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	<title>Brasil &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
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	<title>Brasil &#8211; Green Savers</title>
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		<title>Lula garante que Brasil será dono dos seus minérios em oposição à época do ouro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil, se não tirar proveito dessa fase da revolução energética que o mundo tanto tem, briga, e se não tirar proveito das suas terras raras e dos seus minerais críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade”, disse o chefe de Estado brasileiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente brasileiro, Lula da Silva, sublinhou hoje que não permitirá que se apropriem da riqueza mineral do país como na época do “ciclo do ouro, em que levaram tudo”.</p>
<p class="text-paragraph">O Brasil, se não tirar proveito dessa fase da revolução energética que o mundo tanto tem, briga, e se não tirar proveito das suas terras raras e dos seus minerais críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade”, disse o chefe de Estado brasileiro, em Barcelona, ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, depois dos dois países assinarem um memorando de entendimento no setor de minerais críticos.</p>
<p class="text-paragraph">“O Brasil já deixou passar o ciclo do ouro, em que levaram tudo, enriqueceu muitos países e o Brasil continuou pobre. América Latina já deixou passar o ciclo do ouro, o ciclo da prata, o ciclo da pérola, já o ciclo do minério de ferro, o ciclo da madeira, nós não podemos agora permitir que a riqueza que a natureza nos deu, não permita que a gente fique rico”, frisou, no seu primeiro dia da visita Europa, que termina na terça-feira, em Lisboa.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o chefe de Estado brasileiro, no final da primeira cimeira Espanha-Brasil, realizada em Barcelona, o país está disposto a fazer acordo com todos os países, mas sem abrir mão da soberania, sendo que esta é uma “questão de segurança nacional”.</p>
<p class="text-paragraph">“Nós iremos construir, em parceria com quem quiser construir, quem quiser nos ajudar, quem quiser levar tecnologia e compartilhar tecnologia connosco, estaremos de braços abertos”, disse, avisando: “mas ninguém, ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral”.</p>
<p class="text-paragraph">Terras raras é um conjunto de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países, e são utilizados essencialmente para tecnologia de ponta e fundamentais para a transição energética.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, o país tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, o que tem provocado forte cobiça e pressão da Casa Branca sobre o Governo de Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">Na semana passada, o Presidente do Brasil, criticou dois adversários políticos pré-candidatos à presidência brasileira de outubro pelo alinhamento que têm em relação à Casa Branca e acusou-os de querem &#8220;vender o Brasil&#8221; aos Estados Unidos.</p>
<p class="text-paragraph">Lula da Silva citou especificamente o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, ambos políticos de direita, ao declarar que o Brasil não pode abrir mão de minerais considerados estratégicos.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O Flávio Bolsonaro quer vender para os Estados Unidos algo que é muito importante para o Brasil&#8221;, afirmou Lula da Silva, em entrevista ao portal ICL Notícias.</p>
<p class="text-paragraph"> A conferência de imprensa dos dois líderes hoje encerrou uma cimeira que começou com honras militares.</p>
<p class="text-paragraph">Lula e Sánchez estão na origem das três iniciativas internacionais que decorrem sexta-feira e sábado em Barcelona, já que, além desta cimeira bilateral, haverá outra também institucional denominada &#8220;Em defesa da democracia&#8221; e um fórum progressista que contará, entre os seus 3.000 participantes, com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, do México, Claudia Sheinbaum, de Cabo Verde, José Maria Neves, e do Conselho Europeu, António Costa.</p>
<p class="text-paragraph">
