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	<title>Animais &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Fri, 02 Oct 2026 10:03:24 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Animais &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Universidade Lusófona cria novas estruturas para animais de companhia e espécies pecuárias</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/universidade-lusofona-cria-novas-estruturas-para-animais-de-companhia-e-especies-pecuarias/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 16:02:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[animais de companhia]]></category>
		<category><![CDATA[espécies pecuárias]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade Lusófona]]></category>
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					<description><![CDATA[A primeira abre portas a 9 de outubro, na Avenida da Igreja, em Lisboa, e pretende dar resposta ao aumento da procura dos serviços do Hospital Veterinário Universitário e ao crescimento do número de estudantes de Medicina Veterinária.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona vai inaugurar duas novas infraestruturas destinadas a reforçar o ensino, a investigação e a prestação de cuidados veterinários: o Consultório Veterinário Universitário de Animais de Companhia, em Lisboa, e o Hospital Pecuário do Catapereiro, na Companhia das Lezírias, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, o primeiro abre portas a 9 de outubro, na Avenida da Igreja, em Lisboa, e pretende dar resposta ao aumento da procura dos serviços do Hospital Veterinário Universitário e ao crescimento do número de estudantes de Medicina Veterinária.</p>
<p>Com 10 consultórios, áreas de radiologia e espaços dedicados à oncologia, o novo consultório vai disponibilizar diferentes valências, entre as quais dermatologia, oftalmologia, cardiologia, hematologia, comportamento e bem-estar animal, animais exóticos e medicina interna.</p>
<p>A nova estrutura terá também uma componente de ensino. Os consultórios serão utilizados em aulas, permitindo aos estudantes acompanhar casos clínicos reais, enquanto a casuística reunida pela Faculdade continuará a servir de base a projetos de investigação aplicada.</p>
<p>&#8220;Esta nova instalação permite-nos expandir aquilo que já fazemos hoje no hospital, respondendo a uma procura que já ultrapassa a capacidade das atuais instalações. Mas é também uma extensão do nosso modelo de hospital de ensino, permitindo que os alunos estejam em contacto direto com casos reais e com a diversidade de situações que fazem parte da realidade da Medicina Veterinária&#8221;, afirma Laurentina Pedroso, diretora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona.</p>
<p>O Hospital Veterinário Universitário recebe atualmente animais não apenas da Grande Lisboa, mas também de outras regiões do país, incluindo o Alentejo e o Algarve. Entre os seus encaminhadores estão médicos veterinários, associações de proteção animal e entidades municipais.</p>
<p><strong>Hospital para espécies pecuárias na Companhia das Lezírias</strong></p>
<p>A segunda infraestrutura está a ser desenvolvida no Catapereiro, na Companhia das Lezírias, e será dedicada sobretudo a espécies pecuárias e animais de médio e grande porte, incluindo bovinos, equídeos, ovinos, caprinos e suínos. A inauguração está prevista para novembro.</p>
<p>A localização, numa zona com atividade agrícola e agropecuária, permitirá aproximar a formação e a prestação de cuidados veterinários da realidade dos profissionais do setor. O hospital terá valências de medicina, cirurgia, reprodução e internamento, podendo receber casos que exijam meios ou equipas especializadas.</p>
<p>O espaço incluirá ainda uma sala de necropsias e cerca de 500 metros quadrados de laboratórios destinados à investigação. A infraestrutura deverá também funcionar como apoio aos médicos veterinários de campo, recebendo animais encaminhados para intervenções ou meios de diagnóstico que não estejam disponíveis na prática de proximidade.</p>
<p>&#8220;Ter um hospital de espécies pecuárias numa zona agrícola e de atividade agropecuária permite-nos estar mais próximos dos agricultores e da realidade do exercício da profissão. Queremos continuar a corresponder às necessidades do setor e, simultaneamente, criar condições para que os nossos alunos tenham contacto direto com essa realidade&#8221;, refere Laurentina Pedroso.</p>
<p><strong>Resposta a emergências com animais</strong></p>
<p>O projeto do Catapereiro inclui ainda um Centro de Competências em Resgate e Resiliência Animal, concebido para situações de crise, emergência ou catástrofe que envolvam animais.</p>
<p>A estrutura deverá permitir acolher, tratar, recuperar e encaminhar animais afetados por ocorrências de maior dimensão, incluindo acidentes, cheias ou outros fenómenos extremos. A Faculdade prevê que possa receber animais provenientes de diferentes regiões do país.</p>
