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	<title>Ciência com Impacto &#8211; Green Savers</title>
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	<description>Notícias sobre sustentabilidade, ambiente, alterações climáticas, biodiversidade, florestas, finanças verdes, empresas, economia, ODS</description>
	<lastBuildDate>Thu, 08 Jan 2026 07:03:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Ciência com Impacto &#8211; Green Savers</title>
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		<title>&#8220;Baby boomers&#8221; podem ser decisivos para a sustentabilidade nos conselhos de administração</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/baby-boomers-podem-ser-decisivos-para-a-sustentabilidade-nos-conselhos-de-administracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Jan 2026 07:03:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
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		<category><![CDATA[Baby boomers]]></category>
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		<category><![CDATA[sustentabilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[A presença da geração nascida entre 1946 e 1964, no período de forte crescimento demográfico do pós-guerra, nos conselhos de administração pode melhorar significativamente o desempenho das empresas em matéria de sustentabilidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="207" data-end="586">A presença de &#8220;baby boomers&#8221;, a geração nascida entre 1946 e 1964, no período de forte crescimento demográfico do pós-guerra, nos conselhos de administração pode melhorar significativamente o desempenho das empresas em matéria de sustentabilidade. A conclusão é de um novo <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/bse.4083" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> da Universidade de Murdoch, na Austrália Ocidental, que analisou a relação entre a composição geracional das lideranças empresariais e os resultados ambientais, sociais e de governação das empresas.</p>
<p data-start="588" data-end="919">O trabalho, intitulado <em data-start="611" data-end="696">Does Older Mean Better? Analyses of Boards&#8217; Influence on Sustainability Performance</em>, avaliou dados de 2.162 empresas cotadas nos Estados Unidos, cruzando a idade dos membros dos conselhos de administração com classificações internacionais de sustentabilidade (ESG), atribuídas pela LSEG (antiga Refinitiv).</p>
<p data-start="921" data-end="1306">Os investigadores analisaram quatro gerações: os chamados tradicionalistas (nascidos antes de 1946), os &#8220;baby boomers&#8221; (1946–1964), a &#8220;geração X&#8221; (1965–1981) e os &#8220;millennials&#8221; (1982–2000). Os resultados mostram que as empresas com &#8220;baby boomers&#8221; nos seus conselhos apresentaram, em média, melhor desempenho em sustentabilidade, enquanto as restantes gerações revelaram menor impacto positivo.</p>
<p data-start="1308" data-end="1617">De acordo com o estudo, os &#8220;baby boomers&#8221; destacam-se por aliarem experiência profissional extensa a uma visão de longo prazo e a uma abordagem mais consensual na tomada de decisões. Essa combinação, segundo os autores, favorece escolhas que conciliam objetivos económicos com preocupações ambientais e sociais.</p>
<p data-start="1619" data-end="2042">“Se as empresas querem reforçar o seu desempenho em sustentabilidade, incluir &#8216;baby boomers&#8217; no conselho de administração é uma decisão acertada”, afirma Augustine Donkor, investigador da Murdoch Business School e autor principal do estudo. “Esta geração tende a valorizar o impacto a longo prazo e a colaboração, o que se traduz em decisões mais alinhadas com a proteção do ambiente e com a resiliência futura das empresas.”</p>
<p data-start="2044" data-end="2339">O estudo revela ainda que a influência de cada geração depende também do número de representantes no conselho. Enquanto os &#8220;baby boomers&#8221; e os tradicionalistas necessitam de pelo menos três membros para exercerem influência significativa, a geração X precisa de dois e os &#8220;millennials&#8221; apenas de um.</p>
<p data-start="2341" data-end="2854">Contrariando algumas ideias feitas, os autores sublinham que a idade, por si só, não garante melhores resultados em sustentabilidade. “Os tradicionalistas, apesar da sua experiência, tendem a resistir mais à mudança, o que pode travar avanços nesta área”, explica Donkor. Por outro lado, as gerações mais jovens, embora tragam dinamismo e competências tecnológicas, tendem a privilegiar objetivos de curto prazo e progressão individual, o que nem sempre se traduz em compromissos ambientais ou sociais duradouros.</p>
