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	<title>Brasil &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Tue, 16 Jun 2026 15:39:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Brasil &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Amazónia recupera superfície de água em 2025 após dois anos de seca</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/amazonia-recupera-superficie-de-agua-em-2025-apos-dois-anos-de-seca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 15:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ainda assim, o Brasil continua a apresentar uma tendência de redução dos recursos hídricos ao longo das últimas quatro décadas, avaliou a rede de monitorização MapBiomas, que reúne universidades, organizações não-governamentais e empresas de tecnologia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A superfície coberta por água na Amazónia voltou a crescer em 2025, após dois anos consecutivos de seca severa, segundo dados divulgados hoje pela rede de monitorização MapBiomas.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda assim, o Brasil continua a apresentar uma tendência de redução dos recursos hídricos ao longo das últimas quatro décadas, avaliou a entidade que reúne universidades, organizações não-governamentais e empresas de tecnologia.</p>
<p class="text-paragraph">O MapBiomas aponta que a Amazónia concentra 61,4% de toda a superfície de água do país e terminou 2025 com uma área 2,6% superior à média histórica registada entre 1985 e 2025.</p>
<p class="text-paragraph">Os maiores ganhos foram registados nos estados do Pará, com 142 mil hectares acima da média histórica, e no Amazonas, com acréscimo de 87 mil hectares.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;A recuperação da superfície de água na Amazónia em 2025 é um sinal positivo após dois anos de seca severa&#8221;, afirmou Bruno Ferreira, investigador da equipa Amazónia do MapBiomas e do Imazon, em comunicado divulgado à imprensa.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o investigador, o aumento está associado ao crescimento das chuvas relativamente ao ano anterior, embora a situação permaneça preocupante perante a maior frequência de eventos climáticos extremos.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Mesmo com essa recuperação, a situação ainda é preocupante no longo prazo, já que na região eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes&#8221;, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo destaca que a recuperação não ocorreu de forma uniforme e que 20 sub-bacias amazónicas, equivalentes a 37% do total, permaneceram com superfície de água abaixo da média histórica.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o MapBiomas, essa situação afeta especialmente comunidades ribeirinhas, das quais pelo menos metade está localizada a até 50 quilómetros dos 12 principais rios da Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">Em contraste, o Pantanal apresentou o pior resultado entre os biomas brasileiros e terminou 2025 com superfície de água 56% inferior à média histórica registada entre 1985 e 2025.</p>
<p class="text-paragraph">O bioma, localizado no Centro-Oeste brasileiro, contabilizou 679 mil hectares de superfície de água em 2025, resultado 34% superior ao de 2024, quando registou 506 mil hectares durante uma seca histórica.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda assim, o Pantanal foi o único bioma brasileiro que permaneceu abaixo da média histórica durante todos os meses do ano, segundo o levantamento.</p>
<p class="text-paragraph">A pesquisadora da equipa Pantanal do MapBiomas Mariana Dias avaliou que a dinâmica das águas no Pantanal mudou, e disse que a década de 1980 “foi marcada por grandes inundações, mas desde 2019 a região enfrenta secas prolongadas&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Em todo o Brasil, a superfície de água alcançou 18,2 milhões de hectares em 2025, um aumento de 5,3% sobre os 17,2 milhões registados em 2024, mas ainda abaixo da média histórica de 18,5 milhões de hectares.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o levantamento, a área coberta por água representa atualmente cerca de 2% do território nacional.</p>
<p class="text-paragraph">A análise histórica revela uma redução contínua nas últimas décadas, passando de uma média de 19,86 milhões de hectares entre 1985 e 1994 para 17,28 milhões de hectares entre 2015 e 2024.</p>
<p class="text-paragraph">Entre a primeira e a última década analisadas, a perda média acumulada alcançou 2,6 milhões de hectares.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Representantes de 75 países discutem no Brasil os desafios da segurança hídrica mundial</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/representantes-de-75-paises-discutem-no-brasil-os-desafios-da-seguranca-hidrica-mundial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 08:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Organizado pela Rede Internacional de Organismos de Bacia (RIOB) e pela Secretaria de Estado do Ambiente e da Sustentabilidade do Rio de Janeiro, o evento visa promover a colaboração e soluções inovadoras para uma segurança hídrica sustentável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Representantes de cerca de 75 países discutem os desafios da segurança hídrica entre hoje e sexta-feira na cidade do Rio de Janeiro para a 13.ª Cúpula Mundial das Bacias Hidrográficas 2026.</p>
