Países emergentes pedem reforço financeiro para enfrentar crise climática

Os ministros do Ambiente dos países emergentes (BRICS) reafirmaram no Brasil o compromisso com a cooperação para a proteção ambiental e desenvolvimento sustentável, e pediram aos países ricos que reforcem o financiamento para enfrentar a crise climática.
Numa declaração conjunta adotada pelo fórum de países emergentes em Brasília, os ministros reconheceram as “lacunas substanciais” que existem entre os fundos disponíveis e as necessidades dos países em desenvolvimento, e apelaram às nações ricas para “recursos financeiros novos, adicionais, previsíveis”, acessíveis e exequíveis para apoiar estes países.
“Acreditamos que a cooperação, dentro e através dos BRICS, tem o potencial de contribuir para o caminho global em direção a um futuro sustentável e a uma transição equitativa e justa para todos”, sublinha o comunicado, divulgado no final do dia de quinta-feira.
No documento, os BRICS observaram que a erradicação da pobreza “é um requisito indispensável” para o desenvolvimento sustentável e destacaram os benefícios da bioeconomia para o crescimento das nações.
As alterações climáticas, a poluição plástica, a desertificação, a degradação dos solos, a biodiversidade e a importância da participação da sociedade civil na elaboração de políticas ambientais foram outros temas abordados no documento.
Entre as iniciativas anunciadas está a intenção de criar uma rede ambiental de jovens dos BRICS para envolver as gerações mais novas na proteção do ambiente.
Os ministros reafirmaram ainda o apoio à Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas e à próxima cimeira do clima das Nações Unidas (COP30), também presidida pelo Brasil e que se realizará em novembro deste ano em Belém.
Os BRICS são um grupo de países de cooperação económica e diplomática. O nome é o acrónimo formado pelas iniciais dos países fundadores, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, aos quais se juntaram entretanto o Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irão, Indonésia e Arábia Saudita (que ainda não formalizou a adesão).
O grupo representa 39% do PIB mundial e cerca de metade da população do planeta.