<p data-start="2856" data-end="3236">Os investigadores defendem que conselhos de administração com diversidade geracional são, em geral, mais robustos, mas sublinham o papel central dos &#8220;baby boomers&#8221;. “Uma combinação de gerações acrescenta valor, mas os nossos dados mostram que os baby boomers são particularmente importantes para orientar as empresas rumo a um impacto ambiental e social duradouro”, conclui o autor.</p>
<p data-start="3238" data-end="3464" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O estudo foi publicado na revista científica <em data-start="3283" data-end="3322">Business Strategy and the Environment.</em></p>
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		<title>Serão as hortas urbanas seguras?</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/o-chumbo-e-o-metal-que-mais-contamina-as-hortas-urbanas-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ciência com Impacto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2025 16:55:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
		<category><![CDATA[Hortas Urbanas]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[seguras]]></category>
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					<description><![CDATA[O chumbo é o metal que mais contamina as hortas urbanas, afirma investigadora de Aveiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Serão as hortas urbanas seguras? E como saber se os seus solos estão contaminados? A bióloga Sónia Rodrigues procurou as respostas, estudando fontes de poluição atmosférica, associadas ao tráfego automóvel. Toda a história – e muitas outras – contadas no podcast Ciência com Impacto.</p>
<p>No trabalho realizado sobre hortas urbanas, a norte do Porto, o grande contaminante que surgiu foi o chumbo – um legado da gasolina com chumbo, banida há décadas, mas que ainda persiste acumulado nos solos urbanos.</p>
<p>Apesar da presença de metais pesados, o estudo veio revelar que a transferência dos contaminantes para os produtos vegetais não é automática. Só uma pequena fração é transferida para as plantas e nem todas as espécies a absorvem nas mesmas quantidades. “O ph e o composto orgânico que existe no solo podem diminuir, também, a potencial contaminação”, explica a investigadora.</p>
<p>A contaminação dos solos não se limita às cidades. O uso e abuso de nanomateriais em produtos do quotidiano, que acabam por ser disseminados nos meios terrestre e aquático, são os novos contaminantes, cujo perigosidade se começa agora a desvendar. Mas a nanotecnologia também tem as suas vantagens – podendo ser usada na produção sustentável de alimentos. Veja como na Ciência com Impacto.</p>
<p><a href="https://cienciacomimpacto.pt/2020/10/13/podcast-5-sonia-rodrigues/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Clique aqui para ouvir ou ver o podcast</strong></a></p>
<p><a href="https://cienciacomimpacto.pt/2020/10/13/a-poluicao-dos-solos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Clique aqui para ver o vídeo</strong></a></p>
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		<item>
		<title>Próximo desafio espacial é uma base na lua</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/proximo-desafio-espacial-e-uma-base-na-lua/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ciência com Impacto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Feb 2025 14:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
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					<description><![CDATA[O investigador Pedro Machado não tem grandes dúvidas: construir uma base permanente na Lua é o desafio dos próximos anos. Será um ensaio para uma futura estação científica em Marte.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A construção de uma base na Lua faz parte dos planos da União Europeia, dos Estados Unidos e da China. Todos projetos diferentes e concorrentes entre si. Mas, se tudo correr bem e adotarmos o modelo de gestão da Antártica, as várias nações do mundo irão cooperar na aventura espacial. É que, com a aprendizagem a realizar na Lua, seguir-se-á um desafio ainda maior: a presença permanente de equipas científicas em Marte.</p>
<p>Pedro Machado, investigador do IA &#8211; Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço e um dos mais prestigiados astrofísicos portugueses, iniciou a sua carreira investigando Vénus, o gêmeo “diabólico” da Terra. Apesar da distância próxima e da massa idêntica, Vénus apresenta condições bem diferentes do nosso planeta azul: a temperatura à superfície atinge os 460 graus celsius, a atmosfera está repleta de dióxido de carbono e as nuvens são de ácido sulfúrico.</p>
