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	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 Sep 2026 13:16:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Emissões da aviação aumentaram 19% desde 2019 em Portugal</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/emissoes-da-aviacao-aumentaram-19-desde-2019-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 13:16:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[emissões]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Citando dados de um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente, de que faz parte, a Zero manifestou “grande preocupação” com o consumo de 'jet fuel' (combustível para aviões), tendo em conta que representa um acréscimo de cerca de um milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As emissões poluentes da aviação aumentaram 19% em Portugal desde 2019, alertou hoje a associação ambientalista Zero, considerando que a expansão da capacidade aeroportuária em Lisboa e no Porto ameaça um roteiro de descarbonização que continua por adotar.</p>
<p class="text-paragraph">Citando dados de um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente, de que faz parte, a Zero manifestou “grande preocupação” com o consumo de &#8216;jet fuel&#8217; (combustível para aviões), tendo em conta que representa um acréscimo de cerca de um milhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano.</p>
<p class="text-paragraph">“Esta situação é particularmente preocupante quando se tem em conta que as emissões dos principais combustíveis rodoviários cresceram 3,6% e as da produção elétrica caíram cerca de 70% e que em 2026 Portugal continua sem um orçamento de carbono para a aviação e sem o Roteiro para a Descarbonização da Aviação (RONDA) concluído”, defendeu a Zero em comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a associação, enquanto os combustíveis sintéticos não estiverem disponíveis à escala necessária, o crescimento do tráfego aéreo “pode comprometer um orçamento de carbono para a aviação que Portugal ainda não definiu” e que “deverá ser desenvolvido rapidamente”, para estabelecer quanto pode o setor emitir cumulativamente de forma compatível com os objetivos do Acordo de Paris sobre redução de gases com efeito de estufa.</p>
<p class="text-paragraph">Os combustíveis sintéticos de aviação (e-SAF), produzidos com hidrogénio renovável e carbono sustentável, serão “essenciais para descarbonizar os voos que não possam ser evitados, transferidos para modos mais eficientes ou descarbonizados por outras soluções”, explicou a organização de defesa do ambiente, no documento.</p>
<p class="text-paragraph">A posição da Zero tem por base uma análise publicada hoje pela Federação Europeia de Transportes e Ambiente, que compara as trajetórias de emissões e planos de expansão com orçamentos de carbono compatíveis com o Acordo de Paris de 20 grandes aeroportos de 10 países europeus.</p>
<p class="text-paragraph">“A conclusão fundamental é suficientemente clara: o crescimento do tráfego aéreo não pode continuar a ser tratado como independente dos limites climáticos, sobretudo numa altura em que os combustíveis sintéticos permanecem muito longe da escala necessária”, referiu.</p>
<p class="text-paragraph">A associação considerou, assim, que é urgente cada país definir, “de forma transparente e cientificamente fundamentada”, o orçamento de carbono disponível para a aviação.</p>
<p class="text-paragraph">“O RONDA deve colmatar esta lacuna, começando por definir um orçamento de carbono para a aviação portuguesa, com trajetória e marcos para 2030, 2035 e 2040 e referenciais que permitam avaliar as emissões associadas aos diferentes aeroportos”, avançou a Zero.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Massa de ar quente vai levar a subida gradual de temperatura a partir de sábado</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/massa-de-ar-quente-vai-levar-a-subida-gradual-de-temperatura-a-partir-de-sabado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:02:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[ar quente]]></category>
		<category><![CDATA[massa]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[temperatura]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a subida gradual de temperatura a partir de sábado deve-se “à influência de um anticiclone localizado a norte dos Açores, que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia, promovendo o transporte de uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma massa de ar quente e seco sobre a Península Ibérica deverá provocar uma “subida gradual de temperatura” a partir de sábado, com valores máximos de 38 graus no Alentejo e Vale do Tejo, indicou o IPMA.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a subida gradual de temperatura a partir de sábado deve-se “à influência de um anticiclone localizado a norte dos Açores, que se entende em crista até ao Golfo da Biscaia, promovendo o transporte de uma massa de ar de origem continental (quente e seco) sobre a Península Ibérica”.</p>
<p class="text-paragraph">“A temperatura máxima deverá atingir valores acima de 30° C na generalidade do território do continente, aproximando-se de 38° C em alguns locais, nomeadamente do Alentejo e Vale do Tejo”, prevê o IPMA.</p>
