p>
<p class="text-paragraph">A praia de Porto Moniz, no Arquipélago da Madeira foi a primeira do país a iniciar a época balnear, em 15 de abril.</p>
<p class="text-paragraph">Na sexta-feira, inicia-se a abertura oficial da época balnear em Portugal continental, nomeadamente no concelho do Cascais.</p>
<p class="text-paragraph">Neste município do distrito de Lisboa será abrangida a praia das Avencas, Azarujinha, Carcavelos, Conceição, Crismina, Duquesa, Guincho, Moitas, Parede, Poça, Rainha, São Pedro do Estoril e Tamariz.</p>
<p class="text-paragraph">Também na sexta-feira, a época balnear irá alargar-se a praias da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente a da Fajã das Bebras, Fajã dos Asnos e Vigário, no município de Câmara de Lobos, e de Porto Santo.</p>
<p class="text-paragraph">Em termos gerais, a maioria das praias do Norte, Centro e Tejo Oeste iniciam a época balnear em junho, enquanto as da costa alentejana arrancam em 30 de maio.</p>
<p class="text-paragraph">No Algarve, região que detém o maior número de águas balneares (168), a abertura oficial das praias está prevista, na sua maioria, para o dia 01 de junho.</p>
<p class="text-paragraph">Já no arquipélago dos Açores, as datas de abertura variam entre 01 de junho e 01 de julho.</p>
<p class="text-paragraph">A portaria refere ainda que algumas águas balneares localizadas em áreas afetadas pelas tempestades registadas nos primeiros meses do ano poderão apresentar condicionantes à prática balnear no arranque da época.</p>
<p class="text-paragraph">“A Agência Portuguesa do Ambiente divulga previamente ao início da época balnear, nos locais, no seu sítio da internet e no portal Info Água, informação ao público sobre a situação e as condições existentes naquelas águas balneares”, lê-se no documento.</p>
<p class="text-paragraph">A agência Lusa pediu mais informações ao Ministério do Ambiente e Energia, que remeteu uma eventual resposta para mais tarde.</p>
<p class="text-paragraph">A época balnear de cada ano é definida em portaria, publicada em Diário da República, que identifica as águas balneares e a definição da respetiva época.</p>
<p class="text-paragraph">Em 2025 a época balnear decorreu entre 01 de maio e 31 de outubro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Concentração elevada de pólen na atmosfera a partir de sexta-feira e até 7 de maio</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/concentracao-elevada-de-polen-na-atmosfera-a-partir-de-sexta-feira-e-ate-7-de-maio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 15:31:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[alergias]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pólen]]></category>
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					<description><![CDATA[No seu boletim político de previsões relativo à semana que começa dia 1 de maio, a SPAIC informa que “a concentração de pólen no ar encontra-se elevada” nas regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Entre Douro e Minho, Beira Litoral, Beira Interior, Lisboa e Setúbal, Alentejo e Algarve.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) alertou hoje os doentes alérgicos para a elevada concentração de pólen na atmosfera em todo o território continental a partir de sexta-feira e até 7 de maio.</p>
<p class="text-paragraph">No seu boletim político de previsões relativo à semana que começa dia 1 de maio, a SPAIC informa que “a concentração de pólen no ar encontra-se elevada” nas regiões de Trás-os-Montes e Alto Douro, Entre Douro e Minho, Beira Litoral, Beira Interior, Lisboa e Setúbal, Alentejo e Algarve.</p>
<p class="text-paragraph">Quanto à proveniência dos grãos de pólen, destacam-se na atmosfera do continente as árvores cipreste, pinheiro, bétula carvalho, sobreiro e azinheira, assim como as ervas “gramíneas, tanchagem, azeda, urtiga e urticáceas”.</p>