<p class="text-paragraph">Organizado pela Rede Internacional de Organismos de Bacia (RIOB) e pela Secretaria de Estado do Ambiente e da Sustentabilidade do Rio de Janeiro, o evento visa promover a colaboração e soluções inovadoras para uma segurança hídrica sustentável.</p>
<p class="text-paragraph">A Cúpula Mundial das Bacias Hidrográficas é um dos principais fóruns globais sobre gestão integrada de recursos hídricos, e esta edição reunirá representantes de governos, organismos de bacia, instituições financeiras internacionais, agências da ONU, centros de pesquisa e especialistas.</p>
<p class="text-paragraph">A programação conta com debates e estudos de caso sobre soluções relacionadas à segurança hídrica, adaptação às mudanças climáticas, governança da água e resiliência dos territórios.</p>
<p class="text-paragraph">Os desafios para conciliar o desenvolvimento urbano, costeiro e rural com segurança hídrica também é outro assunto previsto na programação, assim como discussão sobre uso de dados para monitoramento.</p>
<p class="text-paragraph">Na quinta-feira, o Brasil assumirá a presidência Rede Internacional de Organismos de Bacia, até então presidida pela França.</p>
<p class="text-paragraph">Já na sexta-feira, a organização do evento promoverá visitas técnicas à Estação de Tratamento de Água do Guandu, a maior estação de tratamento de água do mundo, além de visitas à Baía de Guanabara e mananciais históricos do Rio de Janeiro.</p>
<p class="text-paragraph">O evento de quatro dias no Rio de Janeiro servirá também como preparação para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre a Água, a ser realizada em Abu Dhabi em dezembro deste ano.</p>
<p class="text-paragraph">Entre as autoridades brasileiras no evento estão ministros e secretários estaduais ligados à área de segurança hídrica, diretores da Agência Nacional de Água e representantes de bacias hidrográficas de diferentes regiões do país.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a organização, entre as autoridades de Portugal confirmadas no evento está o presidente Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Carlos Pimenta Machado.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda entre os participantes de língua lusófona está também o diretor de Energia da Direção-Geral dos Recursos Naturais e Energia de São Tomé e Príncipe, Gabriel Lima Maquengo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Líder indígena Raoni internado em estado grave no Brasil</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/lider-indigena-raoni-internado-em-estado-grave-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:17:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Raoni]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o boletim médico divulgado hoje, Raoni foi admitido às 17:00 de domingo (21:00 em Lisboa), após ser transferido por via aérea da região de Peixoto de Azevedo, onde estava, na sua residência, a receber visitas de lideranças indígenas e pajés.           ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no norte do estado brasileiro de Mato Grosso, disseram fontes médicas.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o boletim médico divulgado hoje, Raoni foi admitido às 17:00 de domingo (21:00 em Lisboa), após ser transferido por via aérea da região de Peixoto de Azevedo, onde estava, na sua residência, a receber visitas de lideranças indígenas e pajés.</p>
<p class="text-paragraph">O cacique Raoni, como é conhecido, do povo Kayapó, é símbolo mundial da defesa da Amazónia e dos direitos dos povos indígenas, tendo sido indicado para o Nobel da Paz em 2020.</p>
<p class="text-paragraph">Raoni apresentou um episódio de vómito na manhã de sábado e, no domingo, teve mais três episódios associados a tosse persistente, dor abdominal e expetoração com pequena quantidade de sangue.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda segundo o hospital, Raoni ingeriu apenas o pequeno-almoço no domingo e deixou de se alimentar ao longo do dia devido ao desconforto abdominal e à evolução do quadro clínico.</p>
<p class="text-paragraph">À chegada ao hospital, segundo o boletim médico, o líder indígena do povo Kayapó apresentava “importante comprometimento do estado geral, com sinais de desidratação, sonolência acentuada, abdome distendido e ausência de diurese”.</p>
<p class="text-paragraph">A equipa médica realizou vários exames para investigação diagnóstica, acrescenta.</p>