<p class="text-paragraph">A temperatura mínima, acrescenta o instituto, “também registará uma pequena subida, não descendo de 20° C em alguns locais do Alto Alentejo, Beira Baixa, Vale do Tejo e sotavento algarvio”.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com o IPMA, este episódio de tempo quente “será caracterizado essencialmente” pela sua duração, “com elevada probabilidade de vir a configurar uma onda de calor em grande parte do território”.</p>
<p class="text-paragraph">“Apesar dos valores previstos da temperatura máxima serem menos elevados que os registados em alguns episódios neste verão, serão substancialmente superiores aos valores médios para a segunda quinzena de setembro”, aponta.</p>
<p class="text-paragraph">O instituto nota que se considera “uma onda de calor quando, num período de seis dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5° C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, para um determinado período de referência”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quercus pede firmeza à APA perante contestação aos acessos às praias de Grândola</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/quercus-pede-firmeza-a-apa-perante-contestacao-aos-acessos-as-praias-de-grandola/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:53:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[APA]]></category>
		<category><![CDATA[Grândola]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[praias]]></category>
		<category><![CDATA[quercus]]></category>
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					<description><![CDATA[Em comunicado divulgado hoje, a associação ambientalista condenou “as estratégias de intimidação” do promotor turístico Coporgest à APA sobre as praias das Camarinhas e da Duna Cinzenta, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Quercus defendeu hoje uma “postura firme” do Governo e da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) face à contestação do promotor turístico Coporgest à revisão dos acessos a duas praias no concelho de Grândola.</p>
<p class="text-paragraph">Em comunicado divulgado hoje, a associação ambientalista condenou “as estratégias de intimidação” do promotor turístico Coporgest à APA sobre as praias das Camarinhas e da Duna Cinzenta, no concelho de Grândola, distrito de Setúbal.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a Quercus, o grupo imobiliário dono do projeto Comporta Beach &amp; Golf Resort “ameaçou publicamente avançar com uma providência cautelar contra a APA”.</p>
<p class="text-paragraph">Isto para, continuou, “tentar travar a revisão do Programa da Orla Costeira (POC) Espichel-Odeceixe e a construção de 250 novos lugares de estacionamento junto à única entrada pública que permite aceder às praias das Camarinhas e da Duna Cinzenta, uma das medidas anunciadas pela ministra do Ambiente”, Maria da Graça Carvalho.</p>
<p class="text-paragraph">O promotor imobiliário, segundo a Quercus, pretende “condicionar a legítima atuação” da APA enquanto “entidade responsável por fiscalizar e garantir o acesso público a todas as praias nacionais, consagrado na lei”.</p>
<p class="text-paragraph">No entender da associação ambientalista, a construção do parque de estacionamento “é fundamental para permitir um verdadeiro acesso público” às praias da Camarinha e da Duna Cinzenta.</p>
<p class="text-paragraph">“Atualmente, existe apenas um único caminho disponível junto à Estrada Nacional 253, sinalizado” para veículos de emergência ou acesso pedonal, não havendo “estacionamento disponível para quem não esteja hospedado” nos empreendimentos turísticos ali instalados, realçou.</p>
<p class="text-paragraph">Na mesma nota, a Quercus considerou que este é “mais um capítulo lamentável nesta tentativa de apropriação de um bem público que são as praias portuguesas”.</p>
<p class="text-paragraph">E demonstra que “o litoral português está sob verdadeiro ataque de interesses privados do imobiliário de luxo”, considerou.</p>
<p class="text-paragraph">A Quercus lembrou ainda que, “há cerca de um ano, a APA já tinha notificado a Coporgest” para “retirar do seu ‘site’ em inglês uma referência a uma ‘praia privada imaculada’ junto ao empreendimento, que foi justificada como um ‘erro de tradução’”.</p>
<p class="text-paragraph">Citada no comunicado, a presidente da direção nacional da Quercus, Alexandra Azevedo, saudou a posição do Governo sobre os acessos às praias, mas defendeu a adoção de medidas concretas.</p>
<p class="text-paragraph">“É de saudar a firmeza do Governo nestas questões, procurando investigar e regular a situação da costa de Grândola”, assinalou a dirigente, exigindo, ainda assim, “medidas mais concretas e efetivamente responsabilizar e autuar os empreendimentos que insistem em colocar entraves ao processo”.</p>
<p class="text-paragraph">Além de instar o Governo e a APA para “manterem uma postura firme perante estas ameaças de litigância por parte de promotores privados”, a Quercus apelou ao avanço, “sem cedências”, da revisão do POC Espichel-Odeceixe.</p>
<p class="text-paragraph">Defendeu igualmente a “aplicação de contraordenações a quem, através de barreiras físicas ou de comunicação enganosa, continue a dificultar ou a distorcer o acesso público a qualquer praia nacional”.</p>
<p class="text-paragraph">Num comunicado enviado à agência Lusa, na sexta-feira, a Coporgest sustentou que o estacionamento projetado para aquela zona encaminhará os visitantes para a praia da Duna Cinzenta, cuja capacidade poderá ficar esgotada devido à proximidade do futuro empreendimento turístico.</p>