<p class="text-paragraph">Nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, é baixo o nível de concentração de pólen na atmosfera na semana que começa na sexta-feira, destacando-se na primeira “os pólenes das árvores cipreste, pinheiro, eucalipto e também das ervas gramíneas, tanchagem e urticáceas (inclui a parietária)” e na segunda os das “árvores cipreste (e/ou criptoméria) e também das ervas gramíneas, tanchagem, urtiga e urticáceas (inclui a parietária)”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Perda de floresta tropical cai 36% em 2025, mas incêndios continuam a ser grande ameaça</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/perda-de-floresta-tropical-cai-36-em-2025-mas-incendios-continuam-a-ser-grande-ameaca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 15:02:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[desflorestação]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar da redução, o nível de perda de floresta tropical em 2025 continua a ser 46% superior ao que se registava há uma década, estimando-se que se percam 11 campos de futebol de floresta tropical húmida primária a cada minuto que passa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A área de florestas tropicais húmidas em todo o mundo perdida em 2025 foi 36% inferior à que se registou em 2024, graças a políticas e a uma fiscalização mais robustas, de acordo com um relatório recente.</p>
<p>Uma análise divulgada esta semana pelo Instituto Mundial dos Recursos (WRI, na sigla original em inglês) revela que, no ano passado, o mundo perdeu 4,3 milhões de hectares desses ecossistemas considerados essenciais refúgios de biodiversidade. Apesar da redução, o nível de perda de floresta tropical em 2025 continua a ser 46% superior ao que se registava há uma década, estimando-se que se percam 11 campos de futebol de floresta tropical húmida primária a cada minuto que passa.</p>
<p>“Uma queda desta escala num único ano é animadora”, diz Elizabeth Goldman, co-diretora da Global Forest Watch, uma iniciativa do WRI que monitoriza a desflorestação a nível mundial. Diz a responsável que, embora isso mostre que ações de combate à desflorestação, quando eficazes, dão bons frutos, parte desse declínio registado no ano passado deve-se aos impactos de incêndios extremos, que impedem a desflorestação pela mão humana.</p>
<p>Apesar dos progressos, a análise do WRI aponta que a perda de floresta tropical a nível global continua muito acima do que é preciso para alcançar a meta de fim da desflorestação e de recuperação das perdas definida para 2030, compromisso assumido pelos países do mundo em 2021 no âmbito da 26.ª cimeira climática mundial (COP26). Atualmente, a desflorestação está 70% acima do que é necessário para alcançar esse objetivo.</p>
<p><strong>Incêndios como ameaça global crescente</strong></p>
<p>Ainda que a expansão da agricultura continue a ser o principal motor da desflorestação a nível mundial, os incêndios contribuíram significativamente para as perdas de 2025. Estimativas avançadas pelo relatório do WRI indicam que fogos intensos, alimentados pelos efeitos das alterações climáticas, foram responsáveis por 42% das perdas de floresta tropical no ano passado, consumindo algo como 25,5 milhões de hectares.</p>
<p>Embora o risco de incêndios esteja a crescer nas regiões tropicais, onde a maior parte dos fogos têm origem humana, os maiores impactos na perda de floresta em 2025 registaram-se em regiões boreais e temperadas, onde as alterações climáticas estão a intensificar ciclos de fogo que ocorrem naturalmente e que fazem parte dessas paisagens.</p>
<p>Os especialistas que assinam esta análise apontam o Canadá como um dos exemplos mais preocupantes de 2025, onde os incêndios florestais destruíram 5,3 milhões de hectares de floresta, não deixando, contudo, de apontar que também no sul da Europa foram registados incêndios de grandes dimensões de impactos.</p>
<p>Apesar do alívio registado em 2025, em algumas regiões do planeta a perda de floresta continua bastante elevada, como na Bolívia, na República Democrática do Congo, no Peru, em Laos e em Madagáscar. Embora os fatores de perda variem, a expansão agrícola, a exploração mineral, os fogos e a exploração local para fins alimentares e obtenção de combustíveis estão entre os mais comuns.</p>
<p><strong>Políticas mais fortes reduzem desflorestação no Brasil</strong></p>
<p>Segundo o relatório, grande parte do declínio global na perda de floresta tropical foi impulsionado pelo Brasil. No ano passado, o país conseguiu reduzir a perda de floresta não associada a incêndios em 41% face a 2024, o nível mais baixo de que há registo.</p>
<p>Dizem os autores que esse declínio coincide com o fortalecimento das políticas ambientais impulsionado pela presidência de Lula da Silva.</p>
