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	<title>Brasil &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 20 Aug 2026 09:27:04 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Brasil &#8211; Green Savers</title>
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	<item>
		<title>Nova espécie de rã descoberta em florestas nas margens de rios na Amazónia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/nova-especie-de-ra-descoberta-em-florestas-nas-margens-de-rios-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 13:02:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[Foi batizada com o nome científico Adenomera varcena, sendo que o epíteto específico (varcena) é uma referência às várzeas amazónicas, considerados ambientes fundamentais para a reprodução e presença da espécie, sendo ecossistemas que são inundados pelas águas fluviais durante as épocas do ano de maior precipitação.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em fragmentos florestais que flanqueiam os rios Moa e Crôa, no ocidente da Amazónia brasileira, investigadores de universidades do Brasil e do Equador encontraram uma nova espécie de rã.</p>
<p>Batizaram-na com o nome científico <em>Adenomera varcena</em>, sendo que o epíteto específico (<em>varcena</em>) é uma referência às várzeas amazónicas, considerados ambientes fundamentais para a reprodução e presença da espécie, sendo ecossistemas que são inundados pelas águas fluviais durante as épocas do ano de maior precipitação.</p>
<p>Num artigo publicado na revista ‘<a href="https://bioone.org/journals/ichthyology-and-herpetology/volume-114/issue-2/h2025033/A-New-Species-of-Terrestrial-Foam-Nesting-Frog-Adenomera-Leptodactylidae/10.1643/h2025033.short" target="_blank" rel="noopener">Ichthyology &amp; Herpetology’</a>, os investigadores revelam que este é o primeiro registo de uma espécie do género <em>Adenomera</em> numa habitat com esse, uma vez que essas rãs são encontradas tipicamente em florestas não alagáveis.</p>
<p>Para confirmarem que se tratava realmente de uma nova espécie, fizeram análises genéticas, comparando com o ADN de outras espécies já conhecidas, examinaram gravações das vocalizações dos anfíbios, estudaram a forma do seu corpo e ainda olharam com atenção para o habitat em que foi encontrada. No final, confirmou-se que era uma espécie até então não documentada.</p>
<p>Explicam os cientistas que a <em>A. varcena</em> difere de outros membros do género por não ter uma mancha escura na face inferior do seu antebraço, como outras espécies de <em>Adenomera</em>. Além disso, os chamamentos que os machos usam para atrair fêmeas e defender território são também únicos, consistindo num som curto com um ritmo lento e noutras características acústicas específicas.</p>
<p>Para a equipa, esta descoberta mostra quanto da biodiversidade da Amazónia está ainda por descobrir, especialmente entre espécies que morfologicamente parecem muito semelhantes, mas que, na realidade, são distintas.</p>
<p>Quanto ao estado de conservação da nova espécie, bem como ao seu futuro, persistem, para já, muitas questões.</p>
<p>“Como não sabemos ainda, com detalhe, os requisitos ecológicos da espécie e a sua história natural [como o período e modo de reprodução], é difícil prever os impactos das alterações climáticas, que podem alterar os padrões sazonais de inundação do ecossistema da floresta de várzea nesta região da Amazónia”, explica Thiago Ribeiro de Carvalho.</p>
<p>O investigador da Universidade Federal de Minas Gerais (Brasil) e coautor do estudo considera que, como a espécie tem preferência por esse tipo de habitat, é possível que alterações nas dinâmicas de inundação possam influenciar, embora não se saiba a que escala, o comportamento reprodutivo da rã.</p>
<p>“Num cenário de acelerada perda de áreas naturais, a descrição formal de uma nova espécie realça o quanto ainda precisamos de esforçar-nos para fazer avançar os estudos sobre a nossa biodiversidade. As espécies podem tornar-se localmente extintas mesmo antes de serem formalmente reconhecidas como espécies, através da sua nomeação e descrição”, salienta o cientista brasileiro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cientistas põem isótopos ao serviço do combate ao tráfico de madeiras na Amazónia</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cientistas-poem-isotopos-ao-servico-do-combate-ao-trafico-de-madeiras-na-amazonia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 07:03:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[árvores]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[tráfico]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma equipa de investigadores do Brasil está a desenvolver uma nova ferramenta que acredita poder reforçar esse combate, ajudando a saber ao certo a origem desses produtos florestais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A extração e o comércio ilegais de madeira são das principais causas de desflorestação na Amazónia, pelo que identificar com a maior precisão possível de onde vêm as madeiras apreendidas é fulcral para preservar esse bioma.</p>
<p>Uma equipa de investigadores do Brasil está a desenvolver uma nova ferramenta que acredita poder reforçar esse combate, ajudando a saber ao certo a origem desses produtos florestais.</p>
<p>Atualmente, as autoridades brasileiras determinam a origem das madeiras com técnicas como análises à anatomia das plantas e à distribuição das espécies, mas os investigadores dizem que esses métodos nem sempre são suficientemente precisos para confirmar a procedência legal dos produtos.</p>