<p class="text-paragraph">A promotora defendeu que o estacionamento destinado à praia das Camarinhas deve assegurar o acesso efetivo a essa praia e acusou o Grupo Pestana de pretender manter condicionado o respetivo acesso público.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Moçambique estima em 350 ME investimento necessário para mitigar efeitos do El Niño</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/mocambique-estima-em-350-me-investimento-necessario-para-mitigar-efeitos-do-el-nino/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 13:49:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[El Niño]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, disse, na abertura do XII Conselho Coordenador do ministério que dirige, que as previsões para a próxima época chuvosa apontam para a ocorrência de um El Niño severo, com maior incidência nas regiões Sul e Centro de Moçambique, podendo provocar uma redução significativa da precipitação, períodos prolongados de estiagem e, pontualmente, chuvas intensas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Moçambique prevê precisar de quase 350 milhões de euros para mitigar os efeitos do fenómeno El Niño severo na época chuvosa 2026-2027, tendo garantido já quase metade do valor através de apoio externo, anunciou hoje o Governo.</p>
<p class="text-paragraph">O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, disse, na abertura do XII Conselho Coordenador do ministério que dirige, que as previsões para a próxima época chuvosa apontam para a ocorrência de um El Niño severo, com maior incidência nas regiões Sul e Centro de Moçambique, podendo provocar uma redução significativa da precipitação, períodos prolongados de estiagem e, pontualmente, chuvas intensas.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o ministro, perante os possíveis impactos do fenómeno, o Governo decidiu antecipar a resposta e preparou um plano de 401 milhões de dólares (349,2 milhões de euros), que abrange áreas como recursos hídricos e abastecimento de água, agricultura, pecuária e pescas, saúde, educação, proteção social e assistência alimentar.</p>
<p class="text-paragraph">“O Governo está ciente da dimensão deste desafio, por isso, decidiu agir antes que os efeitos mais severos se façam sentir e preparou um Plano de Mitigação avaliado em cerca de 401 milhões de dólares norte-americanos”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">Do montante global previsto, o Governo assegurou 125 milhões de dólares (108,9 milhões de euros) através de apoio externo, ficando por mobilizar cerca de 276 milhões de dólares para financiar integralmente as intervenções previstas no plano, segundo Fernando Rafael, que acrescentou que a mobilização dos recursos deverá prosseguir junto do Orçamento do Estado e dos parceiros.</p>
<p class="text-paragraph">O plano prevê assistência alimentar de emergência para 343.773 pessoas, correspondentes a cerca de 68.755 famílias, enquanto as medidas de proteção social deverão abranger cerca de 234 mil famílias. Na agricultura, estão previstas intervenções para mais de 155 mil agricultores e 90.500 criadores de gado, com prioridade para as zonas potencialmente mais afetadas pela seca e escassez de água.</p>
<p class="text-paragraph">Entre as medidas previstas estão a construção e reabilitação de sistemas de abastecimento de água, represas, reservatórios e furos multiusos, a distribuição de sementes resistentes à seca, a proteção do efetivo pecuário, o reforço da alimentação escolar, a assistência nutricional e sanitária e o apoio às famílias mais vulneráveis.</p>
<p class="text-paragraph">“A resposta será implementada de forma faseada, começando pela preparação e resposta imediata, seguindo-se a recuperação e estabilização e, posteriormente, o reforço da resiliência e prevenção”, disse Fernando Rafael, defendendo uma resposta destinada a proteger as populações e a reforçar a capacidade das comunidades para enfrentar futuras secas e outros eventos climáticos extremos.</p>
<p class="text-paragraph">O plano de mitigação, cujos detalhes foram revelados hoje, foi aprovado pelo Conselho de Ministros na terça-feira, tendo o porta-voz do Governo, Salim Valá, explicado que o instrumento prevê o reforço e a reposição da segurança hídrica para consumo humano, irrigação e abeberamento do gado, além da preparação dos setores da saúde, educação, energia e indústria para os possíveis impactos do fenómeno.</p>
<p class="text-paragraph">Na mesma ocasião, o Governo indicou que uma equipa multissetorial está a aprofundar a avaliação dos impactos financeiros e sociais do El Niño.</p>
<p class="text-paragraph">O executivo já tinha alertado para potenciais efeitos em pelo menos 52 distritos das regiões Sul e Centro, enquanto uma análise técnica coordenada pelo Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional apontou para um possível agravamento de 55% da insegurança alimentar aguda até março de 2027, para 1,84 milhões de pessoas.</p>
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Regadio cada vez mais eficiente no uso da água deve manter caminho</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/regadio-cada-vez-mais-eficiente-no-uso-da-agua-deve-manter-caminho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:28:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[regadio]]></category>
