<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
	<atom:link href="https://greensavers.sapo.pt/temas/ambiente/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://greensavers.sapo.pt</link>
	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 12 Jun 2026 15:26:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/01/gs-favicon-100x100.png</url>
	<title>Ambiente &#8211; Green Savers</title>
	<link>https://greensavers.sapo.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Entrevista: “Muitas empresas estão habituadas a soluções baseadas em plásticos ou metais e têm receio de experimentar alternativas”</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/entrevista-a-presidente-da-almascience-muitas-empresas-estao-habituadas-a-solucoes-baseadas-em-plasticos-ou-metais-e-tem-receio-de-experimentar-alternativas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Filipa Rego]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2026 07:55:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação & Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[AlmaScience]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Plásticos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=287028</guid>

					<description><![CDATA[Apostar em tecnologia sustentável é possível sem comprometer desempenho ou lucro. Em entrevista à Green Savers, Carlos Silva, Presidente e CEO da AlmaScience, revela como o laboratório português transforma investigação em protótipos funcionais que promovem a eletrónica verde e materiais circulares no mercado nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="62" data-end="560">Muitas empresas portuguesas continuam presas a soluções tradicionais em plástico e metal, mas a AlmaScience prova que é possível apostar em tecnologia sustentável sem comprometer desempenho ou lucro. Em entrevista à Green Savers, Carlos Silva, Presidente e CEO da AlmaScience, explica como o laboratório transforma investigação em protótipos funcionais com impacto real na indústria. O objetivo é impulsionar a eletrónica verde e materiais circulares no mercado nacional.</p>
<p data-start="562" data-end="1040">Criada em 2020, a AlmaScience surgiu para colmatar uma lacuna na inovação nacional: aproximar a investigação científica das necessidades reais das empresas. Com uma equipa multidisciplinar que junta químicos, engenheiros, especialistas em design e negócio, o laboratório desenvolve soluções práticas como sensores de papel biodegradáveis, rótulos de hidrogel e sistemas inteligentes para retalho, mostrando que sustentabilidade e desempenho podem coexistir.</p>
<p data-start="1042" data-end="1577">O projeto desafia a resistência das empresas a abandonar métodos convencionais, defendendo que materiais naturais e processos de baixo impacto ambiental podem ser igualmente eficazes. Iniciativas como o PaperWeight AI ou a PetriTag comprovam que produtos verdes podem ser comercialmente viáveis e escaláveis. Para Carlos Silva, Portugal tem potencial para liderar a transição para a eletrónica verde, mas é preciso coragem empresarial, regulamentação adequada e pioneiros que abram caminho à inovação sustentável.</p>
<p><strong>A AlmaScience nasceu com um propósito muito claro de promover a eletrónica verde. O que motivou a criação deste laboratório e que lacuna veio colmatar no panorama nacional da inovação?</strong></p>
<p>A AlmaScience nasceu em 2020 com o objetivo de responder diretamente a um problema do nosso mercado &#8211; a necessidade de se encurtar a distância entre a investigação de ponta e as necessidades reais da indústria na área da sustentabilidade. Acreditamos que ao facilitar este contacto, conseguimos fazer parte da solução para aumentar a competitividade e promover a adoção de tecnologias por parte do tecido empresarial português.</p>
<p>Cinco anos depois, o balanço é muito positivo porque os líderes de mercado valorizam esta agilidade na execução e a entrega de protótipos funcionais.</p>
<p><strong>Como é que a AlmaScience concilia o rigor científico com a necessidade de criar soluções tecnológicas que tenham aplicação prática e valor comercial?</strong></p>
<p>Na AlmaScience, o rigor científico e a aplicabilidade prática não são objetivos separados — trabalham em conjunto desde o primeiro dia com o intuito de criar soluções sustentáveis, que do ponto de vista ecológico quer do ponto de vista económico.</p>
<p>A nossa equipa multidisciplinar inclui cerca de 25 doutorados e mestres em áreas como química, ciência dos materiais e eletrónica, mas também especialistas em desenvolvimento de produto e negócio. Esta combinação garante que a excelência científica está sempre ao serviço de uma aplicação prática.</p>
<p>O nosso processo começa com um workshop de inovação com cada parceiro, onde mapeamos os seus desafios reais. A partir daí, construímos agendas de I&amp;D com objetivos comerciais claros, marcos mensuráveis e prazos definidos. Trabalhamos em ciclos curtos, com provas de conceito rápidas e protótipos funcionais.</p>
<p>Os nossos investigadores não estão isolados em laboratórios — integram equipas que trabalham lado a lado com as empresas. O segredo está em falar simultaneamente a linguagem da ciência e a linguagem dos negócios, garantindo que cada projeto tem viabilidade técnica e comercial.</p>
<p><strong>O vosso laboratório em Almada é descrito como um espaço de investigação aplicada. Pode explicar-nos o que distingue este modelo de um laboratório tradicional de investigação?</strong></p>
<p>Tal como o nome indica, o facto de sermos um laboratório de investigação aplicada significa que tudo o que desenvolvemos tem aplicação prática. Para nós, passar da teoria à prática é a premissa mais importante, por isso, trabalhamos com foco na aplicabilidade e escalabilidade industrial desde a fase de conceção. Quando chega o momento de testar em contexto real, estamos 100% preparados para o fazer.</p>
<p><strong>A AlmaScience aposta em materiais naturais e processos de baixo impacto ambiental. Quais são os principais desafios em trabalhar com este tipo de materiais em vez dos convencionais?</strong></p>
<p>O principal desafio é demonstrar que materiais naturais como o papel e a celulose podem ter o mesmo desempenho — ou até superior — que os materiais convencionais, mas de forma sustentável.</p>
<p>Trabalhar com materiais naturais exige inovação constante. Temos de desenvolver processos de funcionalização que permitam criar sensores, componentes eletrónicos e materiais ativos a partir de papel, mantendo a fiabilidade e a eficiência que o mercado exige.</p>
<p>Outro desafio é a mudança de mentalidade. Muitas empresas estão habituadas a soluções baseadas em plásticos ou metais e têm receio de experimentar alternativas. Por isso, é fundamental demonstrar através de protótipos funcionais e testes reais que as nossas soluções são não só sustentáveis, mas também comercialmente viáveis e competitivas.</p>
<p>Felizmente, contamos com uma base florestal extraordinária em Portugal e com conhecimento profundo sobre transformação de celulose. Isto dá-nos uma vantagem competitiva natural para liderar esta transição para materiais mais sustentáveis e funcionais.</p>