<p>Para colmatar essas lacunas, apresentam, num artigo publicado na revista ‘<a href="https://www.mdpi.com/1420-3049/31/9/1542" target="_blank" rel="noopener">Molecules’</a>, uma nova ferramenta centrada nos isótopos, formas de um elemento químico que têm o mesmo número atómico, mas massas diferentes. Com isso, pretendem criar um “mapa isotópico” das madeiras das árvores da Amazónia, que a polícia e outras autoridades podem usar para saber ao certo de onde vieram e se foram obtidas legalmente ou não.</p>
<p>“O nosso objetivo é fornecer à Polícia Federal um método à prova de falsificação”, afirma Luiz António Martinelli, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da Universidade de São Paulo e principal coautor do estudo. “Não se podem falsificar isótopos estáveis”, salienta.</p>
<p>A nova metodologia tem por base o cálculo do rácio de dois isótopos estáveis diferentes do mesmo átomo, como o oxigénio-18 e o oxigénio-16, que estão presentes na celulose que forma a madeira. No artigo, os investigadores explicam que a madeira de árvores na parte mais ocidental da Amazónia contém mais isótopos oxigénio-16 e menos oxigénio-18 do que madeiras da parte oriental.</p>
<figure id="attachment_302415" aria-describedby="caption-attachment-302415" style="width: 800px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-302415 size-full" src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/58792.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/58792.jpg 800w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/58792-300x225.jpg 300w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/58792-768x576.jpg 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/58792-600x450.jpg 600w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /><figcaption id="caption-attachment-302415" class="wp-caption-text">Cientistas recolhem amostras para análise isotópica da celulosa. Foto: CENA-USP.</figcaption></figure>
<p>Essa diferença pode ser explicada pela perda gradual da forma mais pesada do oxigénio (oxigénio-18) quando a humidade do Oceano Atlântico se desloca sobre o continente. Detalham os cientistas que, como a água que chega à região mais ocidental da Amazónia foi perdendo isótopos oxigénio-18 pelo caminho, quantidades mais pequenas desse isótopo acabam por ser incorporadas na madeira das árvores dessa região.</p>
<p>Contudo, a equipa reconhece que, num sistema tão complexo e vasto como é a Amazónia, não chega usar apenas isótopos de um elemento, pelo que os investigadores estão também já a mapear outros dois átomos, o carbono e o azoto, e tencionam adicionar futuramente o estrôncio.</p>
<p>O modelo atualmente ainda tem algumas limitações. “O nosso melhor modelo é capaz de excluir 92% da área florestal da Amazónia, o que representa três milhões de quilómetros quadrados. O problema é que 8% ainda é demasiado”, assume Martinelli.</p>
<p>No entanto, os cientistas pretendem mitigar essas falhas à medida que vão fortalecendo a ferramenta de análise isotópica, com a adição de mais isótopos e de mais amostras.</p>
<p>“Já recolhemos amostras de 800 árvores em 63 sítios na Amazónia e descobrimos que se queremos ter um modelo mais preciso teremos de recolher amostras de mais árvores em mais locais”, explica.</p>
<p>Além dos isótopos, a mesma equipa está a estudar a possibilidade de utilização de novas abordagens químicas, uma delas sendo, por exemplo, a criação de mapas com as diferentes concentrações de certos elementos químicos na madeira. Os investigadores acreditam que a combinação destas técnicas ajudará a fortalecer o combate à extração e comércio ilegais de madeira na Amazónia, a reduzir a desflorestação e a preservar um dos biomas mais biologicamente diversos da Terra.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Gaspar: O jaguar que percorreu mais de 2.000 km e marcou um novo recorde</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/gaspar-o-jaguar-que-percorreu-mais-de-2-000-km-e-marcou-um-novo-recorde/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Filipe Pimentel Rações]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 15:03:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Animais]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[conservação]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jaguar]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[A grande aventura de Gaspar é “verdadeiramente excecional”, dizem os cientistas. Durante esse percurso atravessou não só zonas de vegetação natural, mas também áreas modificadas pelos humanos, como pastos e plantações, por exemplo, de arroz e de cana-de-açúcar. Isso mostra, segundo os investigadores, “persistência notável e plasticidade comportamental perante barreiras antropogénicas e fragmentação de habitat”.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Entre 11 de novembro de 2024 e 27 de novembro de 2025, um jaguar (<em>Panthera onca</em>) entrou para os livros da história da ecologia ao percorrer 2.122 quilómetros no Brasil, entre os biomas da Amazónia e do Cerrado.</p>
<p>Batizado com o nome “Gaspar”, o animal é um macho adulto com cerca de 92 quilogramas de peso, equipado com uma coleira GPS que permitiu aos cientistas acompanhar os seus movimentos e esta longa dispersão, que consideram não ter precedentes.</p>
<p>Num artigo publicado na revista ‘<a href="https://esajournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/ecy.70441" target="_blank" rel="noopener">Ecology’</a>, é explicado que a monitorização do Gaspar fazia parte de um projeto implementado no Brasil para estudar como é que os jaguares usam o espaço ao longo do Rio Araguaia, tido como um corredor importante para a espécie que liga a savana do Cerrado e a floresta húmida da Amazónia.</p>