<p>As duas novas infraestruturas abrangem, assim, áreas distintas da Medicina Veterinária, mas assentam num mesmo modelo de ligação entre formação académica, investigação e resposta às necessidades da comunidade. Enquanto o consultório de Lisboa se centra nos animais de companhia, o Hospital Pecuário do Catapereiro acrescenta uma resposta especializada para espécies pecuárias e para situações de emergência.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Setúbal proporciona festival inovador dedicado aos animais de companhia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/setubal-proporciona-festival-inovador-dedicado-aos-animais-de-companhia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Oct 2026 15:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[animais de companhia]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O festival começa às 11h00, com a abertura dos espaços de atividades em vários largos da Baixa e pinturas faciais no Largo da Ribeira Velha. Às 11h15, Fernando Rodrigues, especialista em comportamento animal, conhecido do programa da RTP “A Estrela lá de Casa”, participa numa conversa na Praça do Bocage.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia inteiramente dedicado aos animais de companhia, com desfiles, iniciativas de adoção responsável e atividades para famílias, realiza-se a 3 de outubro na Baixa de Setúbal, entre as 11h00 e as 19h00, no V.I.P. Festival, de entrada livre, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, o festival começa às 11h00, com a abertura dos espaços de atividades em vários largos da Baixa e pinturas faciais no Largo da Ribeira Velha. Às 11h15, Fernando Rodrigues, especialista em comportamento animal, conhecido do programa da RTP “A Estrela lá de Casa”, participa numa conversa na Praça do Bocage.</p>
<p>No mesmo local, às 13h15, realiza-se a “Cãominhada da Fama”, um desfile de cães para adoção responsável com a participação da equipa de futebol do Vitória Futebol Clube.</p>
<p>As pinturas faciais regressam ao Largo da Ribeira Velha às 14h00.</p>
<p>O festival dá também a conhecer o Pata d’Açúcar, projeto que seleciona e resgata cães de abrigos, prepara-os e entrega-os gratuitamente a pessoas com diabetes para as ajudar a vigiar os níveis de glicemia. A apresentação está marcada para as 15h30, na Praça de Bocage.</p>
<p>A programação prossegue às 16h00, com uma hora do conto infantil conduzida por Susana Caetano Falca no Largo da Ribeira Velha.</p>
<p>Às 16h15, começa na Praça do Bocage a “Cãofusão de Talentos”, desfile aberto a animais inscritos, com categorias dedicadas à personalidade, ao estilo e à semelhança com os tutores. A entrega de prémios está marcada para as 18h30.</p>
<p>Ao longo do dia, o público pode ainda assistir a demonstrações de tosquia e de primeiros socorros a animais, visitar um mercado de artigos para animais e conhecer projetos de adoção e recolha de donativos. O programa, a decorrer até às 19h00, inclui consultas veterinárias rápidas e trabalhos criados por alunos do 4.º ano das escolas do concelho.</p>
<p>No dia seguinte, 4 de outubro, realiza-se uma bênção dos animais, às 11h30, no Largo de Jesus.</p>
<p>O V.I.P. Festival é uma organização conjunta da Associação Abraça a Baixa, da Pet-Friendly Portugal e da Câmara Municipal de Setúbal.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Jardim Zoológico celebra o Dia do Animal com um fim de semana à descoberta da vida selvagem</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/jardim-zoologico-celebra-o-dia-do-animal-com-um-fim-de-semana-a-descoberta-da-vida-selvagem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 15:02:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[dia do animal]]></category>
		<category><![CDATA[Jardim Zoológico]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[vida selvagem]]></category>
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					<description><![CDATA[De 3 a 5 de outubro, há visitas guiadas, histórias selvagens, música ao vivo e atividades para toda a família, numa viagem pelo reino animal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas espécies vivem no Jardim Zoológico? Que papel desempenham as abelhas na Natureza? E como pode um casal de Leopardos-da-pérsia viajar de Lisboa até ao Cáucaso? No fim de semana em que se assinala o Dia Mundial do Animal, a 4 de outubro, há muitas perguntas para responder e histórias para descobrir no Jardim Zoológico, com um programa especial pensado para toda a família, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, com cerca de 2.000 animais de aproximadamente 300 espécies, o Jardim Zoológico transforma-se, entre 3 e 5 de outubro, num &#8220;verdadeiro espaço de descoberta, com atividades que convidam miúdos e graúdos a conhecer melhor o reino animal, a biodiversidade e o trabalho desenvolvido diariamente em prol da conservação&#8221;.</p>
<p>Entre as propostas, os visitantes serão convidados a partir “À Descoberta do Reino Animal”, numa visita guiada com os educadores zoológicos que levará as famílias a percorrer o Zoo, conhecer melhor os seus habitantes e descobrir os projetos de conservação que ligam a instituição aos quatro cantos do mundo.</p>