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cacique Raoni critica Governo brasileiro por projetos “destrutivos” na floresta amazónica</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cacique-raoni-critica-governo-brasileiro-por-projetos-destrutivos-na-floresta-amazonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 17:03:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cacique Raoni]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[floresta amazónica]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, Raoni, apesar das críticas, reafirmou o seu apoio à recandidatura do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cacique Raoni, símbolo mundial da defesa da Amazónia e dos direitos indígenas, lançou ontem duras críticas aos projetos de infraestruturas do atual Governo brasileiro, que classificou como “destrutivos” para a floresta amazónica.</p>
<p class="text-paragraph">Durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, Raoni, apesar das críticas, reafirmou o seu apoio à recandidatura do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">“Eu voltarei a apoiar Lula. Não vou apoiar o filho de Bolsonaro. Não vou votar nele, porque eles não pensam bem, não têm noção dos problemas, não compreendem as coisas”, frisou, em declarações à imprensa.</p>
<p class="text-paragraph">No entanto, o cacique precisou que está aberto ao diálogo com qualquer candidato “forte” com possibilidades de vitória para discutir as reivindicações do seu povo.</p>
<p class="text-paragraph">Apesar da sua proximidade com Lula da Silva, com quem subiu a rampa do Palácio do Planalto na sua tomada de posse em 2023, Raoni manifestou a sua firme oposição a projetos-chave para a logística do agronegócio que têm ganho espaço na agenda governamental, como a construção de um caminho de ferro na Amazónia brasileira.</p>
<p class="text-paragraph">Este projeto, denominado “Ferrogão” e originalmente lançado durante o mandato de Jair Bolsonaro (2019-2022), conta com o apoio do atual Governo, apesar da resistência de povos indígenas e associações ambientalistas.</p>
<p class="text-paragraph">“Ouvi falar do ‘Ferrogão’ e não aceitei. Por que não aceitei? Porque destrói a natureza, destrói a floresta”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">Do mesmo modo, questiona a decisão do Governo de aprovar concessões a empresas privadas para a construção de hidrovias em importantes rios da Amazónia, autorizando a dragagem dos mesmos para facilitar o transporte de barcaças.</p>
<p class="text-paragraph">“Ouvi dizer que Lula tinha autorizado que um rio fosse transformado em hidrovia para transportar grandes quantidades de soja. São coisas que têm vindo a causar problemas à natureza. Nunca aceitei isso”, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Posteriormente, o Governo de Lula recuou nessa iniciativa após os protestos de grupos indígenas.</p>
<p class="text-paragraph">Para o líder indígena, esses projetos representam uma “grande devastação” que acarreta problemas para todos os seres humanos.</p>
<p class="text-paragraph">Mais de 6 mil indígenas do Brasil estão acampados em Brasília para a 22.ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), numa semana de debates, encontros com autoridades políticas, manifestações e expectativas pelo anúncio de novas terras demarcadas.</p>
<p class="text-paragraph">Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas (Apib), a edição deste ano tem como tema  “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, que coloca em perspetiva os desafios das eleições de outubro.</p>
<p class="text-paragraph">Considerado a principal mobilização dos povos originários brasileiros, o evento iniciou-se no domingo e decorre até sábado.</p>
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		<item>
		<title>“Prática cruel”: Autoridades brasileiras apreendem mais de 1,5 toneladas de barbatanas de tubarão</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/pratica-cruel-autoridades-brasileiras-apreendem-mais-de-15-toneladas-de-barbatanas-de-tubarao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 16:02:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[tubarões]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o a informação emitida, o local onde decorreu a apreensão funcionava como uma espécie de unidade de secagem e preparação das barbatanas, muito procuradas pelo tráfico internacional para mercados alimentares e de medicina tradicional. O local foi encerrado pelas autoridades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Federal brasileira, em conjunto com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apreendeu mais de 1.583 quilogramas de toneladas de barbatanas de tubarão de várias espécies, incluindo ameaçadas de extinção.</p>