<p><strong>Um dos conceitos centrais que defendem é o da “vida útil apropriada”. Pode explicar-nos melhor esta ideia e como é que ela se traduz na prática dos vossos projetos?</strong></p>
<p>Este conceito é uma consequência natural da nossa aposta em desenvolver soluções economicamente sustentáveis. Ou seja, acreditamos que a tecnologia deve durar exatamente o tempo que for útil, porque depois de cumprir a sua missão, passa a ser apenas um resíduo. E este aspeto é particularmente relevante em áreas como a eletrónica. As nossas soluções respeitam o ciclo de vida do produto, evitam desperdícios e encaixam-se num futuro circular.</p>
<p><strong>Como é que a AlmaScience procura sensibilizar os seus parceiros e clientes para esta visão mais sustentável da tecnologia, que contraria a lógica do “quanto mais durável, melhor”?</strong></p>
<p>Com a aplicação prática. A viabilidade prática e financeira do produto são os dois fatores que mais interessam aos nossos parceiros. Se demonstrarmos que, além de sustentáveis, as nossas soluções são comercialmente viáveis, o resto deixa de ser relevante. E para esta mudança de mentalidade tem contribuído o facto de a sustentabilidade já ser uma exigência natural por parte dos grandes líderes e das maiores empresas.</p>
<p><strong>A AlmaScience tem desenvolvido soluções para diferentes setores – retalho, logística, alimentação e bebidas, entre outros. Há algum projeto que considere particularmente emblemático do vosso trabalho e da vossa filosofia?</strong></p>
<p>Temos muito orgulho em todos os projetos, mas existem três que demonstram a polivalência da AlmaScience e que refletem o nosso posicionamento enquanto centro de inovação colaborativo com impacto real.</p>
<p>O PaperWeight AI, ou sensores de papel para prateleiras inteligentes em retalho. Ou seja, estes sensores comunicam diretamente para o armazém e avisam quando as prateleiras estão desfalcadas. Isto permite perceber em tempo real se é necessário repor os produtos, evitando falhas e tornando o processo mais eficiente. A PaperWeight AI (www.paperweight.ai) é a primeira spin-off da AlmaScience e a primeira spin-off originada por um CoLab nacional. Neste momento tem projetos-piloto a decorrer e/ou a iniciar em breve com diversos retalhistas em Portugal e no estrangeiro.</p>
<p>Temos também a PetriTag, que é um sensor biodegradável que se coloca em embalagens alimentares para deteção precoce de contaminação bacteriana.</p>
<p>Ou o GELA, que é um rótulo de arrefecimento rápido à base de hidrogel celulósico. Este gel acelera significativamente o processo de arrefecimento, de modo que uma garrafa de cerveja fica fria em poucos minutos. O projeto-piloto está em curso com um grande produtor de bebidas nacional.</p>
<p>Além deste projetos, o impacto da AlmaScience mede-se também em inovação gerada: entre 2020 e 2024 iniciámos 24 processos de patente, abrangendo 11 tecnologias distintas, e participámos em várias Agendas Mobilizadoras do PRR e projetos internacionais. Estes números refletem a nossa capacidade de transformar conhecimento em propriedade intelectual e valor económico.</p>
<p><strong>O PaperWeight AI foi recentemente distinguida com o Prémio Nacional de Inovação. Que impacto espera que esta tecnologia tenha no setor do retalho e quais são os próximos passos na sua evolução?</strong></p>
<p>O PaperWeight AI vai certamente revolucionar as prateleiras de todos os supermercados, porque o retorno de investimento é quase imediato e porque os estudos demonstram que, hoje em dia, os retalhistas estão a perder 2 a 6% das vendas por falhas na reposição. Não temos dúvidas de que as vantagens deste sistema, juntamente com a simplicidade da instalação e operação e a eficiência na recolha e tratamento de dados, vão ser rapidamente percebidas.</p>
<p>Este sistema é benéfico não só para os retalhistas como para os clientes e marcas porque os produtos passam a estar sempre disponíveis. E, sem ruturas de stock, não se perdem vendas.</p>
<p><strong>O PetriTag e o GELA são exemplos de produtos com uma forte componente de utilidade prática. Como é que conseguem transformar ideias inovadoras em soluções prontas a integrar-se nos processos das empresas?</strong></p>
<p>Transformamos ideias em soluções reais porque trabalhamos desde o início com os utilizadores finais. Cada projeto nasce de um desafio concreto identificado em conjunto com a indústria. A partir daí, aplicamos metodologias ágeis de I&amp;D, com ciclos curtos de prototipagem e validação em contexto real. A nossa equipa combina ciência, engenharia e design de produto, garantindo que cada inovação é tecnicamente sólida, escalável e pronta a integrar-se nos processos industriais sem fricção.</p>
<p><strong>A AlmaScience é uma organização sem fins lucrativos e trabalha num modelo de ecossistema com vários parceiros. De que forma esta abordagem colaborativa contribui para acelerar a inovação sustentável?</strong></p>
<p>Esta abordagem permite uma enorme sinergia entre todos os envolvidos e a proximidade com que trabalhamos permite partilhar conhecimento, desafios e recursos. Por exemplo, os nossos investigadores não estão isolados; eles fazem parte de equipas multidisciplinares que incluem especialistas em produto, negócio e desenvolvimento de produto. Esta abordagem faz com que todos trabalhem em equipa e em simultâneo para um objetivo comum, sem se perder tempo com teorias que depois são inviáveis na prática.</p>
<p><strong>Com nove associados de áreas tão distintas, como se garante uma visão comum e uma coordenação eficaz entre entidades académicas, empresariais e institucionais?</strong></p>
<p>A chave está no propósito partilhado: transformar ciência em impacto sustentável. O nosso modelo de governação e os grupos de trabalho temáticos asseguram alinhamento entre academia, indústria e instituições. Trabalhamos com objetivos e métricas comuns, ciclos curtos de decisão e comunicação constante. Esta proximidade cria sinergias reais e garante que todos remam na mesma direção — inovação com propósito e valor para o mercado.</p>
<p><strong>Que papel desempenham entidades como a Universidade Nova de Lisboa ou a Imprensa Nacional – Casa da Moeda neste ecossistema de inovação?</strong></p>
<p>A Universidade Nova de Lisboa e a Imprensa Nacional – Casa da Moeda são pilares do nosso ecossistema: a NOVA assegura excelência científica e a INCM aporta visão industrial e experiência em inovação aplicada. Mas o valor da AlmaScience vem também da diversidade dos restantes associados — empresas, centros de investigação e entidades públicas — que trazem desafios reais, know-how especializado e recursos complementares. É esta combinação única que torna o ecossistema vivo, colaborativo e orientado para resultados com impacto sustentável.</p>
<p><strong>Olhando para os próximos anos, quais são as áreas de investigação ou os setores onde vê maior potencial para a eletrónica verde e os materiais funcionais sustentáveis?</strong></p>
