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	<title>Biodiversidade &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 20 Aug 2026 09:27:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Biodiversidade &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Nova espécie de rã descoberta em florestas nas margens de rios na Amazónia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/nova-especie-de-ra-descoberta-em-florestas-nas-margens-de-rios-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 13:02:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi batizada com o nome científico Adenomera varcena, sendo que o epíteto específico (varcena) é uma referência às várzeas amazónicas, considerados ambientes fundamentais para a reprodução e presença da espécie, sendo ecossistemas que são inundados pelas águas fluviais durante as épocas do ano de maior precipitação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em fragmentos florestais que flanqueiam os rios Moa e Crôa, no ocidente da Amazónia brasileira, investigadores de universidades do Brasil e do Equador encontraram uma nova espécie de rã.</p>
<p>Batizaram-na com o nome científico <em>Adenomera varcena</em>, sendo que o epíteto específico (<em>varcena</em>) é uma referência às várzeas amazónicas, considerados ambientes fundamentais para a reprodução e presença da espécie, sendo ecossistemas que são inundados pelas águas fluviais durante as épocas do ano de maior precipitação.</p>
<p>Num artigo publicado na revista ‘<a href="https://bioone.org/journals/ichthyology-and-herpetology/volume-114/issue-2/h2025033/A-New-Species-of-Terrestrial-Foam-Nesting-Frog-Adenomera-Leptodactylidae/10.1643/h2025033.short" target="_blank" rel="noopener">Ichthyology &amp; Herpetology’</a>, os investigadores revelam que este é o primeiro registo de uma espécie do género <em>Adenomera</em> numa habitat com esse, uma vez que essas rãs são encontradas tipicamente em florestas não alagáveis.</p>
<p>Para confirmarem que se tratava realmente de uma nova espécie, fizeram análises genéticas, comparando com o ADN de outras espécies já conhecidas, examinaram gravações das vocalizações dos anfíbios, estudaram a forma do seu corpo e ainda olharam com atenção para o habitat em que foi encontrada. No final, confirmou-se que era uma espécie até então não documentada.</p>
<p>Explicam os cientistas que a <em>A. varcena</em> difere de outros membros do género por não ter uma mancha escura na face inferior do seu antebraço, como outras espécies de <em>Adenomera</em>. Além disso, os chamamentos que os machos usam para atrair fêmeas e defender território são também únicos, consistindo num som curto com um ritmo lento e noutras características acústicas específicas.</p>
<p>Para a equipa, esta descoberta mostra quanto da biodiversidade da Amazónia está ainda por descobrir, especialmente entre espécies que morfologicamente parecem muito semelhantes, mas que, na realidade, são distintas.</p>
<p>Quanto ao estado de conservação da nova espécie, bem como ao seu futuro, persistem, para já, muitas questões.</p>
<p>“Como não sabemos ainda, com detalhe, os requisitos ecológicos da espécie e a sua história natural [como o período e modo de reprodução], é difícil prever os impactos das alterações climáticas, que podem alterar os padrões sazonais de inundação do ecossistema da floresta de várzea nesta região da Amazónia”, explica Thiago Ribeiro de Carvalho.</p>
<p>O investigador da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) e coautor do estudo considera que, como a espécie tem preferência por esse tipo de habitat, é possível que alterações nas dinâmicas de inundação possam influenciar, embora não se saiba a que escala, o comportamento reprodutivo da rã.</p>
<p>“Num cenário de acelerada perda de áreas naturais, a descrição formal de uma nova espécie realça o quanto ainda precisamos de esforçar-nos para fazer avançar os estudos sobre a nossa biodiversidade. As espécies podem tornar-se localmente extintas mesmo antes de serem formalmente reconhecidas como espécies, através da sua nomeação e descrição”, salienta o cientista brasileiro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Falta de diversidade genética está a pressionar ainda mais os elefantes-asiáticos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/falta-de-diversidade-genetica-esta-a-pressionar-ainda-mais-os-elefantes-asiaticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 10:02:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
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		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[elefantes]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com uma tendência populacional de declínio, estes mamíferos têm como principais ameaças a degradação e perda das florestas nas quais vivem, conflitos com humanos pelos danos que causam em culturas, a caça furtiva e o tráfico de vida selvagem, especialmente por causa do seu marfim.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os elefantes-asiáticos (<em>Elephas maximus</em>) podem ser encontrados, em estado selvagem, no sul e sudeste da Ásia, considerados uma espécie “em perigo” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.</p>