<p>Descobrir os segredos dos ventos que percorrem a atmosfera de Vénus e, mais recentemente, confirmar a existência de vestígios de fosfina – que podem indiciar vida microscópia – têm sido algumas das suas prioridades. Além, claro, de continuar a dedicar-se ao estudo dos exoplanetas, na missão espacial Ariel.<br />
Para Pedro Machado, continua a ser uma incógnita saber se estamos sozinhos no Universo. Mas o investigador tem uma certeza: se fizermos tudo aquilo que se impõe na preservação do nosso planeta, então certamente que – um dia – a vida brotará noutros planetas. Levados por naves humanas.</p>
<p><a href="https://cienciacomimpacto.pt/pt/media/podcasts/podcast-t2e7-misterios-venus" target="_blank" rel="noopener"><strong>Clique aqui para aceder ao podcast</strong></a>:</p>
<p><a href="https://cienciacomimpacto.pt/pt/media/videos/objectivo-lua" target="_blank" rel="noopener"><strong>Clique aqui para ver o filme:</strong></a></p>
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		<title>Serão as hortas urbanas seguras?</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/o-chumbo-e-o-metal-que-mais-contamina-as-hortas-urbanas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ciência com Impacto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2024 08:55:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[O chumbo é o metal que mais contamina as hortas urbanas, afirma investigadora de Aveiro.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Serão as hortas urbanas seguras? E como saber se os seus solos estão contaminados? A bióloga Sónia Rodrigues procurou as respostas, estudando fontes de poluição atmosférica, associadas ao tráfego automóvel. Toda a história – e muitas outras – contadas no podcast Ciência com Impacto.</p>
<p>No trabalho realizado sobre hortas urbanas, a norte do Porto, o grande contaminante que surgiu foi o chumbo – um legado da gasolina com chumbo, banida há décadas, mas que ainda persiste acumulado nos solos urbanos.</p>
<p>Apesar da presença de metais pesados, o estudo veio revelar que a transferência dos contaminantes para os produtos vegetais não é automática. Só uma pequena fração é transferida para as plantas e nem todas as espécies a absorvem nas mesmas quantidades. “O ph e o composto orgânico que existe no solo podem diminuir, também, a potencial contaminação”, explica a investigadora.</p>
<p>A contaminação dos solos não se limita às cidades. O uso e abuso de nanomateriais em produtos do quotidiano, que acabam por ser disseminados nos meios terrestre e aquático, são os novos contaminantes, cujo perigosidade se começa agora a desvendar. Mas a nanotecnologia também tem as suas vantagens – podendo ser usada na produção sustentável de alimentos. Veja como na Ciência com Impacto.</p>
<p><a href="https://cienciacomimpacto.pt/2020/10/13/podcast-5-sonia-rodrigues/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Clique aqui para ouvir ou ver o podcast</strong></a></p>
<p><a href="https://cienciacomimpacto.pt/2020/10/13/a-poluicao-dos-solos/" target="_blank" rel="noopener"><strong>Clique aqui para ver o vídeo</strong></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Os alimentos de origem vegetal têm um menor impacto ambiental</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/os-alimentos-de-origem-vegetal-tem-um-menor-impacto-ambiental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 07 Sep 2024 13:55:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Green Savers]]></category>
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					<description><![CDATA[É o que indica um novo estudo desenvolvido no Reino Unido e na Irlanda, coordenado pela Universidade de Oxford.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os alimentos à base de plantas são mais saudáveis e têm um menor impacto ambiental. É o que indica um novo estudo desenvolvido no Reino Unido e na Irlanda, coordenado pela Universidade de Oxford, que avaliou este critério em 57 mil produtos alimentares.</p>
<p>Os investigadores analisaram a pegada de cada alimento ou bebida, em termos de emissões de gases com efeito de estufa, quantidade de terra utilizada, o stress hídrico e o potencial de eutrofização. O impacto foi avaliado por cada 100 gramas. Produtos como sopas, saladas, pães e caixas de cereais, ou seja, feitos com frutas, vegetais, açúcar e farinha, mostraram ter um baixo impacto ambiental. Mas os produtos feitos de carne, peixe e queijo, foram os que ficaram no topo da lista, por terem o maior impacto ambiental.</p>
<p>Os alimentos alternativos à carne, como salsichas e hambúrgueres feitos com ingredientes vegetais, tiveram um quinto a menos de um décimo do impacto ambiental dos de carne. Já os produtos com carne de aves, revelaram ter um impacto três vezes menor do que os com carne de vaca e de cordeiro.</p>
