Volta ultrapassa 400 milhões de embalagens e disponibiliza contador público no site

Ferramenta online permite que consumidores acompanhem a evolução muito positiva das devoluções dando visibilidade à sua participação ativa no sucesso do sistema.

Redação

A SDR Portugal, Entidade Gestora (EG) sem fins lucrativos licenciada pela APA – Agência Portuguesa do Ambiente e pela DGE – Direção Geral da Economia, para a implementação e gestão do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) de embalagens de bebidas de uso único, até 3 litros, em Portugal, informa, em comunicado, que mais de 400 milhões de embalagens de bebidas já foram devolvidas através do sistema volta desde o seu arranque em 10 de abril deste ano.

Segundo a mesma fonte, este marco, em permanente atualização, ganha agora visibilidade pública no site www.volta.com.pt, no qual um contador na página de entrada permite acompanhar permanentemente a evolução das devoluções, tornando os resultados do sistema acessíveis a todos.

O contador tem por base o total acumulado de embalagens devolvidas até ao dia anterior, atualizado diariamente. Entre essas atualizações, a progressão apresentada ao segundo é estimada a partir da média diária de devoluções da última semana. A metodologia está indicada junto ao contador, permitindo uma leitura informada dos números.

Para Leonardo Mathias, Presidente da SDR Portugal, “as mais de 400 milhões de embalagens devolvidas em menos de seis meses do funcionamento da volta demonstram inequivocamente que o sistema funciona e que o caminho tem que ser o de continuarmos a ganhar velocidade com o objetivo de recolher 90% das embalagens até ao final de 2029. Este número fala por si e traduz a participação crescente dos cidadãos, assim como a prova de adequado funcionamento da rede de 3000 pontos de recolha e de todos os parceiros envolvidos na operação. Concluir a instalação da rede supletiva, com a instalação de 38 quiosques adicionais cuja autorização depende exclusivamente dos municípios, permitirá, a par do desenvolvimento da rede voluntária, que é uma extensão do sistema a outros locais para além dos legalmente obrigatórios, que as devoluções aumentem”.

O responsável acrescenta que “cada devolução representa uma embalagem que entra num circuito de recolha seletiva destinado à reciclagem e à recuperação de materiais” e apela “novamente aos municípios, que são uma peça-chave no sucesso do sistema, para que acelerem as suas decisões de autorização de instalação dos quiosques, elementos essenciais para a redução dos constrangimentos que têm vindo a publicamente ser apontados ao sistema”.

Concluir a infraestrutura prevista, fechando a rede supletiva e desenvolver a rede voluntária, a par do compromisso de melhoria contínua, “são fatores essenciais para a aceleração das devoluções e para a mitigação dos constrangimentos que têm sido publicamente assinalados”, lê-se na nota.

O volume de devoluções alcançado “demonstra que o sistema volta está a ser utilizado e a recolher embalagens em larga escala”. É um resultado “concreto que deve ser valorizado, mas também deve ser acompanhado por igual exigência na qualidade do serviço: a experiência de cada consumidor, a disponibilidade dos pontos de recolha e a facilidade de devolução são essenciais para consolidar a participação”, acrescenta.

As dificuldades sentidas por quem procura devolver embalagens “merecem atenção e resposta”. Reconhecê-las e, mas em simultâneo, valorizar os resultados alcançados, “são duas dimensões de uma mesma responsabilidade que está espelhada no compromisso da SDR Portugal: construir um sistema cada vez mais simples, acessível, funcional e fiável. Reitera-se, por isso, o compromisso da SDR Portugal em disponibilizar uma experiência volta em contínua melhoria e evolução”, salienta a mesma fonte.

Ao disponibilizar este contador, a volta facilita o acompanhamento público das devoluções e, envolvendo os consumidores, oferece uma base concreta para conhecer a evolução do bom funcionamento do sistema até este momento. O marco dos 400 milhões “evidencia a escala já alcançada e reforça a importância de concluir-se a infraestrutura prevista e continuar a transformar a devolução de embalagens num hábito quotidiano”.

Os Quiosques volta

Os Quiosques volta, integralmente financiados pela SDR Portugal, foram concebidos desde antes do arranque do sistema para complementar a rede de pontos volta e facilitar a devolução de grandes quantidades de embalagens, nomeadamente por utilizadores do canal HoReCa (Hotelaria, Restauração e Cafetaria) e por outros cidadãos com volumes elevados.

Permitem uma devolução simples e rápida, sem necessidade de introduzir as embalagens individualmente. Com uma capacidade de recolha de cerca de 120 embalagens por minuto, os quiosques permitem reduzir significativamente o tempo necessário para a devolução e ainda contam com um operador em permanência, para o caso de ser necessário algum apoio.

A instalação de quiosques complementa a rede obrigatória de máquinas e irá reforçar decisivamente a capacidade e eficácia de recolha, diminuindo o descarte inadequado de embalagens volta nos ecopontos e no lixo comum, minimizando externalidades negativas ao nível da limpeza urbana.

Desde a fase de preparação do sistema, a SDR Portugal previu a instalação de 50 Quiosques em 38 municípios, com o objetivo de reforçar a capacidade de recolha e mitigar potenciais externalidades associadas à deposição indevida de embalagens. A instalação dos quiosques depende exclusivamente da autorização e disponibilização de espaço por parte dos respetivos municípios, pelo que a sua concretização pressupõe a articulação entre a SDR Portugal e as autarquias.

Atualmente, estão instalados e em funcionamento 8 Quiosques, em 8 municípios (Albufeira, Almada, Barcelos, Cascais, Funchal, Ponta Delgada, Portimão e Vila Nova de Famalicão). A SDR Portugal mantém a articulação com os restantes municípios com o objetivo de concretizar progressivamente a rede prevista neste ano e no próximo.

Finalmente, o progressivo desenvolvimento da rede voluntária, que precisa de tempo para ser criada e produzir efeitos, “é também um ingrediente integrante da receita prevista pela SDR Portugal para acelerarmos rumo ao cumprimento das metas ambientais em cada ano desde agora até ao final de 2029, que será de 90% da totalidade das embalagens”.

A rede voluntária permite que entidades responsáveis por espaços de elevada circulação, como aeroportos, estabelecimentos de ensino, campus empresariais ou estabelecimentos grossistas, adiram à volta através da instalação de máquinas automáticas para a devolução de embalagens, aceitando, por conseguinte, a devolução de todas as embalagens elegíveis abrangidas pelo sistema independentemente do local onde tenham sido adquiridas.

Esta ampliação voluntária da presença volta soma-se à rede obrigatória (máquinas nos estabelecimentos comerciais legalmente previstos) e à rede supletiva (quiosques volta financiados pela SDR Portugal que dependem da autorização de instalação por parte dos municípios) e cria opções adicionais de devolução para os consumidores, em seu benefício e do ambiente.

 

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