A Direção do Smart Waste Portugal (SWP) esteve ontem reunida com o ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, e o seu secretário de Estado, Carlos Martins, para entregarem dois novos estudos sobre economia circular e sobre a excessiva dependência do país quanto à deposição de resíduos urbanos em aterros sanitários. Isto porque actualmente cerca de 50% dos nossos resíduos ainda são depositados em aterros, quando em 2020 esse valor não poderá exceder os 10%. Muito há portanto a fazer nesse sentido e o passo mais lógico será adoptar a estratégia da economia circular, ou seja, abordando os resíduos como recursos, evitando o desperdício e, logo, a dependência do país em termos da necessidade de aterros. Mais todas as oportunidades de criação de valor e de emprego que estão associadas a esta nova abordagem.

No estudo da SWP são analisados os vários sectores industriais e apontados alguns caminhos a tomar, quer pelo governo quer pelas entidades públicas e privadas. E a SWP será o organismo ideal para o promover, já que entre os seus mais de 70 associados estão os principais gestores da resíduos, as câmaras municipais, universidades e centros de investigação, assim como grandes empresas nacionais. A título de exemplo, nos seus corpos sociais estão representados a Sociedade Ponto Verde, a Sonae, a Lipor, a Amorim Cork, a The Navigator Company, a AEPSA – Associação das Empresas Portuguesas para o Setor do Ambiente ou a AEP – Associação Empresarial de Portugal. Entre os associados encontramos ainda a Caixa Geral de Depósitos, a Câmara Municipal de Lisboa, O instituto Superior Técnico e o Instituto Superior de Agronomia ou a Universidade do Porto. Todos juntos poderão certamente mudar este paradigma.

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