<p>A operação decorreu no passado dia 12 de fevereiro no município de Rodelas, estado da Bahia, no nordeste do Brasil, no que é descrito como uma “ação de repressão a crimes ambientais”.</p>
<figure id="attachment_293103" aria-describedby="caption-attachment-293103" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-293103 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia.jpeg" alt="" width="720" height="1280" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia.jpeg 720w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia-169x300.jpeg 169w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia-576x1024.jpeg 576w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia-600x1067.jpeg 600w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-293103" class="wp-caption-text">Barbatanas apreendidas durante ação coordenada do Ibama, Polícia Federal e Inema. Foto: Inema.</figcaption></figure>
<p>De acordo com o a informação emitida, o local onde decorreu a apreensão funcionava como uma espécie de unidade de secagem e preparação das barbatanas, muito procuradas pelo tráfico internacional para mercados alimentares e de medicina tradicional. O local foi encerrado pelas autoridades.</p>
<p>Foram detidos quatro cidadãos brasileiros, incluindo um adolescente, e três nacionais chineses, que foram autuados e responderão judicialmente por crimes contra a fauna e por corrupção de menores.</p>
<p>As evidências recolhidas estão a ser analisadas, mas pensa-se que algumas das barbatanas provenham de espécies como o tubarão-azul (<em>Prionace glauca</em>, também conhecido como tintureira), classificado como “Quase Ameaçado” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, e o tubarão-lixa (<em>Ginglymostoma cirratum</em>), classificado com o estatuto global de “Vulnerável”.</p>
<figure id="attachment_293104" aria-describedby="caption-attachment-293104" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-293104 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1.jpeg" alt="" width="603" height="768" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1.jpeg 603w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1-236x300.jpeg 236w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1-600x764.jpeg 600w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /><figcaption id="caption-attachment-293104" class="wp-caption-text">A operação resultou também na detenção de sete pessoas: quatro cidadãos brasileiros, incluindo um adolescente, e três nacionais chineses. Foto: Divulgação/Ibama.</figcaption></figure>
<p>Explica o Ibama que as barbatanas são frequentemente obtidas através de um processo chamado “finning”, em que as barbatanas são removidas do animal ainda vivo, que é depois lançado ao mar, onde, sem conseguir nadar, acabará por afoga-se.</p>
<p>É uma “prática cruel e responsável por severos impactos ambientais”, diz a agência ambiental brasileira, “especialmente em espécies ameaçadas de extinção”.</p>
<p>Embora a legislação do Brasil proíba a captura intencional de tubarões e considere como crime o armazenamento, o transporte ou a comercialização de partes desses animais sem autorização, “a atividade é potenciada pela lucratividade extrema do mercado internacional”, explica a Polícia Federal.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Indígenas do Brasil protestam contra exportação de cereais em rios da Amazónia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/indigenas-do-brasil-protestam-contra-exportacao-de-cereais-em-rios-da-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 18:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[protestam]]></category>
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					<description><![CDATA[Há meses que as comunidades indígenas brasileiras denunciam a expansão portuária em rios que consideram vitais para o seu modo de vida, uma queixa já expressa na COP30, conferência climática realizada em Belém, em novembro, sob a presidência do líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de indígenas estão há duas semanas a protestar junto a instalações da gigante norte-americana Cargill, no norte do Brasil, contra a dragagem e a exploração dos rios da Amazónia para exportar cereais.</p>