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					<description><![CDATA[Em declarações à agência Lusa, o presidente do Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR), Gonçalo Morais Tristão, comparou o consumo geral médio em 1960, que era “de 16 mil metros cúbicos por hectare”, com o atual, que é “entre três e quatro mil metros cúbicos”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor agrícola é cada vez mais eficiente no uso da água para rega e o possível aumento das necessidades, devido às alterações climáticas, ‘obriga’ a continuar a aposta na modernização, defendeu hoje um especialista.</p>
<p class="text-paragraph">Em declarações à agência Lusa, o presidente do Centro Operativo e de Tecnologia de Regadio (COTR), Gonçalo Morais Tristão, comparou o consumo geral médio em 1960, que era “de 16 mil metros cúbicos por hectare”, com o atual, que é “entre três e quatro mil metros cúbicos”.</p>
<p class="text-paragraph">“Houve uma grandíssima evolução, muito apoiada pela evolução dos sistemas de rega, do conhecimento de todos e do investimento das empresas. Temos tido ganhos de eficiência muitíssimo importantes”, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o responsável, este nível de eficiência foi alcançado graças às tecnologias introduzidas nos últimos anos nas explorações agrícolas, como utilização de drones, fotografias de satélite ou sondas nos solos.</p>
<p class="text-paragraph">“Há muitíssima tecnologia, sejam hídrica ou outras, instalada no campo, precisamente para que o agricultor tenha um maior conhecimento da necessidade da sua cultura”, sublinhou.</p>
<p class="text-paragraph">O presidente do COTR considerou que, ainda assim, o setor “não pode parar” este caminho por “uma maior eficiência e, de alguma forma, para mitigar as alterações climáticas”, aludindo a um estudo da Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural.</p>
<p class="text-paragraph">Desenvolvido em parceria com o COTR, o estudo, apresentado há três anos, aponta que o setor agrícola pode vir a precisar de mais 27,5% de água para rega, até ao final do século, se nenhuma medida for tomada para contrariar o impacto das alterações climáticas.</p>
<p class="text-paragraph">Esta projeção sobre as necessidades de água na agricultura, realizada no âmbito do projeto “Conhecer para prever o futuro”, refere-se ao período entre 2071 e 2100, num “cenário climático mais desfavorável e mantendo-se a atual situação agronómica”.</p>
<p class="text-paragraph">Assinalando que se trata de “um estudo muito profundo e minucioso”, Gonçalo Morais Tristão salientou que os resultados apresentados “levam a manter o setor preocupado e atento e num processo contínuo de melhoramento da eficiência no regadio”.</p>
<p class="text-paragraph">“Estamos naquele momento em que, se calhar, mais depressa do que mais devagar, a inteligência artificial também se vai, a pouco e pouco, instalando nas explorações agrícolas”, observou o presidente do COTR.</p>
<p class="text-paragraph">O responsável apontou que, na área do regadio, como na agricultura em geral, a inteligência artificial pode ajudar o agricultor a tomar decisões, nomeadamente “se rega ou não”, face a determinadas previsões meteorológicas.</p>
<p class="text-paragraph">“Estamos no início, mas daquilo que ouvimos e vemos, não temos dúvida nenhuma de que o setor primário vai beneficiar bastante com a ajuda da inteligência artificial”, acrescentou.</p>
<p class="text-paragraph">O desafio da eficiência e o uso da inteligência artificial são temas em destaque no XI Congresso Nacional de Rega e Drenagem, que se realiza, entre o dia 30 deste mês e 02 de outubro, no auditório do NERBE/AEBAL (Núcleo Empresarial da Região de Beja – Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral)</p>
<p class="text-paragraph">Organizado pelo COTR, o congresso, com o tema “Água para produzir o futuro: resiliência, eficiência e inteligência nos recursos hídricos”, vai também colocar em debate a estratégia “Água que Une”, entre outros assuntos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desastre no Nepal resultou de mudanças no clima e geologia devido ao aquecimento</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/desastre-no-nepal-resultou-de-mudancas-no-clima-e-geologia-devido-ao-aquecimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 07:41:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[clima]]></category>
		<category><![CDATA[desastre]]></category>
		<category><![CDATA[geologia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[nepal]]></category>
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					<description><![CDATA[O colapso de um bloco de gelo e rochas do monte Langtang Lirung formou uma enorme corrente de água, gelo e resíduos que se precipitou pelos vales, levando tudo à sua frente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inundação súbita ocorrida em agosto na fronteira do Nepal com a China resultou de uma conjugação de elementos climáticos e geológicos estimulados pelo aquecimento global, apontou um estudo divulgado na quinta-feira.</p>
<p class="text-paragraph">O colapso de um bloco de gelo e rochas do monte Langtang Lirung formou uma enorme corrente de água, gelo e resíduos que se precipitou pelos vales, levando tudo à sua frente.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo da World Weather Attribution explica que a catástrofe não resultou de um fenómeno meteorológico extremo, mas de uma &#8220;combinação de elementos&#8221; resultantes da subida das temperaturas, da fusão dos gelos e da instabilidade geológica.</p>