<figure id="attachment_302344" aria-describedby="caption-attachment-302344" style="width: 874px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-302344 " src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m.jpg" alt="" width="874" height="656" srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m.jpg 2128w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m-300x225.jpg 300w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m-1024x769.jpg 1024w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m-768x577.jpg 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m-1536x1153.jpg 1536w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m-2048x1538.jpg 2048w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/ecy70441-fig-0001-m-600x451.jpg 600w" sizes="(max-width: 874px) 100vw, 874px" /><figcaption id="caption-attachment-302344" class="wp-caption-text">O investigador Douglas dos Santos Silva, coautor do estudo, a colocar uma coleira GPS ao jaguar Gaspar em novembro de 2024. Foto: Leandro Silveira.</figcaption></figure>
<p>A grande viagem deste felídeo selvagem durou 381 dias, durante os quais percorreu em média 9,79 km por dia a uma velocidade de cerca de 0,4 km por hora. Houve já outros casos registados de jaguares com maiores distâncias percorridas por dia, incluindo animais na mesma região, mas o que distingue Gaspar desses outros membros da sua espécie é a longa distância percorrida e o facto de ter feito vários quilómetros por dia durante meses a fio.</p>
<p>Por isso, os cientistas dizem que “a dispersão de 2100 km de Gaspar representa um dos mais longos eventos de dispersão registados para um felídeo neotropical”, acrescentando que excede largamente as distâncias registadas até agora para jaguares, sendo comparável à mais longa dispersão de um puma macho que viajou 2.700 km da Dakota do Sul até ao Connecticut, nos Estados Unidos da América.</p>
<p>Assim, os autores declaram que a grande aventura de Gaspar é “verdadeiramente excecional”, e durante esse percurso atravessou não só zonas de vegetação natural, mas também áreas modificadas pelos humanos, como pastos e plantações, por exemplo, de arroz e de cana-de-açúcar. Isso mostra, segundo os investigadores, “persistência notável e plasticidade comportamental perante barreiras antropogénicas e fragmentação de habitat”.</p>
<figure id="attachment_302345" aria-describedby="caption-attachment-302345" style="width: 657px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-302345 " src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/jaguar-gaspar.png" alt="" width="657" height="1101" /><figcaption id="caption-attachment-302345" class="wp-caption-text">Movimento de deslocação seguido pelo jaguar Gaspar. Fonte: Jon Morant et al., 2026, Ecology.</figcaption></figure>
<p>Contudo, sublinham que as regiões da Amazónia e do Pantanal, onde estão as principais populações de jaguares da região, estão cada vez mais ameaçadas pela desflorestação, pela expansão agrícola e pelo desenvolvimento de infraestruturas como estradas. E esses mesmos fatores afetam também o Cerrado e a Mata Atlântica, onde sobrevivem populações mais pequenas e isoladas.</p>
<p>Olhando para o percurso feito por Gaspar, é fácil perceber os perigos que ele e a sua espécie, e outras, enfrentam: estima-se que a Amazónia tenha perdido mais de 33% da sua área natural original, incluindo florestas, e que o Cerrado, tenha perdido 46% da sua vegetação nativa devido à agricultura, criando “uma paisagem altamente fragmentada que impede o movimento de grandes carnívoros”, lê-se no estudo.</p>
<p>Como tal, esta equipa chama a atenção para a importância de ligar todas essas áreas e as populações de jaguares, permitindo o fluxo de genes entre os núcleos, conferindo aos indivíduos e, no final de contas, à espécie a resiliência necessária para sobreviverem numa paisagem cada vez mais alterada pelos humanos.</p>
<p>Dado o amplo padrão de deslocação de Gaspar, e de outros carnívoros de grande porte, os investigadores dizem que as áreas protegidas tradicionais podem não ser suficientes para conservar estas espécies altamente móveis. Parte da solução, defendem, deve ser remover barreiras à deslocação segura dos animais selvagens, mesmo em zonas de presença humana, como culturas agrícolas, permitindo a ligação entre as várias paisagens, e também investir na promoção de medidas de mitigação de conflitos entre jaguares e criadores de gado para reduzir o risco de mortalidade.</p>
<p>“À medida que a fragmentação de habitats acelera em toda a região neotropical, compreender e proteger os corredores de movimentação revelados por indivíduos como ‘Gaspar’ torna-se cada vez mais importante para a persistência das populações de jaguares e para a manutenção da integridade dos ecossistemas nas paisagens de maior biodiversidade da América do Sul”, sentenciam os cientistas.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amazónia recupera superfície de água em 2025 após dois anos de seca</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/amazonia-recupera-superficie-de-agua-em-2025-apos-dois-anos-de-seca/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 15:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Ainda assim, o Brasil continua a apresentar uma tendência de redução dos recursos hídricos ao longo das últimas quatro décadas, avaliou a rede de monitorização MapBiomas, que reúne universidades, organizações não-governamentais e empresas de tecnologia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A superfície coberta por água na Amazónia voltou a crescer em 2025, após dois anos consecutivos de seca severa, segundo dados divulgados hoje pela rede de monitorização MapBiomas.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda assim, o Brasil continua a apresentar uma tendência de redução dos recursos hídricos ao longo das últimas quatro décadas, avaliou a entidade que reúne universidades, organizações não-governamentais e empresas de tecnologia.</p>