<p class="text-paragraph">Há meses que as comunidades indígenas brasileiras denunciam a expansão portuária em rios que consideram vitais para o seu modo de vida, uma queixa já expressa na COP30, conferência climática realizada em Belém, em novembro, sob a presidência do líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O governo está a abrir os nossos territórios a inúmeros projetos (&#8230;) para impulsionar o agronegócio&#8221;, declarou a líder indígena Auricelia Arapiuns à agência de notícias France-Presse (AFP) numa mensagem vídeo a partir da cidade portuária de Santarém, no estado do Pará, que acolheu a COP30.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Estamos aqui há 14 dias, mas esta luta não começou hoje. Estamos a ocupar a Cargill para chamar a atenção para o problema e para que o governo apresente uma proposta&#8221;, acrescentou.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a organização de defesa ambiental Amazon Watch, aproximadamente 700 indígenas de 14 comunidades participaram no protesto quarta-feira.</p>
<p class="text-paragraph">Os manifestantes impediram a entrada e saída de camiões do terminal, afirmou a Cargill num comunicado enviado à AFP, acrescentando que a empresa não tinha autoridade nem controlo sobre as reivindicações.</p>
<p class="text-paragraph">A multinacional agroindustrial, com sede no Minnesota, no centro-norte dos Estados Unidos, tem operações de logística agrícola em todo o Brasil, onde emprega cerca de 11 mil pessoas.</p>
<p class="text-paragraph">Os manifestantes exigem a revogação de um decreto assinado por Lula da Silva em agosto, que designa os principais rios da Amazónia como vias navegáveis prioritárias para a navegação e a expansão dos portos privados.</p>
<p class="text-paragraph">Os indígenas exigem ainda o cancelamento de um concurso federal, publicado em dezembro, no valor de 74,8 milhões de reais (12 milhões de euros), para a gestão e dragagem do rio Tapajós, um importante afluente do Amazonas.</p>
<p class="text-paragraph">O Ministério dos Portos brasileiro declarou em janeiro que o contrato com uma empresa para dragagens de manutenção era necessário para &#8220;aumentar a segurança da navegação (&#8230;) e garantir maior previsibilidade nas operações de transporte de carga e passageiros&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">O Brasil é o maior exportador mundial de soja e milho e, nos últimos anos, tem optado pelos portos fluviais do norte para reduzir o custo da exportação de cereais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Caça à baleia começou há 5000 anos no Brasil, muito antes do que se pensava</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/caca-a-baleia-comecou-ha-5000-anos-no-brasil-muito-antes-do-que-se-pensava/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 08:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[baleia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As comunidades indígenas do sul do Brasil caçavam grandes baleias há 5000 anos, cerca de mil anos antes do que se pensava, segundo uma investigação da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As comunidades indígenas do sul do Brasil caçavam grandes baleias há 5000 anos, cerca de mil anos antes do que se pensava, segundo uma investigação da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB).</p>
<p class="text-paragraph">O estudo, publicado na revista Nature Communications e citado na passada sexta-feira pela agência Efe, refere que os povos da região da Baía de Babitonga (Brasil), que construíram sambaquis &#8211; montes de conchas monumentais que serviam de habitação ou cemitérios &#8211; ao longo da costa, possuíam tecnologias específicas para a caça destes cetáceos muito antes do que indicavam as investigações arqueológicas.</p>
<p class="text-paragraph">Num comunicado, a Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) destacou que este estudo &#8220;redefine o papel das comunidades sul-americanas no surgimento de culturas marítimas complexas, uma vez que até então se acreditava que as origens da caça à baleia se davam entre as sociedades pós-glaciais do Hemisfério Norte, entre há 3.500 e 2.500 anos&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A investigação é o resultado do trabalho do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental e do Departamento de Pré-História da UAB, e foi liderada pelos cientistas Krista McGrath e André Colonese.</p>
<p class="text-paragraph">A equipa analisou centenas de restos ósseos de cetáceos, bem como ferramentas de osso provenientes de sambaquis (sítios de pesca) na baía de Babitonga, que se encontram preservados no Museu Arqueológico dos Sambaquis, em Joinville, Brasil.</p>