<p class="text-paragraph">A região sofreu &#8220;mudanças fundamentais e irreversíveis&#8221;, sublinhou um dos seus autores, o hidrologista Walter Immerzeel, da Universidade de Utrecht, dos Países Baixos, acrescentando que o recuo dos glaciares e do &#8216;permafrost&#8217; &#8211; a camada do solo que permanece gelada &#8211; tinha comprometido a estabilidade da montanha.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Concluímos que esta inclinação era geologicamente instável, talvez por causa do sismo de 2015, e que foi amplificada pela retração do glaciar e do &#8216;permafrost'&#8221;, apontou Immerzeel, em declarações aos jornalistas.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo confirmou que os meses de julho e agosto de 2026 foram os mais quentes alguma vez registados na região e que as fortes quedas de neve no final de 2025 aumentaram o volume de água derretida.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Não há qualquer dúvida de que as alterações climáticas foram um dos motores&#8221; do desastre, considerou Friederike Otto, climatólogo no Imperial College, de Londres.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;A catástrofe do (rio) Bhote Koshi é um aviso brutal dos riscos crescentes a que o aquecimento rápido do Himalaya sujeita as populações&#8221;, especificou outro autor do estudo, Manjeet Dhakal, da Climate Analytics South Asia.</p>
<p class="text-paragraph">No Nepal, as inundações fizeram mais de 1.400 mortos, havendo ainda 6.150 outras pessoas dadas como desaparecidas. Na China, o balanço é de 43 mortos e 519 desaparecidos.</p>
<p class="text-paragraph">O governo nepalês avaliou o custo da reconstrução material em 4,78 mil milhões de dólares.</p>
<p class="text-paragraph">
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Menos água nos rios, nos lagos e nos glaciares</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/menos-agua-nos-rios-nos-lagos-e-nos-glaciares/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 07:39:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[água]]></category>
		<category><![CDATA[glaciares]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[lagos]]></category>
		<category><![CDATA[rios]]></category>
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					<description><![CDATA[Os dados fazem parte do último Relatório sobre o Estado dos Recursos Hídricos Globais em 2025, hoje divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), um organismo da ONU.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ano de 2025 foi dos piores das últimas décadas para os caudais dos rios e o armazenamento de água na superfície terrestre também está a diminuir, tendo havido uma perda generalizada nos glaciares pelo quarto ano consecutivo.</p>
<p class="text-paragraph">Os dados fazem parte do último Relatório sobre o Estado dos Recursos Hídricos Globais em 2025, hoje divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), um organismo da ONU.</p>
<p class="text-paragraph">O documento indica que a Ásia e a África são as regiões mais afetadas por desastres relacionados com a água, responsáveis por pelo menos metade de todos os eventos extremos relacionados e por mais de 80% das mortes associadas nos últimos cinco anos.</p>
<p class="text-paragraph">Os autores do documento dizem que o ciclo da água no planeta se tornou mais errático e imprevisível, oscilando entre pouca água ou água a mais, que há uma continuidade no declínio de armazenamento de água doce na Terra, e que os rios no mundo tiveram no ano passado um dos anos mais secos das últimas três décadas.</p>
<p class="text-paragraph">O documento faz uma avaliação científica de todo o ciclo da água no planeta, desde as descargas dos rios às águas subterrâneas, o armazenamento, a evapotranspiração e a neve e o gelo, bem como de eventos com grande impacto.</p>
<p class="text-paragraph">Partes desse ciclo, como a chuva ou a humidade do solo, são rápidas e respondem ao clima, mas outras, como a água subterrânea ou os glaciares são lentas, tradicionalmente reservas que atuam como uma “conta poupança”, um amortecedor para os anos se seca, explica a OMM em comunicado sobre o relatório, citando a secretária-geral, Celeste Saulo.</p>
<p class="text-paragraph">“Estamos a esgotar essa conta poupança. O armazenamento terrestre global de água tem apresentado uma tendência de queda desde 2014–2016 – um sinal persistente que dura uma década. Pelo quarto ano consecutivo, todas as principais regiões de glaciares da Terra perderam massa de gelo”, disse, acrescentando que com a água subterrânea se passa o mesmo, com quase dois terços dos poços monitorizados a perderem água em 2025.</p>
<p class="text-paragraph">O relatório especifica que o ano passado foi dos mais secos dos últimos 35 anos no caudal de muitos rios, que pelo sétimo ano consecutivo o número de bacias hidrográficas consideradas normais baixou, atingindo valores entre 34 e 38%, e que o armazenamento terrestre de água (lençol freático, lagos e rios, humidade do solo, vegetação gelo e neve) está em declínio desde meados da década de 2010.</p>
<p class="text-paragraph">O ano passado foi também o quarto ano consecutivo com perda generalizada de glaciares em todas as regiões, “levando a riscos de curto prazo como enchentes e insegurança hídrica de longo prazo”.</p>
