Alterar o período de aulas pode ajudar a reduzir emissões de CO2, revela Universidade de Edimburgo

O novo estudo resultou numa proposta de um novo calendário semestral ecologicamente correto.

Green Savers

O mundo precisa de uma reformulação, e o desafio imposto a todos os setores, atualmente, é o de encontrar soluções que permitam tornar o dia a dia de todos mais ecológico e sustentável. Um grupo da Universidade de Edimburgo, no Reino Unido, chegou à conclusão de que, a simples decisão de alterar o calendário do período de aulas, pode reduzir 4,2% das emissões de dióxido de carbono (CO2) do próprio estabelecimento.

A investigação começou pela análise da gestão de consumo de energia e dos programas semestrais de 20 universidades diferentes. De seguida, a equipa analisou o consumo de energia da Universidade de Edimburgo. O estudo resultou na proposta de um novo calendário semestral ecologicamente correto.

Os dados apontaram que, se um novo semestre nesta universidade iniciasse na segunda semana de setembro, seguindo 12 semanas de aulas e depois férias de 5 semanas, isso poderia reduzir 167 toneladas de emissões de CO2.

“Isso significaria que existia um período prolongado de férias durante o período de inverno e, por sua vez, semestres mais longos de verão. Isso poderia contribuir para a redução dos custos de aquecimento durante o período de inverno e diminuir as emissões em geral”, explica Wei Sun, autor do artigo, agora publicado na revista científica Cell Press.

Além disso, acrescenta o investigador, “esta abordagem realmente não requer nenhum investimento significativo. Precisamos apenas que os funcionários e os alunos sejam recetivos às mudanças nas datas do semestre.”

Relativamente à aplicação desta mudança em outras universidades, isso iria depender da localização da mesma e dos seus consumos de energia.

“Em estudos futuros, seria útil adaptar a nossa abordagem para comparar os consumos de energia das universidades em diferentes zonas climáticas para ver qual seria o impacto da nossa abordagem a nível global”, sugere Wei Sun.

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