<p>Os próximos anos serão decisivos para afirmar Portugal como referência em eletrónica verde e materiais sustentáveis. Vejo grande potencial em setores como embalagem inteligente, saúde, retalho e energia, onde a combinação entre sustentabilidade e digitalização cria novas oportunidades. Temos o talento, os recursos e o ecossistema, falta apenas acreditar mais na nossa capacidade de liderar e transformar conhecimento em impacto global.</p>
<p><strong>Que ambições tem para a AlmaScience a médio prazo? Há planos de expansão internacional ou novos projetos em perspetiva?</strong></p>
<p>A médio prazo gostava de ver a AlmaScience reconhecida como uma referência em inovação sustentável aplicada, com mais spin-offs bem-sucedidas e que tivesse duplicado a atual rede de associados. Isto seria sinal de que a nossa capacidade de investimento também seria maior, logo poderíamos assumir mais projetos e mais ambiciosos.</p>
<p>Daqui a 10 anos gostava que quando se pensasse em tecnologia sustentável, em Portugal ou no resto do mundo, a AlmaScience estivesse no top of mind enquanto laboratório de referência.</p>
<p><strong>Na sua opinião, o que falta ainda a Portugal para se afirmar como um polo de referência na inovação sustentável e na tecnologia verde?</strong></p>
<p>Falta que a sociedade e os decisores passem da teoria à prática, mais concretamente:</p>
<p>Que as empresas tenham coragem para implementar as mudanças que ser sustentável envolve, sobretudo nas cadeias de fornecimento e processos produtivos.</p>
<p>Do ponto de vista regulatório, é necessária regulamentação adequada que penalize o impacto ambiental negativo e incentive alternativas verdes, de modo a que seja vantajoso optar pela inovação sustentável.</p>
<p>E existe ainda a barreira da cultura do quanto mais duradouro, melhor. Mas, como já referi, em tecnologia, o importante é que esta dure enquanto for útil. É urgente comunicar melhor ao mercado e aos consumidores em geral sobre as vantagens de termos uma economia circular efetiva.</p>
<p>A par disto, falta um pioneiro que adote estas tecnologias, comprove a sua eficiência – e todos os outros vão querer seguir.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alimentos mais sustentáveis não são os “preferidos” de crianças e adolescentes portugueses</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/alimentos-mais-sustentaveis-nao-sao-os-preferidos-de-criancas-e-adolescentes-portugueses/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jun 2026 15:55:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[jovens]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=288681</guid>

					<description><![CDATA[Apenas cerca de 10% dos alimentos mais consumidos por portugueses entre os três e os 17 anos são, ao mesmo tempo, nutritivos, têm menos impactos no ambiente e um custo acessível.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Apenas cerca de 10% dos alimentos mais consumidos por portugueses entre os três e os 17 anos são, ao mesmo tempo, nutritivos, têm menos impactos no ambiente e um custo acessível.</p>
<p>A conclusão é de um estudo publicado na revista ‘<a href="https://www.tandfonline.com/doi/10.1080/10408398.2024.2431205?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noopener">Critical Reviews in Food Science and Nutrition’</a>, liderado pela Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação e pelo Instituto de Saúde Pública, Universidade do Porto, ambos da Universidade do Porto.</p>
<p>O objetivo era perceber quais os alimentos que são, simultaneamente, sustentáveis e mais bem aceites por crianças e jovens. O trabalho teve por base informação recolhida junto de 521 crianças e 633 adolescentes no âmbito do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física. Esses dados permitiram identificar os alimentos mais consumidos e avaliar a sua sustentabilidade com base em indicadores nutricionais, ambientais e económicos.</p>
<p>Os resultados mostram que apenas um conjunto restrito de alimentos reúne os critérios que os investigadores dizem ser essenciais para uma alimentação saudável. Vegetais frescos e processados, fruta fresca e fruta em frasco, leguminosas, massa, arroz, tubérculos, sumos naturais e néctares são alimentos considerados de elevada densidade nutricional, de reduzido impacto ambiental e, em média, mais económicos. Contudo, a investigação mostra que representam apenas um décimo das escolhas alimentares habituais das crianças e adolescentes portugueses.</p>
<p>A equipa de investigação explica que, muitas vezes, os alimentos com maior qualidade nutricional tendem a ser também os que apresentam maiores emissões de gases com efeito de estufa e custos mais elevados.</p>
<p>Os produtos de origem animal, como carne, peixe e ovos, são um exemplo disso, apontam os investigadores: apesar de fornecerem nutrientes importantes para o crescimento, são igualmente responsáveis por maior uso de solo e maior pegada carbónica.</p>
<p>Em contraste, os alimentos ultra-processados apresentam pior qualidade nutricional, embora alguns possam ser mais acessíveis do ponto de vista económico.</p>
<p>Para os autores do estudo, estes resultados mostram que é preciso repensar políticas alimentares e estratégias de promoção da saúde dirigidas aos mais jovens. Nesse sentido, defendem que a criação de orientações alimentares sustentáveis deve considerar o equilíbrio entre saúde, ambiente, custo e preferências culturais. Caso contrário, essas recomendações serão difíceis de aplicar na prática.</p>
<p>“Políticas de incentivo à produção agrícola mais sustentável e medidas que facilitem o acesso económico a frutas, legumes e leguminosas podem também desempenhar um papel decisivo numa mudança de comportamentos”, reforça Mariana Rei, primeira autora do estudo.</p>
<p>Considerado pelos seus autores como o primeiro em Portugal a integrar simultaneamente as dimensões nutricionais, ambientais, económicas e socioculturais na análise das escolhas alimentares de crianças e adolescentes, este trabalho de investigação abre caminho para a revisão futura das orientações alimentares nacionais, incorporando sugestões mais precisas sobre as opções mais sustentáveis dentro de cada grupo alimentar.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Época balnear arranca em 121 praias do Norte com bandeira azul em 83</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/epoca-balnear-arranca-em-121-praias-do-norte-com-bandeira-azul-em-83/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:26:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Norte]]></category>
		<category><![CDATA[praias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299624</guid>

					<description><![CDATA[Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A época balnear arranca sábado em 121 praias do Norte e a bandeira azul está presente em 83 praias, menos uma do que em 2025, sendo 73 praias costeiras e 10 fluviais.</p>
