Antártida: maior reserva marinha do mundo vai finalmente avançar

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É uma boa notícia para a vida selvagem: vai ser criada a maior reserva marinha do mundo para proteger a vida selvagem da Antártida.

O acordo agora alcançado, após a reunião anual da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártida, conseguiu finalmente estabelecer a criação de uma reserva gigante na zona do mar de Ross, uma imensa baía no Pacífico, que ficará sob protecção dos Estados Unidos e da Nova Zelândia.

O Mar de Ross, sob jurisdição da Nova Zelândia, é conhecido há já alguns anos como o “último oceano”, por ser considerado o último ecossistema marinho intacto do planeta, sem contaminação, pesca excessiva ou espécies invasoras.

A zona protegida terá cerca de 1,55 milhões de quilómetros quadrados, dos quais 1,12 estarão interditas à pesca. Para se ter uma noção, a área equivale à soma do território do Reino Unido, França e Alemanha.

O projecto da Antarctic Ocean Alliance é assim visto como inédito, uma vez que pela primeira vez os países puseram de lado as diferenças, defendendo o Oceano Antártico e as águas internacionais.

O Mar de Ross é um dos últimos ecossistemas marinhos intactos do mundo e é lar de pinguins, focas e baleias. De uma forma abrangente, o Oceano Antártico representa 15% da superfície dos oceanos, casa de ecossistemas excepcionais, com mais de 10 mil espécies únicas. Ainda há espécies preservadas das actividades humanas, mas que estão já ameaçadas pelo desenvolvimento da pesca. A zona é assim vista como crucial para estudar os ecossistemas da zona, tentando medir quais os impactos que as mudanças climáticas estão a ter no oceano.

“Pela primeira vez, os países superaram suas divergências para proteger uma grande área do oceano austral e águas internacionais”, festejou Mike Walker, responsável do projecto da organização Antarctic Ocean Alliance.

Foto: via Creative Commons 

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