<p>Mas há muito mais para explorar. No dia 4 de outubro, é altura de embarcar numa viagem para desvendar “Os Segredos da Colmeia”, com a ajuda de um apicultor que dará a conhecer como funciona uma colmeia, como vivem as abelhas e o papel essencial que desempenham na Natureza.</p>
<p>Para os mais pequenos, o programa inclui também música e histórias ao longo de três dias. No Bosque Encantado, os concertos infantis com Ricardo Reis Pinto dão voz aos animais através de canções e muita animação, com melodias que prometem ficar no ouvido. Já na “Hora do Conto Selvagem”, os visitantes podem acompanhar a história de Andrea e Zadig, um casal de Leopardos-da-pérsia, numa aventura que os leva de Lisboa até ao Cáucaso e mostra como a conservação da Natureza pode atravessar fronteiras.</p>
<p>E porque celebrar os animais também é uma oportunidade para criar, experimentar e brincar, o “Atelier da Biodiversidade” propõe atividades inspiradas em penas, escamas e outros elementos do mundo animal, através de pinturas e origamis. Já na “Oficina da Natureza”, os visitantes podem transformar-se na sua espécie favorita com pinturas faciais e participar num workshop de bombas de sementes, levando consigo um pequeno pedaço de Natureza para casa.</p>
<p>Além das atividades especiais, há também novos habitantes para conhecer. As três crias de Leopardo-da-pérsia, nascidas em abril, estão a crescer a olhos vistos e cada vez mais curiosas com o que as rodeia. Uma cria de Koala e uma cria de Pinguim-do-cabo também podem ser observadas de perto pelos visitantes.</p>
<p>&#8220;Neste Dia Mundial do Animal, o convite é simples: vir ao Jardim Zoológico e deixar que a curiosidade faça o resto. Afinal, conhecer é o primeiro passo para querer proteger&#8221;, conclui a nota.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Bruxelas mantém processo de infração a Portugal por pesca acessória de golfinhos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/bruxelas-mantem-processo-de-infracao-a-portugal-por-pesca-acessoria-de-golfinhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 10:59:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[golfinhos]]></category>
		<category><![CDATA[infração]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pesca]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo um comunicado, o executivo comunitário decidiu hoje enviar um parecer fundamentado a Portugal “por não ter aplicado as medidas exigidas ao abrigo da Diretiva Habitats (Diretiva 92/43/CEE do Conselho) para monitorizar e evitar as capturas acessórias de cetáceos nas atividades de pesca”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Comissão Europeia anunciou hoje a segunda fase de um procedimento de infração a Portugal por falhas a evitar capturas acidentais de golfinhos nas atividades de pesca.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo um comunicado, o executivo comunitário decidiu hoje enviar um parecer fundamentado a Portugal “por não ter aplicado as medidas exigidas ao abrigo da Diretiva Habitats (Diretiva 92/43/CEE do Conselho) para monitorizar e evitar as capturas acessórias de cetáceos nas atividades de pesca”.</p>
<p class="text-paragraph">As capturas acessórias são capturas acidentais de espécies indesejadas.</p>
<p class="text-paragraph">A Diretiva Habitats exige que os Estados-membros controlem as capturas e abates acidentais de espécies estritamente protegidas e assegurem que não têm um impacto negativo importante nas espécies em questão.</p>
<p class="text-paragraph">Os Estados-membros devem igualmente tomar as medidas adequadas para evitar perturbações significativas das espécies protegidas nos sítios Natura 2000.</p>
<p class="text-paragraph">Portugal não estabeleceu um sistema eficaz para controlar as capturas acessórias de espécies como o roaz-corvineiro (Tursiops truncatus), o golfinho-comum (Delphinus delphis) e o boto (Phocoena phocoena), todas protegidas ao abrigo da Diretiva Habitats.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo Bruxelas, Portugal também não prosseguiu a investigação nem tomou medidas de conservação para garantir que as capturas e as mortes acidentais não tenham um impacto negativo significativo nas espécies em causa.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, Portugal não tomou as medidas adequadas para evitar perturbações significativas, devido ao risco de capturas acessórias, nos sítios Natura 2000 designados para a proteção dos golfinhos.</p>
<p class="text-paragraph">A Comissão abriu o processo com o envio de uma notificação para cumprir a Portugal em novembro de 2023, mas, concluiu que, apesar da adoção de algumas medidas nacionais, Portugal continua a não cumprir as obrigações acima referidas.</p>
<p class="text-paragraph">Por conseguinte, a Comissão decidiu emitir um parecer fundamentado a Portugal, que dispõe agora de dois meses para responder e adotar as medidas necessárias, caso contrário, a Comissão poderá instaurar um processo no Tribunal de Justiça da União Europeia.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Reserva Natural do Estuário do Sado celebra 46 anos com três novas crias de roaz-corvineiro</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/reserva-natural-do-estuario-do-sado-celebra-46-anos-com-tres-novas-crias-de-roaz-corvineiro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2026 09:15:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Reserva Natural do Estuário do Sado]]></category>