<p class="text-paragraph">Entre 2023 e 2025 houve uma perda de gelo equivalente a 1.400 gigatoneladas de água.</p>
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		<title>Ministra do Ambiente rejeita acabar com sistema de depósito de embalagens Volta</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/ministra-do-ambiente-rejeita-acabar-com-sistema-de-deposito-de-embalagens-volta/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:22:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[sistema de depósito de embalagens]]></category>
		<category><![CDATA[volta]]></category>
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					<description><![CDATA[“O drama social é independente do Volta. É um drama social que está relacionado com a pobreza, que está relacionado com os sem-abrigo e que vão buscar alguma forma de ter algum rendimento utilizando estas garrafas”, afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em declarações aos jornalistas em Estrasburgo, após o debate do Estado da União.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph">A ministra do Ambiente rejeitou hoje cancelar o sistema de depósito de embalagens Volta, recusando que este seja responsável pelo “drama social” de pessoas a remexer no lixo para recolher garrafas, como denunciou o presidente da Câmara de Lisboa.</p>
<p class="text-paragraph">“O drama social é independente do Volta. É um drama social que está relacionado com a pobreza, que está relacionado com os sem-abrigo e que vão buscar alguma forma de ter algum rendimento utilizando estas garrafas”, afirmou a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, em declarações aos jornalistas em Estrasburgo, após o debate do Estado da União.</p>
<p class="text-paragraph">Questionada sobre o pedido do presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), para que o Governo (PSD/CDS-PP) cancele “de imediato” o sistema Volta, com o reembolso de 10 cêntimos por embalagem, a ministra Maria da Graça Carvalho recusou pôr fim a este instrumento de reciclagem de plástico, até por ser “obrigatório a nível europeu”.</p>
<p class="text-paragraph">Considerando que o sistema Volta vem tornar “mais visíveis” problemas sociais, como a pobreza e as pessoas em situação de sem-abrigo, e problemas na higiene urbana, a ministra do Ambiente disse que há outras cidades na Europa que tiveram o mesmo problema que Lisboa e resolveram-no “colocando estas embalagens que têm retorno num recipiente separado do resto do lixo”.</p>
<p class="text-paragraph">“Poderá ser uma das soluções. Nós estamos a estudar as soluções para aplicar. E aí já se evita a questão de espalhar os resíduos, que é uma das questões que o presidente Carlos Moedas aponta”, indicou, argumentando que a criação de um recipiente separado para as embalagens Volta permitirá que “não haja mistura” com o restante lixo.</p>
<p class="text-paragraph">Revelando que já falou com o presidente da Câmara de Lisboa sobre a situação, a governante reforçou que as problemáticas registadas “extravasam muito o problema do retorno dos plásticos”, porque “são mais estruturais do que este sistema Volta”.</p>
<p class="text-paragraph">Maria da Graça Carvalho lembrou que Portugal foi o 19.º país da União Europeia a executar este sistema de depósito de embalagens, tanto de garrafas de plástico como de latas, no âmbito do cumprimento de uma medida do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).</p>
<p class="text-paragraph">“Os problemas que vão surgindo vamos resolvendo, mas em muitos locais está a correr bem. Aliás, há 304 milhões de garrafas que foram devolvidas, foram recicladas e de uma forma positiva, que correu bem, portanto, é considerado um caso de sucesso esta aplicação em Portugal”, declarou a ministra, rejeitando voltar atrás na execução do sistema Volta, em funcionamento desde 10 de abril.</p>
<p class="text-paragraph">A ministra reforçou que o sistema “está a ser bem-sucedido” quanto à reciclagem de embalagens, de tal modo que a meta prevista era de 40% até ao fim deste ano e, neste momento, já foi ultrapassada, registando 44% das garrafas de plástico devolvidas.</p>
<p class="text-paragraph">A governante realçou ainda que, desde 2023, por não ter sistema de depósito de embalagens, Portugal pagou 200 milhões de euros por ano, totalizando já 600 milhões de euros, de multa à Comissão Europeia por não estar a reciclar as garrafas de plástico.</p>
<p class="text-paragraph">Quanto às preocupações dos municípios, em particular o de Lisboa, Maria da Graça Carvalho disse que o Governo está disponível para ajudar e perceber os problemas registados, mas ressalvou que “não se pode atribuir as questões dos resíduos em si ao sistema Volta”, apontando para a necessidade de melhorar a recolha e limpeza urbana nas cidades.</p>
<p class="text-paragraph">“Temos outro tipo de responsabilidades a nível dos resíduos e nunca escondi que os resíduos são o nosso maior desafio a nível ambiental”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">O presidente da Câmara de Lisboa pediu ao Governo para “cancelar de imediato” o sistema de depósito de embalagens Volta, defendendo que “uma política ambiental não deve ser nem um imposto, nem um drama social”.</p>
<p class="text-paragraph">“Peço ao Governo para fazer exatamente como foi feito em França, cancelar de imediato este sistema. É uma boa intenção. É um mau resultado. Não queremos”, disse Carlos Moedas, na terça-feira, na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa.</p>