<p class="text-paragraph">Os exames iniciais identificaram alterações da função renal e marcadores compatíveis com processo infeccioso grave, segundo o boletim.</p>
<p class="text-paragraph">“A principal hipótese diagnóstica é de sepse de foco pulmonar secundária a pneumonia broncoaspirativa, decorrente de quadro de vômitos incoercíveis”, informa o boletim médico encaminhado à Lusa.</p>
<p class="text-paragraph">A tomografia do abdomen também evidenciou um quadro de suboclusão gástrica, segundo o hospital.</p>
<p class="text-paragraph">Raoni permanece internado na UTI sob monitoramento contínuo, recebendo hidratação venosa, antibioticoterapia de amplo espectro e suporte intensivo.</p>
<p class="text-paragraph">O estado de saúde é considerado grave e exige cuidados intensivos e monitoramento ininterrupto da equipe multiprofissional, segundo a unidade de saúde.</p>
<p class="text-paragraph">Este é o segundo internamento do líder Kaypó este ano. Em maio, Raoni esteve sete dias internado na mesma unidade hospitalar no Mato Grosso com complicações respiratórias e gastrointestinais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lula usa queda do desmatamento na Amazónia para confrontar tarifas dos EUA</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/lula-usa-queda-do-desmatamento-na-amazonia-para-confrontar-tarifas-dos-eua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 08:25:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante um evento na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazónica (OTCA), esta quinta-feira em Brasília, Lula destacou números preliminares que apontam para uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento na Amazónia e de 8,2% no Cerrado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente brasileiro, Lula da Silva, acusou os Estados Unidos de mentirem ao usar o desmatamento como justificação para impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e prometeu contestar as acusações com dados oficiais.</p>
<p class="text-paragraph">Durante um evento na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazónica (OTCA), esta quinta-feira em Brasília, Lula destacou números preliminares que apontam para uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento na Amazónia e de 8,2% no Cerrado.</p>
<p class="text-paragraph">Os dados divulgados pelo Governo brasileiro comparam os períodos de agosto a maio encerrados em 2025 e 2026 e são provenientes do sistema Deter utilizado para monitorização em tempo real e apoio às ações de fiscalização.</p>
<p class="text-paragraph">Apenas em maio os alertas caíram 61,4% na Amazónia e 12,2% no Cerrado face ao mesmo mês do ano anterior, segundo os números oficiais.</p>
<p class="text-paragraph">Lula afirmou que os números serão encaminhados ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, que propôs na semana passada o aumento das tarifas aos produtos brasileiros.</p>
<p class="text-paragraph">O objetivo é rebater os argumentos apresentados pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR na sigla em inglês) que, entre outros pontos, alega que o Brasil falhou na aplicação eficaz do marco legal para combater o desmatamento ilegal.</p>
<p class="text-paragraph">“Nós vamos ter que pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxa maior”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">O Presidente brasileiro afirmou que o Governo dos EUA já havia apresentado alegações falsas ao justificar medidas tarifárias anteriores contra o Brasil.</p>
<p class="text-paragraph">“Eles mentiram a primeira vez que taxaram o Brasil em 50% dizendo que tinha ‘deficit’ comercial. Nós provámos que eles tiveram um &#8216;superavit&#8217; muito alto em 15 anos e agora com esse negócio que eles falaram da questão do desmatamento&#8221;, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Num discurso marcado por críticas à postura norte-americana, Lula disse querer comparar as políticas ambientais e laborais dos dois países.</p>
<p class="text-paragraph">“Quando a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, não se comporta de forma civilizada, a gente vai ter que fazer comparação&#8221;, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">Num recado direto ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o chefe da Casa Branca &#8220;não foi eleito para ser imperador do mundo”.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Não adianta falar para mim que tem os aviões mais rápidos do mundo, eu não quero guerra. A minha guerra é narrativa. A minha guerra é provar que nós estamos certos e vocês estão errados&#8221;, completou.</p>
<p class="text-paragraph">A proposta de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros ainda depende de uma decisão de Trump enquanto o Governo brasileiro procura negociar uma solução para evitar a adoção das medidas.</p>
<p class="text-paragraph">O Presidente brasileiro defendeu que o compromisso de alcançar desmatamento zero até 2030 resulta de uma decisão do seu Governo e não de imposições internacionais.</p>