<p>Com uma tendência populacional de declínio, estes mamíferos têm como principais ameaças a degradação e perda das florestas nas quais vivem, conflitos com humanos pelos danos que causam em culturas, a caça furtiva e o tráfico de vida selvagem, especialmente por causa do seu marfim.</p>
<p>Todas pressões estão a fazer com que as populações que sobrevivem vão sendo cada vez mais pequenas e estando cada vez mais isoladas. Isso aumenta o risco de cruzamentos entre indivíduos com grau de parentesco muito próximo (ou endogamia), levando à redução de diversidade genética e, por isso, tornando as populações menos resiliências, por exemplo, a doenças ou a mudanças ambientais, como as causas pelas alterações climáticas.</p>
<p>Uma equipa internacional de cientistas quis perceber o nível de ameaça que a endogamia representa para essa espécie que está a ser empurrada para a extinção.</p>
<p>Para isso, analisaram a totalidade do genoma de 81 elefantes-asiáticos de cada uma das quatro subespécies atualmente reconhecidas: <em>Elephas maximus borneensis</em> (do Bornéu), <em>Elephas maximus indicus</em> (da Índia), <em>Elephas maximus maximus</em> (do Sri Lanka) e <em>Elephas maximus sumatranus</em> (de Sumatra). Os elefantes de Sumatra estão classificados como “criticamente em perigo”, enquanto as restantes três subespécies estão na categoria “em perigo”.</p>
<p>Os investigadores perceberam que o que dizem ser a “saúde genética” varia significativamente entre as quatro subespécies. Os elefantes do Bornéu são os que apresentam os níveis mais baixos de saúde genética, com 65% do ADN analisado a apresentar sinais de endogamia.</p>
<p>Os elefantes de Sumatra apresentam uma taxa de endogamia de cerca de 35%, os da Índia 11% e os do Sri Lanka 10%.</p>
<p>A equipa considera que ter uma ideia mais clara da diversidade genética das subespécies e, consequentemente, da espécie é fundamental para saber quais as populações mais vulneráveis e onde é preciso atuar com maior urgência.</p>
<p>“Uma descoberta surpreende é que, apesar de grandes diferenças em termos de endogamia, as quatro subespécies ainda partilham uma grande porção da sua diversidade genética original”, diz Jeroen Kappelhof, da Universidade de Wageningen (Países Baixos) e primeiro autor deste <a href="https://academic.oup.com/gbe/article/18/8/evag183/8738046" target="_blank" rel="noopener">estudo</a>.</p>
<p>Provavelmente, explica, isso deve-se ao facto de as subespécies não terem divergido umas das outras há muito tempo, em termos evolutivos.</p>
<p>“As diferenças que vemos surgiram sobretudo porque algumas populações perderam mais variedade genética do que outras. Isto abre perspetivas para a conservação, uma vez que o resgate genético pode ser uma opção para populações com baixa diversidade genética”, acrescenta.</p>
<p>Assim, a introdução de animais de outras populações para diversificação o material genético disponível pode ser uma possível solução, mas os cientistas dizem que, antes de qualquer intervenção desse género, é preciso mais trabalho científico para garantir que as populações não acabam por perder adaptações genéticas locais ao ambiente.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Tipo de coral inteiramente desconhecido descoberto nas profundezas do mar na Costa Rica</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/tipo-de-coral-inteiramente-desconhecido-descoberto-nas-profundezas-do-mar-na-costa-rica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 08:03:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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					<description><![CDATA[A espécie foi batizada com o nome científico Laurinque elenya, ambas palavras derivadas da língua dos elfos inventada pelo escritor J.R.R. Tolkien, criador do universo de “O Senhor dos Anéis”. A palavra “laurinque” significa “árvore dourada”, uma alusão ao formato e cor do novo coral, e “elenya” significa “estelar” ou “das estrelas”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A centenas de metros de profundidade no Oceano Pacífico, um coral nunca antes visto foi descoberto ao largo da Costa Rica. Exibindo uma coloração amarelada e estendendo-se como uma árvore repleta de folhas, é tão diferente dos corais até agora descritos que foi criada uma nova família só para incluí-lo.</p>
<p>A descoberta deu-se aquando da exploração de montes submarinos por cientistas da Costa Rica, Canadá e Estados Unidos da América. Num artigo publicado na revista ‘<a href="https://zookeys.pensoft.net/article/191899/" target="_blank" rel="noopener">ZooKeys’</a>, revelam que estes corais foram encontrados entre os 360 e 529 metros abaixo da superfície do mar.</p>
<p>Espécimes foram recolhidos em dois momentos (2019 e 2023) e locais distintos e os investigadores definem, para já, a área de distribuição geográfica da nova espécie nos montes submarinos do leste do Pacífico tropical, ao largo da Costa Rica.</p>
<p>A espécie foi batizada com o nome científico <em>Laurinque elenya</em>, ambas palavras derivadas da língua dos elfos inventada pelo escritor J.R.R. Tolkien, criador do universo de “O Senhor dos Anéis”. A palavra “laurinque” significa “árvore dourada”, uma alusão ao formato e cor do novo coral, e “elenya” significa “estelar” ou “das estrelas”.</p>