<p class="text-paragraph">Matosinhos e Vila Nova de Gaia, no distrito do Porto, ambas com 19 bandeiras azuis, são os concelhos que concentram em 2026 um maior número de galardões, de acordo com a Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE).</p>
<p class="text-paragraph">Segue-se Viana do Castelo, com 13 locais galardoados, mais duas do que em 2025, enquanto Póvoa de Varzim mantém oito e Vila do Conde cinco.</p>
<p class="text-paragraph">O Porto tem quatro praias galardoadas, Caminha tem três zonas costeiras e uma praia fluvial e Espinho tem três bandeiras azuis, segundo a informação disponibilizada pela ABAAE no ‘site’ da internet.</p>
<p class="text-paragraph">Na lista de praias fluviais com bandeira azul estão ainda dois locais em Braga (Adaúfe e Ponte do Bico), um em Fafe e um em Vila Verde (distrito de Braga), quatro em Macedo de Cavaleiros (distrito de Bragança) e um em Freixo de Espada à Cinta (Bragança).</p>
<p class="text-paragraph">Quanto às águas balneares identificadas a Norte, são 121 em 2026, de acordo com a portaria do Governo publicada no Diário da República de 30 de abril.</p>
<p class="text-paragraph">Este documento define todos os anos a duração da época balnear que, este ano, a Norte, é de 13 de junho a 13 de setembro.</p>
<p class="text-paragraph">A exceção vai para as praias de Espinho (distrito de Aveiro), onde a época balnear começou a 01 de junho, terminando a 20 de setembro, e para Pedras Ruivas, no concelho de Caminha (Viana do Castelo), que começa a 27 de junho.</p>
<p class="text-paragraph">Em 2025, de acordo com a contabilização feita pela Lusa, a época balnear arrancou a 14 de junho em 127 praias do Norte, com a bandeira azul a estar presente em 84 praias: 75 em zonas costeiras e nove praias fluviais, com seis saídas do galardão a assinalar relativamente a 2024.</p>
<p class="text-paragraph">Portugal conta este ano com 438 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul, menos seis que em 2024, distribuídas por 100 concelhos, destacando-se o município da Sertã, que se candidatou pela primeira vez, anunciou a Associação Bandeira Azul a 30 de abril.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com o presidente da Associação Bandeira Azul da Europa este ano, em todo o país, vão ser hasteadas bandeiras azuis em 396 praias: 350 costeiras e 46 interiores.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Venezuela: Caracas denuncia novo derrame de petróleo vindo de Trinidade e Tobago</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/venezuela-caracas-denuncia-novo-derrame-de-petroleo-vindo-de-trinidade-e-tobago/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:20:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[derrame]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[oceano]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[poluição]]></category>
		<category><![CDATA[venezuela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299621</guid>

					<description><![CDATA[O Governo venezuelano não especificou os locais exatos do derrame de petróleo e referiu um “risco para os ecossistemas marinhos, a atividade pesqueira e as comunidades costeiras”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um derrame de petróleo proveniente de Trinidade e Tobago atingiu as costas da Venezuela, superando em magnitude a registada em maio, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros venezuelano.</p>
<p class="text-paragraph">O Governo venezuelano não especificou os locais exatos do derrame de petróleo e referiu um “risco para os ecossistemas marinhos, a atividade pesqueira e as comunidades costeiras”.</p>
<p class="text-paragraph">As relações entre a Venezuela e Trinidade e Tobago, um pequeno arquipélago situado a cerca de dez quilómetros da costa venezuelana, estão tensas há vários anos.</p>
<p class="text-paragraph">Caracas afirmou que o derrame foi confirmado “por imagens de satélite” e referiu que várias entidades ativaram os protocolos de monitorização e mitigação para proteger as costas afetadas.</p>
<p class="text-paragraph">A Venezuela solicitou ao Governo de Trinidade e Tobago que adote medidas imediatas para evitar novos incidentes e que garanta “total transparência sobre as causas, o alcance e as consequências deste derrame”.</p>
<p class="text-paragraph">O Governo da Presidente Delcy Rodríguez acrescentou que se reserva o direito de tomar as medidas adequadas junto de instâncias internacionais para “determinar responsabilidades, exigir as indemnizações a que haja lugar e prevenir a repetição de factos semelhantes”.</p>
<p class="text-paragraph">No passado dia 09 de maio, Caracas alertou para um derrame proveniente de Trinidade e Tobago com um “grave impacto ambiental” no Golfo de Paria, partilhado por ambos os países, e em zonas costeiras dos estados venezuelanos de Sucre e Delta Amacuro (nordeste).</p>
<p class="text-paragraph">Um dia depois, o ministro da Energia de Trinidade e Tobago, Roodal Moonilal, afirmou à agência de notícias espanhola EFE que não era visível qualquer derrame de hidrocarbonetos proveniente do seu país.</p>
<p class="text-paragraph">Posteriormente, a Venezuela solicitou uma indemnização pelas consequências do derrame de hidrocarbonetos nas águas, costas, ecossistemas e comunidades pesqueiras venezuelanas.</p>
<p class="text-paragraph">O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil, afirmou a 18 de maio que o seu país tinha enviado várias comunicações ao Governo de Trinidade e Tobago para avaliar o impacto do derrame.</p>
<p class="text-paragraph">O chefe da diplomacia de Caracas alertou então para um impacto em 1.625 quilómetros quadrados em doze sistemas de zonas húmidas estratégicas, bem como na atividade de mais de quinhentos pescadores, e indicou que quatro parques nacionais estavam em risco.</p>
<p class="text-paragraph">Até ao momento, tinham sido recolhidas mais de doze toneladas de produtos de hidrocarbonetos, segundo o responsável, que acrescentou que, entre 2015 e 2023, ocorreram na zona mais de 876 derrames de diferentes tipos de compostos.</p>
<p class="text-paragraph">As relações começaram a deteriorar-se desde a chegada ao poder, em 2025, da primeira-ministra, Kamla Persad-Bissessar, que adotou um discurso muito duro contra a imigração venezuelana e se alinhou com os Estados Unidos antes da captura do ex-presidente Nicolás Maduro em janeiro.</p>
<p class="text-paragraph">Em fevereiro de 2024, um derrame de petróleo provocado pelo naufrágio de um petroleiro nas águas de Trinidade e Tobago também atingiu as águas territoriais venezuelanas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Comunidade de Energia Renovável de Telheiras/Lumiar avança para a 3.ª fase de produção de energia solar e abre novas adesões</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/comunidade-de-energia-renovavel-de-telheiras-lumiar-avanca-para-a-3-a-fase-de-producao-de-energia-solar-e-abre-novas-adesoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 15:01:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade de Energia]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[renováveis]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299409</guid>

