A Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona vai inaugurar duas novas infraestruturas destinadas a reforçar o ensino, a investigação e a prestação de cuidados veterinários: o Consultório Veterinário Universitário de Animais de Companhia, em Lisboa, e o Hospital Pecuário do Catapereiro, na Companhia das Lezírias, foi divulgado em comunicado.
Segundo a mesma fonte, o primeiro abre portas a 9 de outubro, na Avenida da Igreja, em Lisboa, e pretende dar resposta ao aumento da procura dos serviços do Hospital Veterinário Universitário e ao crescimento do número de estudantes de Medicina Veterinária.
Com 10 consultórios, áreas de radiologia e espaços dedicados à oncologia, o novo consultório vai disponibilizar diferentes valências, entre as quais dermatologia, oftalmologia, cardiologia, hematologia, comportamento e bem-estar animal, animais exóticos e medicina interna.
A nova estrutura terá também uma componente de ensino. Os consultórios serão utilizados em aulas, permitindo aos estudantes acompanhar casos clínicos reais, enquanto a casuística reunida pela Faculdade continuará a servir de base a projetos de investigação aplicada.
“Esta nova instalação permite-nos expandir aquilo que já fazemos hoje no hospital, respondendo a uma procura que já ultrapassa a capacidade das atuais instalações. Mas é também uma extensão do nosso modelo de hospital de ensino, permitindo que os alunos estejam em contacto direto com casos reais e com a diversidade de situações que fazem parte da realidade da Medicina Veterinária”, afirma Laurentina Pedroso, diretora da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade Lusófona.
O Hospital Veterinário Universitário recebe atualmente animais não apenas da Grande Lisboa, mas também de outras regiões do país, incluindo o Alentejo e o Algarve. Entre os seus encaminhadores estão médicos veterinários, associações de proteção animal e entidades municipais.
Hospital para espécies pecuárias na Companhia das Lezírias
A segunda infraestrutura está a ser desenvolvida no Catapereiro, na Companhia das Lezírias, e será dedicada sobretudo a espécies pecuárias e animais de médio e grande porte, incluindo bovinos, equídeos, ovinos, caprinos e suínos. A inauguração está prevista para novembro.
A localização, numa zona com atividade agrícola e agropecuária, permitirá aproximar a formação e a prestação de cuidados veterinários da realidade dos profissionais do setor. O hospital terá valências de medicina, cirurgia, reprodução e internamento, podendo receber casos que exijam meios ou equipas especializadas.
O espaço incluirá ainda uma sala de necropsias e cerca de 500 metros quadrados de laboratórios destinados à investigação. A infraestrutura deverá também funcionar como apoio aos médicos veterinários de campo, recebendo animais encaminhados para intervenções ou meios de diagnóstico que não estejam disponíveis na prática de proximidade.
“Ter um hospital de espécies pecuárias numa zona agrícola e de atividade agropecuária permite-nos estar mais próximos dos agricultores e da realidade do exercício da profissão. Queremos continuar a corresponder às necessidades do setor e, simultaneamente, criar condições para que os nossos alunos tenham contacto direto com essa realidade”, refere Laurentina Pedroso.
Resposta a emergências com animais
O projeto do Catapereiro inclui ainda um Centro de Competências em Resgate e Resiliência Animal, concebido para situações de crise, emergência ou catástrofe que envolvam animais.
A estrutura deverá permitir acolher, tratar, recuperar e encaminhar animais afetados por ocorrências de maior dimensão, incluindo acidentes, cheias ou outros fenómenos extremos. A Faculdade prevê que possa receber animais provenientes de diferentes regiões do país.
As duas novas infraestruturas abrangem, assim, áreas distintas da Medicina Veterinária, mas assentam num mesmo modelo de ligação entre formação académica, investigação e resposta às necessidades da comunidade. Enquanto o consultório de Lisboa se centra nos animais de companhia, o Hospital Pecuário do Catapereiro acrescenta uma resposta especializada para espécies pecuárias e para situações de emergência.