<p>“O progresso do Brasil mostra o que se consegue alcançar quando a proteção da floresta é encarada coo uma prioridade nacional”, diz Mirela Sandrini, diretora-executiva do WRI-Brasil. Contudo, deixa avisos: “a paisagem do Brasil está a tornar-se mais inflamável e o aumento do risco de incêndio significa que a aplicação da lei por si só não será suficiente”. Para a responsável, proteger os ganhos conseguidos em 2025 exigirá o reforço da prevenção liderada pelas comunidades locais e a criação de uma economia que valorize a conservação da floresta.</p>
<p>Daqui para a frente, para alcançar as metas globais em termos de combate à desflorestação será preciso não só que os líderes políticos se mantenham firmes nos compromissos assumidos e que continue a fluir investimento para proteger as florestas e mostrar que elas valem mais intactas, mas também da eficácia de mecanismos de financiamento como o Fundo “Florestas Tropicais para Sempre” (TFFF, na sigla original), laçado pelo Brasil na COP30 do final do ano passado, e do regulamento anti-desflorestação da União Europeia, o EUDR.</p>
<p>“O progresso que vimos em países como o Brasil e a Colômbia dá-nos esperança, mas está longe de ser garantido”, avisa Rod Taylor, diretor da secção global de florestas do WRI. “Estes são exemplos inspiradores do que se pode fazer para combater a desflorestação, mas também nos devem recordar do quanto o futuro das nossas florestas depende de vontade política e da resiliência que pode agora ser criada face às alterações climáticas”, acrescenta.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Novas regras para ligação de gases renováveis à rede pública entram em vigor sexta-feira</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/novas-regras-para-ligacao-de-gases-renovaveis-a-rede-publica-entram-em-vigor-sexta-feira/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:23:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[O decreto-lei n.º 94/2026, de 30 de abril, altera o regime jurídico do Sistema Nacional de Gás e determina que parte dos custos de ligação das instalações de produção de biometano e outros gases renováveis possa ser suportada pelo Sistema Nacional de Gás, segundo critérios a definir pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As novas regras que preveem a criação de um mecanismo de comparticipação nos encargos de ligação de produtores de gases renováveis à rede pública de gás entram em vigor na sexta-feira, segundo o diploma hoje publicado em Diário da República.</p>
<p class="text-paragraph">O decreto-lei n.º 94/2026, de 30 de abril, altera o regime jurídico do Sistema Nacional de Gás e determina que parte dos custos de ligação das instalações de produção de biometano e outros gases renováveis possa ser suportada pelo Sistema Nacional de Gás, segundo critérios a definir pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com o documento, o regulador tem agora 180 dias para aprovar os critérios e a metodologia que vão definir a aplicação deste mecanismo de comparticipação.</p>
<p class="text-paragraph">Em causa estão os encargos com a ligação desde o estabelecimento de produção até à interligação com a Rede Pública de Gás, incluindo as infraestruturas associadas à ligação e injeção na rede.</p>
<p class="text-paragraph">A comparticipação deve obedecer a princípios como a “transmissão de sinais económicos adequados” à utilização eficiente das redes, a proteção dos clientes face à evolução das tarifas e a viabilização dos objetivos de descarbonização e incorporação de gases renováveis.</p>
<p class="text-paragraph">O diploma tinha sido promulgado em 22 de abril pelo Presidente da República, António José Seguro, e aprovado em Conselho de Ministros em 19 de março.</p>
<p class="text-paragraph">O Governo justifica a medida com o facto de a indústria nacional associada aos gases renováveis ainda se encontrar “numa fase de desenvolvimento inicial”, considerando que o mecanismo é essencial para remover entraves à ligação e ao acesso ao mercado de novas unidades de produção.</p>
<p class="text-paragraph">O diploma enquadra a medida na operacionalização do Plano de Ação para o Biometano 2024-2040 e da Estratégia Nacional de Hidrogénio, visando promover a produção nacional de gases de origem renovável.</p>