<p>Ao comparar o impacto dos produtos com o seu valor nutricional, definido pelo sistema de avaliação Nutri-Score, notou-se uma variação. Os produtos mais sustentáveis ​​tenderam a ser mais nutritivos. No entanto, existiram exceções, como por exemplo as bebidas açucaradas, que apresentaram um baixo impacto ambiental mas também uma baixa qualidade nutricional.</p>
<p>&#8220;<em>Este trabalho pode apoiar ferramentas que ajudem os consumidores a tomar decisões de compra de alimentos mais ambientalmente sustentáveis. Ainda mais importante, poderia levar os retalhistas e fabricantes dos alimentos a reduzir o impacto ambiental do fornecimento de alimentos, tornando mais fácil para todos nós ter dietas mais saudáveis ​​e sustentáveis</em>&#8220;, afirma o autor Peter Scarborough, Professor na Universidade de Oxford.</p>
<p>O <a href="https://www.pnas.org/doi/full/10.1073/pnas.2120584119" target="_blank" rel="noopener">artigo</a> foi publicado na revista <i>Proceedings of the National Academy of Sciences.</i></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Alguma vez viu o Sol de tão perto?</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/alguma-vez-viu-o-sol-de-tao-perto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jul 2024 13:55:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Green Savers]]></category>
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					<description><![CDATA[A Agência Espacial Europeia partilhou algumas imagens, tiradas este ano, à estrela mais próxima do Planeta Terra.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Sol nasceu há 4,6 mil milhões de anos e é a estrela mais próxima do nosso Planeta. Essencial para a vida na Terra, o Sol é admirado por todos cá em baixo, mas são raras as pessoas que já o observaram com maior proximidade.</p>
<p>A Agência Espacial Europeia (ESA) partilhou algumas imagens tiradas ao Sol através do Solar Orbiter, um satélite de observação solar lançado em 2020 numa missão conjunta entre a Agência e a NASA. Este é composto por 10 instrumentos de monitorização <em>in situ</em> e monitorização remota, entre os quais seis telescópios.</p>
<p>A imagem, em alta resolução, foi tirada a 7 de março de 2022 através do telescópio Extreme Ultraviolet Imager (EUI). O Sol encontrava-se a uma distância de 75 milhões de quilómetros e a nave espacial estava a atravessar entre o Sol e a Terra &#8211; podendo ver-se a mesma no lado superior direito. Esta é considerada a imagem com maior resolução do disco completo do Sol e da coroa, a sua atmosfera externa.</p>

<a href="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-scaled.jpg"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="2560" height="2550" src="data:image/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=&#039;http://www.w3.org/2000/svg&#039;%20viewBox=&#039;0%200%202560%202550&#039;%3E%3C/svg%3E" class="attachment-full size-full bricks-lazy-hidden" alt="" data-src="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-scaled.jpg" data-type="string" data-sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" data-srcset="https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-scaled.jpg 2560w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-300x300.jpg 300w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-scaled-100x100.jpg 100w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-scaled-600x598.jpg 600w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-1024x1020.jpg 1024w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-150x150.jpg 150w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-768x765.jpg 768w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-1536x1530.jpg 1536w, https://greensavers.sapo.pt/wp-content/uploads/2022/07/The_Sun_in_high_resolution-1-1-2048x2040.jpg 2048w" /></a>

<p><em>&#8220;O telescópio de alta resolução do EUI tira fotografias com uma resolução espacial tão alta que, a essa distância, é necessário um mosaico de 25 imagens individuais para cobrir todo o Sol. Tiradas uma após a outra, a imagem completa foi capturada num período de mais de quatro horas porque cada mosaico leva cerca de 10 minutos, incluindo o tempo para a nave espacial apontar de um segmento para o outro&#8221;</em>, explica a equipa da ESA.</p>
<p>Pode também ver esta sequência, que reúne fotografias tiradas ao Sol entre 1 de janeiro e 2 de março de 2022, e que termina com uma erupção solar. Segundo a ESA, esta foi classificada como uma erupção de classe M, a quarta mais alta entre as cinco categorias de intensidade.</p>