<figure id="attachment_302886" aria-describedby="caption-attachment-302886" style="width: 875px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-302886 " src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/oo_1702421.jpg" alt="" width="875" height="904" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/oo_1702421.jpg 983w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/oo_1702421-290x300.jpg 290w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/oo_1702421-768x794.jpg 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/oo_1702421-600x620.jpg 600w" sizes="(max-width: 875px) 100vw, 875px" /><figcaption id="caption-attachment-302886" class="wp-caption-text">A nova espécie de coral tem pólipos com oito tentáculo cada um. Por isso, pertence à classe dos octocorais. Foto: ROV SuBastian (FKt 230918).</figcaption></figure>
<p>Os cientistas encontraram a nova espécie a prosperar, fixada na superfície rochosa de montes submarinos quase totalmente cobertos por estrelas-do-mar de braços finos. No artigo, escrevem que os corais a emergir de “campos” de estrelas-do-mar como árvores reluzentes faziam lembrar “o mundo místico dos elfos” de Tolkien.</p>
<p>Para descobrirem a que categorias taxonómicas pertencia a nova espécie, os investigadores sequenciaram três genes que são tipicamente usados para identificar corais, mas não havia correspondências. Decidiram, então, analisar centenas de genes de uma só vez e perceberam que se tratava de uma família totalmente desconhecida até então.</p>
<p>A família mais próxima da desta nova espécie é a Eunicellidae, mas são suficientemente diferentes, em termos genéticos e morfológicos, para serem consideradas famílias distintas. Contudo, ambas pertencem ao grupo dos octocorais (cujos pólipos têm oito tentáculos cada um).</p>
<p>Assim, surgiu a família Laurinqueidae, para só com uma espécie, a <em>Laurinque elenya</em>.</p>
<p>“Vi o jardim de octocorais pela primeira vez em 2019 e fiquei impressionada pela beleza da paisagem, que inspirou, mais tarde, o nome élfico para os táxons [família, género e espécie]”, recorda Odalisca Breedy, da Universidade da Costa Rica e primeira autora do estudo.</p>
<p>Os investigadores dizem que esta espécie é mais uma que se junta a uma lista cada vez maior de novas espécies que têm sido descobertas nos montes submarinos da Costa Rica nos últimos anos. Além disso, consideram que mostra o quanto ainda há por desvendar nas zonas mais profundas dos oceanos, que cobrem cerca de dois terços da superfície da Terra e sobre as quais ainda muito pouco se sabe.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Alterações climáticas estão a causar temperaturas marinhas “sem precedentes” na Europa</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/alteracoes-climaticas-estao-a-causar-temperaturas-marinhas-sem-precedentes-na-europa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 14:02:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Num relatório divulgado esta quarta-feira pela organização World Weather Attribution, as alterações climáticas estão a provocar temperaturas marinhas “sem precedentes” na Europa, com as águas marinhas da região a aquecerem mais rapidamente do que o próprio clima. E os investigadores avisam que esse aquecimento extremo está a ter “consequências desastrosas” na vida marinha na região.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Este verão está a ser um dos mais preocupantes no que toca às temperaturas superficiais dos mares que banham a costa europeia, com o mês de julho a registar as mais altas desde que há registo.</p>
<p>Num <a href="https://spiral.imperial.ac.uk/server/api/core/bitstreams/fab5e8a1-006d-4d6f-9514-557c3894ce13/content" target="_blank" rel="noopener">relatório</a> divulgado esta quarta-feira pela organização World Weather Attribution, as alterações climáticas estão a provocar temperaturas marinhas “sem precedentes” na Europa, com as águas marinhas da região a aquecerem mais rapidamente do que o próprio clima. E os investigadores avisam que esse aquecimento extremo está a ter “consequências desastrosas” na vida marinha na região.</p>
<p>Várias espécies estão a deslocar-se para norte, em direção a águas mais frescas, com impactos negativos na pesca e aquacultura. No Reino Unido foi registado um aumento exponencial da abundância de polvos, que causa preocupação no que toca à estabilidade e funcionamento dos ecossistemas marinhos. Há ainda relatos de alterações nas teias tróficas, com, por exemplo, golfinhos a alimentar-se de medusas por causa da redução da abundância das suas presas habituais, como a cavala.</p>
<p>Além disso, os autores deste estudo apontam também que as altas temperaturas marinhas estão a causar eventos de mortalidade em massa de espécies vitais para a construção e manutenção dos habitats marinhos, como corais, esponjas e macroalgas. “A perda de tais espécies fundamentais tem impacto na estrutura e funcionamento de todo o ecossistema”, escrevem.</p>
<p>Essa mortalidade massiva terá igualmente impactos noutros níveis ao longo das teias alimentares, podendo afetar invertebrados, peixes, aves e mamíferos marinhos.</p>