		<category><![CDATA[roaz-corvineiro]]></category>
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					<description><![CDATA[Três nascimentos elevam para 25 o número de indivíduos da única população residente de roaz-corvineiro em Portugal continental]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Reserva Natural do Estuário do Sado (RNES) assinala hoje, dia 1 de outubro, 46 anos, celebração que fica marcada por uma notícia especialmente positiva: o nascimento de três novas crias de roaz-corvineiro (<em>Tursiops truncatus</em>) em 2026, foi divulgado em comunicado.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, as três crias nasceram em meses consecutivos: as duas primeiras em junho, filhas das fêmeas Moisés e Pirata, respetivamente; e a terceira, filha da fêmea Todi, nasceu em agosto.</p>
<p>A população residente de roaz-corvineiro no Estuário do Sado passa assim a contar com 25 indivíduos, dos quais 12 machos, oito fêmeas e cinco cujo sexo ainda não foi determinado.</p>
<p>Símbolo da Reserva Natural do Estuário do Sado, o roaz-corvineiro é um dos valores naturais mais emblemáticos desta área protegida. O Estuário do Sado alberga a única população residente da espécie em Portugal continental, uma pequena comunidade cuja conservação está intimamente ligada à proteção do estuário e dos seus habitats.</p>
<p>O anúncio de novas crias ocorre habitualmente alguns meses após o nascimento, uma vez que é necessário confirmar a sua sobrevivência, desenvolvimento e integração na população.</p>
<p>À semelhança de anos anteriores, os nomes das três novas crias serão escolhidos por alunos do 1.º ciclo de escolas dos concelhos que integram a Reserva. A iniciativa procura aproximar as gerações mais jovens do património natural do Sado, promovendo o conhecimento e a sensibilização para a importância da conservação dos roazes e do seu habitat.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fósseis preservados em âmbar revelam alguns segredos sobre a evolução das formigas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/fosseis-preservados-em-ambar-revelam-alguns-segredos-sobre-a-evolucao-das-formigas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 11:03:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>
		<category><![CDATA[formigas]]></category>
		<category><![CDATA[fósseis]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Os fósseis foram encontrados no sul da província de Saskatchewan e têm entre 56 e 72 milhões de anos, um preservando um corpo quase inteiro do antepassado das formigas modernas e outro parte da cabeça de um indivíduo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dois minúsculos fósseis aprisionados em resina fossilizada, o âmbar, encontrados no Canadá estão a ajudar os cientistas a compreenderem melhor como é que as formigas dos dias de hoje evoluíram.</p>
<p>Os fósseis foram encontrados no sul da província de Saskatchewan e têm perto de 67 milhões de anos, um preservando um corpo quase inteiro do antepassado das formigas modernas e outro parte da cabeça de um indivíduo.</p>
<p>Um grupo de investigadores da Universidade de Regina (Canadá) e do Instituto de Tecnologia de Nova Jérsia (Estados Unidos da América) quis perceber como é que esses vestígios do passado distante, de formigas antigas que terão vivido por volta da altura da extinção dos dinossauros, ajudam a aprofundar o conhecimento sobre a evolução dos pequenos insetos.</p>
<p>Depois de cobrirem os fósseis com resina epóxi e de os polirem para expor os animais no interior, os investigadores usaram tecnologias de imagem para criar modelos em três dimensões da anatomia dessas formigas com milhões de anos.</p>
<figure id="attachment_303837" aria-describedby="caption-attachment-303837" style="width: 1588px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-303837 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/ixag027f2.jpeg" alt="" width="1588" height="522" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/ixag027f2.jpeg 1588w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/ixag027f2-300x99.jpeg 300w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/ixag027f2-1024x337.jpeg 1024w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/ixag027f2-768x252.jpeg 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/ixag027f2-1536x505.jpeg 1536w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/ixag027f2-600x197.jpeg 600w" sizes="(max-width: 1588px) 100vw, 1588px" /><figcaption id="caption-attachment-303837" class="wp-caption-text">Fóssil e modelos em três dimensões de corpo de formiga da subfamília Aneuretinae. Foto: Loewen et al., &#8216;Insect Systematics and Diversity&#8217;, 2026.</figcaption></figure>