<p class="text-paragraph">Além da criação do mecanismo de comparticipação, o decreto-lei transpõe parcialmente diretivas europeias sobre os mercados internos do gás renovável, gás natural e hidrogénio, bem como sobre eficiência energética.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Vinho &#8220;Proibido Déjà Vu&#8221;: a resposta de um enólogo às alterações climáticas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/proibido-deja-vu-a-resposta-de-um-enologo-as-alteracoes-climaticas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:02:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Proibido Déjà Vu]]></category>
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					<description><![CDATA[“Fizemos um vinho de lote pensando no Douro daqui a 10 ou 20 anos, tendo em conta o aquecimento global”, afirma Márcio Lopes. “O Proibido Déjà Vu é o resultado de castas que se adaptam às mudanças climáticas, mantendo acidez, frescura e capacidade de envelhecimento, mesmo com verões mais quentes e secos.”]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="https://mlw.pt/produto/proibido-deja-vu-2022/" target="_blank" rel="noopener">Proibido Déjà Vu</a>, do projeto Márcio Lopes Winemaker, não é apenas um vinho. É uma resposta consciente às mudanças climáticas no Douro, pensado para as próximas décadas. A terceira edição, referente a 2023, será lançada até final deste ano, mantendo a mesma filosofia de adaptação ao futuro climático da região, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>“Fizemos um vinho de lote pensando no Douro daqui a 10 ou 20 anos, tendo em conta o aquecimento global”, afirma Márcio Lopes. “O Proibido Déjà Vu é o resultado de castas que se adaptam às mudanças climáticas, mantendo acidez, frescura e capacidade de envelhecimento, mesmo com verões mais quentes e secos.”</p>
<p>O segredo do Proibido Déjà Vu está na seleção de castas de ciclo longo, como Tinta da Barca, Alvarelhão, Touriga Nacional e Tinta Roriz, esta de uma vinha com quase 90 anos. As uvas amadurecem lentamente, permitindo manter o equilíbrio de pH e acidez, essenciais para a longevidade do vinho.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-296699 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/04/Proibido-Deja-Vu_Marcio-Lopes.jpg" alt="" width="700" height="1050" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/04/Proibido-Deja-Vu_Marcio-Lopes.jpg 700w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/04/Proibido-Deja-Vu_Marcio-Lopes-200x300.jpg 200w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/04/Proibido-Deja-Vu_Marcio-Lopes-683x1024.jpg 683w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/04/Proibido-Deja-Vu_Marcio-Lopes-600x900.jpg 600w" sizes="(max-width: 700px) 100vw, 700px" /></p>
<p>“Mais do que o álcool, é a acidez &#8211; e sobretudo o equilíbrio entre as partes &#8211; que faz um vinho envelhecer bem. As castas de ciclo longo mantêm frescura e estrutura mesmo com temperaturas mais elevadas, sem necessidade de correções na adega”, explica o enólogo.</p>
<p>“Algumas castas tradicionais do Douro, como a Tinta Roriz, a Touriga Franca ou a Tinta Barroca, perdem acidez rapidamente em verões mais quentes ou períodos com maior amplitude térmica. Temos castas que efetivamente não vamos conseguir manter no futuro! É por isso que identificámos vinhas velhas e plantámos castas resistentes, para garantir que o futuro do Douro continue equilibrado e elegante.”</p>
<p><strong>Um Douro que olha para o amanhã</strong></p>
<p>A produção do Proibido Déjà Vu segue um método artesanal: vindima manual, transporte em pequenas caixas, fermentação lenta e estágio em barricas usadas, permitindo que o caráter do terroir se expresse sem interferências.</p>
<p>As uvas provêm de subzonas distintas do Douro (Foz Côa, Nagozelo do Douro e Vale de Mendiz) e de altitudes entre 150m e 550m, garantindo diversidade e complexidade aromática. Esta combinação de terroir, idade das vinhas e castas resistentes resulta num vinho encorpado, fresco e equilibrado, refletindo o potencial do Douro para enfrentar as mudanças climáticas.</p>
<p>“Estamos a criar um estilo que não responde a modas, mas que viaja no tempo. Queremos que o vinho continue a ser encorpado e fresco, mesmo com os efeitos do aquecimento global”, acrescenta Márcio Lopes.</p>