<p class="text-paragraph">O MapBiomas aponta que a Amazónia concentra 61,4% de toda a superfície de água do país e terminou 2025 com uma área 2,6% superior à média histórica registada entre 1985 e 2025.</p>
<p class="text-paragraph">Os maiores ganhos foram registados nos estados do Pará, com 142 mil hectares acima da média histórica, e no Amazonas, com acréscimo de 87 mil hectares.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;A recuperação da superfície de água na Amazónia em 2025 é um sinal positivo após dois anos de seca severa&#8221;, afirmou Bruno Ferreira, investigador da equipa Amazónia do MapBiomas e do Imazon, em comunicado divulgado à imprensa.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o investigador, o aumento está associado ao crescimento das chuvas relativamente ao ano anterior, embora a situação permaneça preocupante perante a maior frequência de eventos climáticos extremos.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Mesmo com essa recuperação, a situação ainda é preocupante no longo prazo, já que na região eventos climáticos extremos estão cada vez mais frequentes&#8221;, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">O estudo destaca que a recuperação não ocorreu de forma uniforme e que 20 sub-bacias amazónicas, equivalentes a 37% do total, permaneceram com superfície de água abaixo da média histórica.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o MapBiomas, essa situação afeta especialmente comunidades ribeirinhas, das quais pelo menos metade está localizada a até 50 quilómetros dos 12 principais rios da Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">Em contraste, o Pantanal apresentou o pior resultado entre os biomas brasileiros e terminou 2025 com superfície de água 56% inferior à média histórica registada entre 1985 e 2025.</p>
<p class="text-paragraph">O bioma, localizado no Centro-Oeste brasileiro, contabilizou 679 mil hectares de superfície de água em 2025, resultado 34% superior ao de 2024, quando registou 506 mil hectares durante uma seca histórica.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda assim, o Pantanal foi o único bioma brasileiro que permaneceu abaixo da média histórica durante todos os meses do ano, segundo o levantamento.</p>
<p class="text-paragraph">A pesquisadora da equipa Pantanal do MapBiomas Mariana Dias avaliou que a dinâmica das águas no Pantanal mudou, e disse que a década de 1980 “foi marcada por grandes inundações, mas desde 2019 a região enfrenta secas prolongadas&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Em todo o Brasil, a superfície de água alcançou 18,2 milhões de hectares em 2025, um aumento de 5,3% sobre os 17,2 milhões registados em 2024, mas ainda abaixo da média histórica de 18,5 milhões de hectares.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o levantamento, a área coberta por água representa atualmente cerca de 2% do território nacional.</p>
<p class="text-paragraph">A análise histórica revela uma redução contínua nas últimas décadas, passando de uma média de 19,86 milhões de hectares entre 1985 e 1994 para 17,28 milhões de hectares entre 2015 e 2024.</p>
<p class="text-paragraph">Entre a primeira e a última década analisadas, a perda média acumulada alcançou 2,6 milhões de hectares.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Representantes de 75 países discutem no Brasil os desafios da segurança hídrica mundial</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/representantes-de-75-paises-discutem-no-brasil-os-desafios-da-seguranca-hidrica-mundial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 08:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Águas e Resíduos]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[Organizado pela Rede Internacional de Organismos de Bacia (RIOB) e pela Secretaria de Estado do Ambiente e da Sustentabilidade do Rio de Janeiro, o evento visa promover a colaboração e soluções inovadoras para uma segurança hídrica sustentável.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Representantes de cerca de 75 países discutem os desafios da segurança hídrica entre hoje e sexta-feira na cidade do Rio de Janeiro para a 13.ª Cúpula Mundial das Bacias Hidrográficas 2026.</p>
<p class="text-paragraph">Organizado pela Rede Internacional de Organismos de Bacia (RIOB) e pela Secretaria de Estado do Ambiente e da Sustentabilidade do Rio de Janeiro, o evento visa promover a colaboração e soluções inovadoras para uma segurança hídrica sustentável.</p>
<p class="text-paragraph">A Cúpula Mundial das Bacias Hidrográficas é um dos principais fóruns globais sobre gestão integrada de recursos hídricos, e esta edição reunirá representantes de governos, organismos de bacia, instituições financeiras internacionais, agências da ONU, centros de pesquisa e especialistas.</p>
<p class="text-paragraph">A programação conta com debates e estudos de caso sobre soluções relacionadas à segurança hídrica, adaptação às mudanças climáticas, governança da água e resiliência dos territórios.</p>