<p>Com os mares a tornarem-se mais quentes, a biodiversidade sofre profundas alterações, não só com a deslocação de espécies para águas mais frias, mas também com a reconfiguração da composição das próprias comunidades de organismos marinhos e com a substituição por espécies mais adaptadas a temperaturas mais elevadas.</p>
<p>Mas mesmo aquelas espécies mais bem-adaptadas têm limites, que podem vir a ser ultrapassados à medida que as onda de calor marinhas se tornam mais frequentes, duradouras e intensas. Por isso, os investigadores dizem que “uma rápida transição para lá dos combustíveis fósseis é essencial para salvar ecossistemas cruciais, as pescas, as produção alimentar e o turismo nas costas europeias”.</p>
<p>Aos impactos ecológicos juntam-se os climáticos, uma vez que os cientistas que assinam este trabalho explicam que o aumento da temperatura marinha superficial pode influenciar o clima regional e impulsionar fenómenos extremos como chuvas torrenciais. Na Europa, a temperaturas elevadas do Mediterrâneo foram associadas a eventos de precipitação intensa que causaram as cheias de Valência em 2024.</p>
<p>A equipa diz que medidas de adaptação ao aumento das temperaturas marinhas, e aos seus efeitos, como reduzir a pressão sobre os ecossistemas marinhos, proteger os habitats, melhorar sistemas de alerta precoce e mudanças na gestão da pesca e aquacultura, podem aumentar a resiliência e reduzir a vulnerabilidade. Contudo, deixam um aviso: dado o atual estado de coisas, não serão capazes de “compensar totalmente os impactos ecológicos do contínuo aquecimento marinho”.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>São várias a ameaças enfrentadas pelo grande primata mais raro do mundo. E é preciso olhar para todas elas, avisam cientistas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/sao-varias-a-ameacas-enfrentadas-pelo-grande-primata-mais-raro-do-mundo-e-e-preciso-olhar-para-todas-elas-avisam-cientistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 13:03:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Indonésia]]></category>
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		<category><![CDATA[orangotango]]></category>
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					<description><![CDATA[A grande conclusão deste trabalho é que os orangotangos-de-tapanuli não estão a ser ameaçados por um ou outro fator, mas sim por uma multiplicidade deles que agem em conjunto, desde as indústrias extrativas à exploração de madeira e à expansão agrícola, passando pelos impactos cada vez mais severos das alterações climáticas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os orangotangos-de-tapanuli (<em>Pongo tapanuliensis</em>) são considerados os mais raros dos grandes primatas. Com um estatuto de “criticamente em perigo”, têm uma população em declínio com não mais do que 800 indivíduos e estão confinados a uma só região, nas montanhas de Batang Toru, na província indonésia de Sumatra do Norte.</p>
<p>O debate em termo do futuro dessa região, e dos próprios orangotangos-de-tapanuli, tem-se focado em fatores de ameaça como grandes projetos como centrais hidroelétricas, exploração de ouro e energia geotérmica, e os seus impactos nesse habitat e nessa espécie.</p>
<p>Contudo, um grupo de cientistas, num artigo que publicaram na revista ‘<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0006320726002727" target="_blank" rel="noopener">Biological Conservation’</a>, avisa que a realidade é mais complexa do que se pode, à primeira vista, achar.</p>
<p>Através de dados de satélite, entrevistas com as comunidades locais e simulações de computador para perceber os impactos dessas atividades humanas em Batang Toru, a equipa avaliou a perda de floresta desde o início do século e os processos sociais e económicos por detrás dela.</p>
<p>A grande conclusão deste trabalho é que os orangotangos-de-tapanuli não estão a ser ameaçados por um ou outro fator, mas sim por uma multiplicidade deles que agem em conjunto, desde as indústrias extrativas à exploração de madeira e à expansão agrícola, passando pelos impactos cada vez mais severos das alterações climáticas.</p>
<p>De acordo com o estudo, entre 2000 e 2023, Batang Toru perdeu 7.659 hectares de floresta, ou 5% da sua cobertura floresta total. A desflorestação acentuou-se significativamente depois de 2012, coincidindo com o início da atividade de três grandes projetos extrativos na região.</p>
<p>Com base nas simulações digitais que criaram, os investigadores estimam que Batang Toru perdeu mais 3.472 hectares de floresta do que perdido na ausência desses projetos.</p>
<p>No entanto, salienta que cerca de 70% da perda de floresta registada desde 2000 está associada à agricultura de pequena escala e à exploração madeireira. Por isso, argumentam, embora as indústrias extrativas tenham causado um aumento acentuado na desflorestação, a expansão agrícola e a extração de madeira aplicaram uma pressão contínua sobre o habitat dos orangotangos-de-tapanuli, pressão essa que até aumentou durante o período em estudo.</p>
<p><strong>Fatores escondidos</strong></p>