<p>Ao compararem essas imagens com o que se sabe sobre a morfologia das formigas modernas, a equipa conseguiu correspondê-las a subfamílias que ainda existem hoje (Aneuretinae e Pseudomyrmecinae), encontradas sobretudo no hemisfério sul do planeta. Contudo, e como indicam os fósseis, em tempos foram abundantes no hemisfério norte, incluindo a América do Norte.</p>
<p>Num artigo publicado na revista &#8216;<a href="https://academic.oup.com/isd/article/10/4/ixag027/8732526" target="_blank" rel="noopener">Insect Systematics and Diversity</a>&#8216;, os cientistas revelam que as análises feitas sugeram que o fóssil parcial da cabeça terá pertencido a uma formiga de um grupo que faziam ninhos no solo há 67 milhões de anos. Contudo, formigas dessa mesma família que viveram mais tarde, depois da extinção dos dinossauros, há cerca de 66 milhões de anos, já viviam em árvores, tal como as espécies do grupo que ainda existem atualmente.</p>
<figure id="attachment_303838" aria-describedby="caption-attachment-303838" style="width: 1579px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-303838 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/fossil-formiga.png" alt="" width="1579" height="525" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/fossil-formiga.png 1579w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/fossil-formiga-300x100.png 300w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/fossil-formiga-1024x340.png 1024w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/fossil-formiga-768x255.png 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/fossil-formiga-1536x511.png 1536w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/09/fossil-formiga-600x199.png 600w" sizes="(max-width: 1579px) 100vw, 1579px" /><figcaption id="caption-attachment-303838" class="wp-caption-text">Fóssil e modelos em três dimensões de parte da cabeça de formiga da subfamília Pseudomyrmecinae. Foto: Loewen et al., &#8216;Insect Systematics and Diversity&#8217;, 2026.</figcaption></figure>
<p>De acordo com os investigadores, os dados apontam para uma reorientação na evolução desse grupo de formigas ao longo de milhões de anos, de vidas passados nos solos para existências concentradas no dossel florestal.</p>
<p>&#8220;Perceber como elas sobreviveram e se adaptaram após a extinção dos dinossauros não avianos ajuda os cientistas a perceber como surgiram os ecossistemas modernos&#8221;, diz Elyssa Loewen, primeira autora do estudo, lembrando que as formigas são &#8220;engenheiras dos ecossistemas&#8221; com capacidade para moldar profundamente as paisagens. Por isso, entende a investigadora que este trabalho mostra que até mesmo os fósseis mais pequenos podem espoletar grandes descobertas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dica sustentável da semana: 6 formas de reduzir o impacto ambiental dos cuidados com animais</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/dica-sustentavel-da-semana-6-formas-de-reduzir-o-impacto-ambiental-dos-cuidados-com-animais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[DECO PROTeste]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2026 09:03:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[Dica sustentável da semana]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Para tornar os cuidados/hábitos de consumo relacionados com os animais mais sustentáveis, é importante aplicar os 6 R´s da sustentabilidade: Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reparar e Reciclar. ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Dia Mundial do Animal está a chegar. Já no próximo domingo, 4 de outubro, a data convida a celebrar os animais de companhia e a refletir sobre os cuidados que lhes são prestados. Alimentação, brinquedos, camas, acessórios e produtos de higiene fazem parte do dia a dia, mas representam também consumo de recursos e produção de resíduos. Há, por isso, algumas escolhas simples que podem ajudar a reduzir o desperdício e a prolongar a vida útil dos produtos, sem comprometer o bem-estar dos animais.</p>
<p>Para tornar os cuidados/hábitos de consumo relacionados com os animais mais sustentáveis, é importante aplicar os 6 R´s da sustentabilidade: Repensar, Recusar, Reduzir, Reutilizar, Reparar e Reciclar.</p>
<ol>
<li><strong> Repensar antes de comprar</strong></li>
</ol>
<p>Antes de adquirir um novo brinquedo, acessório ou cama, vale a pena perceber se é realmente necessário. Evitar compras por impulso e privilegiar produtos que tenham uma utilização efetiva ajuda a reduzir o consumo de recursos e a acumulação de objetos.</p>
<ol start="2">
<li><strong> Recusar</strong></li>
</ol>
<p>Recusar produtos de utilização limitada ou que não sejam realmente necessários é outra forma de reduzir o consumo. Brindes, acessórios pouco úteis ou artigos adquiridos apenas por impulso podem acabar rapidamente esquecidos ou descartados.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Reduzir o consumo</strong></li>
</ol>
<p>Reduzir significa consumir apenas o necessário e evitar o desperdício. Na alimentação, por exemplo, é importante ajustar as quantidades às necessidades do animal e conservar corretamente os alimentos, evitando que se estraguem. A escolha de embalagens maiores pode também ser ponderada quando o produto é consumido regularmente e pode ser armazenado nas condições adequadas.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Reutilizar e dar uma segunda vida</strong></li>
