Viveiro em Montemor-o-Novo produz mais de 150 espécies da flora portuguesa

Foi em 2015 que nasceu em Montemor-o-Novo, no âmbito do projeto europeu LIFE LINES, o Viveiro da MARCA-ADL. Nascem neste berçário herbáceas, arbustos e árvores da flora portuguesa, uma quantidade superior a 150 espécies, que se diversifica entre os valores alimentares, medicinais e ecológico.

Estas plantas são utilizadas em trabalhos de reflorestação, regeneração de habitats, conservação da natureza e jardins adaptados às alterações climáticas, mas também contribuem para a investigação de métodos de propagação de espécies emblemáticas e para a manutenção da biodiversidade local.

Entre as várias plantas presentes neste viveiro encontramos espécies como o medronheiro, a alfarrobeira, o castanheiro a alfazema, os rosmaninhos, mas também espécies como o pilriteiro ou o azevinho, cujas bagas e flores atraem pássaros, abelhas e insetos polinizadores. As plantas nativas, ao estarem adaptadas ao clima mediterrâneo, requerem menos água, contribuem para a conservação do solo e são mais resistentes a pragas ou doenças florestais. Por outro lado, são também essenciais para a melhoria da qualidade do ar e armazenamento de carbono atmosférico.

“No viveiro focamo-nos na capacitação, investigação e produção de plantas nativas. Com a comunidade local desenvolvemos atividades pedagógicas, atividades de team building, percursos interpretativos à descoberta do poder das plantas, da natureza comestível e da biodiversidade em redor, junto de jovens e da população em geral” afirma Lúcia Pereira, técnica de projetos de ambiente da Marca-ADL, também responsável pelo acompanhamento de voluntários nas plantações de campo, recolha de sementes e preparação das sementeiras do viveiro florestal. “Temos as portas abertas para receber e apresentar o nosso trabalho a quem nos quiser visitar e conhecer”, acrescenta.

Entre outros serviços associados ao viveiro, destacam-se a produção de plantas autóctones por encomenda, as ações de controlo de invasoras, através da remoção e substituição por espécies autóctones prioritárias, bem como, os trabalhos de plantação e reflorestação que visam a melhoria do estado de conservação dos habitats naturais e adaptação de espaços urbanos e jardins às alterações climáticas.

Anualmente, o Viveiro recebe uma média de 300 voluntários de nacionalidade portuguesa e estrangeira.

“Ao longo destes 20 anos de existência contribuímos para a dinamização da economia local, no concelho de Montemor-o-Novo. Promovemos os recursos endógenos, o património e a cultura nas regiões rurais do Alentejo, partilhamos este conhecimento junto de escolas e grupos de jovens. Procuramos soluções locais para problemas globais”, explica Marta Mattioli, presidente da direção desta associação de desenvolvimento local.



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