<p class="text-paragraph">“Ele [Trump] não sabe o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a desmatamento zero até 2030. Isso não é uma decisão de nenhuma COP, não é decisão da ONU, isso é uma decisão do nosso Governo”, disse.</p>
<p class="text-paragraph">Lula insistiu que o Brasil pretende manter uma relação baseada no diálogo e no desenvolvimento mútuo ao dizer que o país &#8220;não quer briga, (&#8230;) quer civilização, comércio e desenvolvimento para os dois países&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Já o ministro do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, João Paulo Capobianco, afirmou que os novos indicadores desmontam as acusações feitas pelos EUA sobre o desmatamento na Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">A divulgação dos dados, segundo disse, faz parte da rotina do Governo e não representa uma resposta específica a Washington embora as informações sejam usadas nas negociações bilaterais.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Estamos apresentando de forma clara: o Brasil não está promovendo desmatamento e exportando madeira ilegal! Estivemos nos EUA, detalhámos os dados e mesmo assim veio essa injusta acusação contra nós&#8221;, afirmou o ministro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Fundo Amazónia atinge média anual de 219 milhões de euros em projetos aprovados</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/fundo-amazonia-atinge-media-anual-de-219-milhoes-de-euros-em-projetos-aprovados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 08:21:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O balanço foi divulgado esta quinta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) durante a abertura da 36.ª reunião do Comité Orientador do Fundo Amazónia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo Amazónia passou a uma média anual de 1,3 mil milhões de reais (cerca de 219,3 milhões de euros) de projetos aprovados desde a retoma da governança do fundo em 2023.</p>
<p class="text-paragraph">O balanço foi divulgado esta quinta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) durante a abertura da 36.ª reunião do Comité Orientador do Fundo Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o BNDES, a nova estratégia do fundo elevou em quatro vezes o volume médio de aprovações, com valores corrigidos pela inflação, e aumentou em 50% a média anual de projetos aprovados.</p>
<p class="text-paragraph">A média de aprovação passou de 10 projetos anuais entre 2009 e 2018 para 15 projetos por ano entre 2023 e 2026, refletindo a reestruturação promovida após a reativação do mecanismo.</p>
<p class="text-paragraph">Durante o Governo do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2022), o fundo ficou praticamente desativado.</p>
<p class="text-paragraph">Na conferência de imprensa, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o Fundo Amazónia “voltou a ter escala”, numa crítica indireta à gestão anterior.</p>
<p class="text-paragraph">“O Fundo voltou a ter escala, direção estratégica e presença na ponta, apoiando desde a fiscalização e o combate a incêndios até à restauração, à sociobioeconomia e ao fortalecimento de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais”, disse.</p>
<p class="text-paragraph">No ciclo iniciado após a retoma da governança do mecanismo, ou seja, em 2023, a média anual de aprovações saltou de cerca de 300 milhões de reais (50,6 milhões de euros) para 1,3 mil milhões de reais (219,3 milhões de euros).</p>
<p class="text-paragraph">Conforme o balanço, a mudança ampliou a base internacional de financiadores de dois para nove doadores, incluindo o Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos, Suíça, Japão, Dinamarca e Irlanda.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o BNDES, o período entre 2023 e 2026 responde por 57% de todas as aprovações e contratações da história do Fundo Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">Desde janeiro de 2023, foram anunciados ou contratados 2,4 mil milhões de reais (404,8 milhões de euros) em novos aportes, dos quais 337,3 milhões de euros já estão contratados e 101,2 milhões de euros ainda serão formalizados.</p>
<p class="text-paragraph">Criado para transformar os resultados da redução do desmatamento em cooperação internacional, o Fundo Amazónia completa 18 anos com 5,3 mil milhões de reais, o equivalente a 894,1 milhões de euros, em doações, e 153 projetos aprovados.</p>
<p class="text-paragraph">O Fundo Amazónia financia ações de prevenção e combate à desflorestação, restauro florestal, regularização ambiental e territorial e apoio à produção sustentável na floresta.</p>