					<description><![CDATA[Depois do projeto-piloto no Antigo Lagar da Quinta de São Vicente, com 13 painéis solares, e da segunda fase no Pavilhão Gimnodesportivo do Alto da Faia, com 44 painéis, a Comunidade de Energia Renovável (CER) de Telheiras/Lumiar prevê a instalação de cerca de 142 painéis solares na Escola Básica n.º 1 de Telheiras.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comunidade de Energia Renovável (CER) de Telheiras/Lumiar deu início à sua <a href="https://vivertelheiras.pt/certelheiras/fase3/" target="_blank" rel="noopener">3ª fase</a> de crescimento, com a instalação prevista de cerca de 142 painéis solares (83,8 quilowatt pico) na Escola Básica n.º 1 de Telheiras (EB1).</p>
<p>De acordo com informações divulgadas pela CER Telheiras/Lumiar, a ação aumentará significativamente a capacidade de produção e partilha de energia renovável no bairro e na freguesia.</p>
<p>Junho de 2026 marcou 1 ano de operação plena da CER Telheiras/Lumiar, que, como nos diz Miguel Macias Sequeira, coordenador dessa CER, “é uma das primeiras comunidades de energia de base cidadã em Portugal, sendo a única CER ativa no distrito de Lisboa”.</p>
<p>Depois do projeto-piloto no Antigo Lagar da Quinta de São Vicente, com 13 painéis solares, e da segunda fase no Pavilhão Gimnodesportivo do Alto da Faia, com 44 painéis, a CER conta atualmente com cerca de 70 membros, entre famílias, empresas locais, condomínios e a JF Lumiar, que já beneficiam da energia produzida localmente, informa a entidade em nota.</p>
<p>A nova instalação fotovoltaica permitirá disponibilizar cerca de 240 “senhas” de participação na CER, destinadas a famílias, associações, pequenas e médias empresas e condomínios localizados na área de atuação da CER. Cada senha corresponde a uma quantia mínima de eletricidade por ano para autoconsumo proveniente da CER, gerando poupanças diretas nas faturas de eletricidade dos membros.</p>
<p>“A adesão à comunidade proporciona benefícios como a redução da fatura de eletricidade, o acesso a energia renovável produzida localmente e a participação num projeto comunitário com impacto ambiental e social positivo”, explica a coordenação da CER. “O retorno estimado do investimento é de cerca de três anos, dependendo dos consumos e do tarifário de cada membro”, acrescenta.</p>
<p>As <a href="https://forms.gle/itmep4Qnt5yc7J1w5" target="_blank" rel="noopener">inscrições para esta 3ª fase</a> decorrem até 31 de julho, sendo que distribuição das “senhas” será feita de forma a maximizar o número de participantes, atribuindo inicialmente “uma senha” a cada inscrito.</p>
<p>A CER Telheiras/Lumiar é promovida pela Parceria Viver Telheiras e pela Junta de Freguesia do Lumiar, com apoio técnico e científico do CENSE NOVA-FCT e da Coopérnico, sendo operacionalizada pela Associação Viver Telheiras.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Concurso de apoio à compra de carros elétricos fechou “em poucas horas”</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/concurso-de-apoio-a-compra-de-carros-eletricos-fechou-em-poucas-horas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 14:00:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Mobilidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[carros eletricos]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299594</guid>

					<description><![CDATA[“Abriu às 16:30 [de quinta-feira] e à noite já tinha esgotado. Esgotou em poucas horas os 10 milhões de euros [ME]. Havia várias categorias, a dos carros e bicicletas esgotaram em muito poucas horas”, anunciou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph">A ministra do Ambiente e Energia anunciou que o concurso para apoio à aquisição de carros elétricos aberto esta quinta-feira fechou “em poucas horas” e devido ao conflito no Médio Oriente não abrirá mais nenhum este ano.</p>
<p class="text-paragraph">“Abriu às 16:30 [de quinta-feira] e à noite já tinha esgotado. Esgotou em poucas horas os 10 milhões de euros [ME]. Havia várias categorias, a dos carros e bicicletas esgotaram em muito poucas horas”, anunciou aos jornalistas Maria da Graça Carvalho.</p>
<p class="text-paragraph">No entender da ministra, isso “mostra, por um lado, a apetência que as pessoas têm, a consciência que é preciso eletrificar, descarbonizar, não depender dos combustíveis fósseis, e isso é bom”.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo informação do Ministério do Ambiente e Energia adiantada à agência Lusa, nas vagas disponíveis ainda no primeiro dia de abertura do aviso, quinta-feira, pelas 16:30, a primeira categoria a esgotar foi a de veículos ligeiros de passageiros, para pessoas singulares, pelas 18:18, cerca de duas horas depois.</p>
<p class="text-paragraph">“Na categoria de motociclos, ciclomotores, triciclos e quadriciclos: vagas esgotadas às 20:35 (em cerca de quatro horas); carregadores para veículos elétricos em condomínios multifamiliares: vagas esgotadas às 20:40 (em cerca de quatro horas) e bicicletas citadinas convencionais: vagas esgotadas às 22:48 (em cerca de sete horas)”, refere.</p>
<p class="text-paragraph">Aos jornalistas, à margem da cerimónia comemorativa dos 35 anos da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão, em Tondela, distrito de Viseu, a ministra assumiu que “não deverá abrir mais nenhum [concurso] este ano”.</p>
<p class="text-paragraph">“Estamos a acudir a muitos eventos, e alguns contraditórios. O Fundo Ambiental, que é quem financia os carros elétricos, está também a financiar parte das obras dos estragos ambientais nos rios, nos diques, em parte do litoral, que foram danificados com as tempestades”, argumentou.</p>
<p class="text-paragraph">E, acrescentou, numa altura em que o Governo estava “focado em repor os danos” causados pelas tempestades de fevereiro, “aparece a crise do Médio Oriente” que tem levado o Governo a “ter que ajudar no gasóleo, na botija solidária, no transporte de mercadorias, nos táxis e nas ambulâncias dos bombeiros, também através do Fundo ambiental”.</p>
<p class="text-paragraph">“Por outro lado, também temos de diminuir a quantidade de combustível e, portanto, o apoio aos carros elétricos é também muito importante, só que temos que gerir prioridades que concorrem umas com as outras e estamos completamente focados nestas áreas do Fundo Ambiental”, justificou a governante.</p>
<p class="text-paragraph">Com isto, a ministra disse que os projetos “mais tradicionais” do Fundo Ambiental, de outros anos ficam “um pouco prejudicados, pelo menos, enquanto esta crise do Médio Oriente se mantiver” e, quando acabar, “liberta algum financiamento” que está a ser usado na ajuda ao gasóleo e gasolina.</p>
<p class="text-paragraph">Neste sentido, Maria da Graça Carvalho assumiu que, nessa altura, o governo poderá “decidir ter mais apoios aos carros elétricos, mas se não se verificar uma descida dos preços de combustíveis, vai ser difícil voltar a abrir este ano”.</p>
