Tag Archive | "sustentabilidade"

Chegaram os materiais de impressão 3D ecológicos (com FOTOS)


Embora as impressoras 3D se tenham tornado rapidamente bastante sofisticadas, os materiais usados nas máquinas têm tido mais dificuldade em acompanhar os avanços tecnológicos. Neste momento, este tipo de impressão comporta grandes implicações ambientais, não havendo nada de ecológico no aumento do desperdício de plástico a contaminar o ambiente. Felizmente há boas ideias a caminho, como a Emerging Objects, que está a trabalhar na impressão 3D com materiais muito mais sustentáveis – como a madeira, o sal e a argila.

A Emerging Objects cria objectos que conseguem ser sustentáveis, de baixo custo, fortes, inteligentes, recicláveis e amigos do ambiente. O objectivo dos dois arquitectos envolvidos no projecto, Ronald Rael e Virginia San Fratello, é criar peças 3D com base em matérias-primas fortes, com relevância e beleza.

Até agora, a equipa criou com sucesso incríveis peças impressas usando justamente sal, madeira e barro. Cada um dos materiais é reciclável e, em alguns casos, já reciclado. Os resultados são tijolos, acessórios e móveis que parecem saídos de um catálogo de design.

As peças são de facto bastante resistentes – graças às técnicas de reforço desenvolvidas, o “cimento” impresso é mais forte do que o material padrão. O mais importante ainda é que ficam 90% mais baratas do que pela actual tecnologia de impressão 3D, revela o Treehugger.

Rael e Fratello planeiam continuar a aperfeiçoar os seus materiais e, se tudo correr bem, lançar uma empresa que venda as suas misturas de material ecológico ao quilo.

Publicado em TecnologiaComments (0)

McLaren considerada equipa mais sustentável da Fórmula 1 (com FOTOS)


O Instituto FIA, responsável pela área de segurança e sustentabilidade no automobilismo de competição, entregou à McLaren o prémio de equipa mais sustentável da Fórmula 1. A “escuderia” britânica foi reconhecida pelas suas acções ligadas à sustentabilidade – e, sobretudo, pelo pioneirismo na neutralização das suas emissões de CO2, em 2011.

A McLaren instalou um programa que monitoriza a condução e as emissões de poluentes dos camiões que transportam a sua logística e carros. Os motoristas da frota foram instruídos a conduzir de forma consciente, tendo deixado de emitir 1.500 toneladas de CO2 por ano.

Paralelamente, a fábrica de Woking, no Reino Unido, é uma das grandes responsáveis pela redução das emissões da McLaren. Inaugurada em 2013, a fábrica originou a plantação de 100 mil árvores durante a sua construção. A fábrica conta também com um sistema de desactivação do sistema de ar-condicionado e iluminação nas áreas que não são utilizadas. Feitas as contas, a economia de energia é suficiente para iluminar 400 casas durante um ano.

Veja algumas das fotos da fábrica de Woking abaixo.

As estratégias de controlo eficiente são utilizadas também no consumo de água e aquecimento de água. Por outro lado, um sistema de recuperação de calor redistribui o calor criado como um novo produto de geração de electricidade, utilizado noutros processos. Isto origina uma “significativa redução de custos” no centro de dados e túnel de vento no local, segundo a marca.

Grande parte destas inovações sustentáveis foram desenvolvidas pelos próprios engenheiros da empresa britânica – os candeeiros eficientes, as luzes LED e os equipamentos de simulação automóvel altamente eficientes, por exemplo.

O próximo objectivo da marca é reduzir a zero o despejo de lixo em aterros sanitários até 2015 e reduzir em 2,5%, por ano, as emissões de gases carbónicos.

Publicado em EmpresasComments (1)

Marca de vestuário infantil orgânico dá desconto na devolução de roupas usadas


As crianças crescem a uma velocidade relâmpago e as roupas depressa deixam de lhes servir. Mas três empresários alemães – Alexander Reichhuber, Sebastian Schmoeger e Rob Rebholz – criaram a KinderStuff, que permite devolver vestuário e creditá-lo para um desconto numa futura compra. Estão assim a ajudar os pais e o meio ambiente.