<p class="text-paragraph">Esta coleção é considerada um arquivo único da história indígena, dado que os sítios já não existem e, de outra forma, não poderiam ser reconstruídos.</p>
<p class="text-paragraph">Até ao início da atividade cinegética, foram identificados restos de baleias-francas-austrais, baleias-jubarte, baleias-azuis, baleias-sei, cachalotes e golfinhos, muitos com marcas de corte nítidas associadas ao abate, e foram documentados grandes arpões feitos de osso de baleia.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Os dados demonstram claramente que estas comunidades desenvolveram o conhecimento, as ferramentas e as estratégias especializadas necessárias para caçar grandes baleias milhares de anos antes do que pensávamos&#8221;, enfatizou Krista McGrath.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo concluiu ainda que a distribuição histórica dos grandes cetáceos se estendia muito mais para sul do que as principais áreas de reprodução na costa do Brasil atualmente.</p>
<p class="text-paragraph">A coautora do estudo, Marta Cremer, observou que &#8220;o recente aumento do número de avistamentos no sul do Brasil pode, portanto, refletir um processo histórico de recolonização, com implicações para a conservação&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, a investigação oferece novas perspetivas sobre as economias, tecnologias e modos de vida das sociedades pós-glaciais ao longo da costa atlântica da América do Sul.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Isto abre uma nova perspetiva sobre a organização social dos povos sambaqui. Representa uma mudança de paradigma; agora podemos ver estes grupos não só como apanhadores de marisco e pescadores, mas também como baleeiros&#8221;, sublinhou o autor sénior do estudo, André Colonese.</p>
<p class="text-paragraph">Os povos sambaqui desenvolveram uma sofisticada cultura marítima caracterizada por tecnologias especializadas, cooperação coletiva e práticas rituais associadas à captura de grandes animais marinhos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Desflorestação na Amazónia brasileira caiu 8,7% em 2025</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/desflorestacao-na-amazonia-brasileira-caiu-87-em-2025/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 17:18:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[desflorestação]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A desflorestação na Amazónia brasileira caiu 8,7% em 2025 em relação ao ano anterior, situando-se no nível mais baixo desde 2017, segundo dados preliminares divulgados hoje pelo Governo do Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A desflorestação na Amazónia brasileira caiu 8,7% em 2025 em relação ao ano anterior, situando-se no nível mais baixo desde 2017, segundo dados preliminares divulgados hoje pelo Governo do Brasil.</p>
<p class="text-paragraph">No ano passado foram destruídos 3.817 quilómetros quadrados de vegetação, face aos 4.184 quilómetros quadrados do ano anterior, de acordo com o sistema de alertas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que utiliza imagens de satélite.</p>
<p class="text-paragraph">Trata-se da terceira redução consecutiva desde 2023, quando o Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, iniciou o seu mandato.</p>
<p class="text-paragraph">A desflorestação em 2025 representou uma diminuição de 63% em relação aos 10.278 quilómetros quadrados registados no último ano do Governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), período caracterizado por uma aplicação mais permissiva da legislação ambiental.</p>
<p class="text-paragraph">Por outro lado, o ritmo de redução do ano passado revela uma desaceleração face a 2023 e 2024, quando a queda homóloga foi de 50% e de 19%, respetivamente.</p>
<p class="text-paragraph">No Cerrado, a extensa savana que ocupa grande parte do interior do Brasil e que sofre a pressão da expansão agrícola, a desflorestação também diminuiu em 2025, situando-se no nível mais baixo desde 2021.</p>
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Brasil impõe condições para Petrobras retomar perfuração de poço petrolífero perto do Amazonas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/brasil-impoe-condicoes-para-petrobras-retomar-perfuracao-de-poco-petrolifero-perto-do-amazonas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Jan 2026 14:31:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