<p>As imagens por satélite e simulações de computador não permite ver a complexidade da realidade na sua plenitude, dizem os autores da investigação, pelo que as entrevistas com as comunidades locais tornaram possível descobrir fatores sociais e económicos que impulsionaram a desflorestação.</p>
<p>De acordo com as explicações avançadas pelos cientistas no site ‘The Conversation’, mudanças nos preços dos produtos florestais, alterações na propriedade dos terrenos, o desenvolvimento de estradas e os modos de subsistência locais são todos fatores de grande relevância.</p>
<p>A título de exemplo, apontam que uma queda no preço da borracha levou alguns residentes a derrubar essas plantações para instalarem culturas de banana. “Essas conversões não regulamentadas de terras podem ocorrer devido à sobreposição de reivindicações sobre terras consuetudinárias e terras do Estado, bem como à fraca supervisão das atividades de exploração florestal em pequena escala”, escrevem os investigadores.</p>
<p>A equipa destaca, assim, a importância de combinar perspetivas ecológicas com perspetivas sociais para ser possível ter uma imagem o mais clara e completa possível do que se passa. Especialmente numa região onde humanos e orangotangos têm vivido lado a lado ao longo de muitas gerações. Só dessa forma, sugerem, se consegue identificar os grandes problemas e agir sobre eles.</p>
<p>Além de tudo isso, as alterações climáticas estão a exercer também uma forte pressão sobre os orangotangos-de-tapanuli.</p>
<p>Um <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0960982226006342" target="_blank" rel="noopener">estudo anterior</a> revelou que as chuvas torrenciais que afetaram a Indonésia em 2025 destruíram cerca de 8.300 hectares de floresta na região ocidental de Batang Toru. E estima-se que isso tenha resultado na morte de aproximadamente 58 orangotangos, perto de 7% da população global da espécie.</p>
<p>Porque os orangotangos-de-tapanuli estão a ser ameaçados por uma combinação de indústrias extrativas, expansão agrícola, exploração de madeira, falhas na aplicação da lei e na fiscalização, forças de mercado e alterações climáticas, os investigadores dizem que o foco apenas num ou noutro fator não ajudará a assegurar o futuro da espécie.</p>
<p>Como tal, acreditam que é necessária uma abordagem integrada que ajudem a proteger a paisagem de que orangotangos e também humanos dependem.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nova espécie de lagarto descoberta na Tailândia recebe nome de dragão da série “House of the Dragon”</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/nova-especie-de-lagarto-descoberta-na-tailandia-recebe-nome-de-dragao-da-serie-house-of-the-dragon/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Aug 2026 10:02:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[lagarto]]></category>
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		<category><![CDATA[nova espécie]]></category>
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					<description><![CDATA[A nova espécie foi encontrada a uma altitude acima dos 1.300 metros, no Parque Nacional Mae Wong, na província de Tak-Kamphaeng Phet, e os investigadores acreditam que não existe em qualquer outro local do mundo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nas florestas montanhosas do oeste da Tailândia, foi descoberta uma nova espécie de lagarto sáurio da família dos Agamídeos, caracterizado por ter uma fila de espinhos que corre pelo pescoço e pelo dorso.</p>
<p>A <a href="https://zookeys.pensoft.net/article/186636/" target="_blank" rel="noopener">nova espécie</a> foi encontrada a uma altitude acima dos 1.300 metros, no Parque Nacional Mae Wong, na província de Tak-Kamphaeng Phet, e os investigadores acreditam que não existe em qualquer outro local do mundo.</p>
<p>As fêmeas têm o corpo coberto de escamas amareladas, e podem chegar aos 10 centímetros de comprimento, e os machos têm corpos mais escuros e pescoço esverdeados, podendo chegar aos sete centímetros.</p>
<p>Este lagarto recebeu o nome científico <em>Acanthosaura syrax</em>, uma referência ao dragão das mesmas tonalidades amareladas montado por Rhaenyra Targaryen, da série televisiva da HBO “House of the Dragon”, uma prequela ao fenómeno “A Guerra dos Tronos”, inspirado nas obras do escritor George R.R. Martin.</p>
<figure id="attachment_302802" aria-describedby="caption-attachment-302802" style="width: 996px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-302802 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/dragao-zyrax.png" alt="" width="996" height="490" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/dragao-zyrax.png 996w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/dragao-zyrax-300x148.png 300w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/dragao-zyrax-768x378.png 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/08/dragao-zyrax-600x295.png 600w" sizes="(max-width: 996px) 100vw, 996px" /><figcaption id="caption-attachment-302802" class="wp-caption-text">Dragão Syrax de &#8220;House of the Dragon&#8221;. Crédito HBO; retirado de &#8220;Wiki of Westeros&#8221;.</figcaption></figure>
