Turismo de Lisboa quer reabilitar Pavilhão Carlos Lopes



A Associação Turismo de Lisboa (ATL) será, a partir de amanhã, a entidade gestora do Pavilhão Carlos Lopes, espaço localizado no Parque Eduardo VII, em Lisboa, e há vários anos abandonado. Segundo o Construir, a ATL já terá manifestado a intenção de requalificar o espaço.

“A Câmara de Lisboa discute na quarta-feira a constituição, por €3,5 milhões, de um direito de superfície sobre o Pavilhão Carlos Lopes, abandonado há vários anos, a favor da ATL, que o requalificará”, explica o site.

Um dos objectivos desta requalificação levar o espaço a receber “eventos, nomeadamente de carácter cultural, artístico e desportivo”. Recorde-se que o pavilhão chegou a receber vários concertos e, em 1947, até um Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins.

Segundo a Câmara de Lisboa, existirá a obrigação de “manter inalteradas as fachadas e a cobertura” do imóvel, ainda que admita a possibilidade de nelas se utilizarem “novos materiais” e de se “demolir parcialmente o edifício”.

Na sua proposta, a ATL garante que “suportará integralmente os encargos de projecto, construção, recuperação e manutenção” do pavilhão, sendo que a sua reabilitação “não poderá traduzir-se na alteração da volumetria existente, com salvaguarda dos valores da memória e do passado novecentista do edifício”.

Idealizado pelos arquitectos Guilherme e Carlos Rebello de Andrade, o pavilhão foi construído em 1931 e inaugurado em 1932, por ocasião da Exposição Industrial Portuguesa que aí teve lugar. O pavilhão foi encerrado em 2003.

O projecto baseou-se noutro elaborado para a Exposição Internacional do Rio de Janeiro, Brasil, em 1922. Adaptado para a actividade desportiva, ele tomou a designação de Pavilhão dos Desportos, nome que seria alterado em 1994 para Carlos Lopes, em homenagem ao atleta português.

De planta quadrangular, o pavilhão traduz uma arquitectura eclética, de gosto revivalista e inspirado no decorativismo de barroco joanino. A fachada principal surge revestida por painéis de azulejos, em azul e branco, produzidos pela Fábrica de Sacavém, em 1922, e representando cenas da História de Portugal com temas dedicados a Sagres, à Batalha de Ourique, Ala dos Namorados na Batalha de Aljubarrota e Cruzeiro do Sul.

Ainda de acordo com o site da Câmara de Lisboa, as esculturas Arte e Ciência localizadas na parte da frente do edifício foram executadas pelo escultor Raúl Xavier. Lá dentro, destaque para paredes revestidas por painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço e Jorge Pinto.





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