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<p><em>Imagens: ESA &amp; NASA/Solar Orbiter/EUI team;</em></p>
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			</item>
		<item>
		<title>As tartarugas seguem um padrão de envelhecimento diferente</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/as-tartarugas-seguem-um-padrao-de-envelhecimento-diferente/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Green Savers]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Jul 2024 13:55:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Green Savers]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[À medida que as condições ambientais melhoram, as tartarugas conseguem envelhecer muito mais lentamente, sugere um estudo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há medida que os anos passam, o ser humano vai envelhecendo &#8211; é algo inevitável para a nossa espécie. Mas esta condição não se aplica aos <em>testudines</em>, a ordem a que pertencem as tartarugas, já que estes seguem um padrão de envelhecimento diferente.</p>
<p>A descoberta foi realizada por investigadores da <i>Species360</i> <i>Conservation Science Alliance &#8211;</i> da qual é membro o Oceanário de Lisboa &#8211; e da Universidade do Sul da Dinamarca, que constatou que as tartarugas desafiam as teorias evolutivas comuns e podem reduzir a taxa de envelhecimento em resposta a melhorias nas condições ambientais. As tartarugas envelhecem muito mais lentamente, e a sua senescência &#8211; o processo natural do envelhecimento em que vão ficando mais debilitadas &#8211; pode mesmo ser ausente.</p>
<p>Para este <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/science.abl7811" target="_blank" rel="noopener">estudo</a>, publicado na revista científica <i>Science</i>, os investigadores utilizaram dados cedidos pelo Oceanário de Lisboa e por outros aquários e parques zoológicos, tendo examinado 52 espécies de tartarugas terrestres e marinhas. Do total de espécies, 75% mostraram uma senescência extremamente lenta, enquanto 80% mostraram ter uma senescência mais lenta do que os humanos modernos.</p>
<p>&#8220;<em>Verificamos que algumas destas espécies podem reduzir a sua taxa de envelhecimento em resposta à melhoria das condições de vida encontradas em jardins zoológicos e aquários, em comparação com a natureza</em>&#8220;, afirma a co-autora do estudo, Dalia Conde, diretora da Species360 Conservation Science Alliance. &#8220;<em>Além disso, as organizações zoológicas modernas desempenham um papel importante na conservação, educação e investigação, e este estudo mostra o imenso valor dos registos dos aquários e parques zoológicos para o avanço da ciência</em>&#8220;.</p>
<p><em>&#8220;Como parte do nosso compromisso de conservação e bem-estar animal, o Oceanário regista, analisa e partilha os dados sobre os animais presentes no aquário, contribuindo para a gestão das populações e para a conservação das espécies. É gratificante saber que os dados que recolhemos e tratámos das espécies da exposição temporária &#8216;Tartarugas marinhas. A Viagem&#8217; contribuíram para um estudo tão relevante, e tenham ajudado os investigadores a compreender melhor o envelhecimento destas espécies&#8221;</em>, afirma Núria Baylina, curadora e diretora de conservação do Oceanário de Lisboa.</p>
<p class="x_MsoNormal">O Oceanário de Lisboa é membro da <i>Species360</i>, uma organização sem fins lucrativos que mantém o sistema de gestão de informação zoológica (ZIMS) &#8211; a maior base de dados sobre a vida selvagem ao cuidado humano.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Poupe energia com novo simulador de painéis solares fotovoltaicos</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/poupe-energia-com-novo-simulador-de-paineis-solares-fotovoltaicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 15:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Nova ferramenta da DECO PROteste ajuda os portugueses a escolherem o sistema fotovoltaico mais adequado para cada família. Isto porque faça chuva ou faça sol, os sistemas fotovoltaicos garantem sempre poupanças. Portugal tem muito potencial na produção de eletricidade a partir de energia solar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nova ferramenta da DECO PROteste ajuda os portugueses a escolherem o sistema fotovoltaico mais adequado para cada família. Isto porque faça chuva ou faça sol, os sistemas fotovoltaicos garantem sempre poupanças. Portugal tem muito potencial na produção de eletricidade a partir de energia solar. No entanto, este ainda está muito aquém das possibilidades que um país de sol oferece. Até 2030, a produção gerada através dos telhados do cidadão comum terá de atingir 2,3 GWh, uma meta ambiciosa que precisa de um grande esforço coletivo.</p>