<p>Embora o Proibido Déjà Vu exista em edições anteriores, estando no mercado a edição de 2022, o foco principal não é a novidade, mas a filosofia de adaptação climática que cada garrafa representa. A terceira edição, referente a 2023, reforça a visão do enólogo: um vinho que é uma ponte entre o presente do Douro e o seu futuro climático, mantendo identidade, frescura e sustentabilidade.</p>
<p>No Douro, o projeto Márcio Lopes Winemaker, fundado em 2010, desenvolve-se sob a marca Proibido, combinando vinhas próprias com o trabalho de proximidade junto de pequenos viticultores parceiros. Na região, Márcio Lopes é proprietário da Quinta do Pombal, em Vila Nova de Foz Côa (Douro Superior), e adquiriu em 2024 a Quinta do Malhô, em Ervedosa do Douro, no concelho de São João da Pesqueira (Cima Corgo).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Organizações de ambiente saúdam mensagem da conferência de Santa Marta</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/organizacoes-de-ambiente-saudam-mensagem-da-conferencia-de-santa-marta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 14:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[conferência]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[santa marta]]></category>
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					<description><![CDATA[Na quarta-feira terminou em Santa Marta, na Colômbia, uma conferência que juntou mais de 50 países para debater o abandono dos combustíveis fósseis, organizada pela Colômbia e Países Baixos, em reação à ausência do tema na última reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, a COP30, no Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Associações ligadas ao ambiente saudaram hoje a mensagem saída da conferência internacional para o abandono dos combustíveis fósseis, que decorreu na Colômbia, destacando que a guerra mostrou a importância das energias renováveis.</p>
<p class="text-paragraph">Na quarta-feira terminou em Santa Marta, na Colômbia, uma conferência que juntou mais de 50 países para debater o abandono dos combustíveis fósseis, organizada pela Colômbia e Países Baixos, em reação à ausência do tema na última reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o clima, a COP30, no Brasil.</p>
<p class="text-paragraph">As associações Zero e Último Recurso saudaram a iniciativa e ambas, em comunicado, recordaram que a guerra no Médio Oriente levou a uma crise energética que mostrou a fragilidade de um sistema apenas assente em combustíveis fósseis.</p>
<p class="text-paragraph">“A mensagem foi inequívoca: abandonar os combustíveis fósseis deixou de ser uma opção política: é uma necessidade estratégica. A instabilidade energética provocada pelos conflitos no Médio Oriente tornou a dependência de fontes não renováveis numa vulnerabilidade que nenhum Estado pode ignorar”, disse a Último Recurso.</p>
<p class="text-paragraph">A Zero também saudou o impulso político para o abandono dos combustíveis fósseis, mas alertou que a ausência dos grandes emissores “limita processo”.</p>
<p class="text-paragraph">Na conferência inédita os participantes concluíram que o debate global já não é sobre se se deve eliminar o petróleo, gás e carvão, mas sim sobre como fazê-lo. Os participantes, sem a presença de grandes poluidores como Estados Unidos, China ou Rússia, debateram caminhos para eliminar gradualmente os combustíveis fósseis.</p>
<p class="text-paragraph">A Zero comenta no comunicado que a crise energética devido à guerra no Médio Oriente reforçou que segurança energética e ação climática não são incompatíveis e mostrou a importância de diversificar fontes e investir em energias renováveis.</p>
<p class="text-paragraph">A associação destaca, do relatório final, que 75% dos setores consultados defendem a negociação de um quadro internacional para gerir a produção de combustíveis fósseis, e salienta também a ideia de que acordos comerciais devem dar preferência aos países que procurem acabar com os combustíveis fósseis.</p>
<p class="text-paragraph">Afirmando que o movimento criado na Conferência se deve traduzir em pressão diplomática para que a ambição se reflita na próxima conferencia da ONU sobre o clima, a COP31, a Zero diz ainda esperar que ao painel internacional de especialistas em clima e economistas lançado na conferência, venha a contribuir para acelerar o afastamento das energias fósseis.</p>