<p class="text-paragraph">Atualmente, o fundo beneficia mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e cerca de 260 mil pessoas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lula garante que Brasil será dono dos seus minérios em oposição à época do ouro</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/lula-garante-que-brasil-sera-dono-dos-seus-minerios-em-oposicao-a-epoca-do-ouro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil, se não tirar proveito dessa fase da revolução energética que o mundo tanto tem, briga, e se não tirar proveito das suas terras raras e dos seus minerais críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade”, disse o chefe de Estado brasileiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente brasileiro, Lula da Silva, sublinhou hoje que não permitirá que se apropriem da riqueza mineral do país como na época do “ciclo do ouro, em que levaram tudo”.</p>
<p class="text-paragraph">O Brasil, se não tirar proveito dessa fase da revolução energética que o mundo tanto tem, briga, e se não tirar proveito das suas terras raras e dos seus minerais críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade”, disse o chefe de Estado brasileiro, em Barcelona, ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, depois dos dois países assinarem um memorando de entendimento no setor de minerais críticos.</p>
<p class="text-paragraph">“O Brasil já deixou passar o ciclo do ouro, em que levaram tudo, enriqueceu muitos países e o Brasil continuou pobre. América Latina já deixou passar o ciclo do ouro, o ciclo da prata, o ciclo da pérola, já o ciclo do minério de ferro, o ciclo da madeira, nós não podemos agora permitir que a riqueza que a natureza nos deu, não permita que a gente fique rico”, frisou, no seu primeiro dia da visita Europa, que termina na terça-feira, em Lisboa.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o chefe de Estado brasileiro, no final da primeira cimeira Espanha-Brasil, realizada em Barcelona, o país está disposto a fazer acordo com todos os países, mas sem abrir mão da soberania, sendo que esta é uma “questão de segurança nacional”.</p>
<p class="text-paragraph">“Nós iremos construir, em parceria com quem quiser construir, quem quiser nos ajudar, quem quiser levar tecnologia e compartilhar tecnologia connosco, estaremos de braços abertos”, disse, avisando: “mas ninguém, ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral”.</p>
<p class="text-paragraph">Terras raras é um conjunto de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países, e são utilizados essencialmente para tecnologia de ponta e fundamentais para a transição energética.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, o país tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, o que tem provocado forte cobiça e pressão da Casa Branca sobre o Governo de Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">Na semana passada, o Presidente do Brasil, criticou dois adversários políticos pré-candidatos à presidência brasileira de outubro pelo alinhamento que têm em relação à Casa Branca e acusou-os de querem &#8220;vender o Brasil&#8221; aos Estados Unidos.</p>
<p class="text-paragraph">Lula da Silva citou especificamente o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, ambos políticos de direita, ao declarar que o Brasil não pode abrir mão de minerais considerados estratégicos.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O Flávio Bolsonaro quer vender para os Estados Unidos algo que é muito importante para o Brasil&#8221;, afirmou Lula da Silva, em entrevista ao portal ICL Notícias.</p>
<p class="text-paragraph"> A conferência de imprensa dos dois líderes hoje encerrou uma cimeira que começou com honras militares.</p>
<p class="text-paragraph">Lula e Sánchez estão na origem das três iniciativas internacionais que decorrem sexta-feira e sábado em Barcelona, já que, além desta cimeira bilateral, haverá outra também institucional denominada &#8220;Em defesa da democracia&#8221; e um fórum progressista que contará, entre os seus 3.000 participantes, com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, do México, Claudia Sheinbaum, de Cabo Verde, José Maria Neves, e do Conselho Europeu, António Costa.</p>
<p class="text-paragraph">
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cacique Raoni critica Governo brasileiro por projetos “destrutivos” na floresta amazónica</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cacique-raoni-critica-governo-brasileiro-por-projetos-destrutivos-na-floresta-amazonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 17:03:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cacique Raoni]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[floresta amazónica]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, Raoni, apesar das críticas, reafirmou o seu apoio à recandidatura do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cacique Raoni, símbolo mundial da defesa da Amazónia e dos direitos indígenas, lançou ontem duras críticas aos projetos de infraestruturas do atual Governo brasileiro, que classificou como “destrutivos” para a floresta amazónica.</p>