<p>A DECO PROteste disponibiliza uma ferramenta que ajuda os portugueses a escolherem as melhores soluções de painéis solares fotovoltaicos. O <a href="https://www.deco.proteste.pt/sustentabilidade/simulacao-paineis-fotovoltaicos" target="_blank" rel="noopener">novo simulador de sistemas fotovoltaicos</a> aconselha os consumidores sobre o número de painéis a adquirir, comparando preços, com o objetivo de proporcionar poupanças efetivas na fatura da eletricidade.</p>
<p>Sendo já muitos os portugueses que procuram sistemas solares fotovoltaicos para autoconsumo, para reduzir a dependência da rede elétrica de serviço público e os custos com eletricidade, os preços dos painéis têm vindo a descer ao longo dos anos. Neste sentido, a escolha de um sistema adequado, cada vez mais acessível, requer um dimensionamento preciso e uma seleção de equipamentos eficientes.</p>
<p>Para aconselhar o melhor possível quem simula, são tidos em conta os dados de consumo elétrico do lar, assim como detalhes como o tipo de habitação, a região onde se reside, o perfil de consumo de eletricidade , a permanência na habitação, a posse de veículo elétrico e a regularidade do respetivo carregamento. Cruzadas todas estas informações, é indicada a melhor solução fotovoltaica e sugestões tendo em conta o perfil de cada um. No resultado da simulação, que aconselha um número de painéis específico e que se pretende ser o mais acurada possível, são também tidas em conta questões como a forma como devem ser colocados, o valor de produção de eletricidade e o custo indicativo dos painéis, acessórios e mão-de-obra. Se o consumidor quiser ser ainda mais específico, pode personalizar o seu próprio consumo e o preço por kWh.</p>
<p>No final, é apresentada a melhor solução, o investimento indicativo necessário e o período de retorno do mesmo, obtido através da divisão do custo pela poupança anual. A poupança é calculada a partir da quantidade de energia consumida que se estima que possa ser fornecida pelo sistema, evitando o custo de eletricidade que teria de vir da rede. Este valor é multiplicado por um preço médio por kWh, resultando na poupança apresentada.</p>
<p>“Nas cidades e fora das cidades, existe um parque de edificado com telhados e coberturas com grande potencial de produção descentralizada de eletricidade com origem solar e que ainda se encontra por explorar. Este tipo de espaços tem um menor impacto sobre solos que podem ter outro tipo de ocupação. Na DECO PROteste pretendemos apresentar soluções que não só facilitem a vida dos consumidores, como lhes proporcionem informação útil e de fácil acesso para fazerem as escolhas mais acertadas. Esta nova plataforma é o nosso mais recente exemplo.”, afirma Mariana Ludovino, porta-voz da DECO PROteste.</p>
<p>Para explicar os tipos de simulações realizadas, a DECO PROteste exemplifica com dois casos simulados:</p>
<p>Caso 1: Sistema em que um único painel é suficiente</p>
<p>A Joana e Joaquim moram numa moradia nos arredores de Lisboa e estão a ponderar instalar um sistema solar fotovoltaico. Numa primeira abordagem, falaram com o vizinho que está satisfeito com as poupanças obtidas com o seu sistema de quatro painéis fotovoltaicos, e a solução de copiar este sucesso é tentadora.</p>
<p>Mas cada caso é um caso, e para este casal as semanas são um misto de teletrabalho e deslocações ao escritório, pelo que a sua permanência na habitação durante o dia e os consumos de eletricidade são irregulares. Neste caso, estima-se que um sistema com um único painel seja o suficiente para as necessidades de consumo, traduzindo-se num investimento de cerca de 1.200€ com um retorno ao fim de oito anos. Seguindo o primeiro impulso, de um sistema sobredimensionado de quatro painéis, o investimento mais que duplicava e demoraria quase duas décadas até compensar.</p>
<p>Caso 2: Quatro a cinco painéis na cobertura de um prédio</p>
<p>A família Gervásio – casal com dois filhos – mora num apartamento em Leça da Palmeira. Após uma conversa com o condomínio, obtiveram autorização para instalar um sistema fotovoltaico na cobertura do prédio. A ideia passa por instalar um sistema de três painéis fotovoltaicos para suprir boa parte das necessidades de consumo elétrico numa habitação em que há sempre alguém em casa e em que na garagem há um veículo elétrico que carregam várias vezes por semana. Calculando as necessidades energéticas desta família, o mais adequado é optar por um sistema com quatro a cinco painéis fotovoltaicos que se estima<br />
