A multinacional norte-americana Yahoo está a ser acusada de ajudar à matança de elefantes, ao permite o comércio de marfim no seu site japonês. Segundo a rede activista Avaaz, a Yahoo Japão – detida em 35% pela Yahoo – terá vendido mais de 12 toneladas de presas de elefante e peças de marfim entre 2012 e 2014.

O grupo activista lançou uma petição para acabar com o “segredo sangrento” do Yahoo, que permite as vendas de marfim. A petição já recolheu mais de um milhão de assinaturas e pede a Marissa Mayer, CEO do Yahoo, e Manabu Miyasaka, chefe do Yahoo Japão, para “pararem todas as vendas de marfim em sises e plataformas [da empresa], no Japão e outros mercados”.

Há várias peças de marfim à venda no site, avança o Guardian. Ontem, os preços destas  variavam entre os €18 por uma bugiganga qualquer e os €55.000 por um pagode de cinco camadas, escupido em marfim. De acordo com a Traffic, um grupo contra o tráfico de vida selvagem, a maioria de produtos em marfim comercializados no Japão são vendidos como hanko, selos pessoais que são vistos como sinais de status naquele país.

Nos últimos anos, empresas como Amazon e Google proibiram a venda de marfim nas suas plataformas. O Yahoo, por outro lado, continuou a permitir a venda de produtos de marfim. “É incrível [que isto aconteça] e há indícios que este comércio esteja a impulsionar a caça ilegal de elefantes e comércio ilegal de marfim no Japão e outros países como a China, ajudados pela corrupação do sistema de registo”, explicou Adam Peyman, gestor do programa de vida selvagem da Humane Society International.

“A Yahoo não aceita anúncios para marfim. Mas a Yahoo é um investidor da Yahoo Japão e não tem controlo [naquela plataforma]”, defendeu a empresa ao Guardian.

Foto: Yahoo / Creative Commons

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