Tudo o que precisa de saber sobre o mercado de segunda mão: dicas, vocabulário e segurança



A época de maior consumo do ano chegou, com a Black Friday e o Natal mesmo à porta. E, num país onde mais de 80% das pessoas já comprou ou vendeu em segunda mão, segundo um estudo realizado pela Wallapop, torna-se essencial capacitar os consumidores para realizarem transações no mercado de segunda mão em forma segura e informada.

Com esse objetivo, a plataforma presenta um guia completo com o vocabulário mais utilizado e as principais dicas e precauções a ter para participar e beneficiar deste mercado de forma consciente e responsável.

Vocabulário essencial: “usado”, “bom estado”, “como novo”… o que significa?

Na revenda, os termos de descrição do estado do produto podem variar — e isso gera dúvidas. Entender estes termos ajuda tanto o vendedor a descrever com rigor o que oferece, como o comprador a interpretar o que está a ver, evitando mal-entendidos e garantindo maiores níveis de satisfação em ambas as partes.

  • “Como novo com etiqueta”: o artigo não apresenta sinais de uso e ainda contém a etiqueta/embalagem original.
  • “Como novo sem etiqueta”: o artigo não apresenta sinais de uso, mas já não contém a etiqueta/embalagem original.
  • “Muito bom estado”: o artigo foi muito pouco usado e sem desgaste aparente.
  • “Bom estado”: já foi utilizado várias vezes, mas permanece funcional e sem danos significativos; pode apresentar pequenas marcas.
  • “Usado”: nível de desgaste mais visível, podendo haver riscos, manchas ou outros sinais evidentes de utilização, embora ainda funcional.
  • “Com defeito”: O produto pode não estar totalmente operacional, requerendo talvez reparação ou uso apenas parcial.

Dicas para vendedores: como aumentar as hipóteses de sucesso

Se procura vender um produto em segunda mão, deve ter em conta algumas práticas que não só facilitam a transação, como também promovem uma cultura de revenda mais ética e eficaz.

  • Capriche nas fotografias: garanta que as fotografias do anúncio são nítidas, com boa iluminação, tiradas de vários ângulos e evite usar imagens de catálogo.
  • Escreva descrições completas e honestas: indique marca, medidas, ano de compra, motivo da venda, estado de conservação e qualquer outra informação relevante. Quanto mais detalhado, maior a confiança para o comprador.
  • Defina um preço justo: pesquise os preços que estão a ser praticados face a outros produtos semelhantes e ajuste o valor de forma competitiva. Preços muito baixos podem levantar suspeitas de fraude.
  • Mantenha o perfil atualizado: Um perfil com fotografia, informações básicas e boas avaliações inspira maior credibilidade.
  • Comunicação transparente: Responder rapidamente às questões de um comprador, mantendo uma conversa aberta e fluída, pode aumentar as hipóteses de fechar um negócio.

Segurança no processo de compra e venda

Algumas boas práticas gerais podem ajudar a reduzir os riscos associados (fraude, produto diferente do anunciado, devoluções complicadas) e asseguram uma experiência mais tranquila.

  • Não partilhe dados pessoais com outros utilizadores – plataformas como a Wallapop já têm as suas informações pessoais incorporadas, pelo que nem o vendedor nem o comprador necessitam de quaisquer outros dados, como número de telefone ou email.
  • Ative a autenticação de dois fatores (2FA) – ao adicionar este métodos como camada extra de segurança, a sua conta estará mais protegida, especialmente ao iniciar sessões em novos dispositivos.
  • Não abra links ou anexos em emails suspeitos – ao realizar compras ou vendas em plataformas de produtos reutilizados, qualquer comunicação é feita dentro da plataforma.
  • Realize os pagamentos dentro da plataforma – para garantir que as transações são realizadas de forma segura, não recorra a métodos de pagamento externos à plataforma onde se realiza a compra ou venda.
  • Opte por plataformas com proteção do Comprador – a ferramenta Wallapop Protect permite que o pagamento fique retido até que o comprador confirme que o produto foi recebido em boas condições.
  • Guarde registos da comunicação, comprovativos de pagamento, envio ou entrega — estes podem ser importantes se surgir algum problema.

O impacto positivo

“Participar no mercado de segunda mão não é apenas uma questão de poupar ou ganhar dinheiro: tem um forte componente ambiental e social. Ao reutilizar bens, estendemos o ciclo de vida dos produtos e reduzimos a necessidade de produção de novos, com as correspondentes implicações em termos de matérias-primas, energia e resíduos”, conclui.

 






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