<p class="text-paragraph">“Esperamos por todos os motivos que haja paz, não haja guerra, mas também para poder usar o fundamental noutras prioridades”, rematou.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Estas são as 4 praias do Oeste mais sustentáveis e mais atrativas para amantes de desporto no mar</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/estas-sao-as-4-praias-do-oeste-mais-sustentaveis-e-mais-atrativas-para-amantes-de-desporto-no-mar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 13:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[praias]]></category>
		<category><![CDATA[surf]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299510</guid>

					<description><![CDATA[Numa altura em que muitas pessoas estão já a pensar nas férias, ou já mesmo a aproveitar os dias de descanso, os promotores do evento Softboard Heroes elegem as quatro praias do Oeste mais sustentáveis e que mais chamam os amantes de desportos marítimos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O calor não deixa mais espaço para dúvidas: o verão está mesmo a chegar.</p>
<p>Numa altura em que muitas pessoas estão já a pensar nas férias, ou já mesmo a aproveitar os dias de descanso, os promotores do evento Softboard Heroes elegem as quatro praias do Oeste mais sustentáveis e que mais chamam os amantes de desportos marítimos.</p>
<p>Estas praias, dizem em comunicado, com paisagens naturais únicas e ondas de classe mundial, distinguem-se pela forte ligação ao surf e pela certificação de Bandeira Azul, um selo que reconhece a qualidade da água, segurança, gestão ambiental e serviços de apoio ao visitante, posiciona o Oeste como uma rota de referência para quem procura praias limpas e seguras.</p>
<p>“Do areal de Peniche às arribas de Torres Vedras, passando pela Ericeira, o Oeste junta algumas das praias mais simbólicas do litoral português, muitas delas reconhecidas pela sua qualidade ambiental e certificação de Bandeira Azul ao longo dos anos”, descrevem os promotores.</p>
<p>“Para os apaixonados pelo surf e pela natureza, este verão é o momento ideal para descobrir o melhor da região Oeste. Entre as praias com menor afluência, como a Praia da Física, e eventos que celebram a cultura do surf, o Softboard Heroes é um dos mais aguardados da estação.”</p>
<p><strong>Praia da Física, Santa Cruz</strong></p>
<p>Entre as praias mais emblemáticas de Santa Cruz, destaca-se pelas condições propícias ao surf. Este verão, a 19 de junho, será novamente palco da <a href="https://greensavers.sapo.pt/softboard-heroes-esta-de-regresso-para-6-a-edicao-com-premio-recorde/">6.ª edição do Softboard Heroes</a>, considerado o maior evento de surf solidário do país.</p>
<p><strong>Praia do Baleal, Peniche</strong></p>
<p>Reconhecida como um dos principais pontos de encontro da comunidade surfista internacional, a Praia do Baleal combina um ambiente descontraído com condições para todos os níveis de prática.</p>
<p>As suas duas baías oferecem zonas mais abrigadas para iniciantes e áreas com maior exposição ao Atlântico para surfistas experientes, tornando-a uma das praias mais versáteis e procuradas da região Oeste.</p>
<p><strong>Praia de Ribeira d’Ilhas, Ericeira</strong></p>
<p>Integrada na Reserva Mundial de Surf, a primeira da Europa e uma das poucas do mundo, Ribeira d’Ilhas é um dos locais mais icónicos do surf internacional. Enquadrada por arribas que funcionam como autênticos miradouros naturais sobre o Atlântico, esta praia tornou-se uma referência incontornável para os amantes dos desportos de ondas e recebe regularmente surfistas de todo o mundo.</p>
<p><strong>Praia da Foz do Arelho</strong></p>
<p>Famosa pela sua localização única onde a Lagoa de Óbidos se encontra com o Oceano Atlântico, cria dois ambientes distintos no mesmo areal. Esta dualidade faz dessa praia um bom destino tanto para a prática de surf e windsurf nas zonas de mar aberto como para banhos mais tranquilos na lagoa.</p>
<p>É também um ponto de partida privilegiado para explorar os passadiços e falésias envolventes, que oferecem vistas panorâmicas sobre a costa e um dos pores-do-sol mais emblemáticos da região Oeste.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>DECO diz que banhistas podem colocar chapéus de sol em frente às concessões</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/deco-diz-que-banhistas-podem-colocar-chapeus-de-sol-em-frente-as-concessoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 12:57:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[praias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299582</guid>

					<description><![CDATA[“A legislação em vigor é clara: as praias são espaços públicos e de utilização livre”, refere a DECO PROteste, acrescentando que “as áreas concessionadas correspondem apenas aos espaços licenciados para exploração de apoios balneares”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor – DECO PROteste alertou hoje que os banhistas podem colocar toalhas e chapéus de sol em frente às concessões balneares, desde que não ocupem zonas de segurança devidamente assinaladas.</p>
<p class="text-paragraph">“A legislação em vigor é clara: as praias são espaços públicos e de utilização livre”, refere a DECO PROteste, em comunicado, acrescentando que “as áreas concessionadas correspondem apenas aos espaços licenciados para exploração de apoios balneares”.</p>
<p class="text-paragraph">A organização de defesa do consumidor explica que este esclarecimento acontece numa altura em que têm surgido dúvidas sobre a utilização das praias e relatos de banhistas confrontados com informações contraditórias sobre os locais onde podem instalar toalhas, chapéus de sol ou outros equipamentos.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Os consumidores devem conhecer os seus direitos, mas também os seus deveres. Não existem praias privadas em Portugal e o acesso ao domínio público marítimo não pode ser impedido. Ao mesmo tempo, é fundamental respeitar as regras de segurança e convivência que garantem que todos possam usufruir das praias em segurança&#8221;, indica a DECO PROteste.</p>
<p class="text-paragraph">Na nota, a organização lembra ainda que ouvir música através de colunas portáteis de forma a perturbar outros utilizadores pode resultar em coimas entre 200 e 4.000 euros, enquanto a prática de atividades desportivas fora das zonas autorizadas ou a presença de animais em praias onde não são permitidos pode ser punida com coimas até 550 euros.</p>
<p class="text-paragraph">Já a circulação ou o estacionamento de veículos motorizados em praias, dunas ou arribas fora dos locais autorizados pode implicar coimas entre 250 e 2.500 euros.</p>
<p class="text-paragraph">“Sempre que existam conflitos relacionados com acessos, ocupação do areal, incumprimento das regras de segurança ou comportamentos que perturbem os restantes utilizadores, os consumidores devem reportar a situação à Polícia Marítima ou solicitar a intervenção dos nadadores-salvadores presentes no local”, aconselha a associação.</p>