<p class="text-paragraph">Os desafios para conciliar o desenvolvimento urbano, costeiro e rural com segurança hídrica também é outro assunto previsto na programação, assim como discussão sobre uso de dados para monitoramento.</p>
<p class="text-paragraph">Na quinta-feira, o Brasil assumirá a presidência Rede Internacional de Organismos de Bacia, até então presidida pela França.</p>
<p class="text-paragraph">Já na sexta-feira, a organização do evento promoverá visitas técnicas à Estação de Tratamento de Água do Guandu, a maior estação de tratamento de água do mundo, além de visitas à Baía de Guanabara e mananciais históricos do Rio de Janeiro.</p>
<p class="text-paragraph">O evento de quatro dias no Rio de Janeiro servirá também como preparação para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre a Água, a ser realizada em Abu Dhabi em dezembro deste ano.</p>
<p class="text-paragraph">Entre as autoridades brasileiras no evento estão ministros e secretários estaduais ligados à área de segurança hídrica, diretores da Agência Nacional de Água e representantes de bacias hidrográficas de diferentes regiões do país.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo a organização, entre as autoridades de Portugal confirmadas no evento está o presidente Agência Portuguesa do Ambiente (APA), José Carlos Pimenta Machado.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda entre os participantes de língua lusófona está também o diretor de Energia da Direção-Geral dos Recursos Naturais e Energia de São Tomé e Príncipe, Gabriel Lima Maquengo.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Líder indígena Raoni internado em estado grave no Brasil</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/lider-indigena-raoni-internado-em-estado-grave-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 16:17:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[povos indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Raoni]]></category>
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					<description><![CDATA[Segundo o boletim médico divulgado hoje, Raoni foi admitido às 17:00 de domingo (21:00 em Lisboa), após ser transferido por via aérea da região de Peixoto de Azevedo, onde estava, na sua residência, a receber visitas de lideranças indígenas e pajés.           ]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O líder indígena Raoni Metuktire, de 94 anos, está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no norte do estado brasileiro de Mato Grosso, disseram fontes médicas.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o boletim médico divulgado hoje, Raoni foi admitido às 17:00 de domingo (21:00 em Lisboa), após ser transferido por via aérea da região de Peixoto de Azevedo, onde estava, na sua residência, a receber visitas de lideranças indígenas e pajés.</p>
<p class="text-paragraph">O cacique Raoni, como é conhecido, do povo Kayapó, é símbolo mundial da defesa da Amazónia e dos direitos dos povos indígenas, tendo sido indicado para o Nobel da Paz em 2020.</p>
<p class="text-paragraph">Raoni apresentou um episódio de vómito na manhã de sábado e, no domingo, teve mais três episódios associados a tosse persistente, dor abdominal e expetoração com pequena quantidade de sangue.</p>
<p class="text-paragraph">Ainda segundo o hospital, Raoni ingeriu apenas o pequeno-almoço no domingo e deixou de se alimentar ao longo do dia devido ao desconforto abdominal e à evolução do quadro clínico.</p>
<p class="text-paragraph">À chegada ao hospital, segundo o boletim médico, o líder indígena do povo Kayapó apresentava “importante comprometimento do estado geral, com sinais de desidratação, sonolência acentuada, abdome distendido e ausência de diurese”.</p>
<p class="text-paragraph">A equipa médica realizou vários exames para investigação diagnóstica, acrescenta.</p>
<p class="text-paragraph">Os exames iniciais identificaram alterações da função renal e marcadores compatíveis com processo infeccioso grave, segundo o boletim.</p>
<p class="text-paragraph">“A principal hipótese diagnóstica é de sepse de foco pulmonar secundária a pneumonia broncoaspirativa, decorrente de quadro de vômitos incoercíveis”, informa o boletim médico encaminhado à Lusa.</p>
<p class="text-paragraph">A tomografia do abdomen também evidenciou um quadro de suboclusão gástrica, segundo o hospital.</p>
<p class="text-paragraph">Raoni permanece internado na UTI sob monitoramento contínuo, recebendo hidratação venosa, antibioticoterapia de amplo espectro e suporte intensivo.</p>
<p class="text-paragraph">O estado de saúde é considerado grave e exige cuidados intensivos e monitoramento ininterrupto da equipe multiprofissional, segundo a unidade de saúde.</p>
<p class="text-paragraph">Este é o segundo internamento do líder Kaypó este ano. Em maio, Raoni esteve sete dias internado na mesma unidade hospitalar no Mato Grosso com complicações respiratórias e gastrointestinais.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Lula usa queda do desmatamento na Amazónia para confrontar tarifas dos EUA</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/lula-usa-queda-do-desmatamento-na-amazonia-para-confrontar-tarifas-dos-eua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 08:25:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante um evento na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazónica (OTCA), esta quinta-feira em Brasília, Lula destacou números preliminares que apontam para uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento na Amazónia e de 8,2% no Cerrado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente brasileiro, Lula da Silva, acusou os Estados Unidos de mentirem ao usar o desmatamento como justificação para impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e prometeu contestar as acusações com dados oficiais.</p>
