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Universidades do Minho e Aveiro criam plataforma para valorização sustentável dos resíduos


O ITeCons, que pertence à TecMinho, da universidade homónima, e a Universidade de Aveiro criaram uma plataforma de estímulo e divulgação para a valorização sustentável de resíduos, a Shared Wasted Solutions (SWS), explicou ao Green Savers César Cardoso, do Departamento de Engenharia da Universidade do Minho.

Numa época em que a fragilidade económica e ambiental coloca novos desafios ao sector produtivo, esta plataforma representa um projecto inovador na definição de estratégias para a sustentabilidade dos programas de valorização resíduos da indústria”, explicou o responsável.

De acordo com César Cardoso, um maior aproveitamento possível dos processos produtivos é hoje factor de diferenciação e de competitividade para as empresas, como forma de suprimir o custo económico-ambiental associado à eliminação de resíduos.

“Apesar do esforço que tem sido efectuado no sistema nacional de gestão de resíduos, identificaram-se com esta plataforma várias oportunidades de melhoria”, continua César Cardoso. Assim, ele permite credibilizar e divulgar eficazmente as soluções de valorização de resíduos que não encontram espaço no mercado sem esse impulso; apoiar os produtores de resíduos na sustentação de pedidos de reclassificação de resíduos em subprodutos; e criar um fórum que concilie o interesse das entidades produtoras de resíduos com a capacidade técnica do sistema científico e tecnológico, num esforço coordenado para a construção de soluções sustentáveis de gestão de resíduos.

A plataforma é composta por um “moderno sistema de informação” e uma rede de contactos que, no seu conjunto, servirão de veículo de cooperação entre empresas e entidades do sistema científico e tecnológico, tornando o conhecimento e experiências mais acessíveis e ao alcance de todos.

“Pretende-se envolver empresas que detenham resíduos, instituições do sistema científico que possuam conhecimento científico ou tecnológico passíveis de serem incorporados na valorização de resíduos ou instituições interessadas em utilizar soluções sustentáveis e com isso desenvolver o mercado de produtos com elevado valor acrescentado de baixo impacto ambiental”, concluiu o professor. “A gestão eficiente de resíduos representa um momento de oportunidade”, concluiu.

Conheça melhor o projecto.

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O aquário inteligente que se limpa sozinho (com FOTOS)


Limpar aquários é uma tarefa que aborrece muitos donos de peixes. Mas esta pode ser uma tarefa do passado, pois uma jovem designer britânica inventou um aquário que nunca precisa de limpeza, assim como também não é necessário mudar a água nem o filtro. É apenas necessário repor a água que vai evaporando naturalmente e alimentar os peixes.

Este é o conceito criado pela estudante da Loughborough University, Suzy Shelley. O aquário chama-se Avo e tem uma capacidade de 15 litros, estando equipado com uma tecnologia que permite aos peixes, plantas e bactérias trabalhar em conjunto para criar um ecossistema equilibrado.

O fundo do aquário está em constante movimento, o que permite reciclar as velhas bactérias em alimento para as plantas que crescem no aquário, criando espaço para as novas bactérias prosperarem. “A amónia, nitrito e nitrato são naturalmente removidos da água, o que significa que a água nunca necessita de ser mudada”, indica a estudante, citada pelo Daily Mail.

O aquário possui uma lâmpada LED inteligente optimizada para a fotossíntese e crescimento das plantas, que permitem manter a água limpa. A lâmpada torna-se vermelho suave de manhã, branca durante o dia e azul à noite. O aquário foi concebido para peixes tropicais, com uma temperatura de água constante, 27 graus Celsius. As plantas estão dispostas em sete vasos para que sejam de fácil manutenção e movimentação, o que permite mudar o visual do tanque.

Suzy Shelley demorou mais de quatro anos para desenvolver o aquário, que está agora em fase de angariação de fundos numa plataforma de crowdfunding. O aquário pode ser pré-encomendado por €190 mais portes de envio e deverá começar a ser entregue em Julho de 2015.

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Munique quer 100% de energia limpa até 2025


Dentro de onze anos, a terceira cidade alemã, Munique, quer deixar de depender de combustíveis fósseis. O desafio é praticamente impossível – a Stadtwerke München, empresa municipal de electricidade, terá de produzir 7,5 mil milhões de kilowwats hora de energia verde, para uma população de mais de um milhão de pessoas –, mas a cidade da Baviera acredita que lá poderá chegar.

Entre os diversos projectos já em andamento para alcançar a meta destaque para a instalação de uma central hidreléctrica instalada no Rio Isar. O funcionamento da centrla garantiu o abastecimento de energia de fonte limpa a quatro mil casas da cidade alemã. E no zoológico de Munique, o esterco de elefante é convertido em biocombustível.

Segundo o Planeta Sustentável a Stadtwerke München também tem investido em projectos renováveis noutros países europeus, como uma central solar na Andaluzia, na Espanha, e em quintas eólicas no Mar do Norte, entre a Inglaterra e a Escandinávia. A electricidade produzida nestes lugares alimenta a rede integrada da Europa. Muitas empresas e comerciantes locais também estão a fazendo a sua parte, ao optar por energia limpa junto às suas companhias de eletricidade.

É certo que a Alemanha é um dos países mais avançados do mundo no que toca a iniciativas de sustentabilidade e tecnologias verdes, mas nem mesmo esta liderança conseguirá levar Munique para a auto-suficiência energética sustentável até 2025.

Foto: Mihai Dragan / Creative Commons

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EMEL oferece €10 em estacionamento até terça-feira


A Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa (EMEL) está a lançar uma aplicação para facilitar o pagamento do tarifário de estacionamento através de smartphone, a ePark, e oferece €10 a todos os utilizadores que a instalarem até 30 de Setembro, terça-feira – sim, leu bem, oferece.