<p class="text-paragraph">A associação Último Recurso, a primeira organização portuguesa criada para usar o Direito como ferramenta de ação climática, apontou no comunicado para medidas da Lei de Bases do Clima (LBC) que não foram implementadas.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Portugal tem uma das leis climáticas mais ambiciosas da Europa. O nosso trabalho é garantir que essa ambição não fica no papel — que o quadro jurídico já existente produz efeitos reais”, disse, citada no comunicado, Mariana Gomes, fundadora e presidente da associação.</p>
<p class="text-paragraph">A associação dá exemplos da LBC que devem ser prioridades, como a redução gradual, até à eliminação total em 2030, das isenções do imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos de origem fóssil.</p>
<p class="text-paragraph">Mas também a eliminação das isenções do mesmo imposto aplicadas à navegação aérea a partir de 2026, o descongelamento imediato da atualização da taxa de carbono, ou a proibição de voos de curta distância para viagens aéreas de menos de 500 quilómetros quando existam adequados meios de transporte coletivo, incluindo obrigatoriamente as ligações Lisboa-Porto e Lisboa-Faro (artigo 39.º da LBC).</p>
<p class="text-paragraph">Cita ainda outro artigo, o 41.º, sobre a necessidade de um programa para promover e apoiar sistemas de armazenamento de energia produzida por fontes renováveis.</p>
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		<title>Mundo enfrenta &#8220;um grande desafio a nível energético e económico&#8221;</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/mundo-enfrenta-um-grande-desafio-a-nivel-energetico-e-economico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[combustível]]></category>
		<category><![CDATA[crises]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA["O mundo enfrenta a mais grave crise energética da história. E o que está a acontecer atualmente mostra que, infelizmente, tínhamos razão. Os mercados do petróleo e do gás vão enfrentar graves dificuldades", afirmou Fatih Birol, numa conferência em Paris dedicada às energias renováveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo enfrenta &#8220;um grande desafio a nível energético e económico&#8221;, afirmou hoje o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), numa altura em que a guerra no Médio Oriente perturba os circuitos energéticos e afetou a economia mundial.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O mundo enfrenta a mais grave crise energética da história. E o que está a acontecer atualmente mostra que, infelizmente, tínhamos razão. Os mercados do petróleo e do gás vão enfrentar graves dificuldades&#8221;, afirmou Fatih Birol, numa conferência em Paris dedicada às energias renováveis.</p>
<p class="text-paragraph">Para o responsável, em causa está uma crise que se traduz nas &#8220;grandes dificuldades&#8221; que atravessam os mercados do gás ou do petróleo, que também afetam o abastecimento de fertilizantes e os produtos petroquímicos.</p>
<p class="text-paragraph">O preço do petróleo Brent, referência europeia, atingiu os 126 dólares por barril ao início da manhã de hoje, o seu valor mais elevado desde 2022, depois de ter subido mais de 6% em relação ao dia anterior.</p>
<p class="text-paragraph">Desta forma, Fatih Birol destacou o &#8220;importante desafio económico e energético&#8221; que o mundo enfrenta com a guerra no Médio Oriente e sublinhou a importância da eletrificação, tendo também em vista os objetivos climáticos.</p>
<p class="text-paragraph">O diretor-executivo da AIE indicou que uma das questões em aberto é como esta situação irá afetar o ambiente, e em particular as alterações climáticas, e, a esse respeito, recordou que, no ano passado, as emissões causadoras do aquecimento global ligadas à energia aumentaram ao ritmo mais baixo desde a covid-19.</p>
<p class="text-paragraph">Uma desaceleração que atribuiu, em primeiro lugar, ao facto de 75% das novas capacidades elétricas que entraram em serviço no mundo em 2025 serem renováveis, mas também ao impulso das vendas de veículos elétricos, em particular no sudeste asiático, bem como ao protagonismo que a energia nuclear está a assumir.</p>