<p class="text-paragraph">Durante um evento na sede da Organização do Tratado de Cooperação Amazónica (OTCA), esta quinta-feira em Brasília, Lula destacou números preliminares que apontam para uma redução de 37,5% nos alertas de desmatamento na Amazónia e de 8,2% no Cerrado.</p>
<p class="text-paragraph">Os dados divulgados pelo Governo brasileiro comparam os períodos de agosto a maio encerrados em 2025 e 2026 e são provenientes do sistema Deter utilizado para monitorização em tempo real e apoio às ações de fiscalização.</p>
<p class="text-paragraph">Apenas em maio os alertas caíram 61,4% na Amazónia e 12,2% no Cerrado face ao mesmo mês do ano anterior, segundo os números oficiais.</p>
<p class="text-paragraph">Lula afirmou que os números serão encaminhados ao representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, que propôs na semana passada o aumento das tarifas aos produtos brasileiros.</p>
<p class="text-paragraph">O objetivo é rebater os argumentos apresentados pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR na sigla em inglês) que, entre outros pontos, alega que o Brasil falhou na aplicação eficaz do marco legal para combater o desmatamento ilegal.</p>
<p class="text-paragraph">“Nós vamos ter que pegar esses dados, mandar para o cidadão do comércio dos Estados Unidos que coloca a questão do desmatamento como justificativa para punir o Brasil com uma taxa maior”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">O Presidente brasileiro afirmou que o Governo dos EUA já havia apresentado alegações falsas ao justificar medidas tarifárias anteriores contra o Brasil.</p>
<p class="text-paragraph">“Eles mentiram a primeira vez que taxaram o Brasil em 50% dizendo que tinha ‘deficit’ comercial. Nós provámos que eles tiveram um &#8216;superavit&#8217; muito alto em 15 anos e agora com esse negócio que eles falaram da questão do desmatamento&#8221;, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Num discurso marcado por críticas à postura norte-americana, Lula disse querer comparar as políticas ambientais e laborais dos dois países.</p>
<p class="text-paragraph">“Quando a gente está negociando com alguém que não tem parâmetro para negociar, não se comporta de forma civilizada, a gente vai ter que fazer comparação&#8221;, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">Num recado direto ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o chefe da Casa Branca &#8220;não foi eleito para ser imperador do mundo”.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Não adianta falar para mim que tem os aviões mais rápidos do mundo, eu não quero guerra. A minha guerra é narrativa. A minha guerra é provar que nós estamos certos e vocês estão errados&#8221;, completou.</p>
<p class="text-paragraph">A proposta de novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros ainda depende de uma decisão de Trump enquanto o Governo brasileiro procura negociar uma solução para evitar a adoção das medidas.</p>
<p class="text-paragraph">O Presidente brasileiro defendeu que o compromisso de alcançar desmatamento zero até 2030 resulta de uma decisão do seu Governo e não de imposições internacionais.</p>
<p class="text-paragraph">“Ele [Trump] não sabe o trabalho que nós fazemos para fazer com que o desmatamento chegue a desmatamento zero até 2030. Isso não é uma decisão de nenhuma COP, não é decisão da ONU, isso é uma decisão do nosso Governo”, disse.</p>
<p class="text-paragraph">Lula insistiu que o Brasil pretende manter uma relação baseada no diálogo e no desenvolvimento mútuo ao dizer que o país &#8220;não quer briga, (&#8230;) quer civilização, comércio e desenvolvimento para os dois países&#8221;.</p>
<p class="text-paragraph">Já o ministro do Meio Ambiente e das Mudanças Climáticas, João Paulo Capobianco, afirmou que os novos indicadores desmontam as acusações feitas pelos EUA sobre o desmatamento na Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">A divulgação dos dados, segundo disse, faz parte da rotina do Governo e não representa uma resposta específica a Washington embora as informações sejam usadas nas negociações bilaterais.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;Estamos apresentando de forma clara: o Brasil não está promovendo desmatamento e exportando madeira ilegal! Estivemos nos EUA, detalhámos os dados e mesmo assim veio essa injusta acusação contra nós&#8221;, afirmou o ministro.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Fundo Amazónia atinge média anual de 219 milhões de euros em projetos aprovados</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/fundo-amazonia-atinge-media-anual-de-219-milhoes-de-euros-em-projetos-aprovados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 08:21:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[amazónia]]></category>
		<category><![CDATA[financiamento]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O balanço foi divulgado esta quinta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) durante a abertura da 36.ª reunião do Comité Orientador do Fundo Amazónia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fundo Amazónia passou a uma média anual de 1,3 mil milhões de reais (cerca de 219,3 milhões de euros) de projetos aprovados desde a retoma da governança do fundo em 2023.</p>