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					<description><![CDATA[A Agência Nacional do Petróleo do Brasil advertiu hoje que vai impor condições antes de autorizar a Petrobras a retomar a perfuração do poço perto da foz do rio Amazonas, suspensa após fuga de um fluido num equipamento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Agência Nacional do Petróleo do Brasil advertiu hoje que vai impor condições antes de autorizar a Petrobras a retomar a perfuração do poço perto da foz do rio Amazonas, suspensa após fuga de um fluido num equipamento.</p>
<p class="text-paragraph">O órgão regulador informou, em comunicado, que foi avisado pela Petrobras da suspensão das operações devido ao incidente no próprio domingo e que exigirá à petrolífera estatal que explique as causas do acidente antes de a autorizar a retomar a perfuração.</p>
<p class="text-paragraph">“A ANP estabelecerá condicionantes para que a Petrobras retome a perfuração apenas depois de apuradas as causas imediatas do incidente e de adotadas as devidas medidas para a sua mitigação”, advertiu o regulador.</p>
<p class="text-paragraph">A fuga ocorreu num dos equipamentos auxiliares da sonda que realiza a perfuração de um poço pioneiro numa região de águas muito profundas, para a qual a Petrobras recebeu autorização para efetuar prospeções após aguardar durante vários anos pela licença ambiental.</p>
<p class="text-paragraph">A empresa obteve a licença em outubro para o seu primeiro poço na região, situada no oceano Atlântico a cerca de 175 quilómetros da costa norte do Brasil e a cerca de 500 quilómetros da foz do Amazonas.</p>
<p class="text-paragraph">A concessão da licença pôs termo a um polémico processo que se prolongou por quase cinco anos e ao qual se opõem organizações ecologistas, que consideram a área de “extrema sensibilidade” por albergar reservas ambientais, territórios indígenas, mangais e recifes de coral, bem como uma variada diversidade marinha com espécies em perigo de extinção.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a ANP, a Petrobras informou que o acidente deveu-se a uma falha na ligação de um dos equipamentos e acrescentou que isolou imediatamente as linhas onde ocorreu a fuga.</p>
<p class="text-paragraph">A petrolífera afirmou igualmente que o derrame correspondeu a um fluido de perfuração que cumpre as exigências de toxicidade permitidas e é biodegradável, não causando danos nem ao ambiente, nem às pessoas.</p>
<p class="text-paragraph">A ANP detalhou ainda que manteve reuniões com representantes da Marinha do Brasil e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (IBAMA) para discutir o ocorrido e as suas consequências.</p>
<p class="text-paragraph">
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		<title>Comercializadoras de soja saem de acordo que combate desflorestação da Amazónia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/comercializadoras-de-soja-saem-de-acordo-que-combate-desflorestacao-da-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jan 2026 00:44:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[comercializadoras de soja]]></category>
		<category><![CDATA[desflorestação]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Associação Brasileira das Indústrias de Azeites Vegetais (Abiove), que reúne comercializadoras como Cargill, Bunge e Amaggi, anunciou na segunda-feira a saída do acordo em que se comprometia a não comprar soja cultivada nas áreas desflorestadas da Amazónia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Associação Brasileira das Indústrias de Azeites Vegetais (Abiove), que reúne comercializadoras como Cargill, Bunge e Amaggi, anunciou na segunda-feira a saída do acordo em que se comprometia a não comprar soja cultivada nas áreas desflorestadas da Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">O anúncio foi feito quatro dias depois da entrada em vigor de uma lei do governo regional do Mato Grosso, no oeste do país, que veta a concessão de incentivos fiscais às empresas signatárias da dita Moratória da Soja.</p>
<p class="text-paragraph">A Moratória é um acordo voluntário assinado em 2006 pelas comercializadoras do grão que impede a compra de soja produzida em exploração na Amazónia desflorestada desde 2008.</p>
<p class="text-paragraph">A organizações ecologistas consideram que este acordo foi decisivo para a preservação da maior selva tropical do mundo nas últimas duas décadas.</p>