<p class="text-paragraph">Durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, Raoni, apesar das críticas, reafirmou o seu apoio à recandidatura do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">“Eu voltarei a apoiar Lula. Não vou apoiar o filho de Bolsonaro. Não vou votar nele, porque eles não pensam bem, não têm noção dos problemas, não compreendem as coisas”, frisou, em declarações à imprensa.</p>
<p class="text-paragraph">No entanto, o cacique precisou que está aberto ao diálogo com qualquer candidato “forte” com possibilidades de vitória para discutir as reivindicações do seu povo.</p>
<p class="text-paragraph">Apesar da sua proximidade com Lula da Silva, com quem subiu a rampa do Palácio do Planalto na sua tomada de posse em 2023, Raoni manifestou a sua firme oposição a projetos-chave para a logística do agronegócio que têm ganho espaço na agenda governamental, como a construção de um caminho de ferro na Amazónia brasileira.</p>
<p class="text-paragraph">Este projeto, denominado “Ferrogão” e originalmente lançado durante o mandato de Jair Bolsonaro (2019-2022), conta com o apoio do atual Governo, apesar da resistência de povos indígenas e associações ambientalistas.</p>
<p class="text-paragraph">“Ouvi falar do ‘Ferrogão’ e não aceitei. Por que não aceitei? Porque destrói a natureza, destrói a floresta”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">Do mesmo modo, questiona a decisão do Governo de aprovar concessões a empresas privadas para a construção de hidrovias em importantes rios da Amazónia, autorizando a dragagem dos mesmos para facilitar o transporte de barcaças.</p>
<p class="text-paragraph">“Ouvi dizer que Lula tinha autorizado que um rio fosse transformado em hidrovia para transportar grandes quantidades de soja. São coisas que têm vindo a causar problemas à natureza. Nunca aceitei isso”, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Posteriormente, o Governo de Lula recuou nessa iniciativa após os protestos de grupos indígenas.</p>
<p class="text-paragraph">Para o líder indígena, esses projetos representam uma “grande devastação” que acarreta problemas para todos os seres humanos.</p>
<p class="text-paragraph">Mais de 6 mil indígenas do Brasil estão acampados em Brasília para a 22.ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), numa semana de debates, encontros com autoridades políticas, manifestações e expectativas pelo anúncio de novas terras demarcadas.</p>
<p class="text-paragraph">Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas (Apib), a edição deste ano tem como tema  “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, que coloca em perspetiva os desafios das eleições de outubro.</p>
<p class="text-paragraph">Considerado a principal mobilização dos povos originários brasileiros, o evento iniciou-se no domingo e decorre até sábado.</p>
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		<item>
		<title>“Prática cruel”: Autoridades brasileiras apreendem mais de 1,5 toneladas de barbatanas de tubarão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2026 16:02:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[tubarões]]></category>
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					<description><![CDATA[De acordo com o a informação emitida, o local onde decorreu a apreensão funcionava como uma espécie de unidade de secagem e preparação das barbatanas, muito procuradas pelo tráfico internacional para mercados alimentares e de medicina tradicional. O local foi encerrado pelas autoridades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Polícia Federal brasileira, em conjunto com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), apreendeu mais de 1.583 quilogramas de toneladas de barbatanas de tubarão de várias espécies, incluindo ameaçadas de extinção.</p>
<p>A operação decorreu no passado dia 12 de fevereiro no município de Rodelas, estado da Bahia, no nordeste do Brasil, no que é descrito como uma “ação de repressão a crimes ambientais”.</p>
<figure id="attachment_293103" aria-describedby="caption-attachment-293103" style="width: 720px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-293103 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia.jpeg" alt="" width="720" height="1280" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia.jpeg 720w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia-169x300.jpeg 169w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia-576x1024.jpeg 576w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/2026-02-18-barbatanas-apreendidas-durante-acao-coordenada-do-ibama-e-demais-instituicoes-na-bahia-600x1067.jpeg 600w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /><figcaption id="caption-attachment-293103" class="wp-caption-text">Barbatanas apreendidas durante ação coordenada do Ibama, Polícia Federal e Inema. Foto: Inema.</figcaption></figure>
<p>De acordo com o a informação emitida, o local onde decorreu a apreensão funcionava como uma espécie de unidade de secagem e preparação das barbatanas, muito procuradas pelo tráfico internacional para mercados alimentares e de medicina tradicional. O local foi encerrado pelas autoridades.</p>