</ol>
<p>Quando um produto já não é necessário, mas continua em boas condições, pode ser aproveitado por outro animal. Doar brinquedos, camas, transportadoras ou outros acessórios a familiares, amigos ou associações é uma forma de prolongar o período de utilização dos produtos.</p>
<ol start="5">
<li><strong> Reparar</strong></li>
</ol>
<p>Antes de substituir um brinquedo, cama ou acessório que apresenta algum dano, vale a pena avaliar se pode ser reparado. Uma costura, um fecho ou uma pequena peça danificada podem, em alguns casos, ser recuperados, prolongando a vida útil do produto e evitando que seja descartado antes de deixar de ter utilidade.</p>
<ol start="6">
<li><strong> Reciclar</strong></li>
</ol>
<p>Quando um produto já não pode ser reutilizado ou reparado, a reciclagem pode ser uma alternativa para encaminhar corretamente os materiais. É importante separar as embalagens e outros resíduos de acordo com as regras de reciclagem aplicáveis, verificando sempre se o artigo pode efetivamente ser reciclado e qual o destino adequado.</p>
<p>No caso dos sacos para recolher os dejetos dos cães, por exemplo, é importante não assumir que uma opção biodegradável ou compostável é automaticamente mais sustentável. O material utilizado e o destino que lhe é dado devem ser considerados. Para a areia dos gatos, é igualmente essencial seguir as indicações do fabricante relativamente à eliminação e evitar colocá-la na sanita quando tal não for recomendado.</p>
<p>Aplicar os 6 R&#8217;s à rotina dos animais de companhia permite repensar hábitos de consumo e reduzir o desperdício. Pequenas decisões, desde a compra de um acessório à forma como são encaminhadas as embalagens, podem contribuir para uma relação mais responsável com os recursos e com o ambiente, sem deixar de garantir o bem-estar dos animais.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>GNR regista mais de 2.600 casos de abandono e maus-tratos a animais desde 2024</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/gnr-regista-mais-de-2-600-casos-de-abandono-e-maus-tratos-a-animais-desde-2024/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 08:03:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[abandono]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Num comunicado, a GNR disse que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) detetou 982 ocorrências de abandono e 1 668 casos relacionados com mortes e maus-tratos a animais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Guarda Nacional Republicana (GNR) disse hoje que registou mais de 2.600 casos de abandono e maus-tratos a animais desde o início de 2024 em todo o território nacional.</p>
<p class="text-paragraph">Num comunicado, a GNR disse que o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) detetou 982 ocorrências de abandono e 1 668 casos relacionados com mortes e maus-tratos a animais.</p>
<p class="text-paragraph">Entre janeiro de 2024 e o final de agosto passado, a GNR realizou quase 19.200 ações de fiscalização direcionadas à proteção e bem-estar de animais de companhia, animais perigosos e potencialmente perigosos.</p>
<p class="text-paragraph">No mesmo período, os militares da Guarda conseguiram resgatar e recuperar mais de 7.500 animais (incluindo espécies de companhia, pecuária e fauna selvagem).</p>
<p class="text-paragraph">Apenas nos primeiros seis meses de 2026, a GNR contabilizou quase 2.900 resgates, com mais de 2.150 animais encaminhados para Centros de Recolha Oficial e cerca de 300 animais selvagens restituídos ao seu habitat natural.</p>
<p class="text-paragraph">Isto depois de, em 2025, a Guarda ter resgatado quase 4.700 animais, entregue perto de 2.900 a centros oficiais e devolvidos cerca de 1.500 à natureza.</p>
<p class="text-paragraph">A GNR sublinhou que “a colaboração ativa dos cidadãos assume um papel determinante na sinalização de situações de negligência e perigo”.</p>
<p class="text-paragraph">Entre janeiro de 2024 e 06 de setembro passado, a Linha SOS Ambiente e Território da GNR registou mais de mil denúncias ligadas a animais: 935 relativas ao abandono de animais de companhia e 110 sobre animais de pecuária.</p>
<p class="text-paragraph">Os distritos do Porto (179) e Setúbal (164) e Lisboa (149) concentraram os maiores volumes de participações através da linha telefónica.</p>
<p class="text-paragraph">No que toca ao combate ao comércio ilegal de espécies protegidas, o SEPNA realizou 315 ações de fiscalização entre janeiro de 2024 e agosto passado, no cumprimento da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), resultando na instauração de 265 autos de contraordenação e de 24 processos-crime.</p>
<p class="text-paragraph">Os distritos do Porto (122 infrações), Aveiro (36) e a região autónoma da Madeira (20) registaram as maiores concentrações de ilícitos no âmbito CITES.</p>