Todos os pais atravessam este problema – parece que as peças de roupa encolhem durante a noite e, de repente, já nada serve às crianças. Isto significa que têm de comprar novos artigos para as crianças e dar início a um novo ciclo.

A inspiração para a KinderStuff, uma linha de roupas orgânicas para crianças, surgiu quando Alexander Reichhuber ficou frustrado ao vestir o seu bebé – ele percebeu que as roupas eram muito caras e depressa deixavam de lhe servir. Ao simplificar o modelo de produção da Kinderstuff e ao vender as suas roupas exclusivamente via internet, a equipa foi capaz de reduzir preços de artigos entre os €19 (R$ 40) e os €30 (R$ 63) para apenas €12 (R$ 32).

Além de os artigos serem mais baratos, a KinderStuff ainda aceita de bom grado os produtos usados de volta, dando até 20% de desconto na próxima compra – e até paga o transporte do retorno. Os pais podem, assim, economizar dinheiro e a empresa consegue ajudar a reduzir o fluxo de resíduos produzidos pela indústria do vestuário. Pode também voltar a vender as peças usadas ou doá-las a quem mais precisa.

As roupas são feitas com 100% de algodão orgânico, material seguro para as crianças e para o ambiente. São também todas produzidas na Europa e nos Estados Unidos, revela o Inhabitots.

Publicado em ComunidadesComments (0)

Casa de família de arquitectos é torre ecológica que chega às nuvens


Thomas Gluck, director da empresa GLUCK +, construiu esta maravilhosa Tower House para funcionar como a sua casa de família em Catskills, no estado de Nova Iorque. O terreno é propriedade do seu pai, Peter, e tem servido como espaço para a família de arquitectos projectar e construir loucuras desde 1972. A característica mais impressionante deste projecto é a sua estrutura suspensa, o que o torna possivelmente na mais moderna habitação na árvore alguma vez construída.

A Tower House, com quatro andares, foi concebida para funcionar como casa de família em forma de arranha-céus. A GLUCK + começou por erguer um andaime de 15 metros de altura antes de iniciar a construção, a fim de verificar os pontos de vista lá no alto. Com a sua perspectiva confirmada, a empresa de design deu seguimento à casa de sonho que planeava criar.

A estrutura suspensa acolhe espaços de habitação comuns, que incluem a sala de estar e a cozinha. A torre vertical abriga o resto das divisões do lar, estando dividida em três módulos. O primeiro módulo é conhecido como sendo a torre de circulação amarela ou das escadas em ziguezague. O módulo médio detém todas as casas de banho e o aquecimento central do edifício. O último módulo inclui três andares de quartos, todos com uma vista privilegiada para as montanhas.

Os designers deram prioridade a estratégias de construção ecológicas, já que a casa tem um padrão de uso sazonal que exige sistemas de alta eficiência. A estrutura está então organizada de uma forma eficiente – a concentração dos moradores num núcleo ajuda a isolá-la, de modo que o aquecimento durante o Inverno é aplicado a apenas 28% da área da casa, avança o Inhabitat.

Devido ao clima temperado da região, os quartos foram orientados para privilegiarem do acesso às brisas naturais, enquanto a escada funciona como “chaminé solar”, ajudando a evacuar o ar quente para o exterior da casa e a refrescar os espaços comuns durante o Verão.

Publicado em CasasComments (2)

Zon aposta na sustentabilidade nos audiovisuais


No âmbito da sua política de sustentabilidade, a Zon estabeleceu uma parceria com a British Academy of Film and Television Awards (BAFTA), para promover em Portugal o software albert, uma aplicação para cálculo da pegada ecológica em produção de televisão, cinema e publicidade.

A apresentação do programa albert a produtores de televisão, cinema e publicidade vai ter lugar no dia 6 de Junho, às 18 horas, no Edifício Zon, no Campo Grande, em Lisboa.

Aaron Matthews, coordenador do projecto albert na BAFTA, fará a demonstração da aplicação, assim como a sua utilização em casos reais de produções portuguesas. A Zon estará representada no evento pelo coordenador do Comité da Sustentabilidade, Nuno Cintra Torres.

A aplicação albert resulta de uma iniciativa interna do canal britânico BBC que, posteriormente, passou a integrar o programa de sustentabilidade de BAFTA e que conta agora com o apoio de 11 dos principais produtores britânicos.