<p>Foram detidos quatro cidadãos brasileiros, incluindo um adolescente, e três nacionais chineses, que foram autuados e responderão judicialmente por crimes contra a fauna e por corrupção de menores.</p>
<p>As evidências recolhidas estão a ser analisadas, mas pensa-se que algumas das barbatanas provenham de espécies como o tubarão-azul (<em>Prionace glauca</em>, também conhecido como tintureira), classificado como “Quase Ameaçado” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, e o tubarão-lixa (<em>Ginglymostoma cirratum</em>), classificado com o estatuto global de “Vulnerável”.</p>
<figure id="attachment_293104" aria-describedby="caption-attachment-293104" style="width: 603px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-293104 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1.jpeg" alt="" width="603" height="768" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1.jpeg 603w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1-236x300.jpeg 236w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/03/cd81a7f4-7f7c-45f1-b4b0-135101583e0f-1-600x764.jpeg 600w" sizes="(max-width: 603px) 100vw, 603px" /><figcaption id="caption-attachment-293104" class="wp-caption-text">A operação resultou também na detenção de sete pessoas: quatro cidadãos brasileiros, incluindo um adolescente, e três nacionais chineses. Foto: Divulgação/Ibama.</figcaption></figure>
<p>Explica o Ibama que as barbatanas são frequentemente obtidas através de um processo chamado “finning”, em que as barbatanas são removidas do animal ainda vivo, que é depois lançado ao mar, onde, sem conseguir nadar, acabará por afoga-se.</p>
<p>É uma “prática cruel e responsável por severos impactos ambientais”, diz a agência ambiental brasileira, “especialmente em espécies ameaçadas de extinção”.</p>
<p>Embora a legislação do Brasil proíba a captura intencional de tubarões e considere como crime o armazenamento, o transporte ou a comercialização de partes desses animais sem autorização, “a atividade é potenciada pela lucratividade extrema do mercado internacional”, explica a Polícia Federal.</p>
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		<title>Indígenas do Brasil protestam contra exportação de cereais em rios da Amazónia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/indigenas-do-brasil-protestam-contra-exportacao-de-cereais-em-rios-da-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2026 18:02:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[protestam]]></category>
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					<description><![CDATA[Há meses que as comunidades indígenas brasileiras denunciam a expansão portuária em rios que consideram vitais para o seu modo de vida, uma queixa já expressa na COP30, conferência climática realizada em Belém, em novembro, sob a presidência do líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de indígenas estão há duas semanas a protestar junto a instalações da gigante norte-americana Cargill, no norte do Brasil, contra a dragagem e a exploração dos rios da Amazónia para exportar cereais.</p>
<p class="text-paragraph">Há meses que as comunidades indígenas brasileiras denunciam a expansão portuária em rios que consideram vitais para o seu modo de vida, uma queixa já expressa na COP30, conferência climática realizada em Belém, em novembro, sob a presidência do líder brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O governo está a abrir os nossos territórios a inúmeros projetos (&#8230;) para impulsionar o agronegócio&#8221;, declarou a líder indígena Auricelia Arapiuns à agência de notícias France-Presse (AFP) numa mensagem vídeo a partir da cidade portuária de Santarém, no estado do Pará, que acolheu a COP30.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Estamos aqui há 14 dias, mas esta luta não começou hoje. Estamos a ocupar a Cargill para chamar a atenção para o problema e para que o governo apresente uma proposta&#8221;, acrescentou.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a organização de defesa ambiental Amazon Watch, aproximadamente 700 indígenas de 14 comunidades participaram no protesto quarta-feira.</p>
<p class="text-paragraph">Os manifestantes impediram a entrada e saída de camiões do terminal, afirmou a Cargill num comunicado enviado à AFP, acrescentando que a empresa não tinha autoridade nem controlo sobre as reivindicações.</p>
<p class="text-paragraph">A multinacional agroindustrial, com sede no Minnesota, no centro-norte dos Estados Unidos, tem operações de logística agrícola em todo o Brasil, onde emprega cerca de 11 mil pessoas.</p>
<p class="text-paragraph">Os manifestantes exigem a revogação de um decreto assinado por Lula da Silva em agosto, que designa os principais rios da Amazónia como vias navegáveis prioritárias para a navegação e a expansão dos portos privados.</p>