<p class="text-paragraph">A saída da Abiove, porém, compromete o acordo, uma vez que esta organização patronal inclui as principais comercializadoras de soja do Brasil que é o maior produtor e exportador mundial desta oleaginosa.</p>
<p class="text-paragraph">A Moratoria é alvo de críticas dos agricultores que se opõem às restrições dos seus produtos por motivos ambientais e que encontraram um aliado no governo do Mato Grosso.</p>
<p class="text-paragraph">Contudo, a lei estadual está a ser analisada pelo Supremo Tribunal, que avalia a sua constitucionalidade.</p>
<p class="text-paragraph">O governador estadual, Mauro Mendes, saudou a decisão da Abiove, que, pelo contrário, foi criticada por organizações ambientalistas.</p>
<p class="text-paragraph">Os ecologistas recordaram que a desflorestação na Amazónia reduziu-se em 69%, entre 2009 e 2022, graças à moratória, o que não impediu que a produção da soja, neste mesmo período, aumentasse nas zonas em causa em 344%.</p>
<p class="text-paragraph">
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		<title>Jaguar quebra recorde ao nadar mais de um quilómetro seguido no Brasil</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/jaguar-quebra-recorde-ao-nadar-mais-de-um-quilometro-seguido-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Jan 2026 14:34:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jaguar]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
		<category><![CDATA[vida selvagem]]></category>
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					<description><![CDATA[Um jaguar (Panthera onca) nadou pelo menos 1,27 quilómetros (km) seguidos no reservatório da Central Hidroelétrica de Serra da Mesa, no norte do estado de Góias, no Brasil.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um jaguar (<em>Panthera onca</em>) nadou pelo menos 1,27 quilómetros (km) seguidos no reservatório da Central Hidroelétrica de Serra da Mesa, no norte do estado de Goiás, no Brasil.</p>
<p>O animal, um macho adulto, nadou das margens do lago até a uma pequena ilha, embora ainda não se saiba a razão que o levou a percorrer essa distância, a maior alguma vez registada para a espécie. O recorde anterior era de cerca de 200 metros, pelo que a nova distância é cerca de seis vezes superior.</p>
<p>O momento foi captado a 8 de agosto de 2024 por câmaras colocadas quatro anos antes na zona por biólogos, e documentado num artigo publicado na revista ‘<a href="https://www.biorxiv.org/content/10.1101/2025.09.05.674446v1" target="_blank" rel="noopener">bioRxiv</a>’. No entanto, os cientistas, da organização Instituto Onça-Pintada, da Universidade de Brasília e do Instituto Nacional Mata Atlântica, admitem que a distância pode ter sido ainda maior.</p>
<figure id="attachment_280488" aria-describedby="caption-attachment-280488" style="width: 1093px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-280488 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/dev/wp-content/uploads/2025/09/jaguar-agua-nadar.png" alt="" width="1093" height="294" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/09/jaguar-agua-nadar.png 1093w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/09/jaguar-agua-nadar-300x81.png 300w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/09/jaguar-agua-nadar-1024x275.png 1024w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/09/jaguar-agua-nadar-768x207.png 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2025/09/jaguar-agua-nadar-600x161.png 600w" sizes="(max-width: 1093px) 100vw, 1093px" /><figcaption id="caption-attachment-280488" class="wp-caption-text">Através de fotoarmadilhagem e da análise dos padrões de marcas no seu pêlo, os cientistas perceberam que o mesmo jaguar fez a travessia documentada. A foto (A) foi captada nas margens do reservatório e a foto (B) na ilha que foi o destino final do animal. Foto: Silveira et al., 2025, bioRxiv.</figcaption></figure>
<p>A estimativa incluiu uma ilhota ainda mais pequena no que se assume ser o trajeto seguido pelo jaguar até à ilha que acabou por ser o seu destino final. Se o animal fez uma paragem na ilhota antes de seguir caminho, então o nado divide-se em dois momentos: um com cerca de 1,06 km da margem até à ilhota e outro com 1,27 km da ilhota à ilha final. Contudo, se o animal tiver nadado de uma só assentada, sem paragens, a distância total ronda os 2,48 km.</p>
<p>A estimativa avançada pelos investigadores tem por base o cenário mais conservador, o da paragem, mas não rejeitam a hipótese de o jaguar ter nadado sem parar.</p>