Publicado em Ética Empresarial, PortugalComments (0)

Portugal: construção em taipa vem colmatar as preocupações ambientais (com FOTOS)


A terra pode revelar-se uma óptima matéria-prima para a construção de edifícios e a taipa comprova-o. Esta técnica de construção em terra crua foi, até à década de 1950, a prática mais utilizada em residências, palácios, palacetes e edifícios públicos do Alentejo e Algarve. Mas os novos tempos, juntamente com as novas preocupações ambientais que eles acarretam, prometem fazer ressurgir a taipa na arquitectura.

Aqui não se trata apenas de fazer erguer edifícios a partir da terra, mas com a terra – material ecológico, reutilizável, que não gera resíduos e tem pouca energia incorporada. “Pela crescente temática da arquitectura bioclimática e da construção sustentável, a terra é um material actual”, revela ao Green Savers Francisco Seixas, co-fundador da Betão e Taipa, empresa que se dedica à construção e reabilitação de edifícios com base em técnicas tradicionais.

Nas últimas décadas, o movimento de recuperação da taipa tornou-se mais intenso e assiste-se a uma consciencialização geral das suas inúmeras vantagens. Por se associar à sustentabilidade, ao conforto e à eficiência energética dos edifícios, a taipa começou a ganhar terreno e a revelar-se mais vantajosa do que a construção em betão e tijolo.

No que diz respeito à construção, a terra caracteriza-se pelos baixos consumos de energia, de emissões de CO2 e níveis de poluição quase nulos, informa Francisco. “Na fase de utilização do edifício, as paredes de taipa permitem uma poupança energética bastante significativa porque promovem a qualidade do ar interior e a capacidade de controlar o nível de humidade relativa”, explica.

A qualidade da técnica é tal que, na maioria das situações, os níveis de conforto no Verão e no Inverno são facilmente atingidos sem ser necessário recorrer a sistemas de aquecimento ou arrefecimento.

Construir com a terra

A vida útil das construções em taipa pode variar conforme a sua qualidade, mas existem estruturas com muitas centenas de anos que apenas necessitam de uma manutenção adequada – enquanto os edifícios de construção corrente têm uma vida útil média de 50 a 60 anos, aponta Francisco.

Para assegurar a qualidade, é imprescindível saber se o solo em causa é adequado para a construção. “Em taipa aproveitamos a terra local, mas só depois de vários testes e ensaios é que passamos à construção.”

As paredes são construídas no local – a terra ligeiramente humedecida é introduzida numa cofragem, compactada manualmente com um pilão ou com recurso a meios mecânicos.

Não há propriamente uma relação directa entre o clima e a construção em terra, o que permite a este tipo de construção estar presente em todo o mundo – a Grande Muralha da China, por exemplo, é parcialmente construída em terra. “Em França existem muitas empresas de taipa de pequena dimensão, porque as casas até 100 m2 não necessitam de licenciamento e alvarás e podem ser feitas em auto construção”, explica Francisco.

A taipa em Portugal

Em Portugal não existem muitas empresas que saibam reabilitar edifícios construídos em terra crua. O resultado são intervenções executadas com o recurso a materiais e técnicas que não são compatíveis com o existente. “Os resultados ficam à vista: a desagregação e descolamento dos revestimentos é das patologias mais comuns e que deriva da utilização de argamassa cimentícia.”

Francisco, desenhador, fundou a Betão e Taipa em 2004, em conjunto com Maria da Luz Seixas, arquitecta, quando resolveram regressar a Serpa, de onde são naturais, e recuperar valores e técnicas de construção tradicionais da região.

“O nosso posicionamento no mercado actual é principalmente a construção tradicional, total ou parcial de edifícios, com técnicas mais próximas das técnicas tradicionais e mais ecológicas.”

A empresa tem desenvolvido actividade tanto em Portugal como em Espanha, sendo que novas oportunidades de negócio se avizinham em mercados mais a norte da Europa e em África. A construção em taipa no alojamento de turismo rural Cantar do Grilo, em Serpa, ou na adega das Herdades do Rocim, em Cuba, são exemplos do uso da técnica em Portugal pela empresa.

Publicado em Casas, PortugalComments (0)

Recomendações

Blogroll