<p class="text-paragraph">Os indígenas exigem ainda o cancelamento de um concurso federal, publicado em dezembro, no valor de 74,8 milhões de reais (12 milhões de euros), para a gestão e dragagem do rio Tapajós, um importante afluente do Amazonas.</p>
<p class="text-paragraph">O Ministério dos Portos brasileiro declarou em janeiro que o contrato com uma empresa para dragagens de manutenção era necessário para &#8220;aumentar a segurança da navegação (&#8230;) e garantir maior previsibilidade nas operações de transporte de carga e passageiros&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">O Brasil é o maior exportador mundial de soja e milho e, nos últimos anos, tem optado pelos portos fluviais do norte para reduzir o custo da exportação de cereais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Caça à baleia começou há 5000 anos no Brasil, muito antes do que se pensava</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/caca-a-baleia-comecou-ha-5000-anos-no-brasil-muito-antes-do-que-se-pensava/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2026 08:03:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[baleia]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As comunidades indígenas do sul do Brasil caçavam grandes baleias há 5000 anos, cerca de mil anos antes do que se pensava, segundo uma investigação da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As comunidades indígenas do sul do Brasil caçavam grandes baleias há 5000 anos, cerca de mil anos antes do que se pensava, segundo uma investigação da Universidade Autónoma de Barcelona (UAB).</p>
<p class="text-paragraph">O estudo, publicado na revista Nature Communications e citado na passada sexta-feira pela agência Efe, refere que os povos da região da Baía de Babitonga (Brasil), que construíram sambaquis &#8211; montes de conchas monumentais que serviam de habitação ou cemitérios &#8211; ao longo da costa, possuíam tecnologias específicas para a caça destes cetáceos muito antes do que indicavam as investigações arqueológicas.</p>
<p class="text-paragraph">Num comunicado, a Universidade Autónoma de Barcelona (UAB) destacou que este estudo &#8220;redefine o papel das comunidades sul-americanas no surgimento de culturas marítimas complexas, uma vez que até então se acreditava que as origens da caça à baleia se davam entre as sociedades pós-glaciais do Hemisfério Norte, entre há 3.500 e 2.500 anos&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">A investigação é o resultado do trabalho do Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental e do Departamento de Pré-História da UAB, e foi liderada pelos cientistas Krista McGrath e André Colonese.</p>
<p class="text-paragraph">A equipa analisou centenas de restos ósseos de cetáceos, bem como ferramentas de osso provenientes de sambaquis (sítios de pesca) na baía de Babitonga, que se encontram preservados no Museu Arqueológico dos Sambaquis, em Joinville, Brasil.</p>
<p class="text-paragraph">Esta coleção é considerada um arquivo único da história indígena, dado que os sítios já não existem e, de outra forma, não poderiam ser reconstruídos.</p>
<p class="text-paragraph">Até ao início da atividade cinegética, foram identificados restos de baleias-francas-austrais, baleias-jubarte, baleias-azuis, baleias-sei, cachalotes e golfinhos, muitos com marcas de corte nítidas associadas ao abate, e foram documentados grandes arpões feitos de osso de baleia.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Os dados demonstram claramente que estas comunidades desenvolveram o conhecimento, as ferramentas e as estratégias especializadas necessárias para caçar grandes baleias milhares de anos antes do que pensávamos&#8221;, enfatizou Krista McGrath.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo concluiu ainda que a distribuição histórica dos grandes cetáceos se estendia muito mais para sul do que as principais áreas de reprodução na costa do Brasil atualmente.</p>
<p class="text-paragraph">A coautora do estudo, Marta Cremer, observou que &#8220;o recente aumento do número de avistamentos no sul do Brasil pode, portanto, refletir um processo histórico de recolonização, com implicações para a conservação&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Além disso, a investigação oferece novas perspetivas sobre as economias, tecnologias e modos de vida das sociedades pós-glaciais ao longo da costa atlântica da América do Sul.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Isto abre uma nova perspetiva sobre a organização social dos povos sambaqui. Representa uma mudança de paradigma; agora podemos ver estes grupos não só como apanhadores de marisco e pescadores, mas também como baleeiros&#8221;, sublinhou o autor sénior do estudo, André Colonese.</p>
<p class="text-paragraph">Os povos sambaqui desenvolveram uma sofisticada cultura marítima caracterizada por tecnologias especializadas, cooperação coletiva e práticas rituais associadas à captura de grandes animais marinhos.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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