O Montimerso SkyScape CountryHouse tornou-se uma das primeiras unidades turísticas em Portugal a integrar, de forma estruturada, princípios ESG (ambientais, sociais e de governação) logo na fase de conceção. O projeto alinha-se com as orientações do Turismo de Portugal para a transição sustentável do setor, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, localizado no Alentejo, o empreendimento apresenta resultados concretos ao nível da redução do impacto ambiental, eficiência de recursos e valorização da comunidade local.
Na componente ambiental, o projeto destaca-se por medidas de preservação do montado, com intervenção paisagística reduzida e limitação da poluição luminosa. A construção recorreu a materiais e equipamentos eficientes, permitindo alcançar classificação energética A+. Atualmente, mais de 40% da energia consumida provém de painéis fotovoltaicos, sendo a produção de água quente assegurada por um sistema híbrido que combina energia solar térmica e bombas de calor.
A gestão da água inclui sistemas de recolha e armazenamento de águas pluviais, bem como rega gota a gota. A aposta em espécies autóctones permite reduzir as necessidades hídricas e aumentar a adaptação às condições climáticas da região.
A operação diária é suportada por sistemas automatizados de controlo de rega, iluminação LED e climatização, com o objetivo de reduzir consumos energéticos. O uso de equipamentos de elevada eficiência e a concentração dos consumos durante o período diurno reforçam este desempenho.
No plano social, o Montimerso privilegia a contratação local com vínculos estáveis e aposta na integração de estudantes e estagiários, contribuindo para a formação e retenção de talento. O projeto mantém ainda parcerias com produtores e fornecedores locais, dinamizando a economia regional e reduzindo a pegada carbónica.
Na área da restauração, a unidade implementa práticas de planeamento alimentar orientadas para a redução do desperdício, privilegiando produtos locais e sazonais. Modelos como pequeno-almoço à carta e jantares por marcação permitem ajustar a produção à procura e minimizar excedentes.
“Acreditamos que o futuro do turismo passa por uma relação mais equilibrada com a natureza e com as comunidades locais. No Montimerso, cada escolha foi pensada para criar essa harmonia, mostrando que é possível proporcionar conforto e autenticidade sem comprometer o ecossistema que nos envolve”, afirma Catarina Roseta, coproprietária do projeto.
Com uma abordagem integrada, o projeto “posiciona-se como um exemplo de aplicação prática de critérios ESG no turismo, reforçando o potencial do Alentejo enquanto destino de referência para um modelo mais sustentável e responsável”, conclui a nota.