<p class="text-paragraph">A GNR prometeu continuar a reforçar as ações de fiscalização e sensibilização e sublinhou que a denúncia atempada por parte dos cidadãos é fundamental para combater o abandono e os maus-tratos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Pais extremosos: Peixes criados por progenitores cuidadosos são mais audazes e sociáveis em adultos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/pais-extremosos-peixes-criados-por-progenitores-cuidadosos-sao-mais-audazes-e-sociaveis-em-adultos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 14:02:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[peixes]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma investigação vem mostrar que “os pais também importam” e que as crias que recebem cuidados dos progenitores machos acabam por se tornar adultos mais audazes e sociáveis.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quando muitos pensam em animais a cuidar das suas crias, é provável que pensem mais em mamíferos ou aves do que em peixes. Contudo, mesmo nesse mundo nem todas as espécies deixam as crias à sua sorte, cuidando delas nos primeiros momentos de vida.</p>
<p>E, no que toca a cuidados parentais, não são apenas as mães as protagonistas. O filme “À Procura de Nemo” mostra o peixe-palhaço Marlin, um pai solteiro, a cruzar os oceanos e a enfrentar inúmeros perigos para encontrar o seu filho perdido, Nemo. Embora seja apenas um filme, uma dupla de cientistas diz que pode refletir muito mais o verdadeiro comportamento dos pais-peixes do que antes se pensava.</p>
<p>Uma investigação publicada na revista ‘<a href="https://royalsocietypublishing.org/rstb/article/381/1955/20250015/482603/Dads-matter-too-the-behavioural-and-neurogenomic" target="_blank" rel="noopener">Philosophical Transactions B</a>’ vem mostrar que “os pais também importam” e que as crias que recebem cuidados dos progenitores machos acabam por se tornar adultos mais audazes e sociáveis.</p>
<p>O trabalho focou-se numa espécie de peixe da água doce, conhecido como esgana-gata (<em>Gasterosteus aculeatus</em>), que ocorre na América do Norte, na Ásia e na Europa, incluindo Portugal, nas bacias dos rios Minho, Âncora, Lima, Cávado, Vouga, Mondego, Lis, Tejo, Sado e Mira. De acordo com o “Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental”, de 2023, está “em perigo” de extinção devido sobretudo à destruição e fragmentação dos seus habitats, como a instalação de barragens, e também à poluição e à captação excessiva de água dos rios onde vive.</p>
<p>Nesta espécie, apenas os machos fornecem cuidados às crias, pois as fêmeas, após depositarem os ovos no ninho do progenitor, partem de imediato.</p>
<p>Através de experiências em laboratório, os investigadores Jason Keagy (Universidade Estadual da Pensilvânia) e Alison Bell (Universidade de Illinois em Urbana Campaing) descobriram que a audácia e sociabilidade das crias que receberam cuidados dos progenitores são traços comportamentais associados à expressão de genes específicos nos seus cérebros.</p>
<p>“A presença do pai durante os primeiros 10 dias de vida parece influenciar o comportamento dos peixes mais tarde nas suas vidas”, diz Keagy, que recorda que a maior parte da investigação feita no campo dos cuidados parentais tem tido como organismos modelos ratos, em que os cuidados maternais se destacam.</p>
<p>“Os esgana-gatas são uma das raras espécies em que os pais exclusivamente cuidam as crias”, acrescenta, dizendo que, por isso, são um bom exemplo para tentar compreender o que é que muda nas crias quando os progenitores são o principal, ou único, cuidador.</p>
<p>As experiências permitiram perceber que as crias que recebiam cuidados do pai durantes os 10 primeiros dias tendiam a explorar mais ambientes desconhecidos e a manter-se ativos mesmo perante ameaças do que as que não tiveram essa atenção paternal. Além disso, eram também as crias que interagiam mais com outros membros do grupo.</p>
<p>A nível cerebral, os peixes que receberam cuidados do progenitor nos 10 primeiros dias de vida apresentavam diferenças nos genes que estavam ativos, comparando com os outros peixes que não receberam os mesmos cuidados. Como a presença do pai era a única coisa que diferia de um grupo de crias para o outro, os investigadores concluem que os cuidados do progenitor afetam também o desenvolvimento dos cérebros dos pequenos peixes.</p>
<p>“Estes resultados sugerem que o cuidado paterno está associado a diferenças na regulação genética cerebral que afetam o desenvolvimento e funcionamento do cérebro, o que se traduz em diferenças no comportamento na idade adulta”, detalha Keagy.</p>