<p class="text-paragraph">Hoje, antes da resposta pública da ministra do Ambiente, Carlos Moedas ressalvou que o sistema Volta resulta de obrigação europeia e que, se não for executado, Portugal terá de pagar uma multa, mas afirmou: “Se os franceses não pagaram essa multa e pararam, nós também podemos seguramente fazer a mesma coisa.”</p>
<p class="text-paragraph">O sistema Volta tem provocado impactos negativos na higiene urbana em Lisboa, bem como em outros municípios, com contentores remexidos ou mesmo despejados na via pública, com o objetivo de obter o reembolso de 10 cêntimos por embalagem.</p>
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		<title>ICNF propõe alargamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros a mais três concelhos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/icnf-propoe-alargamento-do-parque-natural-das-serras-de-aire-e-candeeiros-a-mais-tres-concelhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 16:03:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros]]></category>
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					<description><![CDATA[A proposta, submetida a consulta pública pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), considera uma área de alargamento que se desenvolve ao longo do arrife e áreas adjacentes do PNSAC, abrangendo uma área total de cerca de 3.734 hectares localizados nestes três concelhos, todos do distrito de Santarém.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A proposta de alargamento do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros (PNSAC) para os concelhos de Alcanena, Ourém e Torres Novas está em consulta pública, no Portal Participa, até segunda-feira.</p>
<p class="text-paragraph">A proposta, submetida a consulta pública pelo Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), considera uma área de alargamento que se desenvolve ao longo do arrife e áreas adjacentes do PNSAC, abrangendo uma área total de cerca de 3.734 hectares localizados nestes três concelhos, todos do distrito de Santarém.</p>
<p class="text-paragraph">O parque, criado em 1979 com o objetivo proteger “a singularidade da paisagem cársica e do seu património geológico e geomorfológico”, tem sede em Rio Maior (no distrito de Santarém). Conta com uma área total de cerca de 38.352 hectares e integra território de sete municípios, abrangendo cerca de dois terços do Maciço Calcário Estremenho.</p>
<p class="text-paragraph">O alargamento do parque era defendido pela Câmara de Torres Novas desde 2019, alegando que a delimitação atual “não teve em conta toda a área de presença do cavalgamento dos arrifes no concelho e que constitui […] parte exemplar da grande unidade estrutural que é o Maciço Calcário Estremenho”, de acordo com o dossiê técnico a que a agência Lusa teve acesso.</p>
<p class="text-paragraph">O Conselho Estratégico do PNSAC optou por estender a área de alargamento “a todo o arrife”, integrando também a freguesia de Moitas Venda, no concelho de Alcanena, e os vales das ribeiras encaixadas de Ourém.</p>
<p class="text-paragraph">O alargamento da delimitação do parque, se vier a ser aprovado, colmata uma lacuna que deixa “uma parcela significativa desta unidade geológica fora dos atuais limites da área protegida”, é referido na proposta.</p>
<p class="text-paragraph">No dossiê técnico, o ICNF lista as características “geomorfológicas, tectónicas e outros valores geológicos, hidrológicos, ecológicos e culturais associados” dos arrifes do parque considerado “um dos exemplos mais notáveis do património geomorfológico/geológico português.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o documento, o alargamento agora em consulta pública visa a conservação de valores naturais como “os prados e arrelvados vivazes, as lajes calcárias, os afloramentos rochosos, os carvalhais e os azinhais e o buxo (Buxo sempervirens), bem como as espécies da fauna associadas a estes biótopos, nomeadamente as aves de rapina e morcegos cavernícolas”.</p>
<p class="text-paragraph">A nível geológico pretende acautelar a preservação de geossítios, grutas e algares e, simultaneamente, promover culturas e práticas agrícolas e florestais, urbanísticas e de lazer consentâneas com os objetivos de conservação da natureza e salvaguarda do património paisagístico, arqueológico, arquitetónico, histórico e natural.</p>
<p class="text-paragraph">Os documentos podem ser consultados em https://participa.pt/pt/consulta/proposta-de-alteracao-do-limite-do-parque-natural-das-serras-de-aire-e-candeeiros e os interessados podem enviar contributos até segunda-feira.</p>
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		<title>Calor: Verão mais quente desde 1900 provocou em França quase 8.000 mortes em excesso</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/calor-verao-mais-quente-desde-1900-provocou-em-franca-quase-8-000-mortes-em-excesso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:30:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[verão]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante o mais longo episódio de calor alguma vez registado no território, de 27 de julho a 20 de agosto, foram contabilizadas pelo menos 817 mortes em excesso – que ainda não podem ser atribuídas com certeza ao calor – pela Santé publique France (SpF), que divulgou hoje um novo balanço.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O verão mais quente alguma vez vivido pela França continental desde 1900, com uma sucessão quase ininterrupta de ondas de calor, provocou quase 8.000 mortes em excesso, segundo dados provisórios das autoridades de saúde.</p>