De acordo com o Menos Um Carro, a aplicação permite uma “melhor gestão dos gastos”,  já que o utilizador “apenas paga pelo tempo efectivo de estacionamento”. Ao estacionar, o utilizador deve aceder à aplicação, seleccionar a opção ‘Iniciar’ e o tempo começa a contar até ao período máximo permitido nessa zona. Quando regressa ao carro, basta seleccionar a opção ‘Terminar’ e concluir o pagamento.

É ainda possível controlar o período de estacionamento, reduzindo ou aumentando remotamente o mesmo sempre que necessário, ou seja, se está longe do carro e o tempo que tinha pago terminar, pode prolongá-lo recorrendo à aplicação; se, pelo contrário, demorar menos tempo do que tinha pago inicialmente, pode parar a contagem e “só o valor correspondente ao período real que o carro esteve estacionado lhe é debitado”.

A aplicação ePark da EMEL foi testada num projecto-piloto que arrancou em Junho deste ano em algumas zonas de Lisboa e foi agora ampliada a toda a área metropolitana. A aplicação ePark está também disponível para os dispositivos Android e iOS.

A empresa anunciou recentemente também o lançamento de um projecto que avisa onde há lugares vagos de estacionamento. Esta aplicação, lançada com o objectivo de facilitar a procura de lugares para estacionar os automóveis, já foi testada na Avenida da Praia da Vitória (junto ao Saldanha) e funciona através de sensores colocados no alcatrão.

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5 locais remotos nunca antes vistos (com FOTOS)


A empresa chinesa Tencent, uma espécie de Google Street do gigante asiático, lançou o maior projecto de imagens territoriais daquele país, que cobre as principais cidades mas também, ao contrário do que se poderia esperar, várias áreas remotas.

Como colosso geográfico, a China esconde belezas inimagináveis, muitas delas remotas e praticamente impossíveis de lá chegar. É aqui que o projecto se torna mais interessante, uma vez que há pelo menos cinco regiões pouco ou nada conhecidas que foram alvo da reportagem fotográfica.

A Tencent Maps afirma que catalogou partes do país que os chineses nunca terão a oportunidade de ver. E se os próprios chineses não conhecerão, o que dizer do resto da população global? Veja cinco dos locais mais remotos do mundo, provavelmente pela primeira vez.

1.Ilhas Diaoyu / Senkaku

Os chineses chamam-lhe ilhas Diaoyu, os japoneses Senkaku, mas o local é o mesmo e disputado pelas duas nações. O mapa da Tencent inclui imagens de satélite das ilhas e permite ao utilizador passear por cada uma delas.

2. (fotos 2 a 5) Yueyaquan, um oásis no deserto

O lago Yueyaquan encontra-se situado no deserto de Gansu, no norte chinês. Com 218 metros de comprimentos, ele foi em tempos um dos locais mais importantes da rota da seda, por razões óbvias. Hoje, ironicamente, é um local remoto.

3. (fotos 6 a 9) Montanhas do Grande Khingan

A montanha do Grande Khingan é uma elevação entre 1.200 a 1.300 metros e local de origem das minorias étnicas do nordeste chinês, como os oroqen – que ainda lá vivem, aliás.

4. (fotos 10 a 13) O rio Yarlung

O mapa permite aos utilizadores navegarem ao longo deste rio que nasce no Tibete e chega até à Índia.

5. (foto 14).Base do Monte Evereste

Há tempos, o Google lançou mapas dos quatro maiores picos do mundo. A Tencent seguiu a mesma estratégia e enviou fotógrafos ao campo base do Evereste, no Tibete. Como o Google Street não foi autorizado a entrar na China, esta é outra novidade disponibilizada pelo Tencent.

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A ferramenta online que poupa tempo e dinheiro ao sector do ambiente (com VÍDEO)


Joana Custódio e João Silva trabalham na Câmara Municipal de Rio Maior e monitorizam a qualidade da água do concelho. Para simplificarem o registo dos valores utilizam a Earth Indicators, uma nova ferramenta – e plataforma web – que vem colmatar a falta de tecnologia no sector ambiental.

“O objectivo é reduzir o tempo entre o levantamento de dados e a sua análise. Pretendemos que os nossos clientes consigam tomar decisões mais informadas e atempadas”, explicou ao Economia Verde Nuno Boavida, da Earth Indicators.

A ferramenta pode ser utilizada em qualquer sector que precise de monitorização ambiental – sendo uma plataforma online, ela pode transmitir dados em tempo real para qualquer parte do mundo, facilitando a tomada de decisões com base nos indicadores introduzidos.

“Há semanas de trabalho que podem ser esmagadas”, explicou João Santos, também da Earth Indicators. “O tempo de resposta a situações de emergência [também será menor]”.

Um dos sectores que já utiliza a Earth Indicators é o das salinas. “A partir do momento em que fazemos a recolha da água teríamos de a analisar, e só vários dias depois é que os dados chegavam até nós. A produção é agora mais eficiente”, explica Luís Lopes, produtor de sal em Rio Maior.

“Estamos a acrescentar inovação ao processo da evaporação. Esta é uma tecnologia importantíssima para percebermos as alterações [na produção]”, continuou o responsável.

Nuno Boavista, João Santos e Nuno Freire têm um passado ligado à engenharia informática, ambiental e civil e o Earth Indicators é o seu passaporte para pôr de lado a ideia de rumar ao estrangeiro, à procura do incerto, e fixar-se definitivamente em Portugal. E é também por isso que o episódio 298 do Economia Verde é – também – tão importante.

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