<p>Seja qual for o trajeto seguido, este grande felídeo quebrou todos os registos cientificamente documentados de travessias a nado ininterruptas por jaguares, animais conhecidos por serem excelentes nadadores e por até caçarem caimões dentro de água, deitando por terra o velho adágio que diz que nenhum gato gosta de molhar-se.</p>
<p>Os cientistas argumentam, no artigo, que este caso mostra que grandes corpos de água, como reservatórios, não funcionam como “barreiras absolutas ao movimento de carnívoros”, podendo continuar a ser por eles atravessados, embora com grandes gastos adicionais de energia.</p>
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		<title>Amazónia: Florestas queimadas por incêndios mantêm-se mais quentes durante décadas</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/amazonia-florestas-queimadas-por-incendios-mantem-se-mais-quentes-durante-decadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Dec 2025 14:26:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alterações Climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[incêndios]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Na Amazónia brasileira, as florestas atingidas por incêndios podem manter-se, em média, cerca de 2,6 graus Celsius mais quentes durante mais de 30 anos do que outras áreas intocadas pelas chamas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na Amazónia brasileira, as florestas atingidas por incêndios podem manter-se, em média, cerca de 2,6 graus Celsius mais quentes durante mais de 30 anos do que outras áreas intocadas pelas chamas.</p>
<p>A conclusão é de uma investigação publicada na revista ‘<a href="https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1748-9326/adea98" target="_blank" rel="noopener">Environmental Research Letters</a>’. No artigo, os cientistas alertam que os resultados sugerem que as alterações nas florestas tropicais causadas pelos fogos desaceleram a sua recuperação e podem enfraquecer a sua capacidade para lidar com pressões climáticas e para armazenar carbono.</p>
<p>A primeira autora do estudo, Savannah S. Cooley, investigadora da Universidade de Columbia (Estados Unidos da América) e do Centro de Investigação Ames da NASA, explica que o trabalho indica que as chamas têm “grandes impactos ecológicos em escalas temporais longas” e que a regeneração das florestas queimadas é muito mais lenta ou pode mesmo nem chegar a acontecer.</p>
<p>Dizem os cientistas que, ao contrário de ecossistemas adaptados ao fogo, como as savanas e as florestas de coníferas, as florestas tropicais da Amazónia evoluíram em condições húmidas onde os fogos naturais são coisa rara. Por isso, muitas espécies de árvores que aí vivem não se desenvolveram traços que lhes permitam tolerar ou recuperar dos danos causados por incêndios.</p>
<p>Além disso, as florestas tropicais queimadas tornam-se mais “termicamente instáveis”, diz a equipa. Comparando com áreas intactas ou visadas pela extração seletiva de madeira, apresentam variações de temperatura muito maiores ao longo do dia e têm uma probabilidade muito maior de ultrapassarem “pontos de não retorno”, impedindo, dessa forma, que as árvores consigam recuperar.</p>
<p>Os incêndios reduzem a densidade do dossel florestal, removem vegetação nas camadas média e inferior e diminuem a área coberta por folhas. Tudo isso junto reduz a sombra nas florestas tropicais e a evapotranspiração, que ajudariam a manter a floresta relativamente fresca.</p>
<p>Com base nos resultados obtidos, especialmente graças a imagens de satélite, o estudo sugere que os fogos são a principal causa do stress térmico prolongado que afetada florestas degradadas na Amazónia. Por isso, os cientistas argumentam que a prevenção dos incêndios e a exploração madeireira de baixo impacto, deixando o dossel florestal praticamente intacto, são “estratégias essenciais para manter a saúde das florestas tropicais”.</p>
<p>“Os ecossistemas tropicais degradados, especialmente florestas queimadas, estão a experienciar stress térmico”, reitera Cooley. “Mas há muito que podemos fazer para minimizar os danos à biodiversidade e às espécies que estão a experienciar esse stress”, acrescenta.</p>
<p>Isso pode ser conseguido ao nível da gestão florestal, “ajudando a reduzir os incêndios na Amazónia”, como ao nível da mitigação do carbono, “continuando a reduzir agressiva e rapidamente as emissões e transitando para uma economia sustentável e com base em energia limpa”, refere a investigadora.</p>
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