Esta segunda-feira, dia 2 de setembro, um tigre-de-sumatra (Panthera tigris sumatrae) morreu no Dudley Zoo, no Reino Unido, onde vivia desde 2013.
Aos 13 anos de idade, João, o nome do felídeo de uma espécie classificada como “Criticamente em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza, sofria de problemas de saúde, diz a instituição zoológica em comunicado, embora sem especificar a condição.
Apesar de ter estado a receber cuidados médico-veterinários e “tratamento intensivo”, a saúde do tigre deteriorou-se gravemente durante o fim-de-semana passado, levando à sua morte.
As equipas que cuidavam de João descrevem-no como “um verdadeiro gigante gentil” e um “fantástico embaixador da sua espécie” que “ajudava os visitantes a aprenderem mais sobre os tigres-de-sumatra”.
João chegou ao Dudley Zoo com 20 meses de idade, transferido do Krefeld Zoo, na Alemanha, tendo sido emparelhado com a fêmea residente Daseep.
Em reação à publicação de anúncio do falecimento na página do zoológico britânico na rede social Facebook, várias pessoas apresentam as condolências, dizendo que são notícias “tristes” e “devastadoras”. Alguns internautas partilham também fotografias de João que captaram durante as suas visitas ao parque.
A WildCats Conservation Alliance, uma organização não-governamental sediada no Reino Unido que trabalha na conservação de grandes felídeos e que faz parte da Sociedade Zoológica de Londres, admite o pesar sentido pela morte de João, recordando-o como um “belo embaixador para a conservação dos tigres selvagens”.
O Dudley Zoo diz que o papel do tigre na recuperação da sua espécie não terminou, uma vez que parte dos seus restos mortais foram entregues à organização Nature’s SAFE, que armazena e preserva o material genético de espécies selvagens ameaçadas de extinção, incluindo células sexuais, para efeitos de investigação e de reprodução em cativeiro para recuperação de populações na Natureza.
Os tigres-de-sumatra são nativos da ilha de Sumatra, no arquipélago da Indonésia. São considerados os mais pequenos de todos os tigres, provavelmente por terem evoluído numa habitat insular, e vivem em florestas tropicais húmidas. As suas “barbas” distinguem-nos de outras subespécies.
A perda de habitat e a caça furtiva são as principais ameaçadas aos tigres-de-sumatra que ainda vivem em regime selvagem, estimando-se que a expansão de plantações de óleo de palma tenha sido responsável pela perda de 20% do seu habitat natural entre 2000 e 2012.
Estima-se que atualmente existam menos de quatro mil tigres-de-sumatra selvagens, com as suas populações a registarem quedas significativas durante o último século. Na Natureza, têm uma esperança média de vida de 15 anos, mas em cativeiro podem chegar aos 20.