que se pague ao fim de cerca de cinco anos através das poupanças obtidas – até 530€ anuais – na fatura de eletricidade.</p>
<p>Saiba mais em: <a href="https://www.deco.proteste.pt/sustentabilidade/artigo/sistemas-fotovoltaicos-para-autoconsumo-o-que-deve-saber-antes-de-investir" target="_blank" rel="noopener">Portal da Sustentabilidade</a><br />
https://www.deco.proteste.pt/sustentabilidade</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cientistas produzem com sucesso energia através da fusão nuclear</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cientistas-produzem-com-sucesso-energia-atraves-da-fusao-nuclear/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2022 11:28:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Green Savers]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação & Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Manchete]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela primeira vez na história da humanidade, foi criada uma reação de fusão que produziu mais energia do que a que foi necessária para a iniciar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na terça-feira de manhã, o Departamento de Energia anunciou que a América tem produzido com sucesso energia através da fusão nuclear. O feito foi alcançado pelo Laboratório Nacional Lawrence Livermore, na Califórnia, nos Estados Unidos. Pela primeira vez na história da humanidade, foi criada uma reação de fusão que produziu mais energia do que a que foi necessária para a iniciar.</p>
<p>&#8220;Este é um dos feitos científicos mais impressionantes do século XXI&#8221;, disse a Secretária da Energia Jennifer Granholm. &#8220;Hoje, dizemos ao mundo que a América alcançou um grande avanço científico, que aconteceu porque investimos na nossa investigação e nos nossos laboratórios nacionais&#8221;.</p>
<p>Os investigadores do laboratório utilizaram um processo conhecido como fusão por confinamento inercial para alcançar o feito numa experiência na semana passada. Neste processo foram usados feixes &#8216;laser&#8217; de grande energia para obter essa compressão, sob pressões e densidades muito elevadas, que reproduzem as condições do interior das estrelas, mas durante tempos da ordem dos milésimos de milionésimos de segundo. A experiência decorreu em 05 de dezembro.</p>
<p>A fusão nuclear é um processo através do qual dois núcleos atómicos leves são combinados resultando na produção de uma espécie nuclear mais pesada do que os núcleos atómicos iniciais. No processo, é produzida uma enorme quantidade de energia. Esta é a mesma tecnologia utilizada nas armas nucleares. Durante décadas, os cientistas têm tentado aproveitar a mesma energia para uso civil.</p>
<p>Segundo Granholm, o impacto desta conquista poderá ser uma grande vitória na corrida contra as alterações climáticas. Os funcionários disseram que a energia nuclear poderá produzir energia suficiente para acabar com a utilização de combustíveis fósseis.</p>
<p>&#8220;Demos os primeiros passos provisórios para uma fonte de energia limpa que poderá revolucionar o mundo&#8221;, disse Jill Hruby da Administração Nacional de Segurança Nuclear.</p>
<p>Os investigadores irão agora trabalhar no aperfeiçoamento do processo para ver se conseguem produzir energia comercialmente viável.</p>
<p><strong>IPFN aplaude &#8220;marco histórico&#8221; alcançado, mas diz que faltam décadas para o seu uso para a produção de eletricidade</strong></p>
<p>O Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN), em Lisboa, realçou que a energia gerada por fusão, conseguida recentemente pela primeira vez com ganhos líquidos num laboratório nos Estados Unidos, é limpa, segura e económica.</p>
<p>&#8220;Tem inúmeras vantagens: é limpa, com uma pegada de carbono mínima e sem resíduos radioativos; é segura, uma vez que se interrompe instantaneamente em caso de perturbações; e é económica, dependendo de recursos naturais baratos, abundantes e não poluentes, mesmo em comparação com as energias renováveis atuais&#8221;, refere o IPFN em comunicado, citado pela agência Lusa.</p>
<p>Segundo a mesma fonte, na fusão por confinamento magnético, &#8220;os átomos são comprimidos graças a campos magnéticos intensos&#8221;, sendo &#8220;usadas densidades atómicas e pressões moderadas durante tempos longos, da ordem de vários segundos&#8221;.</p>
<p>Já na fusão por confinamento inercial &#8220;são usados feixes &#8216;laser&#8217; de grande energia para obter essa compressão&#8221;, sob &#8220;pressões e densidades muito elevadas, que reproduzem as condições do interior das estrelas, mas &#8220;durante tempos da ordem dos milésimos de milionésimos de segundo&#8221;.</p>