<p class="text-paragraph">Há uma semana, a ministra do Ambiente afirmou que o areal das praias é de acesso livre, exceto nas zonas concessionadas e nas faixas de segurança, lembrando que cabe às autarquias definir essas áreas e divulgar os planos de praia.</p>
<p class="text-paragraph">As declarações da governante surgiram na sequência de um esclarecimento técnico da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) sobre a ocupação de áreas não concessionadas nas praias balneares, informando que os banhistas podem colocar chapéus de sol em frente às concessões de praia, que são áreas de uso privado que não podem exceder 30% da área útil da praia, nem 50% da frente de praia.</p>
<p class="text-paragraph">No esclarecimento, a APA reforça que, “em Portugal, as praias são espaços de utilização pública e de acesso livre” e refere que os Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) e os Regulamentos de Gestão das Praias Marítimas em vigor estabelecem limites para a ocupação das praias por apoios balneares.</p>
<p class="text-paragraph">Por sua vez, a Federação Portuguesa de Concessionários de Praia (FPCP) assegurou que a legislação em vigor está a ser aplicada, mas alertou para dúvidas na aplicação das regras relativas à sinalização das zonas de chapéus de sol nos areais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lítio: Junta de Freguesia de Covas do Barroso quer Declaração de Impacte Ambiental anulada</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/litio-junta-de-freguesia-de-covas-do-barroso-quer-declaracao-de-impacte-ambiental-anulada/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 11:47:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Barroso]]></category>
		<category><![CDATA[lítio]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299578</guid>

					<description><![CDATA[Em comunicado, esta autarquia local do concelho de Boticas, distrito de Vila Real, acusa a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de “inação” e “postura permissiva”, fala em “incumprimento ambiental” e exige a anulação “com caráter urgente” da DIA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Junta de Freguesia de Covas do Barroso manifestou hoje “profunda preocupação” com os trabalhos de exploração de lítio na mina do Barroso, em Boticas, um projeto que, em 2023, obteve uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada.</p>
<p class="text-paragraph">Em comunicado, esta autarquia local do concelho de Boticas, distrito de Vila Real, acusa a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de “inação” e “postura permissiva”, fala em “incumprimento ambiental” e exige a anulação “com caráter urgente” da DIA.</p>
<p class="text-paragraph">“A Junta de Freguesia de Covas do Barroso vem por este meio tornar pública a sua profunda preocupação face aos trabalhos iniciados pela empresa Savannah Lithium na área abrangida pela servidão administrativa associada ao projeto da Mina do Barroso. Recorde-se que este projeto obteve, em 2023, uma DIA favorável condicionada, que estabelece um conjunto claro de regras e limitações à intervenção no território”, lê-se no comunicado.</p>
<p class="text-paragraph">Entre as condicionantes “destaca-se a proibição de desmatação entre 15 de março e 1 de setembro, período considerado ambientalmente sensível para a fauna local”, descreve a autarquia, acrescentando que “contrariamente ao discurso da empresa, o projeto nãon reúne o apoio da maioria da população local, que se tem recusado a vender os seus terrenos”.</p>
<p class="text-paragraph">“Perante esta resistência, a Savannah recorreu à imposição de uma servidão administrativa, cujo despacho associa explicitamente os trabalhos requeridos à DIA de 2023. Ainda assim, a empresa iniciou trabalhos de desmatação em várias áreas da servidão desde o passado dia 25 de maio, em pleno período interdito”, descreve a Junta.</p>
<p class="text-paragraph">Perante o início dos trabalhos, vários organismos locais apresentaram queixa junto da APA, entidade que a Junta de Freguesia de Covas do Barroso agora critica porque, diz, “se tem remetido ao silêncio”.</p>
<p class="text-paragraph">“A Savannah Lithium justifica estas ações alegando que os trabalhos em questão devem obedecer à DIA de 2005, referente a um projeto anterior. A Junta de Freguesia de Covas do Barroso rejeita categoricamente esta argumentação, considerando-a infundada e arbitrária. O atual projeto apresenta uma dimensão e complexidade substancialmente ampliadas, configurando um novo projeto, razão pela qual foi necessária uma nova DIA em 2023. Acresce que, até ao momento, a APA tem-se remetido ao silêncio perante uma situação de manifesta gravidade”, acrescenta.</p>
<p class="text-paragraph">Para a autarquia a empresa foi “beneficiada pela inação da APA”, tendo oportunidade, graças “à demora na resposta das entidades competentes”, de “continuar a desmatar”.</p>
<p class="text-paragraph">“A Junta de Freguesia reafirma a sua oposição ao projeto da Mina do Barroso, que tem sido conduzido de forma impositiva, pouco transparente e sob pressão política”, refere,</p>
<p class="text-paragraph">Para a autarquia este projeto está “repleto de falhas técnicas e avaliações superficiais”.</p>
<p class="text-paragraph">“É incompreensível que um projeto como a Mina do Barroso, motivo de conflito, com impactos significativos e dependente de mecanismos de expropriação, não seja alvo de uma fiscalização efetiva. Seja por incapacidade de meios, seja por falta de vontade política, não se evidencia um controlo rigoroso da DIA. Esta incapacidade de assegurar fiscalização compromete a confiança nos mecanismos de licenciamento e nas garantias ambientais associadas ao projeto. Por isso, a Junta de Freguesia de Covas do Barroso defende que a DIA não reúne condições de cumprimento e deve ser anulada com caráter de urgência”, termina.</p>
<p class="text-paragraph">A empreitada da Savannah foi suspensa temporariamente na terça-feira, indicou a própria empresa à Lusa ao confirmar ter sido nesse dia notificada da ordem de suspensão temporária dos trabalhos associados à exploração de lítio na mina do Barroso após providência cautelar admitida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a empresa, a notificação “tem efeitos apenas a partir de hoje [referindo-se a terça-feira, 09 de junho]”, o que “comprova o caráter ilegal do bloqueio feito na semana passada aos trabalhos”, criticando os promotores da ação.</p>
<p class="text-paragraph">A Comunidade Local dos Baldios de Covas do Barroso, em Boticas, avançou com uma providência cautelar para suspender a segunda servidão administrativa associada à mina do Barroso, publicada em Diário da República, a 06 de maio, e assinada pelo secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Paulo Gil Barroca.</p>
<p class="text-paragraph">A 01 de junho, a Lusa tornou público que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela aceitou a providência cautelar e que a segunda servidão administrativa contestada foi atribuída à Savannah Resources, promotora da mina do Barroso, permitindo-lhe aceder a terrenos privados e baldios, num total de 228 hectares em Covas do Barroso e Romaínho, para a realização de trabalhos de sondagem e geotecnia no âmbito do projeto de exploração de lítio.</p>