<p class="text-paragraph">Durante o mais longo episódio de calor alguma vez registado no território, de 27 de julho a 20 de agosto, foram contabilizadas pelo menos 817 mortes em excesso – que ainda não podem ser atribuídas com certeza ao calor – pela Santé publique France (SpF), que divulgou hoje um novo balanço.</p>
<p class="text-paragraph">Esta terceira onda de calor do verão, que atingiu quase 90% da população da França continental, foi menos mortífera do que as duas anteriores.</p>
<p class="text-paragraph">As 817 mortes acima do esperado somam-se às 5.764 mortes estimadas entre 17 de junho e 02 de julho, às 1.243 entre 03 e 20 de julho e às 95 durante um breve pico de calor antes do verão, de 24 a 28 de maio. No total foram confirmadas 7.919 mortes.</p>
<p class="text-paragraph">Este balanço deverá, contudo, aumentar: os números ainda têm de ser consolidados – a recolha não terminou – e não abrangem todo o verão, cujo período de vigilância decorre de 01 de junho a 15 de setembro.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Este verão de 2026 foi completamente inédito, com episódios de ondas de calor quase contínuos&#8221;, sublinhou à agência noticiosa France-Presse (AFP) Guillaume Boulanger, responsável pela unidade de qualidade dos ambientes de vida, do trabalho e saúde das populações da SpF.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo Boulanger, habitualmente, os dias de onda de calor representam &#8220;cerca de 5% do verão&#8221;, mas este ano a França ficará “claramente acima&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">O verão de 2026 foi, segundo a Météo-France, o mais quente desde 1900, à frente dos verões de 2003, cujo forte impacto na saúde, com as suas 15.000 mortes, teve um efeito de choque, mas também de 2022.</p>
<p class="text-paragraph">As alterações climáticas, causadas principalmente pela queima de carvão, petróleo e gás associada às atividades humanas, aumentam a probabilidade de ocorrência de episódios de ondas de calor tão intensos, longos e geograficamente extensos.</p>
<p class="text-paragraph">Este verão, estas ondas de calor atingiram, além de França, &#8220;principalmente a Europa Ocidental: Alemanha, Reino Unido, Itália&#8221;, observou Boulanger, recordando que os métodos de contagem diferem de país para país e dificultam as comparações.</p>
<p class="text-paragraph">Enquanto os episódios anteriores também tinham afetado populações mais jovens, desta vez foram &#8220;quase exclusivamente pessoas com 75 anos ou mais&#8221;: foram registadas 751 mortes acima do esperado nesta faixa etária, indicou a agência de saúde.</p>
<p class="text-paragraph">Quase metade destas mortes em excesso registadas durante 25 dias de onda de calor ocorreu em três dias, de 14 a 16 de agosto, logo após os dois dias &#8220;mais intensos&#8221; pelas suas temperaturas e ocorridos na &#8220;maior extensão do território&#8221;, precisou Robin Lagarrigue, responsável por estudos científicos na SpF.</p>
<p class="text-paragraph">Com exceção da Normandia e da Occitânia, todas as regiões registaram um excesso de mortalidade por todas as causas. A Borgonha-Franco-Condado, com 140 mortes em excesso, foi a mais afetada, atingida por uma das durações de exposição mais longas deste episódio.</p>
<p class="text-paragraph">Ao contrário de episódios anteriores de ondas de calor do verão, o excesso de mortalidade não parece ter sido mais acentuado no domicílio: cerca de metade das mortes foi registada no hospital, contra 25% no domicílio e pouco mais de 20% em lares de idosos (o Ehpad).</p>
<p class="text-paragraph">Mas os lares de idosos são, por vezes, considerados os domicílios dos falecidos, e algumas mortes podem ocorrer no hospital após uma exposição no domicílio ou num Ehpad. É, por isso, necessária prudência nesta fase na interpretação.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo as duas instituições, nas três ondas de calor do verão, a primeira (17 de junho a 02 de julho) foi marcada por cerca de 4,5 vezes mais mortes em excesso do que a segunda e por sete vezes mais do que a terceira.</p>
<p class="text-paragraph">A SpF e a Météo-France avançam com hipóteses para explicar esta diferença: o caráter muito intenso, mas também a precocidade. Em junho, os organismos ainda não estavam aclimatados ao calor, e a atividade (trabalho, escola, etc) ainda era intensa.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, prosseguem, as pessoas mais frágeis (idosas, com patologias crónicas, más condições de habitação, entre outras) podem ter morrido logo no início do verão.</p>
<p class="text-paragraph">Após a publicação dos primeiros números, que vão sendo progressivamente apurados, os balanços de mortalidade dos períodos de calor intenso de 2026 alimentaram uma acesa batalha política com a aproximação das eleições presidenciais, com o Governo a ser acusado de falta de preparação pela oposição.</p>
<p class="text-paragraph">Um balanço definitivo é esperado no início de 2027. Os efeitos na saúde não se limitam às ondas de calor, sendo geralmente observada uma sobremortalidade assim que a temperatura média diária ultrapassa os 25°C.</p>
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