6 inimigos pouco conhecidos do sistema imunitário e como combatê-los

Para ter um sistema imunitário de ferro é preciso alimentar-se bem, fazer exercício físico e não stressar. Mas seguir apenas estas regras pode não ser suficiente para proteger a sua saúde.

A qualidade do sono ou mesmo das relações com amigos e familiares são também factores importantes para que o sistema imunitário se proteja das doenças.

Confira abaixo alguns factores menos conhecidos que derrubam as defesas do organismo e como combatê-los, segundo a Veja e o agregador O Meu Bem Estar.

1.Dormir mal

Dormir menos de seis horas por noite pode desregular o ritmo circadiano (período de 24 horas em que se completam as atividades biológicas do organismo), causando a falha na produção de substâncias importantes para o bom funcionamento do organismo. Entre elas, os corticoides, anti-inflamatórios do organismo. O sono durante a noite também induz a fabricação de melatonina, hormona que ajuda na produção de leucócitos que combatem microrganismos e evitam as doenças. Sem eles, a porta fica aberta para as infecções. O ideal é dormir entre 7 a 8 horas de sono por noite, num ambiente escuro e silencioso e com uma temperatura agradável.

2.Exagerar na comida fast-food

A falta de alguns nutrientes, provocada pela má alimentação, afecta o sistema imunitário. A vitamina C tem sido associada a uma boa imunidade, pois é um importante antioxidante. O nosso “exército de defesa” é formado por células que nascem e morrem a todo o momento, num processo contínuo de renovação: quando há algum quadro de infecção, as células de defesa no organismo aumentam e, quando a resposta inflamatória acaba, as células morrem. A vitamina C evita a morte (ou a oxidação) de uma parte dessas células, deixando o nosso corpo mais preparado para lutar contra  os agentes externos. É importante, portanto, seguir uma dieta equilibrada com leites e iogurtes (para o fortalecimento do sistema imunitário), cereais integrais, castanhas, sementes e leguminosas, (fontes de zinco), peixes e azeite (contêm ómega-3) e arroz integral, semente de girassol ou soja (com vitamina B).

3.Viver stressado

Fases de trabalho excessivo ou problemas familiares intensos podem levar a alterações cardiovasculares, como pressão alta e taquicardia. Esse tipo de situação também aumenta a produção de corticoides, hormonas que, em excesso, diminuem a actividade e a eficiência do sistema imunitário. Para o médico João Viola, investigador do Instituto Nacional do Cancro (Inca) e presidente da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBIM), “o ideal é fazer pausas no trabalho para respirar ou ter momentos de folga das discussões familiares”. Estudos demonstram que a meditação é um bom aliado para relaxar, lidar melhor com o stress e reforçar as defesas do organismo.

4.Passar muito tempo sozinho

Um estudo publicado em 2013 mostrou que a solidão pode enfraquecer o sistema imunitário e deixar o corpo mais vulnerável a doenças como herpes ou quadros de inflamações crónicas, como artrite reumatóide e diabetes tipo 2. Isso acontece porque a solidão é um tipo de stress, situação que afecta as defesas do organismo. A melhor arma contra a solidão é procurar amigos, familiares ou colegas de trabalho, que ajudem a relaxar. Outra opção é fazer actividades em grupo.

5.Fumar e beber

O consumo prolongado de álcool e cigarro inibe a resposta imunitária do organismo. Isso faz com que algumas infecções, como as respiratórias, de garganta e de boca, surjam. Evitar o tabaco e as bebidas alcoólicas previne não só a baixa imunidade, mas também doenças mais sérias como o cancro de pulmão e de boca. Alguns estudos mostram, no entanto, que o consumo moderado de vinho ou cerveja pode proteger contra doenças cardiovasculares.

6.Manter hábitos sedentários

Ficar parado durante um longo tempo diminui o metabolismo e torna o corpo mais lento na hora de produzir as células do sistema imune. Por isso, tente fazer exercícios físicos, com actividades constantes e regulares. Os exercícios aeróbicos, como ginástica ou corridas, são os mais indicados pela Sociedade Brasileira de Imunologia.

Foto: J E Theriot / Creative Commons

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