<p class="text-paragraph">A este respeito, Birol salientou que a produção de eletricidade em centrais nucleares atingiu um máximo histórico no ano passado.</p>
<p class="text-paragraph">Na sua opinião, todas estas tendências demonstram a importância crescente da eletrificação da economia.</p>
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		<title>Portugal tem 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul este ano</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/portugal-tem-438-praias-marinas-e-embarcacoes-com-bandeira-azul-este-ano/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[praia]]></category>
		<category><![CDATA[share]]></category>
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					<description><![CDATA[O anúncio foi feito no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal, no Estoril, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, que adiantou que na próxima época balnear vão hastear a Bandeira Azul 396 praias - 350 costeiras e 46 interiores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph">Portugal conta este ano com 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, menos seis que em 2025, distribuídas por 100 concelhos, destacando-se o município da Sertã, que se candidatou pela primeira vez, anunciou hoje a Associação Bandeira Azul.</p>
<p class="text-paragraph">O anúncio foi feito no Centro de Interpretação Ambiental da Pedra do Sal, no Estoril, concelho de Cascais, distrito de Lisboa, pelo presidente da Associação Bandeira Azul da Europa, José Archer, que adiantou que na próxima época balnear vão hastear a Bandeira Azul 396 praias &#8211; 350 costeiras e 46 interiores.</p>
<p class="text-paragraph">“Tivemos menos galardões que no ano passado, mas isso também teve a ver essencialmente com as condições climatéricas que ocorreram durante a época balnear, que penalizam sempre a qualidade da água balnear, portanto não há uma situação preocupante, é uma situação pontual”, disse José Archer à agência Lusa.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o responsável, a novidade principal é o facto de este ano ser um ano de transição em relação aos critérios de obtenção da Bandeira Azul, que vão mudar a partir de 2027.</p>
<p class="text-paragraph">“Vamos ter mais critérios e vamos ter uma metodologia diferente com auditores externos na validação das candidaturas. É um ano de transição (…), tem a ver com a nova diretiva do consumidor que entra em vigor em setembro”, disse José Archer.</p>
<p class="text-paragraph">Desta forma, para assegurar que as novas praias, e eventuais reentradas, se possam candidatar em 2027, haverá este ano ainda um período extraordinário, em julho e agosto, de candidaturas, que depois serão apresentadas e analisadas na reunião do Júri Internacional, em 16 de setembro.</p>
<p class="text-paragraph">A nível internacional, o responsável lembrou que Portugal continua “muito destacado”, ocupando “o quinto lugar a nível das praias costeiras galardoadas” e “em segundo lugar a nível mundial” em praias do interior.</p>
<p class="text-paragraph">“Considerando a dimensão do nosso território, é francamente gratificante e é, de facto, o resultado de todo o trabalho e da alteração de comportamentos que (…) as pessoas têm hoje em dia”, salientou José Archer.</p>
<p class="text-paragraph">Este ano em que se comemoram os 40 anos do programa Bandeira Azul, José Archer lembrou que a Praia de Mira é a única com o galardão durante os 40 anos, porque, explicou, “em 1992, devido a uma greve dos laboratórios”, o Algarve não teve as suas praias galardoadas.</p>
<p class="text-paragraph">Das novas praias do Norte galardoadas com Bandeira Azul fazem parte a Foz do Lima e Rodanho (Viana do Castelo) Agudela Sul e Meia Laranja (Matosinhos), enquanto no Tejo entrou a Ribeira Grande (Sertã) e no Alentejo a de Oriola (Portel).</p>
<p class="text-paragraph">No Algarve encontram-se agora a Albufeira de Odeleite (Tavira) e a Praia do Lago Verde (Castro Marim).</p>
<p class="text-paragraph">Do role das praias que ficaram sem o galardão encontram-se a Norte a do Cavadinho (Braga), a Praia do Arquiteto Albino Mendo (Mirandela) e a praia do Espinho-Baía.</p>
<p class="text-paragraph">Na região Centro perderam a distinção as praias de Cornicovo (Penacova) e a Cova Gala Hospital (Figueira da Foz).</p>