<p>É a 23.ª espécie a integrar o género <em>Acanthosaura</em> e é uma das mais pequenas desse grupo. Além disso, as escamas em forma de espinhos na nuca e dorso são dos mais pequenos encontrado no género, e tem como espécie mais próxima a <em>Acanthosaura lepidgaster</em>.</p>
<p>Por ter uma área de distribuição muito limitada e por as suas populações estarem afastadas umas das outras devido à natureza acidentada da paisagem montanhosa, os investigadores acreditam que a espécie é altamente vulnerável a perturbações do seu habitat.</p>
<p>Por isso, pedem uma maior proteção para as florestas de altitude de Mae Wong, argumentando que esta nova espécie poderá servir de “bandeira” para a conservação da área, ao lado de outros animais raros e ameaçados que também ocorrem nessa região, como o tigre da subespécie <em>Panthera tigris corbetti</em>, a tartaruga <em>Manouria emys</em> ou tordo-de-flancos-cinzentos (<em>Turdus feae</em>).</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Melgaço lança concurso para combater invasoras no Parque Nacional Peneda-Gerês</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/melgaco-lanca-concurso-para-combater-invasoras-no-parque-nacional-peneda-geres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2026 14:49:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[invasoras]]></category>
		<category><![CDATA[Melgaço]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Parque Nacional Peneda-Gerês]]></category>
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					<description><![CDATA[O anúncio, publicado no Diário da República (DR), indica que podem ser apresentadas até 12 de setembro as propostas para prestação de “serviços para melhoria do estado de conservação de ‘habitats’ naturais e combate à disseminação de espécies exóticas invasoras em área do PNPG”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara de Melgaço lançou hoje um concurso público para melhorar a conservação de ‘habitats’ naturais e combater espécies invasoras no Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) por cerca de 300 mil euros.</p>
<p class="text-paragraph">O anúncio, publicado no Diário da República (DR), indica que podem ser apresentadas até 12 de setembro as propostas para prestação de “serviços para melhoria do estado de conservação de ‘habitats’ naturais e combate à disseminação de espécies exóticas invasoras em área do PNPG”.</p>
<p class="text-paragraph">O prazo para a execução do contrato naquele concelho do distrito de Viana do Castelo é de 10 meses.</p>
<p class="text-paragraph">O local para a prestação do serviço é a União das Freguesias de Vila e Roussas, especifica o DR.</p>
<p class="text-paragraph">O PNPG atravessa 22 freguesias, situa-se no extremo noroeste de Portugal, na zona raiana entre o Minho, Trás-os-Montes e a Galiza, atravessando os distritos de Braga (Terras de Bouro), Viana do Castelo (Melgaço, Arcos de Valdevez e Ponte da Barca) e Vila Real (Montalegre), tendo uma área total de 70.290 hectares.</p>
<p class="text-paragraph">Constitui, juntamente com o Parque Natural da Baixa Limia/Serra do Xurés, na Galiza, o Parque Transfronteiriço Gerês-Xurés e, em conjunto com esse parque natural espanhol, integra, desde 2009, a Reserva Mundial da Biosfera.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Habitats de espécie ameaçada de ostra europeia “colapsaram”, alertam investigadores</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/habitats-de-especie-ameacada-de-ostra-europeia-colapsaram-alertam-investigadores-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2026 13:55:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[estudo]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ostra]]></category>
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					<description><![CDATA[Cientistas avisam que perda de recifes de ostras-planas-europeias terá consequências para a biodiversidade costeira e também pode afetar a subsistência humana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ostra-plana-europeia (<em>Ostrea edulis</em>), uma espécie nativa das regiões europeia e mediterrânica e que se considera ter um estado de conservação desfavorável, é conhecida por construir recifes ao largo da costa, de tal forma que essas áreas são muitas vezes conhecidas como os recifes de coral das zonas temperadas.</p>
<p>Esses recifes, em tempos, cobriram áreas tão extensas quanto campos de futebol e chegaram, no seu conjunto, a alcançar mais de 1,7 milhões de hectares. No entanto, a captura excessiva, a poluição e doenças causaram o colapso ecológico dessas zonas, revela uma equipa de investigadores num <a href="https://conbio.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/conl.13068?af=R" target="_blank" rel="noopener">artigo publicado na revista ‘Conservation Letters’</a>. Agora, os recifes de ostras-planas-europeias estão degradados e fragmentados, estimando-se uma densidade média de menos de uma ostra por metro quadrado. Nos locais onde ainda resistem, como ao largo da costa escandinava, esses recifes tendem a não ter áreas maiores do que 0,1 hectares.</p>