<p class="text-paragraph">O balanço foi divulgado esta quinta-feira pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) durante a abertura da 36.ª reunião do Comité Orientador do Fundo Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o BNDES, a nova estratégia do fundo elevou em quatro vezes o volume médio de aprovações, com valores corrigidos pela inflação, e aumentou em 50% a média anual de projetos aprovados.</p>
<p class="text-paragraph">A média de aprovação passou de 10 projetos anuais entre 2009 e 2018 para 15 projetos por ano entre 2023 e 2026, refletindo a reestruturação promovida após a reativação do mecanismo.</p>
<p class="text-paragraph">Durante o Governo do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2022), o fundo ficou praticamente desativado.</p>
<p class="text-paragraph">Na conferência de imprensa, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o Fundo Amazónia “voltou a ter escala”, numa crítica indireta à gestão anterior.</p>
<p class="text-paragraph">“O Fundo voltou a ter escala, direção estratégica e presença na ponta, apoiando desde a fiscalização e o combate a incêndios até à restauração, à sociobioeconomia e ao fortalecimento de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais”, disse.</p>
<p class="text-paragraph">No ciclo iniciado após a retoma da governança do mecanismo, ou seja, em 2023, a média anual de aprovações saltou de cerca de 300 milhões de reais (50,6 milhões de euros) para 1,3 mil milhões de reais (219,3 milhões de euros).</p>
<p class="text-paragraph">Conforme o balanço, a mudança ampliou a base internacional de financiadores de dois para nove doadores, incluindo o Reino Unido, União Europeia, Estados Unidos, Suíça, Japão, Dinamarca e Irlanda.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o BNDES, o período entre 2023 e 2026 responde por 57% de todas as aprovações e contratações da história do Fundo Amazónia.</p>
<p class="text-paragraph">Desde janeiro de 2023, foram anunciados ou contratados 2,4 mil milhões de reais (404,8 milhões de euros) em novos aportes, dos quais 337,3 milhões de euros já estão contratados e 101,2 milhões de euros ainda serão formalizados.</p>
<p class="text-paragraph">Criado para transformar os resultados da redução do desmatamento em cooperação internacional, o Fundo Amazónia completa 18 anos com 5,3 mil milhões de reais, o equivalente a 894,1 milhões de euros, em doações, e 153 projetos aprovados.</p>
<p class="text-paragraph">O Fundo Amazónia financia ações de prevenção e combate à desflorestação, restauro florestal, regularização ambiental e territorial e apoio à produção sustentável na floresta.</p>
<p class="text-paragraph">Atualmente, o fundo beneficia mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e cerca de 260 mil pessoas.</p>
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		<item>
		<title>Lula garante que Brasil será dono dos seus minérios em oposição à época do ouro</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/lula-garante-que-brasil-sera-dono-dos-seus-minerios-em-oposicao-a-epoca-do-ouro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Apr 2026 15:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
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					<description><![CDATA[O Brasil, se não tirar proveito dessa fase da revolução energética que o mundo tanto tem, briga, e se não tirar proveito das suas terras raras e dos seus minerais críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade”, disse o chefe de Estado brasileiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente brasileiro, Lula da Silva, sublinhou hoje que não permitirá que se apropriem da riqueza mineral do país como na época do “ciclo do ouro, em que levaram tudo”.</p>
<p class="text-paragraph">O Brasil, se não tirar proveito dessa fase da revolução energética que o mundo tanto tem, briga, e se não tirar proveito das suas terras raras e dos seus minerais críticos, nós iremos jogar fora uma oportunidade”, disse o chefe de Estado brasileiro, em Barcelona, ao lado do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchéz, depois dos dois países assinarem um memorando de entendimento no setor de minerais críticos.</p>
<p class="text-paragraph">“O Brasil já deixou passar o ciclo do ouro, em que levaram tudo, enriqueceu muitos países e o Brasil continuou pobre. América Latina já deixou passar o ciclo do ouro, o ciclo da prata, o ciclo da pérola, já o ciclo do minério de ferro, o ciclo da madeira, nós não podemos agora permitir que a riqueza que a natureza nos deu, não permita que a gente fique rico”, frisou, no seu primeiro dia da visita Europa, que termina na terça-feira, em Lisboa.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o chefe de Estado brasileiro, no final da primeira cimeira Espanha-Brasil, realizada em Barcelona, o país está disposto a fazer acordo com todos os países, mas sem abrir mão da soberania, sendo que esta é uma “questão de segurança nacional”.</p>
<p class="text-paragraph">“Nós iremos construir, em parceria com quem quiser construir, quem quiser nos ajudar, quem quiser levar tecnologia e compartilhar tecnologia connosco, estaremos de braços abertos”, disse, avisando: “mas ninguém, ninguém, a não ser o Brasil, será dono da nossa riqueza mineral”.</p>
<p class="text-paragraph">Terras raras é um conjunto de 17 elementos químicos encontrados em abundância em vários países, e são utilizados essencialmente para tecnologia de ponta e fundamentais para a transição energética.</p>