<p class="text-paragraph">Já na zona do Tejo, deixaram de ter Bandeira Azul as praias de Moitas, Tamariz e Poça (Cascais), a Praia Fluvial do Sorraia (Coruche), Álvares (Góis), Santa Luzia, Pessegueiro, Praia da Pampilhosa da Serra e Porto da Calada (Mafra).</p>
<p class="text-paragraph">No Algarve saiu a Praia dos Pescadores, em Albufeira.</p>
<p class="text-paragraph">No arquipélago dos Açores foram galardoadas 45 praias costeiras, menos uma que no ano passado, registando-se a perda do galardão na Calheta dos Lagadores (Praia da Vitória, ilha Terceira), enquanto na Madeira foram distinguidas 17 praias, todas costeiras, havendo também uma saída, a da praia da Calheta, em Porto Santo.</p>
<p class="text-paragraph">O hastear da primeira Bandeira Azul costeira vai acontecer na praia de Mira, no dia 08 de junho, enquanto em 13 de junho será içada na praia fluvial de Mourão, no Alentejo.</p>
<p class="text-paragraph">A primeira marina a hastear a Bandeira Azul será a de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, Açores, em 15 de junho.</p>
<p class="text-paragraph">Foram ainda reconhecidos 31 Centros Azuis (estruturas de informações e atividades de educação ambiental localizados nas proximidades das praias), distribuídos por todas as regiões.</p>
<p class="text-paragraph">Uma praia distinguida com Bandeira Azul obedece a vários critérios, entre os quais a qualidade da água e espaço (ordenamento), segurança e serviços, vigilância e sensibilização das pessoas (educação ambiental).</p>
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		<title>UE diz que Política Comum das Pescas ficou aquém dos objetivos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/ue-diz-que-politica-comum-das-pescas-ficou-aquem-dos-objetivos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2026 13:18:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[pescas]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Na avaliação, hoje publicada, do Regulamento Política Comum das Pescas, abrangendo a década de 2014 (ano em que entrou em vigor) a 2024, o executivo comunitário reconhece “que ainda existem insuficiências nos ganhos de sustentabilidade”, destacando que “a recuperação das unidades populacionais de peixes continua a ser demasiado lenta”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia considerou hoje que a Política Comum das Pescas (PCP) falhou nos ganhos de sustentabilidade, destacando que a recuperação das unidades populacionais (‘stocks’) continua demasiado lenta e se mantêm práticas de sobrepesca.</p>
<p class="text-paragraph">Na avaliação, hoje publicada, do Regulamento Política Comum das Pescas, abrangendo a década de 2014 (ano em que entrou em vigor) a 2024, o executivo comunitário reconhece “que ainda existem insuficiências nos ganhos de sustentabilidade”, destacando que “a recuperação das unidades populacionais de peixes continua a ser demasiado lenta”.</p>
<p class="text-paragraph">A avaliação reconhece, ainda assim, alguns progressos na redução da sobrepesca e no reforço da gestão das pescas, destacando que as devoluções de capturas indesejadas continuam a ocorrer nas pescarias da UE.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório mostra igualmente que os ganhos económicos previstos em 2014 não se concretizaram totalmente, apontando para “a aplicação e execução incoerentes em todos os Estados-membros da União Europeia (UE).</p>
<p class="text-paragraph">Bruxelas destaca que o valor do comércio de produtos da pesca e da aquicultura da UE aumentou 18% em termos reais entre 2015 e 2024, mas, no entanto, “os progressos na dimensão económica e social da política foram mais limitados do que o previsto”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo um comunicado, o setor das pescas “continua a enfrentar desafios persistentes, incluindo o envelhecimento dos navios, o aumento dos custos operacionais e, em especial para os pequenos pescadores, o acesso às possibilidades de pesca”.</p>
<p class="text-paragraph">Por outro lado, “embora a percentagem de unidades populacionais pescadas a níveis sustentáveis tenha aumentado de 50% em 2014 para 63% em 2022 e a pressão da pesca tenha diminuído, as unidades populacionais de peixes não recuperaram como previsto, o que aumenta os desafios económicos dos pescadores”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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