<p>No Laboratório Nacional Lawrence Livermore foi usado um sistema de ignição de energia por fusão baseado em &#8216;laser&#8217;, o maior e mais energético do mundo, cujo tamanho é comparável a três campos de futebol.</p>
<p>Na realidade, 192 feixes de &#8216;laser&#8217; foram &#8220;focados nas paredes interiores de um pequeno cilindro oco, do tamanho de um dedal&#8221;, no interior do qual estava &#8220;suspensa uma minúscula cápsula esférica&#8221; que continha o combustível de hidrogénio.</p>
<p>&#8220;A reação dos &#8216;lasers&#8217; com o cilindro gera uma explosão de raios-X de tal intensidade que a cápsula é comprimida, um processo designado &#8216;irradiação indireta&#8217;. Ao diminuir violentamente de volume, os átomos de hidrogénio acabam por se unir&#8221;, esclarece o comunicado do IPFN, sublinhando que &#8220;durante breves instantes foi atingida uma temperatura superior à do núcleo do Sol&#8221;, que permitiu alcançar &#8220;as condições de ignição&#8221; e obter &#8220;mais energia de fusão do que aquela que foi inserida através dos feixes &#8216;laser'&#8221;.</p>
<p>Segundo o IPFN, &#8220;para dois milhões de joules de energia &#8216;laser&#8217; foram obtidos três milhões de joules de energia de fusão, um fator de ganho de uma vez e meia&#8221;.</p>
<p>Apesar do &#8220;marco histórico&#8221; alcançado, está-se ainda a décadas de atingir o uso comercial da fusão nuclear para a produção de eletricidade, uma vez que a energia gerada na experiência realizada nos Estados Unidos é ainda residual, refere o IPFN, ressalvando que &#8220;um reator de fusão a &#8216;laser&#8217; que usa a tecnologia atual&#8221;, e não a do laboratório norte-americano, que tem vários anos, &#8220;pode fazer subir este valor o suficiente&#8221; para se &#8220;sonhar com o dia em que se obterá mais energia do que a que foi utilizada&#8221; de forma significativa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Cientistas criaram a melhor reconstrução 3D de um megalodonte</title>
		<link>https://greensavers.sapo.pt/cientistas-criaram-a-melhor-reconstrucao-3d-de-um-megalodonte/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita de Oliveira Grossinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 11:51:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência com Impacto]]></category>
		<category><![CDATA[Green Savers]]></category>
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>
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					<description><![CDATA[As descobertas sugerem que o animal tinha capacidade para nadar 1,4 metros por segundo e viajar por longas distâncias - alimentando-se, muitas vezes, de presas com até 8 metros.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma equipa internacional de cientistas conseguiu criar a reconstrução 3D mais completa de sempre de um megalodonte (<em>Carcharocles megalodon</em>), o temível predador que nadou nos oceanos há 3 milhões de anos.</p>
<p>Foi com base nos restos fósseis descobertos na Bélgica, mais especificamente de parte da coluna vertebral de um megalodonte que viveu há 18 milhões de anos, que a equipa conseguiu fazer estra reconstrução tão pormenorizada. Pouco se sabe sobre esta espécie dado que muitos dos restos que existem para a estudar são restos dentários.</p>
<p>Os dados indicam que o animal &#8211; que na altura em que morreu tinha 46 anos &#8211; tinha 16 metros de comprimento e pesava 61 toneladas. Tinha capacidade para nadar 1,4 metros por segundo e viajar por longas distâncias. Quanto à alimentação, podia consumir perto de 100.000 quilos de calorias por dia e tinha um estômago com um volume de 10 mil litros. Era capaz de comer uma orca inteira e outra presas que tivessem até 8 metros de comprimento. Os autores acreditam que a sua alimentação, à base de mamíferos marinhos como as baleias, permitir-lhe-ia nadar durante milhares de quilómetros sem precisar de se alimentar durante dois meses.</p>
<p><span>“<em>Os resultados sugerem que este tubarão gigante era um predador transoceânico super-ápice. </em></span><span><em>A extinção deste icónico tubarão gigante provavelmente impactou o transporte global de nutrientes e libertou grandes cetáceos de uma forte pressão predatória</em>”, explica Catalina Pimiento, investigadora e professora das Universidades de Zurique e Swansea.</span></p>
<p>Pode ver o modelo 3D no <a href="https://youtu.be/SBpIcsrof7M" target="_blank" rel="noopener">vídeo</a> disponibilizado pelo grupo. O <a href="https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.abm9424" target="_blank" rel="noopener">estudo</a> foi agora publicado na revista científica <em>Science</em>.</p>
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