<p>Esta espécie de ostra construtora de recifes é considerada um elemento fulcral para uma diversidade de outros animais, com as suas construções marinhas a suportarem comunidades vibrantes de peixes, caranguejos, estrelas-do-mar e até de aves marinhas e de humanos, que criaram vivências e modos de subsistência em torno desses recifes.</p>
<p>Além disso, são uma importante proteção da costa contra a força erosiva das marés e os efeitos das tempestades, e sendo as ostras animais filtradores são essenciais para manter a saúde dos ecossistemas marinhos. Com o colapso destes habitats, tudo o resto é arrastado para um precipício de instabilidade e riscos ecológicos.</p>
<p>Assim, com o colapso do ecossistema desta ostra nativa da Europa, “perdemos também um enorme motor de filtração no Atlântico nordeste”, salienta, em comunicado, Joanne Preston, docente da Universidade de Portsmouth e uma das autoras do artigo, acrescentando que “ainda mais grave” poderá ser “a perda de biodiversidade que se alimentava ou vivia nesses recifes”.</p>
<p>Por sua vez, Philine zu Ermgassen confessa que “ficámos chocados com as nossas descobertas”. O investigador da Universidade de Edimburgo e primeiro autor do estudo diz que o trabalho de compilação de informação sobre a evolução histórica dos recifes da ostra-plana-europeia, bem como as suas contribuições para o ecossistema marinho como um todo, permitiu perceber “o papel indispensável que estes recifes em tempos desempenharam”.</p>
<p>Embora vários projetos de restauro dos habitats desta espécie nativa da Europa estejam já em curso no Reino Unido e na Irlanda, o cientista avisa que, por si só, podem não ser suficientes.</p>
<p>“Os atuais esforços de recuperação serão insuficientes”, aponta zu Ermgassen, que defende que, primeiro que tudo, é preciso olhar para a história destes recifes para perceber que condições permitem uma melhor recuperação, e não com base somente no cenário presente, já influenciado por fatores como a poluição, a sobre-pesca e outras atividades humanas. Ademais, é preciso mais financiamento.</p>
<p>“O atual estado de colapso do ecossistema de recifes da ostra nativa da Europa é, por conseguinte, um poderoso aviso de que o estado dos mares europeus é mais grave do que geralmente se reconhece quando as nossas avaliações se limitam a bases de referência mais recentes”, pode ler-se no artigo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Grande Barreira de Coral pode estar a entrar em fase de recuperação</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/grande-barreira-de-coral-pode-estar-a-entrar-em-fase-de-recuperacao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 14:01:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Grande Barreira de Coral]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[No relatório anual sobre o maior recife coralino no mundo, os cientistas governamentais do Instituto Australiano de Ciência Marinha revelam que a cobertura de coral em todas as três regiões da Grande Barreira aumentou ligeiramente ou manteve-se em níveis semelhantes aos registados no verão de 2024-2025.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre agosto de 2025 e junho deste ano, a Grande Barreira de Coral mostrou sinais de recuperação face aos impactos do evento de branqueamento massivo de 2024, mas a ameaça de aquecimento ainda persiste.</p>
<p>No <a href="https://www.aims.gov.au/monitoring-great-barrier-reef/gbr-condition-summary-2025-26" target="_blank" rel="noopener">relatório anual</a> sobre o maior recife coralino no mundo, que se estende por mais de dois mil quilómetros pela costa nordeste da Austrália, os cientistas governamentais do Instituto Australiano de Ciência Marinha revelam que a cobertura de coral em todas as três regiões da Grande Barreira aumentou ligeiramente ou manteve-se em níveis semelhantes aos registados no verão de 2024-2025.</p>
<p>A cobertura coralina aumentou 16,7% na região norte e 10,2% na região central. Só na região sul registou-se uma ligeira redução de 2%. Os investigadores dizem que nas três regiões a cobertura de coral continua acima ou ligeiramente abaixo da média de longo-prazo.</p>
<p>A pausa no declínio registado na Grande Barreira de Coral, fortemente agravado pelo evento de mortalidade massiva do verão de 2024, em muito se deveu a chuva intensas associadas à época das monções de verão naquela região do mundo.</p>
<p>“O Recife voltou a sofrer um verão com temperaturas marinhas acima da média, mas a monção do final do verão, que aumento a cobertura de nuvens e reduziu as temperaturas do mar, provavelmente limitou a severidade e a extensão do branqueamento no verão 2025/26”, explica Mike Emslie, diretor do Programa de Monitorização de Longo-prazo da agência australiana.</p>
<p>Do total de 121 recifes de coral monitorizados para o relatório deste ano, 12 tinham uma cobertura entre os 50% e 75%, 42 entre 30% e 50%, e 64 entre 10% e 30%.  Só três recifes tinham uma cobertura abaixo dos 10% da cobertura histórica e nenhum apresentava cobertura acima dos 75%.</p>
<p>Assim, entre agosto de 2025 e junho de 2026, 16% dos recifes da Grande Barreira de Coral sofreram um declínio, 56% não apresentaram mudanças significativas e 28% chegaram mesmo a aumentar a cobertura de coral.</p>