<p class="text-paragraph">Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME) do Brasil, o país tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, o que tem provocado forte cobiça e pressão da Casa Branca sobre o Governo de Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">Na semana passada, o Presidente do Brasil, criticou dois adversários políticos pré-candidatos à presidência brasileira de outubro pelo alinhamento que têm em relação à Casa Branca e acusou-os de querem &#8220;vender o Brasil&#8221; aos Estados Unidos.</p>
<p class="text-paragraph">Lula da Silva citou especificamente o senador Flávio Bolsonaro e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, ambos políticos de direita, ao declarar que o Brasil não pode abrir mão de minerais considerados estratégicos.</p>
<p class="text-paragraph">&#8220;O Flávio Bolsonaro quer vender para os Estados Unidos algo que é muito importante para o Brasil&#8221;, afirmou Lula da Silva, em entrevista ao portal ICL Notícias.</p>
<p class="text-paragraph"> A conferência de imprensa dos dois líderes hoje encerrou uma cimeira que começou com honras militares.</p>
<p class="text-paragraph">Lula e Sánchez estão na origem das três iniciativas internacionais que decorrem sexta-feira e sábado em Barcelona, já que, além desta cimeira bilateral, haverá outra também institucional denominada &#8220;Em defesa da democracia&#8221; e um fórum progressista que contará, entre os seus 3.000 participantes, com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, do México, Claudia Sheinbaum, de Cabo Verde, José Maria Neves, e do Conselho Europeu, António Costa.</p>
<p class="text-paragraph">
<p class="text-paragraph">
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cacique Raoni critica Governo brasileiro por projetos “destrutivos” na floresta amazónica</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cacique-raoni-critica-governo-brasileiro-por-projetos-destrutivos-na-floresta-amazonica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 17:03:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Biodiversidade]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Cacique Raoni]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[floresta amazónica]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://greensavers.sapo.pt/?p=295527</guid>

					<description><![CDATA[Durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, Raoni, apesar das críticas, reafirmou o seu apoio à recandidatura do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O cacique Raoni, símbolo mundial da defesa da Amazónia e dos direitos indígenas, lançou ontem duras críticas aos projetos de infraestruturas do atual Governo brasileiro, que classificou como “destrutivos” para a floresta amazónica.</p>
<p class="text-paragraph">Durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, Raoni, apesar das críticas, reafirmou o seu apoio à recandidatura do chefe de Estado brasileiro, Lula da Silva.</p>
<p class="text-paragraph">“Eu voltarei a apoiar Lula. Não vou apoiar o filho de Bolsonaro. Não vou votar nele, porque eles não pensam bem, não têm noção dos problemas, não compreendem as coisas”, frisou, em declarações à imprensa.</p>
<p class="text-paragraph">No entanto, o cacique precisou que está aberto ao diálogo com qualquer candidato “forte” com possibilidades de vitória para discutir as reivindicações do seu povo.</p>
<p class="text-paragraph">Apesar da sua proximidade com Lula da Silva, com quem subiu a rampa do Palácio do Planalto na sua tomada de posse em 2023, Raoni manifestou a sua firme oposição a projetos-chave para a logística do agronegócio que têm ganho espaço na agenda governamental, como a construção de um caminho de ferro na Amazónia brasileira.</p>
<p class="text-paragraph">Este projeto, denominado “Ferrogão” e originalmente lançado durante o mandato de Jair Bolsonaro (2019-2022), conta com o apoio do atual Governo, apesar da resistência de povos indígenas e associações ambientalistas.</p>
<p class="text-paragraph">“Ouvi falar do ‘Ferrogão’ e não aceitei. Por que não aceitei? Porque destrói a natureza, destrói a floresta”, declarou.</p>
<p class="text-paragraph">Do mesmo modo, questiona a decisão do Governo de aprovar concessões a empresas privadas para a construção de hidrovias em importantes rios da Amazónia, autorizando a dragagem dos mesmos para facilitar o transporte de barcaças.</p>
<p class="text-paragraph">“Ouvi dizer que Lula tinha autorizado que um rio fosse transformado em hidrovia para transportar grandes quantidades de soja. São coisas que têm vindo a causar problemas à natureza. Nunca aceitei isso”, afirmou.</p>
<p class="text-paragraph">Posteriormente, o Governo de Lula recuou nessa iniciativa após os protestos de grupos indígenas.</p>
<p class="text-paragraph">Para o líder indígena, esses projetos representam uma “grande devastação” que acarreta problemas para todos os seres humanos.</p>
<p class="text-paragraph">Mais de 6 mil indígenas do Brasil estão acampados em Brasília para a 22.ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL 2026), numa semana de debates, encontros com autoridades políticas, manifestações e expectativas pelo anúncio de novas terras demarcadas.</p>
<p class="text-paragraph">Organizado pela Articulação dos Povos Indígenas (Apib), a edição deste ano tem como tema  “Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós”, que coloca em perspetiva os desafios das eleições de outubro.</p>
<p class="text-paragraph">Considerado a principal mobilização dos povos originários brasileiros, o evento iniciou-se no domingo e decorre até sábado.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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