<p class="text-paragraph">Nesse dia, o Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia de Covas do Barroso considerou, em comunicado, que a empresa Savannah estava “obrigada a parar trabalhos devido a providência cautelar”.</p>
<p class="text-paragraph">Esta entidade apontou à “dimensão desproporcionada da nova servidão”, que prevê a ocupação de cerca de 217 hectares de zona baldia, quase metade dos quais (102,2 hectares) estão fora da área de concessão do projeto, e onde a Savannah Resources pretende instalar 51 plataformas de sondagem e 194 poços geotécnicos.</p>
<p class="text-paragraph">O Ministério do Ambiente já tinha autorizado uma primeira servidão em dezembro de 2024, que originou a apresentação de uma providência cautelar, por parte de proprietários de terreno, levando à suspensão dos trabalhos de prospeção durante 15 dias em fevereiro de 2025.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo fonte dos baldios, a ação principal relacionada com a primeira providência cautelar não prosseguiu, porque entretanto os trabalhos por parte da empresa terminaram.</p>
<p class="text-paragraph">O projeto mineiro foi viabilizado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), com a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável condicionada em 2023.</p>
<p class="text-paragraph">A empresa pretende iniciar a construção em 2027 e alcançar a primeira produção em 2028.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Moçambique vê biocombustíveis como solução para amortecer choque internacional</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/mocambique-ve-biocombustiveis-como-solucao-para-amortecer-choque-internacional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:04:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[biocombustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[combustíveis]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Moçambique]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=299567</guid>

					<description><![CDATA["Os biocombustíveis podem contribuir para amortecer a volatilidade dos preços de combustíveis fósseis ao nível internacional, sobretudo quando forem produzidos localmente, na escala competitiva e com a integração efetiva nas cadeias nacionais de abastecimento", disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, em Maputo, na abertura do Seminário Nacional de Biocombustíveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro dos Recursos Minerais moçambicano defendeu hoje que os biocombustíveis podem contribuir para amortecer a volatilidade dos preços internacionais dos combustíveis fósseis, reiterando que aquele combustível ecológico deve ser visto como parte da diversificação da matriz energética nacional.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Os biocombustíveis podem contribuir para amortecer a volatilidade dos preços de combustíveis fósseis ao nível internacional, sobretudo quando forem produzidos localmente, na escala competitiva e com a integração efetiva nas cadeias nacionais de abastecimento&#8221;, disse o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, em Maputo, na abertura do Seminário Nacional de Biocombustíveis.</p>
<p class="text-paragraph">O governante reconheceu que o evento decorre num contexto marcado pela volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis no mercado internacional &#8211; num momento em que se enfrenta uma crise energética associada ao conflito no Médio oriente -, destacando ainda a pressão sobre as cadeias globais de abastecimento, as oscilações cambiais e a necessidade crescente do país em reforçar a sua segurança energética.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Moçambique, sendo ainda um país importador de combustíveis líquidos, conhece os impactos deste cenário na economia e, em última instância, sobre a vida das famílias. Por isso, falar de biocombustíveis hoje não é apenas falar de energia limpa, é falar de soberania energética, industrialização, agricultura, emprego, preservação do meio ambiente, poupança de divisas e de resiliência económica&#8221;, explicou.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo Estêvão Pale, apesar da instabilidade desse mercado, Moçambique possui condições naturais, agrícolas e logísticas que o coloca numa posição favorável para desenvolver uma cadeia nacional de biocombustíveis.</p>
<p class="text-paragraph">Reconhecendo que os biocombustíveis não substituirão de imediato os combustíveis fósseis, o governante assinalou que a sua incorporação gradual pode gerar impactos reais, reiterando que &#8220;cada percentagem de etanol misturada na gasolina e cada percentagem de biodiesel no dísel representa menor volume de combustível fóssil importado&#8221;, reduzindo a pressão sobre as divisas e promovendo maior valorização da produção nacional, bem como mais previsibilidade para o mercado.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Os biocombustíveis devem ser vistos como parte de uma estratégia mais ampla de diversificação da matriz energética nacional. A substituição parcial de combustíveis fósseis por combustíveis limpos e renováveis pode contribuir para a redução de emissões no setor de transportes e para alinhamento de Moçambique com agendas internacionais de transição energética&#8221;, disse.</p>
<p class="text-paragraph">Destacando que a produção dos biocombustíveis dependem também de fatores naturais, económicos e logísticos, o ministro manifestou a certeza de que, quanto maior for a capacidade nacional de produzir parte da energia que consome, menor será a exposição do país aos choques externos, estando, por isso, a ser elaborado um plano de ação para a implementação de um projeto-piloto de produção e mistura de biocombustíveis em produtos petrolíferos, com o envolvimento de todos os setores intervenientes na cadeia de valor de biocombustíveis.</p>
<p class="text-paragraph">Felisbela Cunhete, diretora da Direção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis (DNHC), recordou na ocasião que o país começou a olhar para os biocombustíveis em 2008, na sequência da primeira crise dos combustíveis provocada pelo choque do mercado internacional. Nessa altura, explicou, foi também iniciado o processo de elaboração do quadro regulatório necessário para o desenvolvimento do sector.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a responsável, com o passar do tempo, o impulso inicial acabou por abrandar e o exercício ficou parcialmente adormecido, sendo retomada alguns anos depois, com o renovado interesse estratégico nos biocombustíveis.</p>
<p class="text-paragraph">Assinalou que a presença dos principais intervenientes da cadeia de biocombustíveis no Seminário de Biocombustíveis permite avançar com bases práticas para a produção nacional, com vista a reduzir a dependência de combustíveis importados.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