<p>O branqueamento continuou a estar presente no verão de 2025-2026 na Austrália, o que terá impedido uma recuperação mais significativa.</p>
<p>“Embora muitos recifes não tenham perdido cobertura de coral, o branqueamento provavelmente impediu os aumentos contínuos da cobertura de coral que normalmente seriam esperados na ausência de perturbações”, salienta Emslie.</p>
<p>Apesar de os resultados deste ano sugerirem as primeiras fases de uma recuperação e que os níveis de cobertura coralina são mais elevados do que em muitos outros ecossistemas semelhantes pelo mundo fora, a Grande Barreira de Coral continua a estar sob pressão.</p>
<p>“Embora os sinais de recuperação sejam encorajadores, os riscos para os recifes de coral estão a aumentar. Podemos ajudá-los a sobreviver às ameaças decorrentes das alterações climáticas através da redução das emissões globais, de uma boa gestão dos recifes e do desenvolvimento de intervenções científicas baseadas em dados concretos que apoiem a adaptação e a recuperação dos recifes”, sentencia Selina Stead, diretora-executiva do Instituto Australiano de Ciência Marinha.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Açores proíbem caça ao pombo e feiras com aves devido à doença de Newcastle</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/acores-proibem-caca-ao-pombo-e-feiras-com-aves-devido-a-doenca-de-newcastle/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2026 12:00:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Açores]]></category>
		<category><![CDATA[caça]]></category>
		<category><![CDATA[nacional]]></category>
		<category><![CDATA[pombo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=302950</guid>

					<description><![CDATA[“Esta semana foi detetado o vírus da doença de Newcastle em aves selvagens, nomeadamente na rola turca e no pombo-das-rochas. Como foi detetado no pombo-das-rochas, e para evitar qualquer transmissão e possibilidade de infeção no âmbito da alimentação porque o pombo é usado na alimentação humana, nós proibimos a caça até se verificarem condições”, afirmou à agência Lusa o secretário da Agricultura e Alimentação do Governo dos Açores.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="text-paragraph"> Os Açores proibiram hoje a caça ao pombo e a realização de feiras com aves após ter sido detetada a doença de Newcastle, que apresenta “baixo risco” para os humanos, mas exige “cuidados”, segundo o Governo Regional.</p>
<p class="text-paragraph">“Esta semana foi detetado o vírus da doença de Newcastle em aves selvagens, nomeadamente na rola turca e no pombo-das-rochas. Como foi detetado no pombo-das-rochas, e para evitar qualquer transmissão e possibilidade de infeção no âmbito da alimentação porque o pombo é usado na alimentação humana, nós proibimos a caça até se verificarem condições”, afirmou à agência Lusa o secretário da Agricultura e Alimentação do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), António Ventura.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a publicação em Jornal Oficial, a proibição ao exercício da caça ao pombo-das-rochas, também conhecido por pombo comum, entra em vigor na sexta-feira e por tempo indeterminado em todas as ilhas da região.</p>
<p class="text-paragraph">“É uma doença que é muito viral para as aves e muito contagiosa entre aves. Tem efeitos no rendimento dos produtores das aves domésticas. Apresenta um baixo risco para a população, mas tem risco”, alertou o secretário regional.</p>
<p class="text-paragraph">António Ventura adiantou que foi emitido um “conjunto de medidas de vigilância e precaução”, tanto para avicultores como para a população em geral, recomendando a utilização de “equipamentos de proteção adequados” e a notificação de “mortalidades anormais” aos serviços oficiais.</p>
<p class="text-paragraph">De acordo com as orientações, os cadáveres das aves devem ser “enterrados com bastante profundidade” e as pessoas devem evitar tocar nos olhos e nariz após o “manuseamento das aves”.</p>
<p class="text-paragraph">“Queremos que os produtores evitem a todo o custo o contacto direto ou indireto das aves domésticas com aves selvagens. Por isso, estão proibidas as feiras e ajuntamentos de aves e estão proibidas as importações de zonas onde esta doença de Newcastle está identificada”, descreveu.</p>
<p class="text-paragraph">O governante salientou que a doença está a “surgir pela Europa”, dando como exemplo a situação de Espanha, e apelou à população para se manter “vigilante”.</p>
<p class="text-paragraph">“Embora sejam baixos, apresenta riscos. Das situações conhecidas, falam-se em conjuntivites e tosses. Nunca se sabe, até, se é sempre o mesmo vírus ou se houve algumas mutações. Apresenta sempre risco para os humanos. Temos de ter esse cuidado”, avisou.</p>
<p class="text-paragraph">A doença de Newcastle (DN), também conhecida por pseudopeste aviária, é bastante viral entre as aves e afeta todas as espécies avícolas, com “especial incidência para a galinha e o peru”, segundo a página da Direção-Geral da Alimentação e Veterinária.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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	</channel>
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