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		<title>Alterações climáticas vão &#8220;encolher&#8221; maioria dos moluscos até 2100, mas alguns tornar-se-ão maiores</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/alteracoes-climaticas-vao-encolher-maioria-dos-moluscos-ate-2100-mas-alguns-tornar-se-ao-maiores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Sep 2026 13:02:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA["Em todo um filo [o dos moluscos] e à escala global, descobrimos que alguns dos animais mais básicos do oceano vão reagir às alterações climáticas de formas surpreendentemente diferentes, e que alguns irão, na verdade, tornar-se maiores", declara Craig McClain, principal coautor do estudo onde os resultados são divulgados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos foi aceite praticamente como certa a ideia de que o aquecimento dos mares e oceanos tornaria os animais marinhos, de forma geral, mais pequenos. Águas mais quentes têm menos oxigénio, o que impede que se desenvolvam corpos maiores e as temperaturas altas consomem mais energia que seria usada para crescer.</p>
<p>Contudo, esse fenómeno pode não ser assim tão abrangente quanto se pensa, pelo menos no que toca aos moluscos.<br />
Uma investigação liderada pela Universidade do Luisiana em Lafayette (Estados Unidos da América) analisou mais de 23 mil espécies de moluscos marinhos, como amêijoas, ostras, caracóis, lulas, polvos e poliplacóforos e descobriu que o tamanho do corpo desses animais diminuirá na maioria das regiões oceânicas do mundo até 2100. Contudo, essas alterações serão tudo menos uniformes, uma vez que alguns grupos poderão mesmo tornar-se maiores.</p>
<p>&#8220;Em todo um filo [o dos moluscos] e à escala global, descobrimos que alguns dos animais mais básicos do oceano vão reagir às alterações climáticas de formas surpreendentemente diferentes, e que alguns irão, na verdade, tornar-se maiores&#8221;, declara Craig McClain, principal coautor do estudo onde os resultados são divulgados, na revista &#8216;<a href="https://www.pnas.org/doi/abs/10.1073/pnas.2606099123" target="_blank" rel="noopener">PNAS</a>&#8216;.</p>
<p>&#8220;Essa complexidade é extremamente importante para a forma como pensamos sobre o futuro dos ecossistemas marinhos&#8221;, acrescenta.<br />
Os investigadores analisaram registos sobre a ocorrência e o tamanho do corpo de mais de 2,79 milhões de espécies de moluscos para perceberam como é que a temperatura, o oxigénio e a produtividade do oceano afetam esses animais. Depois, integraram esses dados em modelos de previsão para 2100 em 10 grandes bacias oceânicas sob cenários climáticos de emissões elevadas de gases com efeito de estufa e de emissões reduzidas.</p>
<p>No cenário das emissões mais elevadas, os cientistas preveem diminuições significativas nos tamanhos dos corpos de cerca de dois terços dos moluscos. Em alguns casos, o comprimento médio do corpo pode mesmo ser reduzido 16% até ao final deste século.</p>
<p>A redução do tamanho dos corpos pode também traduzir-se em reduções ainda maiores de biomassa. A título de exemplo, esta equipa diz que uma redução de 16,2% do tamanho de amêijoas no Mar Báltico pode resultar numa queda de 41% da biomassa média.</p>
<p>Por outro lado, em cenários de altas emissões as lulas e os polvos deverão tornar-se &#8220;significativamente maiores&#8221;, como dizem os investigadores, no Oceano Ártico, cerca de 2,9% e 3,3%, em média, respetivamente.</p>
<p>Essas diferenças podem ser explicadas tanto pela geografia em que os animais vivem como pela sua própria biologia. Embora as lulas e os polvos, ambos cefalópodes, tenham maiores necessidades de oxigénio, têm também sistemas circulatórios mais eficientes e ciclos de vida mais rápidos, pelo que podem manter ou até mesmo aumentar o tamanho dos seus corpos em condições de aquecimento. Contudo, moluscos com concha, como os bivalves e os gastrópodes (comos os caracóis e búzios), tenderão a ser cada vez mais pequenos à medida que os mares e oceanos do mundo aquecem.<br />
Além disso, o local onde vivem também importa, pois um grupo de moluscos que habita uma determinada região pode aumentar de tamanho enquanto o mesmo grupo noutra pode diminuir. Isso acontece, porque, como esclarece Isaac Trindade Santos, primeiro autor do estudo, &#8220;o próprio oceano não está a aquecer, a perder oxigénio nem a sofrer alterações na sua produtividade de forma uniforme em todos os locais&#8221;.</p>
<p>&#8220;É preciso ter em conta o panorama geral &#8211; a biologia do animal e a evolução específica do seu ambiente &#8211; para compreender o que está para vir&#8221;, acrescenta.</p>
<p>Os investigadores salientam que em cenários de emissões reduzidas a diminuição significativa no tamanho dos moluscos tenderá a afetar muito menos moluscos. Contudo, dizem que os animais que se pensa aumentarem de tamanho em cenários de altas emissões continuarão a tornar-se maiores mesmo em cenários de baixas emissões.</p>
<p>&#8220;O aumento das emissões determina principalmente quantos grupos [de moluscos] diminuem de tamanho, e não quais os poucos que aumentam. A diminuição do tamanho da vida marinha é, em grande medida, ainda uma escolha que estamos a fazer hoje&#8221;, refere Trindade Santos.<br />
Sendo animais que são fundamentais nos ecossistemas marinhos, por purificarem a água e construírem habitats, por exemplo, e para a alimentação de muitas comunidades humanas, a redução do seu tamanho poderá ter implicações sérias que vão muito além dos próprios moluscos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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