“O petróleo é o suporte do bem-estar da humanidade”

“Muitas pessoas dizem que é preciso libertarmo-nos da escravatura do petróleo, mas é graças a ele que mantemos os actuais padrões de qualidade de vida. O petróleo é o suporte do bem-estar da humanidade. [A indústria petrolífera] permitiu o transporte de bens e serviços, tal como as telecomunicações permitiram a globalização do dinheiro”.

As palavras pertencem ao presidente-executivo da Galp, Manuel Ferreira da Oliveira, e foram proferidas na última sexta-feira, durante a conferência “Energia – os próximos 30 anos”, organizada pelo Diário Económico.

Aliás, o executivo português foi bem claro no seu discurso: a indústria petrolífera é responsável pelo fornecimento de 80% da energia primária mundial e deverá manter este estatuto de liderança nas próximas décadas.

Leia o que disse na quinta-feira o CEO da EDP, António Mexia, sobre as renováveis.

De acordo com o presidente da Galp, as energias renováveis são complementares – e não simplesmente alternativas – ao petróleo ou gás natural, dois combustíveis fósseis que continuarão a liderar, nas próximas décadas, o desenvolvimento económico mundial.

“O mundo tem que trabalhar arduamente para encontrar combustíveis complementares ao petróleo e gás natural. Isso implica um esforço conjunto. Não conheço nenhum líder na indústria petrolífera que se oponha às energias complementares”, defendeu o gestor na conferência.

A indústria petrolífera fornece actualmente 80% da energia primária em todo o mundo e o gestor admite que, com o crescimento demográfico mundial, todas as energias serão “fundamentais para fazer face ao desafio” de termos nove mil milhões de habitantes no Planeta em 2050.

“No futuro precisaremos de todas as fontes de energia: o gás, o vento, a água”, explicou ainda Ferreira de Oliveira.

Finalmente, o gestor lamentou a “grande falta de comunicação do sector”, o que implica um “esforço conjunto” deste para mudar a situação. Estará o sector petrolífero a comunicar mal e, assim, a ser incompreendido por parte da população global e restantes stakeholders? Ou as petrolíferas ainda não perceberam a importância das renováveis – ou complementares.

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